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C-130J empregam táticas ar-ar contra caças F-16

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Dois C-130J Super Hercules empregaram com sucesso táticas ar-ar contra um F-16 Fighting Falcon durante um exercício de treinamento ocorrido em 23 de julho, enquanto as aeronaves estavam a caminho da Naval Air Station Joint Reserve Base em Fort Worth, estado do Texas.

Este exercício demonstrou as capacidades dos C-130J, que serão utilizadas durante o exercício Red Flag-Alaska, onde mais de 100 aeronaves vão participar.

“Nós simulamos uma ameaça aérea real que as tripulações do C-130J podem enfrentar durante o Red Flag-Alaska”, disse o tenente-coronel Brian Storck, piloto de F-16 do 457th Fighter Squadron e agressor do C-130J. “Essa operação mostrou que o C-130J pode sobreviver contra uma ameaça aérea avançada.”

A tripulação de cada C-130J compunha-se de dois a três pilotos e um loadmaster. Os loadmasters sentavam-se no alto e olhavam através de uma janela em forma de bolha que existe no teto. Eles se comunicavam com os pilotos, que reagiram e manobravam para garantir a segurança de suas aeronaves. O objetivo era atrasar a capacidade do piloto de caça para localizar o C-130J.

tripulante em bolha de C-130J - foto USAF

“Este treinamento foi educacional e me ajudou a perceber que há mais em ser um loadmaster do que normalmente fazemos”, disse Jacob Betts, loadmaster do 40th Airlift Squadron. “Foi fantástico nos envolvermos em táticas defensivas que normalmente não fazemos.”

A bordo do C-130J, o som da conversa de rádio no fone de ouvido era constante, com o loadmaster retransmitindo as instruções que resultaram em movimentos do tipo “montanha-russa”, revelando o quão rápido o modelo J pode reagir quando em face do perigo .

“Um sujeito normal não espera que um avião de carga de 130 mil libras seja capaz de manobrar habilmente como o modelo J faz”, disse o major Aaron Webb, 39, assistente de operações táticas. “Pode parecer que estávamos reagindo de forma lenta, mas nossas táticas contra uma área de engajamento são muito eficazes.”

A concretização destes objetivos não teria sido possível sem o trabalho de equipe entre os pilotos e os loadmasters.

“As tripulações aprenderam a trabalhar em equipe e defender sua aeronave caso sejam atacadas”, disse Webb. “No momento atual, é absolutamente fundamental que as nossas tripulações treinem e estejam preparadas para qualquer ameaça, tanto em terra como no ar.”

Esta foi a primeira vez que o 317th AG se envolveu neste tipo de treinamento aéreo em com o FS 457. Mais oportunidades para exercícios com este são esperadas.  Até lá, os membros das tripulações que participaram vão transmitir o que aprenderam com essa experiência para outras tripulações.

“O 317 Airlift Group é muito especial e nós somos pequenos o suficiente para nos adaptarmos rapidamente às pressões da missão em tempo real, mas somos grandes o suficiente para podemos fazer a diferença”, disse Webb.

FONTE: USAF (tradução e adaptação do Poder Aéreo a partir do original em inglês)

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nadimchaachaa
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nadimchaachaa

Mas seria bom que o KC-390 tivesse aquela bolha…

Rinaldo Nery
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Rinaldo Nery

Interessante. Gostaria de saber com mais detalhes o tipo de manobra empregada. O texto fala em ¨dificultar a visualização¨, mas depois de locado no radar do caça, um alvo de RCS tão grande, não tem como escapar. Sem contar a capacidade dos mísseis infravermelho de nova geração. Acredito que pro piloto de transporte saber a teoria das manobras básicas de combate, e, mais importante, conhecer o armamento empregado pelo caça. Há algumas décadas atrás a FAB iniciou o treinamento de combate dissimilar entre aeronave e helicópteros, empregando os AT-27 da Segunda ELO e os Esquilo do 2/8 GAV. Depois, os… Read more »

Rinaldo Nery
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Rinaldo Nery

Corrigindo: basta saber a teoria…

Mauricio R.
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Mauricio R.

Mas e a suíte de ESM do ac de transporte???
É no ESM que a tripulação do transporte vai perceber as mudanças de modo radar do interceptador.
E reagirá de acordo.
Pq é mto mais prático o interceptador abrir 30, 40 Km de distância e pregar um míssil BVR, o loadmaster nem vai ve-lo chegando.

Rinaldo Nery
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Rinaldo Nery

É por aí. Lembrando que nas Malvinas um C-130 argentino foi abatido por um Sea Harrier, empregando tiros de canhão. Os radares da Força Tarefa traquearam o C-130 e vetoraram um elemento de HARRIER para a interceptação. Estava 8/8 (céu completamente encoberto) e o C-130 estava voando a baixa altura, abaixo da camada. O líder do elemento desceu abaixo da camada, e orientou o ala a ficar acima da mesma. O líder, avistando o C-130, lançou um SideWinder que atingiu um dos motores. O C-130 permaneceu voando e foi abatido a tiros de canhão. O líder, que era o comandante… Read more »

Mauricio Silva
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Mauricio Silva

Olá.

