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Rafale na Índia: contrato para aquisição de 18 caças pode ser assinado em breve

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Os aviões seriam fabricados na França e a assinatura ocorreria antes das eleições gerais. Produção local faria parte de um contrato separado, a ser negociado pelo próximo governo

 

Rafale - fotomontagem site Rafale India

Com as eleições nacionais na Índia se aproximando, começam a surgir especulações sobre contratos militares como o MMRCA (medium multi-role combat aircraft) e o MRTT (multi-role tanker transport) que podem ser assinados em breve. No entanto, o acordo para o MMRCA pode cobrir apenas o fornecimento de 18 aeronaves Dassault Rafale provenientes da linha de produção francesa, deixando a continuação das negociações para os restantes 108 para o próximo governo. A Índia anunciou a escolha do Rafale em janeiro de 2012. Mas as negociações posteriormente atingiram um impasse sobre offsets, transferência de tecnologia e o papel da Hindustan Aeronautics (HAL).

Atrasos na aquisição estão cobrando um preço no setor operacional da Força Aérea Indiana (IAF). Isso resultou em pressão sobre o Ministério da Defesa para aumentar o ritmo de celebração dos contratos pendentes. Segundo a legislação local, nenhum contrato pode ser assinado em menos de 45 dias da eleição. A eleição nacional está prevista para ocorrer em março, também no final do exercício financeiro.

“Se o contrato for assinado em breve, será nada mais do que um negócio de papel que garante o compromisso do governo. Podemos esperar atrasos após as primeiras 18 aeronaves, uma vez que os caças restantes serão construídos sob licença com transferência de tecnologia. O governo quer garantir que o contrato seja escrito de forma que a [escolha básica] não possa ser questionada por governos posteriores”, disse um funcionário associado ao projeto. Um funcionário do Ministério da Defesa observou que a assinatura do contrato MMRCA iria restaurar a confiança internacional das OEM, que foi abalada pelo recente escândalo sobre a compra do AW101.

Após longas discussões, a HAL está propensa a concordar com a Dassault sobre a questão dos fornecedores Tier 1, incluindo aeroestruturas.

Um funcionário da IAF disse que um novo avião de reabastecimento é prioridade. Uma reunião entre o Ministério da Defesa indiano e a Airbus Defesa sobre o MRTT que foi adiado no ano passado, após a morte do funcionário sênior, foi remarcada para meados de janeiro, segundo uma fonte da AIN. O A330MRTT também pode ser usado como um transporte de tropas (300 soldados), além de uma carga útil de até 45 toneladas, ou mesmo acomodar até 130 macas para evacuação médica, o que traria benefícios imediatos para a IAF. “Este contrato não tem conotações políticas”, disse o oficial da IAF .

FONTE: AIN Online (tradução e edição do Poder Aéreo a partir de original em inglês)

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Carlos Alberto Soares
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Carlos Alberto Soares

Tomara que comprem os 18 e os recebam rápido.
Vai para por ai, os custos são impagáveis.

Essa estoria de contrato, ficar amarrado para o
próximo governo, é pra boi dormir e olha, lá tem bastante.

Vão rasgar o contrato depois e dai ? A França vai colocar
o CG na frente deles e lançar uma BA ?

Ainda veremos muitas estórias e histórias dessa novela.

Essa JACA dos hangares já tá enchendo o $@*0 !

Carlos Alberto Soares
Visitante
Carlos Alberto Soares

Corrigindo: “Vai parar por ai” ….

Oganza
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Oganza

Rapaz… sei não… maaaassss, com a derrota no Brasil, a Jaca só tem mais uma grande possibilidade de venda que é lá no EAU… SE eles realmente perderem lá para os Typhoons, os indianos estão com a faca e a Jaca na mão… eu acho que é isso que eles estão esperando…. rsrsrsrs

Será que a Dassault vai conseguir manter sua impáfia se ela for derrotada tb no EAU?

Sds.

Almeida
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Almeida

A Índia já percebeu que não dá pra se reequipar com caça de quarta geração a preço de quinta geração.

Eles só precisam de um backup de outro fornecedor caso a sua espinha dorsal formada pelos russos tenha algum tipo de problema. Como é feito hoje com os Mirage 2000.

Eu acho que esse contrato para as demais 108 células fabricadas localmente não vai sair. No lugar dele vão comprar mais uns 18 Rafale de prateleira pra eventualmente substituir os 30 e poucos Mirage 2000 que estão sendo modernizados agora, e só. De resto é Su-30MKI, Tejas e futuramente Su-50.

Fernando "Nunão" De Martini
Editor
Famed Member

“No lugar dele vão comprar mais uns 18 Rafale de prateleira pra eventualmente substituir os 30 e poucos Mirage 2000 que estão sendo modernizados agora”

Almeida, só uma retificação:

São cerca de cinquenta Mirage 2000 indianos contratados para modernização, e não trinta e poucos.

Penguin
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Penguin

A FAB vai acabar recebendo seus Gripen E/F antes desses Rafale da Índia.

Fernando "Nunão" De Martini
Editor
Famed Member

Sobre a notícia em si, a meu ver seria uma forma de conciliar interesses imediatos de dois lados. Por parte do Governo Francês e da Dassault, isso garante que continuem a ser fabricados pelo menos 11 caças Rafale por ano, com a França adquirindo menos da metade disso e a Índia absorvendo os demais, ao longo de uns três anos. Por parte da Força Aérea Indiana, é uma forma de colocar um pé na porta para que ela corra menos risco de se fechar caso haja mudança no governo. Vale a pena ler novamente essas matérias abaixo, além das que… Read more »

Carlos Alberto Soares
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Carlos Alberto Soares

Nunão, fechou as contas !

“São cerca de cinquenta Mirage 2000 indianos contratados para modernização”

“para entender a importância de se vender pelo menos 18 caças Rafale “de prateleira” no curto prazo:”

“isso garante que continuem a ser fabricados pelo menos 11 caças Rafale por ano, com a França adquirindo menos da metade disso e a Índia absorvendo os demais, ao longo de uns três anos.”

Aposto uma dúzia de jacas que não vai sair mais que 18.

Agora é época !

Iväny Junior
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Eu nunca fui muito partidário do Rafale para o brasil. Ele sempre foi segunda opção para mim, pelos seus custos e determinados pontos da performance. Afora isso, é triste ver a situação da dassault atualmente. Antes, não aceitavam negociar o Rafale com o código fonte do software, depois para conseguir entrar nos shortlists das licitações, abriram o software. Sendo que aí, acredito que já foi tarde, estão vendo o Typhoon ganhar a cada dia mais mercados (mesmo com seu software fechado e custo um pouco superior). Hoje a dassault provavelmente lamenta não ter participado do Eurofighter, ou ter estendido sua… Read more »

Nick
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Member
Nick

Se a Dassault emplacar esse contrato de 18 caças, já pode comemorar, e muito. 🙂

Entendo que nesse caso, vai ser difícil um outro governo mudar para o Typhoon por exemplo.

Por outro lado, como ressaltou o Penguin, pode ser que a FAB receba primeiro seus Gripen E do que a Índia os Rafale.

[]’s

Jackal975
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Jackal975

Não entendo essa espécie de “ódio” que muitos brasileiros tem em relação ao Rafale.