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Suécia envia Gripen para área próxima de treinamento de unidades russas

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caças Gripen - foto N Ehlén - Combat Camera - Forças Armadas da Suécia

As Forças Armadas da Suécia enviaram defesa aérea extra para a ilha de Gotland na terça-feira (4/3), em resposta a um exercício de treinamento russo de grande escala que está sendo realizado no Mar Báltico.

” Devido ao aumento das operações aéreas na área, e, especialmente, como resultado do exercício de treinamento russo, nós decidimos basear parte de nossa equipe regular de resposta a incidentes em Gotland” informou Göran Mårtensson das Forças Armadas ( Försvarsmaktens ) em um comunicado .

“Ao fazer isso, estamos aumentando a nossa capacidade de monitorar os céus, o que é completamente normal durante exercícios de treinamento de larga escala”.

A agência de notícias russa Itar- Tass informou nesta segunda-feira (3/3) que 3.500 militares da Frota do Báltico da Rússia estavam engajados em uma operação na área marítima de Kaliningrado, um porto russo no mar Báltico situado em um enclave isolado desde o colapso da União Soviética.

Especialistas em defesa sueca disseram na época que não havia “nada de novo” no anúncio.

Quando pressionada pela agência de notícias TT, o porta-voz das Forças Armadas, Philip Simon, disse que o nível de ameaça representada pela Rússia contra a Suécia manteve-se inalterado. Embora ele tenha ficado de boca fechada sobre o tipo de força militar que foi enviada para Gotland, Simon disse apenas que havia “uma série de jatos Gripen”.
O estrategista militar Stefan Anel disse que era natural para as Forças Armadas enviar aviões para a ilha, que se localiza a cerca de 250 quilômetros ao sul de Estocolmo.

“Esta não é a primeira vez que jatos foram enviados para Gotland e esta é uma das bases militares que os suécos têm à sua disposição para a preparação militar”, disse à TT. “Considerando o que está acontecendo na Ucrânia , eu diria que isso beira o abandono do dever se os aviões não estiverem lá agora”.

O porta-voz das Forças Armadas, Göran Mårtensson, acrescentou que eles estão acompanhando atentamente a situação na Ucrânia, onde as tropas militares russas cercaram bases militares da Ucrânia na região sul da Crimeia.

FONTE: The Local (tradução e adaptação do Poder Aéreo a partir do original em inglês)

FOTO: arquivo (meramente ilustrativa)

 

19 COMMENTS

  1. Apesar de não haver estado de beligerância, uma situação em que um país realiza exercícios nos limites de outro possui potencial para que a coisa esquente de vez e rapidamente, bastando um erro de um dos lados. É uma situação em que a defesa sueca atua em “situação real” de combate. Então os Gripen são testados em combate.

    Exagerei?

  2. Dada a altíssima tecnologia embarcada nos Gripen C/D, a doutrina sueca e o tamanho das aeronaves, os suecos se sairiam MUITO melhor que os russos, tanto no combate BVR quanto WVR. Mas eventualmente o tamanho da Força Aérea Russa faria a diferença num conflito mais longo.

  3. Srs, gosto muito do Gripen, inclusive sempre fui a fovor deste para o FX2, mas neste cenário a coisa é bem diferente.
    Com certeza os Gripens estão armados com o que a Suécia tem de melhor, pois é da Russia que estamos falando.
    Não se trata de algum outro país usando equipamentos russos, mas da Russia operando seus equipamentos.
    Não acredito que um Gripen se saia tão melhor que um outro caça russo, pois nesse cenário não haverá MIG 21, no minimo os Gripens vão ter SU 27,SU 33, MIG 25 e MIG 29 em seus radares, e se estiverem em um dia ruim, serão escoltados por SU 30 e SU 35.

    Que todos contenham seus humores.

  4. No “mano-a-mano” ou em pequenas frações sou muito mais o Gripen C/D que qualquer caça russo.

    Mas números não mentem. No final a Ursa se sobresairia.

  5. André Sávio Craveiro Bueno
    6 de março de 2014 at 8:47 #

    É bom que não aconteça nada sério.

    Se houver uma alteração nas relações entre a Suécia e a Rússia, com a instalação de um estado de beligerância entre estas nações, a FAB pode dar adeus aos Gripens C/D como caças-tampão.