Deixa ver se eu entendi direito: um observador, no C-130J, fica observando os movimentos de um F-16 e passando orientações para os pilotos adotarem técnicas evasivas. É isso???
Desculpem-me o ceticismo, mas tais manobras, por mais ágil que seja o C-130J, somente funcionariam se o F-16 fosse “muito camarada”.
E este tipo de janela (bolha) existe desde a II Guerra Mundial. Era mais útil para navegação do que para detecção de outras aeronaves.
Sei lá…
SDS.

Mauricio R.
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Mauricio R.

“Sendo assim o F-16 teria que partir para o canhão e precisa enquadrar muito bem o alvo.”

É mudar o mode de radar p/ “GUN”, que o computador do radar faz o resto.
E chamar “FOX3” na fonia.

Rinaldo Nery
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Rinaldo Nery

Na realidade, não é o ¨computador do radar¨, e sim o sistema de pontaria. No caso do canhão, modo LCOS (Line Computing Optical Sight) etc.

Reinaldo Deprera
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Reinaldo Deprera

Tem que ser vários acertos de boa sorte pra derrubar um avião de transporte.

Com certeza estavam se referindo a manobras evasivas de combate visual. Um avião como o o C-130 não pode perder energia numa situação como essa, daí a importância do observador para dizer ao piloto se o inimigo está prestes a fazer um “passe”, sua distância et cetera.

Um avião com a capacidade de sustentação do C-130, pode fazer variações verticais e de velocidade que no mínimo vai evitar os acertos sequenciais numa mesma área. Coisa muito importante para derrubar uma pássaro desse tamanho.

Save Ferris!

Clésio Luiz
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Clésio Luiz

Se o alvo ficar com muita frescura, acelera-se subindo, e com o bom e velho B&Z mira-se na cabine. Rajada de meio segundo resolve. Não tem manobra que o Hercules consiga fazer que consiga atrapalhar a mira de uma caça como o F-16 nessa situação.

Mauricio Silva
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Mauricio Silva

Olá. Caros colegas de fórum, o tempo de sobrevivência de um avião de transporte depois de engajado por um caça é medido em segundos. Pode até ser que as táticas evasivas adotadas pelo Super Hércules aumentem em alguns segundos o tempo de sobrevivência da aeronave. Mas será, literalmente, questão de segundos para o transporte ser abatido. Uns a mais, uns a menos, mas continuam sendo segundos. A por maior que seja a agilidade do C-130J, ele ainda é um turbo hélice. Não dá para comparar com a agilidade de um jato, como o F-16. Além disso, qual informação pode ser… Read more »

Reinaldo Deprera
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Reinaldo Deprera

Discordo dos colegas. Derrubar um C-130 com tiros de 20mm a queima a roupa me parece um problema com muito mais variáveis do que constantes. É muita estrutura, seus sistemas se espalham ao longo dela, são redundantes e apesar de ser possível uma rajada arrancar um teco da asa de um C-130, isso só ocorreria com diversos disparos num mesmo ponto. Um piloto de caça precisa ser muito competente para acertar a cabine de outro avião, mesmo desse porte. – considerando as manobras evasivas é claro Na minha opinião, o Hércules chega em casa. É por essas e outras que… Read more »

Carlos Alberto Soares
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Carlos Alberto Soares

“Guilherme Poggio
8 de agosto de 2014 at 18:45 #”

Caro Poggio,

BINGO !

É por ai, temos que estar lá e observar com o que há de melhor na FAB & EMBRAER DEFESA.

Mas …. estamos indo para a China assistir aulas teóricas de política e ideologia, os Fabianos devem estar P#t()s da vida e com razão.

Mauricio R.
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Mauricio R.

Nem precisa ser F-16:

“September 2, 1958 : C-130A-II, 56-0528 of the United States Air Force {7406th Support Squadron} was shot down by four MiG-17 fighters of the 25th Fighter Air Regiment[5] when it flew into Soviet airspace over 34 km. NW Yerevan, Armenia while on a Sun Valley SIGINT mission, with all 17 crew killed.”

(http://en.wikipedia.org/wiki/List_of_accidents_and_incidents_involving_the_C-130_Hercules)

Carlos Alberto Soares
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Carlos Alberto Soares

Wikipédia ??

Foi foi alterado em Brasília e sabemos onde e por quem.

Mas já foi criada uma comi$$ão para averiguar o caso.

Comi$$ão para apurar(sic) $ó no Brazil mesmo.

Carlos Alberto Soares
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Carlos Alberto Soares

Caro Rinaldo Nery

Amazonas ? Correto ?