O lendário Gripen em céu brasileiro

    249
    68

    Gripen NG demo - foto 2 Saab

    A base é a aliança estratégica com a indústria brasileira, geradora de empregos de diferentes níveis

    Leda Lucia Camargo –  Embaixadora do Brasil junto ao Reino da Suécia

    ClippingNEWS-PAO lendário Gripen, ou Grifo, com corpo de leão, cabeça e asas de águia, representa liderança, força e coragem militar e figura em brasões por possuir muitas virtudes e nenhum vício: utilizado na literatura de Dante Alighieri e Voltaire até Harry Potter, hoje é símbolo que marca a união histórica que beneficiará o Brasil e a Suécia pelas próximas décadas, com vantagens incontestáveis.

    O Projeto FX-2 prevê transferência de tecnologia à indústria brasileira de 40% do trabalho de desenvolvimento e produção mundial do Gripen NG, além de linha de montagem no Brasil, alternativa à Suécia e a realização do projeto e fabricação de 80% da estrutura da frota mundial desse caça supersônico.

    A empresa Saab, na cooperação, terá o compromisso de criar, no Brasil, em aeronáutica e indústria civil 177% do valor do contrato (177% offset), cuja base é a aliança estratégica com a indústria brasileira, geradora de empregos de diferentes níveis.

    A linha de crédito total e de longo prazo é garantida pelo governo da Suécia. O primeiro pagamento, seis meses depois da última aeronave ser entregue e alongado por 15 anos. Entre as vantagens técnicas dos caças de um motor, como o Gripen, está sua facilidade de aterrissar em pistas curtas como as nossas. Isso reduz custo de hora/voo e de manutenção.

    Gripen NG para F-X2 - cronograma de entregas e de pagamentos - imagem via apresentação Saab em Brasília 6mar2013

    A Suécia é exportadora mundial de produtos de defesa e a Saab, principal indústria do país na área, assina seu maior contrato: criada antes da II Guerra, forneceu à Suécia, desde então, mais de 400 aviões. O primeiro Gripen entrou em operação em 1997 e seu protótipo é de 1988.

    A encomenda, pela Suíça, de 22 Gripen New Generation, que depende de referendo, e a de mais 60 pela Força Aérea sueca, garantem a produção do caça. A escolha, pelo Brasil, projeta-o a outro patamar. Seu protótipo já voa com sucesso desde 2013 e os que veremos em 2018 nos nossos céus serão sueco-brasileiros.

    Cronograma Gripen E - apresentação Saab via Flightglobal

    Os Gripen venceram concorrências em três continentes, em compras e leasings. A procura dos caças é crescente. Os elementos básicos de fabricação são suecos e a propriedade intelectual dessa tecnologia será transferida, com a participação real, em trabalho em áreas como desenho estrutural, integração de sistemas e manutenção.

    Para o Brasil trata-se de cooperação estratégica igualitária centrada no programa Gripen NG, que inclui avanços tecnológicos relevantes. Recebi em Estocolmo, desde autoridades da aeronáutica a legisladores e empresários do Brasil, avaliando o impacto positivo resultante das vantagens da proposta Gripen. Participei de ensaios do que será o treinamento de pilotos brasileiros, com simuladores de combate aéreo: o que hoje começa é todo um sistema Gripen de operação, de novas capacidades e estudos tecnológicos conjuntos.

    A Saab já colabora com empresas em SP e no RS, com o Centro Inovação Sueco-Brasileiro, concede bolsas a brasileiros desde que a Suécia entrou, em 2012, como parceira no Programa Ciência sem Fronteiras. Investirá em centro aeronáutico em São Bernardo do Campo, cidade-irmã da Linköping, onde os Gripen são fabricados.

    Neste 2014, em setembro, quando a Feira do Livro de Gotemburgo será dedicada ao Brasil, os dois países poderão festejar a finalização das negociações do contrato Gripen, que representa um ambicioso programa de desenvolvimento tecnológico conjunto com enorme impacto nas próximas sete décadas, as mesmas que a Rainha Silvia, de ascendência e coração brasileiros, acaba de comemorar.

