terça-feira, janeiro 18, 2022

Gripen para o Brasil

Força Aérea dos EUA fecha contrato de US$ 91,5 milhões com a Raytheon para o MALD-J

Destaques

Alexandre Galante
Jornalista, designer, fotógrafo e piloto virtual - alexgalante@fordefesa.com.br

MALDs on a B-52

Tucson, Arizona, 31 de marco de 2015 – A Raytheon Company recebeu uma modificação de contrato com a USAF no valor de US$ 91,5 milhões para o míssil Miniature Air Launched Decoy Jammer (MALD-J). A modificação do contrato é para o lote 8.

O trabalho será realizado em Tucson e está previsto para ser concluído até junho de 2017. Este contrato foi registrado no primeiro trimestre de 2015.

Sobre MALD e MALD-J
O MALD é um veículo aéreo modular dispensável no estado-da-arte, lançado do ar e programável. Ele pesa menos de 300 libras (136 kg) e tem um alcance de cerca de 500 milhas náuticas. O MALD-J adiciona capacidade de bloqueio de radar (“jamming”) para a plataforma básica MALD.

O MALD confunde as defesas aéreas inimigas duplicando perfis de voo e assinaturas de radar de aeronaves amigas. O MALD-J mantém todas as capacidades do MALD e adiciona capacidades de bloqueio eletrônico. A Raytheon começou a entrega de MALD-Js no outono de 2012.

Veja no vídeo abaixo o MALD sendo utilizado para enganar as defesas antiaéreas inimigas, simulando alvos falsos.

FONTE: Raytheon

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joseboscojr

Galante,
Ele pesa menos de 300 libras(136 kg).

Alexandre Galante

Valeu, Boscão!

Hamadjr

Alguém pode tirar uma dúvida, este artefato não tem carga explosiva então quando lançado pode ser recuperado? e sua autonomia em voo depende de sua programação.
Ou lançou perdeu.

joseboscojr

Hamad, Ele não pode ser recuperado. Ele tem navegação inercial + GPS e pode simular um ataque aéreo vindo de diversas direções, utilizando diversos pontos de baliza. Sua capacidade de “vadiagem” é empregada no modelo J como um interferidor ativo, atazanando a vida do defensor à queima roupa. Quanto a não ter explosivos, ele não tem ogiva, mas deve ter algum explosivo que garanta sua autodestruição no final da missão. Ele é um míssil cruise miniatura de baixo custo (sem ogiva, sem seeker terminal, etc) e nada mais lógico de não só parecer uma ameaça, mas se tornar uma ameaça… Read more »

joseboscojr

Estamos num novo limiar da tecnologia. Se a década de 80 no brindou com os mísseis cruise como são hoje, atualmente os novos mísseis cruise propulsados por turbina tendem a ficar cada vez menores. Versões inicias do MALD pesam 45 kg e voam por 500 km. Os americanos cancelaram o programa NLOS, que teria um míssil cruise de 50 kg. Antes desenvolviam o SMACM, com 70 kg. Por muito tempo testaram o LOCAAS, com menos de 50 kg. Os britânicos estão desenvolvendo o Spear, com 80 kg. Essa nova geração de mísseis cruise só são superados em tamanho pelos propulsados… Read more »

joseboscojr

E há uma nova geração de minimísseis cruise que além de pequenos (menos de 300 kg), serão supersônicos e com grande alcance.
Novos tipos de propulsão que utilizam turbinas como a que combina micro turbojatos com propelentes de foguetes (air turborockets – ATR),como a que será usado no programa Hoplite (MBDA) ou como o turbo ramjet, o turbojato de ciclo variável (usados inclusive no MALI, uma versão supersônica do MALD), etc., aliados a outras mais exóticas, como o motor detonação pulsátil, a tecnologia ramjet miniaturizada ou à de propelente sólido com ducto (Meteor).

Hamadjr

Grato Bosco

É interessante como o uso de tecnologia para atormentar a vida do inimigo tem sido cada vez mais desenvolvido, fico imaginando caso um desses “vadios” acabassem fazendo o feitiço virar contra o feiticeiro.

HMS TIRELESS

Off Topic mas nem tanto: F-35 é testado em dogfight contra o F-16, e ao que tudo indica se saiu bem!

http://aviationweek.com/defense/f-35-flies-against-f-16-basic-fighter-maneuvers

Bosco, Vader, é com vocês…..

Galante, que tal publicar?

Rafael M. F.

Míssil Vadio. Adorei o novo termo termo.

Poderiam chamar também “Horn Missile”.

Já tó imaginando a cacetada de aplicações ofensivas e defensivas, podendo saturar eletronicamente as defesas terrestres ou de uma força-tarefa naval, ocultando um ataque principal.

Isso facilitará enormemente a defesa de países com FA’s pequenas contra potências maiores.

Rafael M. F.

A arena de batalha dos próximos 30 anos será um lugar interessantíssimo – e cada vez mais perigoso.

Rafael M. F.

“Horn missile” não…

Acho que o termo mais correto seria “vagabond”…

joseboscojr

Rafa,
O temo mais usado é “loitering”.

Mauricio R.

O MD, as FFAA e principalmente a BID, já sabem o que vem a ser e p/ o que serve o MALD???
Desconfio que não.

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