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Israel aprova encomenda de mais 14 caças F-35

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F-35A - voo primeiro exemplar de produção - foto Lockheed Martin

Decisão também inclui opção para outros 17 jatos. Anteriormente, se cogitava que o lote encomendado seria de 25 caças

Segundo notícia publicada pelo site Flightglobal em 1º de dezembro, Israel deverá adquirir um segundo lote de 14 caças furtivos F-35 Lightning II da Lockheed Martin, após o Gabinete do país aprovar a compra em 30 de novembro.  Um dos aviões do novo lote será dedicado a testes, que ajudarão no desenvolvimento e integração de sistemas dedicados de Israel para a aeronave, e a decisão também inclui uma opção para encomenda de outros 17 aviões, no caso da opção ser aprovada mais tarde.

O segundo contrato de Israel foi aprovado, em princípio, durante visita recente do ministro da Defesa Moshe Ya’alon aos EUA, onde se encontrou em Washington com sua então contraparte americana Chuck Hagel. Notícias anteriores cogitavam que este lote seria de 25 aeronaves.

A Força Aérea Israelense já garantiu aprovação para um lote inicial de 19 caças F-35A de pouso e decolagem convencionais, num negócio de 2,75 bilhões de dólares. Esses jatos foram encomendados como parte do oitavo lote de produção inicial em baixa cadência do programa do caça, e os dois primeiros exemplares têm entrega planejada a Israel no início de 2017, seguindo-se dos demais ao longo de 2018. Já se prepara a Base Aérea de Nevatim, no sul do país, para recebê-los.

F-35A com baias de armamentos abertas - foto via  Lockheed Martin

Enquanto isso, a Israel Aerospace Industries (IAI) investe em avançados sistemas e tecnologias de produção de aeroestruturas, após assinatura de contrato com a Lockheed Martin (em abril de 2013) para produção de asas para o F-35. Para tanto, estabeleceu-se nas principais instalações da IAI uma linha de produção automática no estado da arte. As primeiras entregas de asas estão programadas para meados de 2015, dentro de um contrato de 10 a 15 anos com valor potencial de 2,5 bilhões de dólares.

FONTE: Flightglobal (tradução e edição do Poder Aéreo a partir de original em inglês)

FOTOS (em caráter meramente ilustrativo): Lockheed Martin

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23 COMMENTS

  1. “Para tanto, estabeleceu-se nas principais instalações da IAI uma linha de produção automática no estado da arte.”

    Uôôôu… mas o que seria isso?

    A IAI fabricará só as aero estruturas das asas ou serão asas completinhas, tipo plug and play?

    E essa tal “…rodução automática no estado da arte.”? Ela tornaria as asas da IAI mais baratas por exemplo?

    Grande Abraço.

  2. Nunão,

    vlw… são asas completinhas mesmo.

    … mas a pergunta se a tal “linha automatizada no estado da arte” será capaz de produzir as asas de “forma mais barata” ainda tá valendo… se a Trilogia conseguir alguma informação a mais…. 🙂

    Grande Abraço.

  3. Oganza,

    Em geral, todas as notícias que falam de linhas desse ou daquele componente do F-35 pelo mundo (nos EUA, na Turquia, em Israel etc) destacam o fato de serem automatizadas, no estado da arte, blá blá blá blá blá.

    Por isso mesmo, não tenho parâmetros por enquanto para dizer se a linha israelense será mais automatizada ou “mais no estado da arte” ou mais barata em produção do que outras linhas de outros componentes do F-35, atuais e prospectivas.

  4. Marketing ou não, e sem querer ser óbvio mas já sendo, essa segunda compra por parte de Israel é um tremendo de uma tapa na cara dos críticos quanto ao programa e, mais ainda, quanto à qualidade da aeronave.

    Não adianta tentar ver de outra forma: um F-35A”I” é um atestado de qualidade como o Programa JSF sequer esperava.

    Pode chamar de orquinha, de feio, de gordo, de chato, do que quiser. Só não vale dizer que não presta. Essa não cola mais.

  5. Vader,

    na verdade nos últimos 40 anos é Israel que de fato tem “emitido” os certificados de qualidade dos caças americanos rsrsrs.