    FONTE: Opinião ZH (grupo RBS)

    IMAGENS: Saab

    COLABOROU: Tiagobap

    VEJA TAMBÉM:

    68
    Deixe um comentário

    avatar
    58 Comment threads
    10 Thread replies
    0 Followers
     
    Most reacted comment
    Hottest comment thread
    22 Comment authors
    Justin CaseFernando "Nunão" De MartiniNickRinaldo Neryjoseboscojr Recent comment authors
      Subscribe  
    newest oldest most voted
    Notify of
    Marcos
    Visitante
    Member
    Marcos

    off topic Virou o ano e a Polícia Federal (PF) ainda não tem pilotos com capacitação específica para comandar o helicóptero Agusta Westland AW139. Em setembro do ano passado, o Correio denunciou que a aeronave, comprada há um ano e oito meses por R$ 28,9 milhões para ser utilizada em missões policiais, nunca levantou voo. Na época da denúncia, a Polícia Federal afirmou que o curso de capacitação dos pilotos duraria 30 dias. Quase quatro meses depois, ainda não existe uma data para que o equipamento seja utilizado. Por não sair do chão, o AW139 virou piada e é chamado… Read more »

    Antonio M
    Visitante
    Member
    Antonio M

    Marcos 8 de janeiro de 2014 at 10:15 # O problema na PF é que desde alguns anos atrás, qdo foram a CUT pedir ajuda de como organizar uma greve, foi sacramentada 3 “divisões” na instituição: “PF PT”, “PF PSDB” e os “independentes” e afirmam que na proporção de “33%” para cada. E não vejo como disputa saudável, coisa de “guarda pretoriana”. Um certo comentarista político os chamava de “Policia Federal Republicana” e parou qdo alguns elementos do GF foram enquadrados, e isso pode ter acabado com a “lua-de-mel” da PF com a GF mesmo que essa certas alas “partidárias”… Read more »

    Vader
    Visitante
    Member

    A embaixadora passou mais infomações sobre o FX2 num post do que o Min Def em 10 anos. Impressionante.

    A se concretizar tudo isso, a proposta da SAAB era mesmo imbatível.

    bitt
    Visitante
    Member

    É um belo texto, e resume de modo bastante objetivo, a trajetória do produto e das potencialidades que a compra levantará no Brasil. Pra um leigo como eu, é papa fina e já copiei (como o perdão do trio de editores, copio mta coisa que sai na trilogia – sei lá pq, o mns interessante é o ForTe… Sei lá se tem relação, mas já ouvi dizer q milico é absolutamente sem charme…). Agora conto com novos patamares de debate, aqui no PA. Os editores poderiam propor questões tipo – “pq a preferência das emopresas européias por aeronaves tipo “canard”,… Read more »

    DrCockroach
    Visitante
    DrCockroach

    Off-topic, mas de leitura obrigatoria a coluna do Robert Gates hoje no WP. Gostaria de separar alguns paragrafos, mas a coluna inteira eh absolutamente preciosa. Jah gostava do Robert Gates antes de ele assumir como Sec de Defesa do Bush (e depois do Obama), mas agora, de alguma forma, terei que colocar o livro dele, a ser lancado esta semana, na frente dos demais. Nao poderia recomendar mais, aos colegas do forum, a leitura da coluna de hoje no WP, tem o “uau” factor em todos paragrafos, o homem estah furioso. http://online.wsj.com/news/articles/SB10001424052702304617404579306851526222552 []s! P.s.: Para nao dizer que nao cabe… Read more »

    Grievous
    Visitante
    Grievous

    O engraçado é perceber agora, depois de tanto debate, torcida e discussão, como a proposta do Gripen realmente era a melhor para o Brasil. Fica ainda mais difícil entender o porque de ter demorado tanto a ser escolhida (embora saibamos muito bem o porque).

    DrCockroach
    Visitante
    DrCockroach

    PPS: WSJ ao inves de WP.

    Iväny Junior
    Visitante
    Member

    A proposta é louvável e digna de comemoração. Estaremos com um vetor amplamente capaz, fabricado aqui e consequentemente, impactando na tecnologia e geração de emprego.

    Sempre fui Gripen de carteirinha pelo avião em si. Essa proposta é acima de tudo, um gesto de boa vontade da Suécia com o brasil.

