terça-feira, agosto 16, 2022

Gripen para o Brasil

Embraer pode parar a produção do KC-390 se governo não pagar os programas de Defesa

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Alexandre Galante
Alexandre Galante
Jornalista, designer, fotógrafo e piloto virtual - alexgalante@fordefesa.com.br

KC-390 em voo

ClippingNEWS-PASÃO JOSÉ DOS CAMPOS  –  O diretor-presidente da Embraer, Frederico Fleury Curado, disse que a empresa não pretende reduzir o ritmo de desenvolvimento do seu principal produto na área de defesa — o jato de transporte militar KC-390 — por conta dos atrasos no pagamento das parcelas devidas pelo governo brasileiro.

“Ainda temos algum tempo pela frente, mas essa não é a intenção no momento”, disse, em teleconferência com analistas sobre os resultados do primeiro trimestre.

O executivo ressaltou, porém, que se o governo interromper o pagamento dos programas, a Embraer será obrigada a paralisar a produção. “Não vamos pagar o resto do desenvolvimento sozinhos”, afirmou. Dependendo da situação, segundo ele, o impacto vai se refletir no atraso das entregas, que serão mais lentas. Ele ressaltou ainda que o melhor quadro hoje é a continuidade do programa conforme o planejado.

A previsão de exportação de produtos de defesa, como o KC-390 e o Super Tucano, segundo Curado, deve balancear uma eventual redução de investimentos do lado brasileiro. O presidente da Embraer disse que a companhia manterá o foco nos três principais programas da defesa, que são o KC-390, a integração dos sistemas do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicação Brasileiro (SGDC) e o Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron).

O vice-presidente financeiro e de relações com investidores da Embraer, José Antônio Fillipo, disse em entrevista a jornalistas que o valor total a receber da Embraer relacionado aos programas que a empresa tem com o Comando da Aeronáutica é da ordem de R$ 850 milhões.

Deste total, cerca de R$ 700 milhões são relativos ao projeto do jato de transporte militar KC-390, que está sendo produzido para a Força Aérea Brasileira (FAB). A Embraer recebeu a primeira parcela dos atrasados, no valor de R$ 138 milhões, no começo de abril.

No balanço divulgado nesta quinta-feira, a Embraer informa que as contas a receber de clientes aumentaram R$ 567 milhões no primeiro trimestre em relação ao quarto trimestre. O total devido atingiu R$ 2,44 bilhões, refletindo o alongamento dos ciclos de pagamento de alguns clientes, principalmente no segmento de defesa e segurança.

A participação do segmento de defesa e segurança na receita total da Embraer caiu de 31,8% no primeiro trimestre de 2014 para 20% no mesmo período deste ano. A receita total do setor atingiu R$ 614,8 milhões, ante os R$ 931,4 milhões registrados no primeiro trimestre do ano passado.

FONTE: Valor Econômico

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Aldo Ghisolfi

“Dependendo da situação, segundo ele, o impacto vai se refletir no atraso das entregas, que serão mais lentas.”

Acho que não… se atrasar, quase certo que o programa vai fracassar.

A Administração Pública é extremamente irresponsável e, no que depnder de qualquer coisa para as FFAA, é esse o modelito.

Franco Ferreira

O gato subiu no telhado.

Corsario137

Os acionistas da Embraer agradecem o cancelamento ou suspensão temporária.

A empresa fechar o trimestre no prejuízo quando o contrário seria um lucro de aprox. R$ 500 milhões não é algo que pode ser colocado na conta do patriotismo.

A velha máxima continua valendo: No money, no love.

Pedro

Olá senhores! Eu não acredito que o programa KC-390 (altamente estratégico tanto para a FAB como para o futuro das exportações de manufaturados brasileiros) esteja nessa situação! A direção da Embraer que é profissional deixou bem claro que se não pagar o que deve, cancelará o programa! Agora cá entre-nos um país como nosso não pode manter um programa de menos de um bilhão de dólares? Nossa só que se desperdiça com a corrupção numa estatal já pagaria com folga esse projeto. Lembrando que o projeto KC-390 é todo da FAB e com valiosas opiniões da Brigada Paraquedista do Exercito.… Read more »

Pedro

Corrigindo: BNDES… Perdoem o desabafo, mas não me conformo em ter um produto como o KC-390 correndo risco de cancelamento. E para aqueles eternos críticos da Embraer pensem um pouco nos empregos que deixaram de existir.