    Foi assim com F-16, com F-15 e provavelmente o será com o F-35… a estrelinha de David carimbada no produto é o que vale como “Provado em Combate”. O resto é mi mi mi 🙂

    Grande Abraço

  6. Se Israel amplia as encomendas e conhece de perto o projeto (algumas informações indicam a presença de israelenses nos últimos estágios do desenvolvimento), então, tudo indica que conseguiram resolver os problemas que tanto assolaram o andamento do projeto.

    Resta saber se vai dar pra retrofitar os mais de 100 prontos. E que a “orquinha” se transforme numa ave de rapina feroz.

  7. “Orquinha”

    Orca é um predador que sempre me impressionou, e, tenham certeza, não sou o único.

    Os antigos romanos deram a este poderoso mamífero marinho o nome de “Orcus”, que significa inferno ou deus da morte. O nome do seu género biológico – “Orcinus” – significa “do reino da morte”.

    A Orca (Orcinus Orca), é talvez um supergolfinho (é da família dos golfinhos), de porte maior é um superpredador versátil, que inclui na sua dieta presas como peixes, moluscos, aves, tartarugas, focas, tubarões (sim, tubarões) e animais de tamanho maior, pois caçam em grupo e podem atacar até mesmo baleias.

    Seu tamanho e força lhe redeu o apelido de “baleia-assassina” e é encontrada em todos os oceanos. Até nove toneladas de deslocamento, com mandíbulas fortes, agilidade de golfinho, capacidade de respirar na superfície e descer nas profundezas dos mares.

    Com inteligência incomum, comunicam-se através de sons (seria algo como datalink ???), sensores impressionantes, costumam viajar e caçar em formações que assomam ocasionalmente à superfície, como uma esquadrilha de caças bem comandada e coordenada.

    Acredito que, caçando em grupo, coordenado, são os predadores mais letais dos mares, superam até mesmo o grande turbarão branco, que mesmo sendo poderoso é um caçador solitário.

    Chamar o Lightning II de Orca é uma justa referência a este superpredador que poderia ser colocado entre os top 10.

    Chamar de “Orquinha” talvez seja um tratamento carinhoso de quem admira e reconhece o potencial terrível da família F-35, mas tem dificuldade de confessar.

    Cordiais saudações,
    Ivan, o Terrível. 🙂

  8. Ivan, sobre a comunicação através dos sons, na verdade eles utilizam ultrassom (150khz) para detectar presas, uma espécie de radar biológico.

    Concordo com a leve semelhança com a Orca e não vejo nenhum demérito nisso, pelo contrário, concordo que é um adjetivo.

    Tenho certeza que o F-35 vai ser uma bela aeronave. Os EUA dificilmente fazem avião ruim, e, mesmo quando fazem avião passível de críticas, eles ainda são muito efetivos (F-22).

  9. Fazer o que né….. tem gente que realmente leva defesa a sério !

    Se não pode desenvolver um vetor em estado da arte… compra de prateleira… mas ao mesmo tempo vai colocando partes e peças de sua fabricação… principalmente seus próprios sensores e aviônicos além de armamentos… gerando tecnologias, demanda, expertise e mantendo empregos altamente qualificados… sem esta corrupção de ToT superfaturada ou off-set fajutos.

    Sds.

  10. Blackhawk,

    Sensores e sistemas de comunicação das Orcas são secretos (ka ka ka…), mas nossa espécie de mamífero hiperpredadores vem continuamente investigando.

    Os do LIghtning II, “Orquinha” para os mais próximos, também.

    Baschera,

    “Se não pode desenvolver um vetor em estado da arte…”
    De forma isolada, ‘sozinho’ mesmo, talvez apenas EUA e Rússia, mas até mesmo estes buscam parceiros para dividir o custo.
    A China, que teria escala própria e mão de obra barata para mandar os custos ‘às favas’, ainda não tem toda a tecnologia necessária.
    No assunto caça em estado de arte é melhor fazer parte de um grupo ou, como Israel, comprar e adaptar.

    Abç.,
    Ivan.

  11. Organza,

    Seu comentario:

    na verdade nos últimos 40 anos é Israel que de fato tem “emitido” os certificados de qualidade dos caças americanos rsrsrs.

    estrelinha de David carimbada no produto é o que vale como “Provado em Combate”

    Parabens…….voce acertou na mosca.

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