    André Sávio Craveiro Bueno
    Visitante
    Member
    André Sávio Craveiro Bueno

    DrCockroach
    8 de janeiro de 2014 at 12:22

    Muito bom o texto. Mostra as angústias de uma das pessoas que ocuparam um dos cargos mais importantes do planeta, o de maior potencial ofensivo, e algo de seus bastidores.

    Grievous
    8 de janeiro de 2014 at 12:23

    Penso que a demora, como quase tudo nesse rincão brasileiro, deveu-se ou a falta de interesse e/ou algum interesse não correspondido, digamos assim, por parte de nossos “gestores” e políticos.

    —————————————————–

    Límpido e cristalino o texto. Bom saber dessas intenções e que elas se concretizem!

    bitt
    Visitante
    Member

    Doutor Barata, li o artigo indicado por vc. Teria um monte de comentários a fazer, mas estariam mto offtopic pra este post e para o forum. Só tenho uma pergunta a fazer: o cara esperava, no Afganistão, “um exército e uma polícia capazes de lidar com o Talibã”, “uma estrutura menos corrupta capaz de tocar para frente a democracia”? Bem, claramente ele deve ser daqueles que vem dos “planeta EUA”, situado numa galáxia tão-tão distante. Valeu pela indicação – posso não ser fan de Robert Gates como vc, mas é sempre divertido perceber como funciona a estrutura mental desses burocratas… Read more »

    Joker
    Visitante
    Joker

    A embaixadora passou mais infomações sobre o FX2 num post do que o Min Def em 10 anos. Impressionante.(2)

    Concordo totalmente com o amigo Vader

    DrCockroach
    Visitante
    DrCockroach

    Primeiro um “truque”, comentar sobre a materia p/ nao sair do topico e levar uma chamado dos editores 🙂 : Se me recordo, a opcao de financiamento citada na materia eh uma opcao, ou seja, o Brasil tb pode optar por iniciar o pgto mais cedo p/ evitar que juros sejam carregados (imagino que sim) durante o periodo de carencia. Alias, oferecer duas modalidades de financiamento me parece uma grande estrategia. Tb fico imaginando se a indefinicao da Suica, com o plebiscito, nao complica um pouco o acordo relativo aos offsets, por exemplo, se a Suica sai, talvez poderiamos ficar… Read more »

    Colombelli
    Visitante
    Member
    Colombelli

    Uma proposta séria e visivelmente superior ao que ofereciam os demais concorrentes, sobretudo os franceses. Uma proposta de algo ainda passível de desenvolvimento, o que é a chave para o aprendizado mais produtivo. Já que foi falado da PF e ciente do prejuízo de sairmos do tópico, mas sendo breve, tenho um “´peixe”, como se diz na linguagem militar, na PF que me contou que ´á um cisma entre agentes e delegados. Houve uma greve, os delegados passaram ao piso quase e os agentes não ganharam o mesmo prestígio. Segundo ele, a ideia correntia na PF é de que foi… Read more »

    Carlos Alberto Soares
    Visitante
    Carlos Alberto Soares

    “A embaixadora passou mais infomações sobre o FX2 num post do que o Min Def em 10 anos. Impressionante.(2)”

    “Concordo totalmente com o amigo Vader,”

    EU TAMBÉM !

    Tá legal, o Gripen NG ou E/F ou seja lá o que sair no contrato final dentro de 12/24 meses, foi uma escolha razoável, talvez será até muito boa.

    Mas dai a “O lendário Gripen…..”, menos, menos …..

    Carlos Alberto Soares
    Visitante
    Carlos Alberto Soares

    “bitt
    8 de janeiro de 2014 at 12:17 # ”

    “pq a preferência das emopresas européias por aeronaves tipo “canard”, a partir dos anos 1990…….”

    Caro bitt, abaixo algumas matérias sobre “canard”.

    http://www.aereo.jor.br/?s=canards&submit.x=5&submit.y=9&submit=Go

    Guilherme Poggio
    Editor
    Famed Member

    “bitt 8 de janeiro de 2014 at 12:17 # ” “pq a preferência das emopresas européias por aeronaves tipo “canard”, a partir dos anos 1990…….” Caro bitt, abaixo algumas matérias sobre “canard”. http://www.aereo.jor.br/?s=canards&submit.x=5&submit.y=9&submit=Go A ideia de um avião em configuração tipo “Delta Canard” surgiu na década de 1970, após a comprovação dos comandos do tipo fly-by-wire em conjunto com a “estabilidade relaxada”. Isto acabou originando aeronaves fantasticamente manobráveis como o Gripen, o Rafale, o EFA (depois Eurofighter) e o Lavi. Mas nos Estados Unidos a filosofia não era mais por aeronaves ultra manobráveis. O foco das pesquisas, principalmente da USAF,… Read more »

    Grievous
    Visitante
    Grievous

    Carlos Alberto Soares
    8 de janeiro de 2014 at 18:37 #

    Mas dai a “O lendário Gripen…..”, menos, menos …..

