sábado, maio 15, 2021

Gripen para o Brasil

Testes de autorrotação do AW609

Destaques

Fernando "Nunão" De Martini
Pesquisador de História da Ciência, Técnica e Tecnologia, membro do corpo editorial da revista Forças de Defesa e sites Poder Aéreo, Poder Naval e Forças Terrestres

A609 TiltRotor - foto AugustaWestland

Entre março e abril, a AugustaWestland realizou os testes de autorrotação do programa da aeronave “TiltRotor” AW609. Segundo informe divulgado pela empresa no final do mês passado, os testes foram bem-sucedidos, compreendendo 10 horas de voo dedicado, com 70 conversões do modo avião para helicóptero, sem potência.
Testes de auto-rotação do A609 TiltRotor - foto AugustaWestlandOs testes foram realizados nas instalações de Arlington, no Texas (EUA), cobrindo todos os envelopes relacionados, sob os auspícios da FAA (Federal Aviation Administration), organização certificadora americana. Ainda segundo a empresa, o desempenho da aeronave nos testes excedeu as características esperadas em simulações de engenharia, permitindo desenvolver as melhores manobras que permitirão o treinamento de pilotos comerciais em simulador completo.
O programa já havia realizado, em dezembro do ano passado, testes para expansão do envelope de voo, e no momento é formatada a fase de industrialização junto à rede de fornecedores da empresa, com a aquisição de ferramental e equipamento de produção. O objetivo é atender às encomendas assim que for recebida a certificação da FAA.

A609 TiltRotor - foto 2 AugustaWestland

FONTE / FOTOS: AugustaWestland (tradução e edição do Poder Aéreo a partir de original em inglês)

NOTA DO EDITOR: imagens do topo e de baixo em caráter meramente ilustrativo

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Clésio Luiz

Qual era o projeto de tiltrotor que girava apenas os rotores mas deixava os motores na horizontal?

phacsantos

V-280 da Bell

joseboscojr

Na verdade o termo “tilt rotor” para esse tipo de aeronave é inadequado. O certo seria “tilt engine” já que é todo o motor que inclina.
Já o conceito do V-280 propõe um legítimo “tilt rotor”.

Corsario137

Esse é o programa de aeronave mais longo da história.
Tenho uma RFA falando do 609 lá nos idos de 1998, 99.

Até o FX já saiu e essa aeronave nada! Tá encantado.

Marcelo

E se sair, será que vai vender? Depois de alguns acidentes com o V-22 resta saber como o mercado se comportará, visto que é voltado para o mercado executivo.

Mayuan

Marcelo,

Também o executivo mas não apenas. Se o alcance dele ficar nas 700 milhas náuticas ou melhor, poderia atender bem o offshore e o militar. Duas utilidades possíveis aqui no Brasil seria o transporte de petroleiros trabalhando nas plataformas mais distantes da costa na exploração do pré-sal e a outra o transporte de pessoas e pequenas cargas para a Ilha de Trindade. Só não sei se teria perna suficiente para chegar até lá e, se chegasse, com qual carga poderia ir. Os mais instruídos daqui poderão falar melhor.

Mauricio R.

O CTA tentou fazer uma aeronave similar lá pelos anos 50, um convertiplano, a partir das asa e o trem de pouso de um caça Spitfire, c/ motor radial.
Não chegou nem a voar.

Marcelo

Mayuan,
Realmente a velocidade seria uma vantagem para o mercado off shore, mas a capacidade de passageiros não seria pequena?
Quanto ao mercado militar, parece que há um acordo com a Bell, quando a Agusta assumiu o projeto, de que ele não poderia ter uso militar.
Abraços

Corsario137

Mayuan e Marcelo,

No Offshore, a grosso modo, o que interessa mesmo é capacidade de carga, sendo assim, só vislumbro o uso dessa aeronave nesse mercado se fosse convertido para “ambulância” – jargão do mercado para aeronaves de resgate em plataforma – em função da sua velocidade.

Ainda assim, não vejo que operador estaria disposto a pagar a baba que deve custar essa belezura, além do suporte e manutenção.

Corsario137

Se eu tivesse que apostar em um mercado para essas aeronaves, com certeza seria o executivo em grandes centros. Com cada vez menos e mais caras opções de pouso e hangaragem, esse bicho cai como uma luva. Hoje por exemplo, se eu quiser sair do Rio de Janeiro e ir até a Helibras, precisaria pegar um avião executivo em algum aeroporto da cidade (GIG/SDU/SBJR), voar até Pouso Alegre/MG e depois enfrentar mais 1h e 30min até Itajubá. Com um 609 eu poderia embarcar aqui no Rio não somente nos aeroportos mas em qualquer heliporto da cidade, voar como avião até… Read more »

Corsario137

Corrigindo…
Enfrentar 1h e 30 min até Itajubá de CARRO.

Mayuan

Marcelo e Corsário, Li não lembro onde agora que os estudos para viabilidade do pré-sal apontavam que existiriam plataformas além do alcance dos helicópteros atuais em uso neste mercado. Desta forma, apenas passageiros e cargas muitíssimo importantes ou urgentes e passageiros seriam transportados. Como o tempo para deslocamento marítimo é muito maior e as condições do mar podem dificultar muito as coisas, seria preciso criar soluções ou adaptações, por vezes ortodoxas. No que tange aos helicópteros, algumas seriam voar com carga reduzida para maximizar alcance ou uso de tanques suplementares internos ou externos (a la Blackhawk do EB). Seja como… Read more »

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