segunda-feira, agosto 2, 2021

Gripen para o Brasil

‘Adios Venezuela!’

Destaques

Guilherme Poggiohttp://www.aereo.jor.br
Membro do corpo editorial da revista Forças de Defesa e sites Poder Aéreo, Poder Naval e Forças Terrestres

Companhias aéreas internacionais deixam de voar para Caracas em função das dívidas do Governo Bolivariano de Venezuela. Air Canada encerrou suas operações em março. Alitalia encerrará seus voos no início de junho e Lufthansa anuncia suspensão de emissão de bilhetes aéreos. Iberia e Air France deverão ser as próximas.

 

lufthansa

 

ClippingNEWS-PAA companhia aérea alemã Lufthansa, comunicou sexta-feira, dia 16 de Maio, às agências de viagens em Venezuela, através do sistema BSP da IATA, que resolveu suspender a emissão de bilhetes aéreos de e para Caracas.

A medida segue-se à retirada das companhias Air Canada, que desde 15 de Março passado deixou de voar entre Toronto e a capital venezuelana, e à decisão da Alitalia que na passada terça-feira anunciou que a partir de 2 de Junho deixará de voar entre o Aeroporto de Fiumicino/Roma e a capital venezuelana. Uma suspensão que, segundo o site da companhia italiana, está prevista até ao dia 25 de Outubro deste ano. Durante o corrente mês a Alitalia já tinha cortado 17 voos.

A Lufthansa na sua comunicação não esclarece se vai ou não suspender os voos, mas os agentes de viagens venezuelanos entendem o comunicado como uma preparação da suspensão dos voos, que por estarem lotados irão ser realizados nas próximas semanas. Depois a companhia deverá tomar a decisão. A Lufthansa tem um voo diário entre os Aeroportos de Frankfurt e de Caracas, operando actualmente com aviões Airbus A330-300 com capacidade para 221 passageiros, uma redução de 37% da capacidade em relação aos aparelhos que utilizou na rota até ao ano passado.

Todas estas acções, de redução e de suspensão de voos das companhias aéreas internacionais, resultam da falta de pagamento de cerca de quatro mil milhões de dólares norte-americanos em dívida pelo Governo Bolivariano de Venezuela às companhias aéreas, que venderam passagens no mercado venezuelano e que não conseguem transferir as receitas para os seus países, por falta de liquidez em Caracas e também por discordarem das taxas de câmbio indexadas pelo Governo de Nicolás Maduro, que tem adiado consecutivamente uma solução mais coerente com os interesses das companhias aéreas.

Um porta-voz da Associação de Linhas Aéreas em Venezuela disse sexta-feira em Caracas que a situação continua a ser muito preocupante e que o pagamento é imprescindível e não deve demorar mais, pois nalguns casos as verbas retidas são iguais ou superiores aos ganhos líquidos anuais de algumas companhias, nomeadamente as mais pequenas da América Latina, e que no caso de outras empresas ainda mais pequenas essas verbas são imprescindíveis para que possam manter as suas operações activas.

Continua a não haver uma reacção oficial do Governo Bolivariano desde o anúncio da saída da Alitalia, a que se junta agora a possibilidade da Lufthansa abandonar e de outras duas companhias seguirem o mesmo caminho na próxima semana. Os jornais de Caracas escrevem hoje, sábado, dia 17 de Maio, que igual procedimento deverá ser seguido pelas companhias Iberia e Air France-KLM.

FONTE: News Avia

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Marcos

Pensei que a Venezuela se tornaria uma espécie de Cuba.
Mas conseguiram ir mais longe: se tornaram uma Coréia do Norte, um lugar ermo, longínquo, isolado.
Industrias, tecnologias, países não crescem, eles dão saltos. Mas o que essa gente conseguiu foi um feito inédito, o de dar saltos, ou pular degraus, mas para baixo.
O ruim disso é que o Brasil também pode chegar lá!

Observador

“Existem quatro tipos de países: subdesenvolvidos, desenvolvidos, Japão e Argentina.”

A Venezuela segue o caminho da Argentina: como o país do Prata, tinha tudo para dar certo, mas por causa da praga do caudilhismo que não deixa, entre várias outras coisas, formarem-se instituições fortes.

E o Brasil, graças a praga do lulopetismo, parece estar no mesmo caminho.

Observador

Ops…

… formarem-se instituições fortes, toma o rumo contrário do desenvolvimento.

Mauricio Silva

Olá.