    O lendário Gripen faz referência ao ser mitológico que emprestaria o nome ao “nosso” caça.
    Um símbolo, conforme explicado no início do texto.
    Valeu, não valeu? Eu gostei

    nunes neto
    Visitante
    nunes neto

    Temos um esquadrão chamado Grifo, só que opera ST!

    Reinaldo Deprera
    Visitante
    Member
    Reinaldo Deprera

    Gripen NG, T-50 Killer

    Carlos Alberto Soares
    Visitante
    Carlos Alberto Soares

    “Grievous
    8 de janeiro de 2014 at 20:08 #”

    É, mas para mim há uma linguagem subliminar, dai minha indagação !

    juarezmartinez
    Visitante
    Member
    juarezmartinez

    Eu faço a leitura da “demora” da seguinte forma: Além da queda de braço para conter os “boleiros” fortemente atrelados a Dassault(o que não quer dizer que não haveria também contemplados “$$$” nas demais propostas) não exisita no alto comando uma unanimidade em relação ao Gripen, porque? Porque o NG no brasil depende e dependerá e muito da continuidade da regularidade de aporte financeiro nas empresas que tocarão a parte BR do projeto e isto aqui é uma coisa que digamos “o nosso passado nos condena.” Aí entrou a proposta da Boeing com algo pronto e com a Elbit fazendo… Read more »

    André Sávio Craveiro Bueno
    Visitante
    Member
    André Sávio Craveiro Bueno

    Sobre o impacto da compra dos Gripen na balança de pagamentos. Notícia positiva no Terra:

    Aquisição de caças não prejudica balança comercial

    http://economia.terra.com.br/operacoes-cambiais/operacoes-empresariais/aquisicao-de-cacas-nao-prejudica-balanca-comercial,e9b23155ea273410VgnVCM20000099cceb0aRCRD.html

    bitt
    Visitante
    Member

    CAS e Poggio, obrigado pelas indicações. Pelo visto este assunto já foi bastante discutido por aqui, provavelmente com a qualidade de sempre. Algumas perguntas a mais. Nos anos 1970, a configuração canard era, smj, fixa. Lembro-me particularmente do JA37, que tinha me parece. planos de controle nas “asinhas”. Nossos F103 receberam canards fixos, me parece que em meados dos anos 1980. Esse tipo de canard fixo e pequeno, tamb é adotado no B1, como forma de evitar a arfagem. E também lembro que o B70 Walkyrie, também tinha “asinhas”, só que de um modelo totalmente diverso dos que vemos atualmente.… Read more »

    Corsario137
    Visitante
    Member
    Corsario137

    Dr Barata,

    Obrigado pelo link. Excelente leitura. Mesmo no caos tive que parar pra ler.

    DrCockroach
    Visitante
    DrCockroach

    Prezado Corsario137,

    Obrigado pelo comentario; diga-se passagem sinto falta sua no Blog (ferias ou trabalho?), pois embora divirja eventualmente e minimamente, seus comentarios sao leitura obrigatoria p/ mim.

    Hey, editores, postem ai a coluna do Gates, mas nao pecam p/ que eu traduza p/ Portugues pois maltrato demais a nossa lingua… 🙂

    []s!

