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MD tcheco concorda com a venda de 15 jatos L-159 ALCA ao Iraque

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L-159 ALCA - foto Aero Vodochody

Segundo notícia publicada no site Jane’s nesta sexta-feira, 29 de agosto, o Ministério da Defesa da República Tcheca permitirá que a empresa local Aero Vodochody venda 15 jatos L-159 ALCA de ataque leve e treinamento ao Iraque. O anúncio do MD tcheco foi feito no dia 27. O ministério chegou a um acordo com a Aero Vodochody para a transferência de 11 jatos L-159A excedentes das forças armadas tchecas, estocados, assim como de quatro exemplares que atualmente estão em serviço ativo, dentre os quais dois são do modelo biposto L-159B.

Os custos da transação não foram revelados pelo ministério, apenas que o acordo é benéfico para ambos os lados e que se chegou a esse acordo após longas negociações referentes às condições de venda. O MD vai requerer permissão dos governos da Itália, Reino Unido e Estados Unidos devido à tecnologia estrangeira embarcada nas aeronaves, antes das transferências para o Iraque. Assim que essas permissões forem obtidas, a Aero Vodochody deverá concluir o contrato de venda com o governo iraquiano, o que é previsto para o final de setembro. Após o contrato, ainda levará meses até a entrega dos primeiros quatro jatos (os que estão em serviço atualmente na República Tcheca).

L-159 ALCA versão mono e biposta T - foto Aero Vodochody

A Aero Vodochody será responsável por restaurar às condições de voo 11 dos 15 aviões (os estocados) e transferir todos para as autoridades iraquianos, assim como pelo fornecimento de treinamento, apoio de manutenção e munições para os canhões de 20mm em casulos / pods. Para a empresa, essa venda representa uma grande oportunidade, após a conclusão bem-sucedida de um contrato de 14 jatos L-159 com a norte-americana Draken, conforme nota divulgada pela Aero Vodochody.

O presidente da empresa tcheca, Ladislav Simek, afirmou que as negociações com o Ministério da Defesa foram “intensas, desafiadoras e profissionais”, e que foi necessário concordar com uma grande quantidade de concessões, “especialmente na determinação do preço final”. Ainda assim, Simek considera que o resultado foi muito bom, pois isso “abre a porta para outros projetos no campo da aviação militar”.

L-159 T biposto ALCA - foto Aero Vodochody

Ainda segundo Simek, a implementação do contrato deverá envolver “37 empresas tchecas, representando 250 empregos em dois anos”, sendo que a Aero Vodochody deverá contratar “entre 80 e 100 novos empregados”. Ainda é necessário, segundo a empresa, que o acordo com o ministério seja aprovado pelo governo tcheco, o que se espera para as próximas semanas.

L-159 ALCA - foto 2 Aero Vodochody

FONTES: Jane’s e Aero Vodochody (também fotos) – compilação, tradução e edição do Poder Aéreo a partir de originais em inglês e tcheco

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joseboscojr
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joseboscojr

Os Mavericks podem ser usados contra alvos em terra mesmo o avião não dispondo de um pod de designação laser. O travamento no alvo é feito usando diretamente o seeker do míssil, que projeta em uma tela a imagem que ele vê, para a apreciação do piloto, que com uma interface tipo Joystick (de polegar) determina o alvo. Por não ter capacidade LOAL, o Maverick, nos cenários mais tecnológicos e avançados, está cada vez mais defasado já que obriga a aeronave lançadora a se aproximar muito do alvo. Um tanque (MBT) pode ser travado entre 6 e 8 km, um… Read more »

Aldo Ghisolfi
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Aldo Ghisolfi

Esta máquina está se impondo, devar, devagar, mas sempre à vante.

A EMBRAER já pensa em num vetor para substituir ou andar ao lado do ST?

Gutex
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Gutex

Será que esta compra irá interferir na escolha dos T-50 Coreanos, que já haviam sido anunciados como vencedores da competição para seleção do lead-in fighter-trainer iraquiano? Não me parece muito inteligente operar ambas aeronaves para mesma função.

Iväny Junior
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Esse seria um LIFT bom para o brasil, não tivesse saido de produção…

ci_pin_ha
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ci_pin_ha

Na verdade ele ainda está em produção, à questão é que os estoques ainda possui uma quantidade considerável. Seriam um bom LIFT mesmo e poderíamos negociar a produção e venda para outros países.