Caros, não há dúvidas que o Brasil tem sérios problemas. Mas comparar com o regime de governo da Venezuela é ser pessimista demais. Deixando de lado as posições pessoais sobre a atual política partidária brasileira, se todo o pessimismo que foi jogado no atual governo (e no passado) se tornasse realidade, hoje estaríamos pedindo refúgio no Haiti.
Temos problemas sim. Mas não vamos deixar que o pessimismo político obstrua a nossa visão.
Off Topic, eu sei…
SDS.

Marcos

off topic do off topic

Falando em Argentina, citado acima: em 2015 o PIB da Colômbia deve ultrapassar o da Argentina, fazendo com que a Colômbia se torne a segunda economia da América do Sul.

Aldo Ghisolfi

Mauricio Silva, bom dia!

Penso que o que ainda não nos deixou no nível dos bolivarianos foi o nosso tamanho e a inércia econômica/financeira que, lastimavelmente, está cessando.

Da roubalheira toda, se devolvida, quem sabe, a quinta parte, solucionaria os problemas da saúde, segurança e educação. Se devolvido um pouquinho mais, poderíamos ter as FF excelentemente aparelhadas.

Mais um pouquinho, pesquisa e desenvolvimento.

Ainda o que nos afasta da Venezuela, Argentina, Paraguais, Bolívia, Cuba, ALbânia, Bulgária, penso que seja a insistência e persistência da indústria, com seu minguado crescimento e a agroindústria, apesar ‘deles’.

Será que estou errado?

Mauricio Silva

Olá Aldo. As vezes vejo nesse forum comentários (demasiadamente) pessimistas em relação ao Brasil, nosso governo e aos brasileiros em geral. Não tenho dúvidas que poderíamos estar bem melhor, tanto política como economicamente. Mas temos conseguido alguns resultados significativos ao longo dos últimos anos. Por exemplo, estamos entre as dez maiores economias. A compra dos caças foi aprovada. O pré sal começa a ser explorado de forma comercial. A população começa tomar conciência de uma série de problemas do país (lembrar que a população em geral sempre foi vista como apática e indiferente aos problemas nacionais). Membros do alto escalão… Read more »

Marcos

O brasileiro vive a história do sapo na panela de água fervendo: como a água vai esquentando aos poucos, o sapo não se dá conta da coisa toda.
Com 62 milhões de pessoas desempregadas, segundo dados do próprio IBGE, não acho que estamos indo bem.

juarezmartinez

Metade destas estão desempregadas porque querem, porque TABALHO EXISTE como diria o Gaúcho da fronteira, a cagar, mas a “borsa” não deixa eles trabalharem, é melhor ir para os butecos encher o c… de cachaça e no final do mês passar “na prefertura pra piga a borsa”…..

Grande abraço

Aldo Ghisolfi

Mauricio Silva, boa noite. Excelente a tua resposta. Concordo com o que dizes, apenas já não consigo mais ser tão compreensivo. O crescimento que apontaste, pequeníssimo, tenho como fruto do ‘crescimento vegetativo’ tanto da indústria, como do comércio e da política mesma; que, diga-se, aconteceria no todo, com ou sem a participação do poder. Aliás, o que apontastes mostra muito bem a pouquíssima participação da administração pública. O que eu quis dizer foi exatamente o que destacastes no teu PS, pois visualizo o desmanche da nacionalidade através da demissão de cidadania, coisa que a dialética petista sabe (e consegue) fazer… Read more »

Flighting Falcon

Nosso futuro?

Almeida

Editores, sem querer desmerecer o trabalho duro de vocês, mas esta tradução está bem próxima do portunhol.

Onde se lê “mil milhões” deveria ser traduzido para bilhões.

Onde se lê “mais pequenas” deveria ser traduzido “menores”.

E onde se lêem vários “c” mudos, deveriam ser cortados.

São vícios comuns da tradução espanhol-português, mas que soam péssimo por aqui.

Fica a dica! Abraços!

Fernando "Nunão" De Martini

Almeida,

Não é uma tradução.

Fica a dica para você clicar no link ao final da matéria, da fonte original (NewsAvia)

Você vai ver que se trata de um site escrito em português. De Portugal.

http://www.newsavia.com/author/

Abraços!

(PS – fique à vontade para nos alertar sobre erros de tradução ou mesmo de digitação, quando for o caso. Hoje mesmo corrigimos um, percebido por um leitor.)

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