    Mauricio Silva
    Visitante
    Mauricio Silva

    Agora que a escolha foi feita, passa-se para a etapa das negociações. Tomara que tudo ocorra de forma a viabilizar o vetor de forma completa, integrado e plenamente opercional nos céus brasileiros. Mas… …na minha opinião, ainda falta um caça para o Brasil (!). Vejo o Gripen como um grande substituto para os F-5M e A1-M. Defendo, no entanto, a aquisição de um outro modelo, mais “high” que o caça sueco. Assim teríamos um mix “high”, “low” (com o Gripen) e “Coin” (com o A29). Há quem dirá que foi demorada e traumática demais a escolha de UM modelo de… Read more »

    Justin Case
    Visitante
    Member
    Justin Case

    Amigos, boa tarde. Programa F-X2: Da euforia à realidade. A decisão foi tomada, mas esse foi apenas um evento do Programa, que é muito complexo. Agora se inicia a negociação do contrato. Temos vários exemplos de quão difícil é essa etapa. Mesmo tendo sido decididos em 2010, até hoje não existem contratos em vigor para o Gripen na Suíça e para o Rafale na Índia. No Brasil, não creio que possa ser mais fácil, pelos seguintes motivos: 1. Não é uma compra de prateleira: – Os requisitos dO pedido de oferta, datados de 2008, certamente não atendem plenamente a necessidade… Read more »

    Guilherme Poggio
    Editor
    Famed Member

    A decisão foi tomada, mas esse foi apenas um evento do Programa, que é muito complexo. Agora se inicia a negociação do contrato. Temos vários exemplos de quão difícil é essa etapa. Caro Justin Concordo com tudo o que foi escrito, incluindo a negociação do contrato que pode durar mais de um ano (Índia!). Digo mais. Vale para qualquer oferta que vencesse o processo. É só trocar a palavra “Saab” por “Dassault” ou “Boeing”, fazer alguns ajustes pontuais aqui e ali e o texto serve para as três propostas. Muitas dessas considerações estão “presas” à demora na decisão. Perdemos tempo,… Read more »

    Carlos Alberto Soares
    Visitante
    Carlos Alberto Soares

    “Fernando “Nunão” De Martini
    9 de janeiro de 2014 at 15:59 #

    Isso tudo está resumido meio porcamente. Outros comentaristas assíduos como o Justin Case e o Clésio podem ajudar a dar mais detalhes, pois já o fizeram em diversas ocasiões anteriores.”

    Justin Case e o Clésio, creio que o Roberto F Santana possa colaborar também, agora é com vocês caros colegas ….

    Carlos Alberto Soares
    Visitante
    Carlos Alberto Soares

    “Justin Case
    9 de janeiro de 2014 at 16:24 #

    Amigos, boa tarde.

    Programa F-X2: Da euforia à realidade.”

    Mais perfeito, impossível.
    Parabéns
    2º colocado, perfeito.
    24 meses no mínimo de conversações.

    De repente, sai um C/D melhorado, sei lá ….

    Justin Case
    Visitante
    Member
    Justin Case

    Amigos, Sobre a adoção de canard em uma modernização, da modernização dos nossos F-103, vimos que: 1. A velocidade de pouso pouco variou. Na verdade, a velocidade de aproximação foi mantida (embora o controle tenha deixado de ser a velocidade e passado a ser o ângulo de ataque) e a velocidade de toque caiu em torno de dez nós (de 160 para 150 kt, aproximadamente). Há dois motivos para esse resultado na aproximação e pouso: Uma velocidade mais baixa na aproximação colocaria o avião em situação ainda mais grave com relação à curva de potência, permitindo atingir situações críticas em… Read more »

    Justin Case
    Visitante
    Member
    Justin Case

    Poggio, boa noite. Concordo em teoria, mas, na prática… Acho que a negociação do tampão tem que ser feita junto com a do F-X. No longo prazo, F-X é mais importante do que o tampão, eu creio. Como estamos no Brasil, tenho receio de que, caso o acordo do Tampax saia antes, o governo possa se considerar satisfeito com o atendimento da necessidade imediata e resolva empurrar com a barriga, por muitos anos, a negociação do F-X. É até possível que isso possa durar tanto tempo, até que alguém diga que “devemos fazer um F-X3 para a nova geração”. Por… Read more »

    Guilherme Poggio
    Editor
    Famed Member

    Justin Case escreveu:

    Como estamos no Brasil, tenho receio de que, caso o acordo do Tampax saia antes, o governo possa se considerar satisfeito com o atendimento da necessidade imediata e resolva empurrar com a barriga, por muitos anos, a negociação do F-X.