    Mas não creio que haja motivos para preocupação. As relações entre estes países continuarão como sempre: gélidas.

  6. Seria exagero dizer que as interceptações e patrulhas realizadas pelos suecos são “menos situação de combate” do que voar com superioridade aérea sobre, por exemplo, a Líbia?

  7. Sukhoi 30…

    São 22m de comprimento e 15m de envergadura
    Talvez o Su enxergue mais longe mas isso o leva a ser muito bem visto tb dado que seu radar não é AESA. Se os Gripen tiverem cobertura AWACS levariam algum vantagem nesse ponto? E ainda temos os mísseis…

  8. É pouco provável que os russos estejam dispostos a entrar em uma guerra. Há gigantescos custos operacionais, além de que haveria um embarco geral.

    • Prezado Marcos

      Acho muito difícil também. Somente com a encrenca da Crimeia o Banco Central da Rússia deve que elevar os juros básicos no país. Mas ainda estão menores que os nossos (e nós nem em guerra estamos). Imagine se o Brasil entra numa confusão como essa para onde vão os juros.

  9. “André Sávio Craveiro Bueno 6 de março de 2014 at 15:12
    Seria exagero dizer que as interceptações e patrulhas realizadas pelos suecos são “menos situação de combate” do que voar com superioridade aérea sobre, por exemplo, a Líbia?”

    Por enquanto, seria exagero sim, na minha opinião.

    Isso porque situações de conflito em que se tem que disputar a superioridade aérea foram raras nos últimos tempos. São relativamente poucos os caças que podem ser considerados “provados em combate” nesse sentido e, se levarmos em conta os mais recentes (Typhoon, Gripen, Rafale, Super Hornet), nenhum.

    As interceptações e patrulhas suecas (e de outros países escandinavos) lá no norte da Europa, interceptando aeronaves russas, por outro lado, são coisas que ocorrem há décadas. É quase uma situação de combate, as condições são duras, as exigências são elevadas, assim como as tensões, mas eles não ocorrem efetivamente.

    Se um dia efetivamente ocorrerem combates (o que foi evitado por décadas a fio), aí a coisa muda de figura. Mas, por hora, creio que não muda muito do histórico que se conhece bem.

    Porém, na minha opinião as situações de combate em conflitos recentes como Afeganistão, Líbia e Mali trazem um carimbo de “provado em combate” sob condições ainda mais exigentes que essas das patrulhas nórdicas (que, friso, são exigentes também), ainda que não envolvam ameaças ar-ar: são operações sob ameaças terra-ar que sempre podem existir.

    Por exemplo, nas missões de reconhecimento armado sobre a Líbia, foram relatadas por pilotos de Gripen situações dos caças serem iluminados por radares de direção de tiro etc – os Tomahawks etc não destruíram tudo que existia na Líbia, pois parte do arsenal estava escondida e foi colocada em operação depois desse bombardeio inicial sofrido pelas baterias líbias. Isso fez com que os caças suecos (e também o Rafale e Typhoon) operassem sob esse risco em algumas situações.

    Soma-se a isso a necessidade de se operar desdobrado bem longe da base, em condições às vezes distantes das ideais, em ambientes adversos, tendo que manter uma cadência de surtidas diárias, voando sobre território dominado por forças de terra hostis, sobre o qual uma ejeção por um problema qualquer (e falhas podem ocorrer, mas devem ser evitadas nas condições de desdobramento) pode significar uma captura, enfim, tudo isso não é de se desprezar. O desempenho do caça nessas situações, sua disponibilidade e os custos para mantê-la, tipos de missões realizadas, quantidade de horas de voo e surtidas diárias etc são indicativos de sua eficiência – para quem dispõe dos dados, é claro.

    Gripen, Typhoon, Rafale, Super Hornet, mesmo sem terem combates reais ar-ar no currículo (e mesmo que tivessem, precisaria de uma certa quantidade para se ter algum efeito estatístico significativo para comparações entre eles e outros), têm carimbo de “provado em situações de combate” para mostrar, dentro desse contexto que resumi bem basicamente – e devidamente aproveitado como vitrine por seus fabricantes, é claro.

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