segunda-feira, junho 27, 2022

Gripen para o Brasil

Ataques aéreos ao EI estão surtindo efeito, segundo canadenses

Destaques

Fernando "Nunão" De Martini
Pesquisador de História da Ciência, Técnica e Tecnologia, membro do corpo editorial da revista Forças de Defesa e sites Poder Aéreo, Poder Naval e Forças Terrestres

CF-188 Hornet - Operação Impacto - foto 3 Forças Armadas do Canadá

Combatentes do Estado Islâmico estão sendo forçados a operar na defensiva e perdendo liberdade de movimentos, conforme avaliação divulgada pelas Forças Armadas do Canadá

Em informe divulgado pelas Forças Armadas do Canadá na última quinta-feira, 13 de novembro, foi expressa a opinião de que os ataques aéreos da coalizão que atua contra o Estado Islâmico (EI, também chamado de ISIL) no Iraque estão surtindo efeito. Segundo o coronel Dan Constable, comandante da Força Tarefa Conjunta – Iraque, há sinais definitivos de que as operações aéreas da coalizão estão surtindo o efeito desejado. O coronel afirmou que os combatentes do EI estão “mudando suas táticas para evitar detecção pelo ar” e “perdendo sua liberdade de movimento”, sendo forçados a operar na defensiva e mostrando-se “muito mais cautelosos em como manobram no Iraque.”

Hornet do Canadá em missão sobre o Iraque - foto 2 Força Aérea Real Canadense

As linhas de apoio logístico do Estado Islâmico tiveram que ser estendidas, para itens como armas e reforços, e estão em constante ameaça de detecção e ataque pelo poder aéreo da coalizão. Esta tem atacado todos os tipos de alvo, como veículos, posições de comando e controle, carros de combate, peças de artilharia como a que foi destruída por bombas a laser lançadas por aviões da Força Aérea Real Canadense no último dia 11, pequenos sistemas de armas e até grandes equipamentos civis de engenharia, como o que foi atacado em 2 de novembro*.

CF-188 Hornet - Operação Impacto - foto 2 Forças Armadas do Canadá

As forças da coalizão estão, segundo o informe, aplicando todas as capacidades do poder aéreo, desde a detecção e vigilância até o ataque, monitorando os movimentos do EI, identificando alvos e eliminando a capacidade adversária de montar ofensivas, gerando assim condições favoráveis às forças de segurança iraquianas no solo.

Na chamada “Operação Impacto”, seis caças CF-188, um avião-tanque CC-150T Polaris e dois aviões de vigilância aérea CP-140 Aurora estão voando regularmente a partir do Kuwait, contribuindo para a coalizão. Para manter essas aeronaves e pessoal, foi estabelecida uma “ponte aérea” de 10.000km desde o Canadá.

Atualização sobre as operações canadenses divulgada na segunda-feira, 17 de novembro, informou que foram realizadas 80 surtidas, 52 delas pelos caças CF-188 Hornet, 13 pelo CC-150T Polaris (que transferiu cerca de 616.000 libras de combustível a aeronaves da coalizão) e 15 surtidas de reconhecimento pelos CP-140 Aurora (incluindo avaliação de danos aos alvos).

CP-140 Aurora - foto Forças Armadas do Canadá

FONTE / FOTOS: Forças Armadas do Canadá (tradução e edição do Poder Aéreo a partir de original em inglês)

*NOTA DO EDITOR: informe anterior sobre o ataque do dia 2 de novembro detalhou a destruição de equipamento pesado de engenharia que estava sendo usado para desviar água do rio Eufrates. O objetivo do EI seria alagar e desalojar populações da província de Anbar, ao mesmo tempo em que deixaria sem água outras localidades rio abaixo, forçando também, pelos alagamentos, desvios de civis e militares iraquianos para áreas onde combatentes do EI haviam escondido dispositivos explosivos improvisados.

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Blackhawk

Também, com o monte de bomba na cola do jeito que tão levando hahaha

joseboscojr

O problema para o EI é que os sensores térmicos hoje conseguem detectar pessoas a 15 km e identificá-las a 8 km. De dia e de noite. Isto está muito além da capacidade auditiva do ser humano. Ou seja, um grupo pode estar sendo monitorado e prestes a ser atacado por uma aeronave e nem se dá conta até que as “pelotas” cheguem. Os AH-64 conseguem se aproximar a distância de tiro do M-230 (2 km) sem serem percebidos. Só há alguma segurança de dia, porque de noite são alvos fáceis. Ser terrorista não é fácil não. Quando não se… Read more »

Aldo Ghisolfi

Bosco, tem um vídeo no YT que mosra bemo que dissestes.