    Temo pelo mesmo. O Brasil não é um país para principiantes. Amarrar o Tampão com o contrato do futuro avião da FAB é fundamental. Espero que os suecos saibam disso.

    Justin Case
    Visitante
    Member
    Justin Case

    … mesmo que os tampões (argh!) demorem a chegar a Anápolis…

    joseboscojr
    Visitante
    Active Member
    joseboscojr

    Justin,
    FBW no Mirage III?
    Tem certeza?
    Pra mim só foi usado no Mirage 2000.

    Guilherme Poggio
    Editor
    Famed Member

    Justin,
    FBW no Mirage III?

    Verdade. O único Mirage III que eu lembro que tinha FBW era o NG.

    http://www.aereo.jor.br/2010/05/12/o-ng-da-dassault/

    Justin Case
    Visitante
    Member
    Justin Case

    Bosco, boa noite. Em situação normal, o manche do Mirage III funcionava como um joystick. Quem enviava as ordens para os comandos de voo (hidráulicos) era um computador. Quem atuava realmente o manche em amplitude e dava a sensação de pilotagem era o sistema de comando de voo, como “feed back”. Com o sistema de “autocomando” desligado (situação alternativa ou de emergência), o manche atuava diretamente no comando do sistema hidráulico de voo. Apesar disso, todo o sistema era interconectado mecanicamente. Em tese, o piloto, se tivesse força suficiente, poderia comandar o avião mesmo sem o computador e sem sistema… Read more »

    joseboscojr
    Visitante
    Active Member
    joseboscojr

    Valeu Justin,
    Pra mim realmente é novidade. Achava que o FBW tinha tido sua estreia no F-16, bem mais novo.

    Rinaldo Nery
    Visitante
    Member
    Rinaldo Nery

    Amigos, tive a oportunidade de conversar com o Gerente do FX-2 ontem, na BAFL. Conversa rápida sobre o nosso GRIPEN. O cronograma de eventos já foi definido em reunião com a empresa logo após o anúncio do vencedor. Será o maior offset nos projetos da FAB, quiçá no Brasil. Não se mensurou, ainda, tudo o que será absorvido. Sabemos que é um tema complexo, com poucos conhecedores. Parece que uma negociação governo/governo seria melhor para fugir da Lei 8666. Exemplo: a lei não permite leasing dos Tampax. A formação dos tripulantes depende do COMGAR. Nada foi definido ainda. Essa história… Read more »

    Carlos Alberto Soares
    Visitante
    Carlos Alberto Soares

    “Rinaldo Nery
    9 de janeiro de 2014 at 21:20 #

    “Parece que uma negociação governo/governo seria melhor para fugir da Lei 8666….”

    Caso a FAB lidere e tenha liberdade, sai !
    Importante: não poder ser a Rainha, reina mas não governa.

    Caso o GF queira ser o Rei, ferrou !

    Corsario137
    Visitante
    Member
    Corsario137

    DrCockRoach,

    Obrigado pelas suas sinceras e gentis palavras.

    Lamento imensamente estar afastado logo nesse momento tão importante do FX2.

    Tenho trabalhado muito desde Out/Nov do ano passado e não consigo ler os comentários e pra não pegar o bonde andando prefiro não me pronunciar. Não leio sequer metade das matérias publicadas aqui.

    Pra piorar ainda existe um certo conflito de interesses que não me permite eticamente dizer o que penso a respeito de certas matérias, principalmente as ligadas a um certo helicóptero…

    De qualquer forma obrigado pela lembrança. Espero poder participar mais em breve e se possível nos vermos na LAAD.

    Grande abraço.

    Carlos Alberto Soares
    Visitante
    Carlos Alberto Soares

    “Justin Case
    9 de janeiro de 2014 at 16:24 #

    Amigos, boa tarde.

    Programa F-X2: Da euforia à realidade.”

    Caro Justin Case

    já mencionei que sua dissertação é impecável.

    Atualizemos algumas datas e dados do link abaixo, põe-se Block 60 e vamos refletir …..reitero refletir …..

    http://www.aereo.jor.br/2013/11/27/projeto-kfir-c10-para-a-fab-estoria-jamais-contada/

    Lauro Ney Menezes – Maj. Brig. Ref.
    Piloto de Caça – Turma de 1948

    O tempo urge !