Marcos

Não dão conta de meros R$500 bi (R$600, R$700, o valor certo ninguém fala) e dai querem ToT irrestrita, cujos custos são estratosféricos, para desenvolver caça?

Nick

A Embraer tem responsabilidade com seus acionistas. Não pode ficar absorvendo prejuízos, se o fizer põe em risco a saúde financeira e até mesmo o futuro da companhia.

O GF TEM de honrar seus compromissos, não só com a Embraer, mas também com os parceiros de risco do programa, a FAB e porque não dizer todos nós que pagamos impostos. Fazer ajustes no orçamento federal, sim, mas não à custas de um programa como o KC-390, no qual já foram gastos R$ bilhões, e pode trazer retorno muito maior em termos de empregos, impostos e knowhow.

[]’s

_RJ_

Arriscar parar o programa KC-390 é uma burrice sem tamanho, principalmente quando se vê o enorme esforço da FAB para manter operando os Hércules com segurança. O KC significa economia nos custos operacionais, justamente substituindo aviões já cansados e de manutenção custosa, mas que ainda são o burro de carga das forças armadas. Na minha opinião, o KC-390 é infinitamente mais importante do que o SubNuc, uma vez que o transporte tático é o dia a dia das forças armadas, e não para uma eventualidade de um conflito. O governo precisa entender que não pode priorizar um sonho (subnuc) e… Read more »

_RJ_

OFF-TOPIC

http://creditorial.com.br/portal/noticias/DetalharNoticias.aspx?id=3900
“BradarSar é o novo radar da Bradar para sensoriamento remoto”

Finalmente transformaram em produto, ao invés de só vender o serviço. (agora falta só incluir no portifólio o Phenom 300 já equipado com BradarSar)

Templario

As empresas brasileiras não aprendem, fazer negócio com o governo é impossível, na maioria das vezes as empresas perdem.

Seu eu fosse acionista da Embraer já estaria de olho.

Baschera

Amigos Editores:

A melhor e mais completa (além de longa) reportagem sobre o KC-390 que já vi…. descoberta pelo colega “Braziliano” do FBM….. produzida pela imprensa chinesa.

https://www.youtube.com/watch?v=qL-SzJjD76g

Sds.

Marcos

Já tinha visto esse reportagem sobre o kc 390. Aos 8 minutos começam inclusive a aparecer imagens do simulador de voo do kc 390, coisa que não temos acesso por aqui.

Franco Ferreira

O KC-390 encontrou o FX-2 lá em cima do telhado… Há quem diga que estão se estranhando.

a.cancado

Depois de TUDO isso, ALGUÉM aí ainda tem a CARA-DE-PAU de defender o governo do PT?

Mauricio R.

Ah a Embraer está de mi,mi,mi, então poda ela de todos os projetos da União!!!
Poda do F X-2, poda dos upgrades dos F-5; A-4 e A-1.
Poda a Visonia do projeto do satélite e poda a Hápia tb.
Simples assim.
Deixa ela num cercadinho, tal qual criança birrenta, cuidando de seus E-1, E-2, jatos executivos, etc, etc, etc…
Larga a mão, larga lá!!!

Templario

ENTREGA DE AERONAVES POR SEGMENTO
2014
Aviação Comercial 92
EMBRAER 170 1
EMBRAER 175 62
EMBRAER 190 19
EMBRAER 195 10
Aviação Executiva 116
Phenom 100 19
Phenom 300 73
Legacy 500 3
Legacy 600/650 18
Lineage 1000 3
Defesa & Segurança 7
Super Tucano 7
EMB 145 AEW&C –
TOTAL JATOS 215

Templario

Em fevereiro de 2013, a
Força Aérea dos Estados Unidos concedeu o contrato do programa LAS à Sierra
Nevada Corporation (SNC) para fornecer as aeronaves da Embraer, bem como
equipamentos para treinamento em solo, treinamento de pilotos e mecânicos e
suporte ao cliente. Em 2014, a Embraer Defesa & Segurança entregou um total de
sete Super Tucanos.