Na cena tem uns cachorros que, de repente olham para os lados e saem correndo… logo depois pipoca bala p’rá tudo que é lado…

Se não me engano, era um Apache atacando um reduto de guerrilheiros talibans; os cachorros sentiram/ouviram as balas chegando muito antes do ouvido humano.

Clésio Luiz

A economia apregoada pelos que defendiam os caças multiemprego está aí, gastando os tufos para jogar munição em alvos terrestres sem oposição aérea nenhuma. A itália está mandando Tornados fazerem cerviço que poderia ser feito de forma muito mais econômica com os AMX, por exemplo.

A Textron poderia tentar um acordo para operar algumas unidades do Scorpion no Iraque, como a Northrop fez com o F-5 no Vietnam.

Guilherme Poggio

A Textron poderia tentar um acordo para operar algumas unidades do Scorpion no Iraque, como a Northrop fez com o F-5 no Vietnam.

Clésio

O Scorpion ainda tem muito arroz feijão para comer. Os ensaios em voo com o primeiro e único protótipo nem terminaram. Imagine definir o armamento e o envelope de voo com eles. Ainda vai levar tempo (e dinheiro).

Clésio Luiz

Eita, Itália e serviço, no texto acima…

A Nigéria tá de olho no Scorpion:

http://www.flightglobal.com/news/articles/nigerian-air-force-eyes-scorpion-combat-surveillance-406203/

Guilherme Poggio

A Nigéria tá de olho no Scorpion:

E os Emirados Árabes Unidos também, mas isso quem diz é o fabricante.

http://www.defensenews.com/article/20141114/DEFREG02/311140032/Honeywell-Supply-Textron-Scorpion-Engine

Oganza

Os ST no atual cenário do Iraque, teria que atuar muito mais avançado, lado-a-lado com Apaches por exemplo, mas podendo permanecer on station de 4 a 5 horas e não só atacando, mas designando alvos e coletando informações do campo de batalha. O problema ai é que ele já está “fazendo” o trabalho de um drone. Então, o que seria mais efetivo? Acho que não tem vetor perfeito e acho que são ferramentas diferentes não para cenários diferentes e sim para situações diferentes. No fim, acho que um equilíbrio e tudo integrado em redes, uns 6 ST, 6 A-1 e… Read more »

joseboscojr

Clesão,
Mas eram outros tempos!
Nem a Mãe Diná iria prever que logo no início do Século XXI a treta ia ser contra os barbudinhos do deserto.
Sem falar que os tais aviões de ataque leves e COIN sofrem a concorrência acirrada na guerra contra o terror dos helicópteros de ataque, UAVs armados e canhoneiros.

joseboscojr

Oganza,
Juro que comentei sem ter lido o seu antes. Os dois comentários convergem.
Coincidência pura! Pra não dizer que foi “transmimento de pensação”. rrsssss

Oganza

Pois é Bosco… kkkk

mas realmente nem Mãe Diná iria prever os barbudinhos do deserto… 🙂

Grande Abraço.

Blackhawk

Pô Aldo, compartilha o vídeo aí! Fiquei curioso agora hahaha

joseboscojr

Uma curiosidade que acabei de ler no wiki. O projétil 30 x 113 mm do M-230 (canhão do Apache), leva 4 segundos pra percorrer 1 km e 18 segundos pra percorrer 3 km. Ou seja, a 2 km leva uns 10 segundos pro projétil atingir o alvo. O projétil é lançado a 805 m/s, mas chega a distância de 2 km em velocidade subsônica, o que dá tempo pro cachorro ouvir e sair correndo. Provavelmente o cachorro deve também ouvir o som do helicóptero e ficar nervoso porque sabe que quando ele ouve o heli, logo depois vem chumbo grosso.… Read more »

joseboscojr

Ah! Ou o lançamento e a aproximação de um míssil TOW lançado por um AH-1.

joseboscojr
Melky Le Faucheur

Blackhawk

Olha o vídeo do Cachorro ai:

https://www.youtube.com/watch?v=Lt8xOmB0RQU

Oganza

Melky Le Faucheur,

mas na verdade o cachorro corre depois do primeiro impacto na parte debaixo do vídeo… 🙂

Grande Abraço.

joseboscojr

A munição usada é a M789 (quase do tamanho de uma granada de mão) que explode por contato e tem um raio letal de 3 a 4 metros.
A cadência do M230 é de 600 t/min. O artilheiro do heli lançou pelo menos uns 50 projéteis.
Eu contei 5 segundos do primeiro disparo ao primeiro impacto, o que dá mais ou menos uma distância de 1,2 m.
Interessante como nessa distância não se ouve o helicóptero.

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