    Existe uma máxima no mundo dos negócios e creio que se aplica aos FX’s e TAMPAX :

    “Quem decide pode errar, quem não decide já errou”.

    Mauricio Silva
    Visitante
    Mauricio Silva

    Olá Justin

    A adição dos canards no F-103 não acabou servindo para melhorar o controle de arfagem? Da mesma forma, não serveria para melhorar o fluxo de ar nas entradas das turbinas (principalmente quando em manobras?
    SDS.

    Justin Case
    Visitante
    Member
    Justin Case

    Boa noite, Maurício. Em regime de cruzeiro, o controle de arfagem piorou. O motivo é que foi forçado um avanço do CG (com adição de lastro e mais o próprio peso do canard e do reforço estrutural para sua instalação. Com isso, os elevons tinham que voar mais cabrados, mesmo em voo nivelado. Então, a disponibilidade de comando para cabrar ficou menor. No entanto, com o aumento do ângulo de ataque, o próprio canard gerava sustentação (à frente do CG) melhorando o desempenho em grandes ângulos de ataque e/ou baixa velocidade. A mudança do CG (com a consequente necessidade de… Read more »

    Justin Case
    Visitante
    Member
    Justin Case

    Maurício, continuando… Com relação às entradas de ar, não houve modificação significativa de fluxo, uma vez que o canard estava posicionado mais atrás. No entanto, a possibilidade de voo controlado com ângulos de ataque muito maiores do que os originalmente encontrados também gerou alguns problemas. Nesses altíssimos ângulos, o fluxo de ar chegava “atravessado” na entrada de ar. Quando isso estava aliado à uma situação em que o motor trabalhava aspirando o ar, em velocidade muito baixa (+-100Kt) podia ser sentido cheiro de querosene queimado na cabine, o que significava que a chama estava próxima ao último estágio do compressor… Read more »

    Nick
    Visitante
    Member
    Nick

    Concordo com o Justin sobre manter o contrato de leasing dos Gripen C/D “tampax” dentro de um contrato maior, como um adendo. Isso evitará que o principal, ou seja o lote inicial de 36 Gripen E(e provavelmente os F) seja atrasado, protelado, etc..

    Sobre as datas: Não acredito em atrasos, mas quanto mais tempo demorarem o detalhamento e negociações do contrato do FX-2, é obvio que acarretará mais demora nas entregas dos caças que deve ser exatamente 4 anos após a assinatura do contrato.

    []’s

    DrCockroach
    Visitante
    DrCockroach

    Prezados(as), Eu compartilho de suas preocupacoes, mas nao me parece possivel incluir os tampoes no contrato do FX2, a nao ser que na RFP estivesse algo do tipo, o que nao me parece razoavel. Ou que a SAAB tivesse oferecido algo na BAFO, como uma especie de +. O FX2 terah como contratado a SAAB, uma empresa privada, mesmo que com o apoio do governo Sueco. Os tampoes, Gripens C/D (?), deve ser uma negociacao entre a FAB e o governo Sueco, pois sao eles que possuem estes Gripens. Nada impede que os contratos sigam em paralelo, ou mesmo que… Read more »

    Guilherme Poggio
    Editor
    Famed Member

    Eu compartilho de suas preocupacoes, mas nao me parece possivel incluir os tampoes no contrato do FX2, a nao ser que na RFP estivesse algo do tipo, o que nao me parece razoavel. Ou que a SAAB tivesse oferecido algo na BAFO, como uma especie de +. Caro doutor barata, Algumas autoridades já vinham avisando, antes mesmo de baterem o martelo pelo Gripen, que o que estava nas propostas das três empresas tinha pouca valia. Por que? Porque as condições não eram mais as mesmas, o produto ofertado não era mais o mesmo, os valores também não eram os mesmos.… Read more »

    Mauricio Silva
    Visitante
    Mauricio Silva

    Valeu Justin. Com relação ao aumento do arrasto, bem nem tem o que valar. Mais uma superfície para enfrentar o ar gera arrasto. “No entanto, com o aumento do ângulo de ataque, o próprio canard gerava sustentação (à frente do CG) melhorando o desempenho em grandes ângulos de ataque e/ou baixa velocidade.” É isso ai! Era esta a minha dúvida com relação a adição dos canards. “Com relação às entradas de ar, não houve modificação significativa de fluxo, uma vez que o canard estava posicionado mais atrás.” Pensei que a formação dos vórtices gerados pelos canards poderia “forçar” a entrada… Read more »

    Mauricio Silva
    Visitante
    Mauricio Silva

    Perfeito Nunão!