Marcos

Concordo com o Mauricio em número, gênero e grau: vamos deixar a Embraer, essa fabricante de aviões, no cercadinho. Vamos passar todos os contratos para quem entende do assunto: Odebrechet, Camargo Correa, OAS e Andrade Gutiereez.
Tacá-lhe pau, Mauricio!!!

Templario

Triste

Hehehe…

=)

Pessoal entende dos paranauê

Pangloss

Este post deveria ser matéria obrigatória para qualquer otimista que cogite o desenvolvimento de um caça nacional.

Mauricio R.

Regra geral do desenvolvimento de material bélico, aplica-se a aviões de treinamento, de caça, de transporte, de alerta antecipado e ISR; carros de combate, veículos de artilharia autopropulsada, veículos de transporte de tropa e reconhecimento; submarinos e fragatas:

Só desenvolve material bélico, quem desenvolve, cria as tecnologias necessárias e não quem licencia tecnologia de terceiros.

rommelqe

O Brasil tem por volta de 14.000 sindicatos, todos subsidiados pelo estado. Considerando que cada um deve ter mais do que uns 5 dirigentes, temos uns 70.000 sindicalistas, muito mais do que muitas ” categorias” de trabalhadores, produzindo apenas greves e ódio sem fundamento.
A industria de aviação produz muito mais do que empregos, produz bens inestimáveis para nosso desenvolvimento social e indispensáveis para garantir nossa autodeterminação enquanto nação. Que alguem de bom senso e responsável pela priorização dentre os itens orçamentários não se esqueça disso.

Vader

Esse projeto é estratégico demais para a FAB e, principalmente, o EB, que com ele ganha uma força de projeção inédita em termos de América Latina. Estratégico demais para parar.

A Embraer é uma empresa privada, responde a um conselho de acionistas, e não tem obrigação de ficar sustentando as desventuras do governo do PT. Por seu turno, ela lucra e muito com seus contratos com o governo.

As partes irão entrar em concórdia. Não há alternativa. Ou melhor: a alternativa é o desastre. Para a Embraer e para o país.

Luiz Monteiro

Prezados,

Não é só o KC-390. Os F-5E/F, A-1 e A-4 possivelmente sofrerão reprogramação ou revisão de quantidades.

Abraços

Guilherme Poggio

O GF é só dor de cabeça para a Embraer. Até quando a EDS vai manter os funcionários das linhas de modernização do AMX, F-5 e projeto do KC-390? Tudo parado. Só prejuízo para a companhia. Demissões à vista.

Douglas Falcão

enquanto isso a MB faz projeto para troca de todo o grupo propulsor da sucata SP…. As FA deveriam concentrar os investimentos em poucos e modernos projetos. é o que dá. Reforma de velharia, só do que for essencial, como das Niterói e olha lá. Alias, o ModFrag foi aquela reforma que reformou mas não reformou muito não é? Se vai ter pessoal sobrando depois, é culpa da sociedade que não vê necessidade nesse tipo de investimento e das próprias FA que não entendem que em uma democracia vc tem que explicar necessidades, prioridades e prestar contas à sociedade civil.… Read more »

_RJ_

Douglas, no Modfrag fez-se muito gastando pouco, e as Niterói permaneceram naves fantásticas frente ao possível, mas nenhuma reforma pode torná-las eternas, principalmente com o uso intenso. Num país presente em duas guerras externas e combatendo num front interno (Unifil, Minustah e pacificações) sem admitir estar em guerra, corta-se o investimento militar, mas usa-se os meios até que eles não aguentem mais. Ou chama de volta as tropas ou admite-se que precisa gastar recursos. O KC-390 é um avanço e tanto e substituir os cansados C-130 por essa plataforma significa uma economia considerável em custo de operação (além dos lucros… Read more »

rommelqe

E ainda insisto: o KC-390 é um excelente negócio por si só. Não houvesse motivos melhores – o que inclui a segurança nacional – bastaria olhar apenas como um produto manufaturado, singelamente, tem que obrigatoriamente ser, ou seja, trazer benefícios econômicos. Não estamos falando em investir em algo sem nenhum retorno imediato ou previsivel. Estamos falando de aeronave que possui um potencial de vendas comparável a um Brasilia? Ou a um E-190? Claro, mas…não sendo produtos de alta tecnologia desenvolvido em grande parte aqui mesmo, vamos investir no que? Em termoelétrica na bolivia?

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