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França: 30 anos de ‘Xingu’

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Embraer Xingu - foto 5 Força Aérea Francesa

​A Embraer Defesa & Segurança comemora a marca histórica, neste mês, de 30 anos de operações do EMB-121A Xingu na Força Aérea Francesa (Armée de l’Air) e na Marinha Francesa (Marine Nationale). O Xingu, operado pela École de l’Aviation de Transport (EAT) francesa, a partir da Base Aérea 702 em Avord, França, foi utilizado até o presente momento para treinar mais de 1.900 cadetes franceses, bem como pilotos dos países: Bélgica, Burkina Fasso, Camarões, Gabão, Luxemburgo e Madagascar..

O EMB-121 Xingu pousou pela primeira vez na Base Aérea 702 no dia 29 de março de 1983 como aeronave de treinamento para substituir o Dassault 312 Flamant. Em 1984, a primeira turma de pilotos recém-qualificados concluiu o treinamento. Desde então, mais de 330 mil horas de voo foram acumuladas pelos 43 Xingus da EAT e, hoje, um total de 33 aeronaves continuam em operação.

“Temos muito orgulho em estar juntos com a Força Aérea Francesa na comemoração desse marco de 30 anos de operações com o Xingu. É também uma conquista histórica para a Embraer”, disse Jackson Schneider, Presidente & CEO, Embraer Defesa & Segurança. “Apoiar, durante mais de 30 anos, uma frota que é operada por uma força aérea como a da França demonstra o rigor da Empresa em atender às necessidades operacionais e reflete o compromisso da Embraer em construir fortes relacionamentos com seus clientes no suporte da aeronave em todo o seu ciclo de vida”.

Em 2012, a Força Aérea Francesa lançou um programa de modernização para estender a vida operacional dos Xingus até 2025, atualizando a aviônica. Isso manterá o Xingu em operação por 42 anos consecutivos, fato raro na indústria aeronáutica. O suporte técnico da aeronave é realizado pela Embraer, por meio de peças sobressalentes e documentação, em conjunto com a Daher-Socata da França, responsável pelo suporte logístico, e a Airbus Defence & Space, fornecedora da manutenção.

“Estamos muito satisfeitos com o Xingu. O avião ainda possui qualidades inegáveis que o tornam perfeitamente adequado para suas missões”, disse Serge Soulet, Comandante da Força Aérea e do Suporte da Força Aérea. “As novas características do Xingu que agora vem equipado com nova aviônica, junto com as qualidades de voo da aeronave original, permitem que os pilotos façam a transição entre seu treinamento inicial e a operação em aeronaves militares mais modernas, como o A400M ou o MRTT”.

Sobre o EMB 121 Xingu

O EMB 121 Xingu, batizado com o nome de uma tribo indígena brasileira e de um rio na Amazônia, foi desenvolvido sobre a plataforma do turboélice Embraer Bandeirante. Projetado para o mercado de aviação executiva, com capacidade para até oito passageiros, o Xingu foi a primeira aeronave pressurizada fabricada no Brasil. A pressurização permitiu que o avião voasse a uma altitude de 8.534 metros (28.000 pés), acima das nuvens e da maioria das turbulências atmosféricas, enquanto mantinha uma pressão interna equivalente a 2.438 metros (8.000 pés), garantindo assim o conforto dos passageiros.

Embora a estrutura do avião fosse baseada no Bandeirante, o Xingu foi equipado com motores mais potentes. Outra inovação foi a cauda do Xingu, em forma de “T”, na qual o estabilizador horizontal foi colocado na parte superior do estabilizador vertical. Desta forma, o turbilhão (ou sopro) dos hélices não afeta o estabilizador horizontal, garantindo níveis mais baixos de vibrações e ruídos.

O primeiro protótipo do Xingu, prefixo PP-ZXI, realizou seu primeiro voo em 22 de outubro de 1976, antes que fosse modificado com uma cabine pressurizada. A apresentação oficial da aeronave ocorreu na Embraer, em 4 de dezembro do mesmo ano. Em maio de 1977, o Xingu melhorado fez um voo bem-sucedido com a cabine pressurizada.

O primeiro cliente foi a Força Aérea Brasileira (FAB), que selecionou a aeronave para operar com o Grupo de Transporte Especial (GTE), baseado em Brasília. O protótipo do Xingu foi o primeiro avião fabricado no Brasil a atravessar o Oceano Atlântico, junto com um Bandeirante, nas cores da companhia aérea regional francesa, Air Littoral, em 26 de maio de 1977. O Xingu foi certificado em 1979 e, desde então, a aeronave tem sido bem recebida no mercado internacional.

FONTE: Embraer
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rommelqe
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rommelqe

O Xingu é mesmo um avião fora de série. Mais um fato histórico atestando a inquestionável qualidade da engenharia aeronáutica brasileira.
Parabéns EMBRAER.

Carlos Alberto Soares
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Carlos Alberto Soares

Voei como pax num bichinho desses na década de 90, eita aviãozinho gostoso.

O Cel Ozires Silva adora ele.

Pena que foi descontinuado.

Deveria ter recebido pcts de atualização e mantido sob encomenda.

Blackhawk
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Blackhawk
CorsarioDF
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CorsarioDF

Realmente um excelente avião, e se ainda fosse fabricado/atualizado seria uma opção bastante atraente para muitos operadores.

ST

Eder Albino
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Eder Albino
Joner
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Joner

Eder Albino,
essa foto do KC 390 mostra progresso nos trabalhos, mas fiquei curioso…
Por que ele esta com a pintura “definitiva” em plena linha de montagem???
Parece que querem demonstrar que estão além de onde realmente estão.
Nessa altura do processo não seria mais usual estar com a pintura primer?
Mas se essa foto for real, fico muito feliz com o andar dos trabalhos…

Eder Albino
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Eder Albino

Pois é Joner, também achei curioso já estar com a pintura da FAB. Mas é essa a imagem que esta sendo divulgada.

eparro
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eparro

Mas o “bicho já não está quase pronto para 1º vôo de teste? A pintura já realizada não pode ter sido para ganhar-se tempo de cronograma? Não sei, isso não é comum em “montagens de aviões”. Em sistemas de informação, às vezes, aproveitam-se brechas de tempo para realizar atividades não concorrentes.

Fernando "Nunão" De Martini
Editor
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Senhores,

Matéria com a foto do protótipo do KC-390, conforme link trazido pelo Eder Albino, já está no ar.

Comentários a respeito podem ser feitos nela. Deixemos esta para o Xingu.