    Assim fecha minha dúvida com respeito a fluidodinâmica da entrada de ar do caça.
    Valeu!!!

    SDS.

    Carlos Alberto Soares
    Visitante
    Carlos Alberto Soares

    “Guilherme Poggio 11 de janeiro de 2014 at 13:56 # O pessoal da COPAC vai suar a camisa até chegar no rascunho do contrato. Será uma espécie de F-X2.1 de tanto trabalho que dará.” De 06 à 07 anos para chegar a(s) primeira(s) unidade(s), se o GF não atrapalhar e deixar a FAB fazer “TUDO”. “Daí surgiram essas jogadas nos bastidores sobre Sukhoi, F-16 desert, Kfir Block 60.” Reitero: “Atualizemos algumas datas e dados do link abaixo, põe-se Block 60 e vamos refletir …..reitero refletir ….. http://www.aereo.jor.br/2013/11/27/projeto-kfir-c10-para-a-fab-estoria-jamais-contada/” “O tempo urge ! Existe uma máxima no mundo dos negócios e creio… Read more »

    Carlos Alberto Soares
    Visitante
    Carlos Alberto Soares

    Os prazos são os mencionados, 12 meses para 06 células. Mais ……..

    A IAI e os integradores/sistemistas já estão trabalhando,
    quem viver verá. Essa fase não se tira fotos ou se faz nota oficial etc …. Trabalha-se muito sério e na “surdina”. Através da surpresa criam-se fatos novos, isso facilita tudo que está envolvido, inclusive com os EUA.

    São 03 negociações em andamento e mais duas consultas, ou o contrário, 02 negociações e três consultas. A fonte não “abre” os atores.

    Carlos Alberto Soares
    Visitante
    Carlos Alberto Soares

    “nós já temos (células Mirage, sobressalentes etc….)” Ao me referir a esses dados, temos que estar atentos há: 1.- Ao artigo do PA no link que postei de autoria do MB Lauro Ney Menezes, no seu conteúdo atualizando datas e dados. Nas variáveis mencionadas algumas mudam, outras suprimidas e demais atualizadas. Na essência fica até melhor. 2.- Block 60 é uma evolução do C 10. “Em analisando o andamento do Projeto FX2, encontramos similaridades com a estória aqui relatada, pois, “falecendo” o MIRAGE 2000 em 2012, qual será a “solução interina” capaz de sustentar a DA incólume? Recordar é viver…”… Read more »

    Carlos Alberto Soares
    Visitante
    Carlos Alberto Soares

    “Outros vetores, nem pensar.”

    Tem F 5 “moderninho” disponível em algum lugar ?

    Justin Case
    Visitante
    Member
    Justin Case

    Amigos, Eu não investiria um centavo sequer em Tampax. A disponibilidade média do F-5 tem sido 50%. Isto significa 28 aeronaves na linha (contando teoricamente com os jordanianos na frota). Se investirmos o suficiente para elevar a disponibilidade da frota para 65%, teremos 37 aviões disponíveis (nove a mais). Imagino que não gastaríamos nem 25% do que seria necessário para ativar Tampax, não colocariamos em risco o F-X, manteríamos a pressão para o projeto F-X andar, a medida não iria requerer muito tempo nem treinamento para implementação. Esse número de nove aviões DISPONÍVEIS é suficiente para que o GDA cumpra… Read more »

    Guilherme Poggio
    Editor
    Famed Member

    Amigos, Eu não investiria um centavo sequer em Tampax. Caro Justin Acredito que o seu pensamento seja válido para o curto prazo (um ou dois anos), mas no médio prazo essa solução não se sustenta (cinco ou seis anos). Explico o motivo. O Brasil não terá o seu futuro caça antes de 2018. E esta data eu imagino que seja somente para a introdução da aeronave. Para que se tenha um número mínimo de aviões e conhecimento da máquina, e até o primeiro esquadrão atingir a sua IOC temos que somar mais um ou dois anos nessa conta (que já… Read more »