Mock-up do AMX, fabricado pela empresa Aermacchi em 1984, apodrece em ferro velho em São Paulo

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    Mock-up do AMX - 1

    vinheta-exclusivoO fotógrafo Anderson Kindermann registrou ontem imagens do “mock-up” do jato de ataque AMX, fabricado pela empresa AerMacchi em 1984, num ferro velho, na rodovia Santos Dumont (SP-75), em São Paulo. A peça está pichada e avariada.

    Segundo Anderson, o dono do ferro velho disse que adquiriu a peça diretamente do DCTA em São Jose dos Campos, junto com outras “sucatas”.

    Uma peça dessas que deveria estar no Museu Aeroespacial ou no Museu do CTA/Embraer foi parar num ferro velho! O brasileiro não valoriza sua própria história recente!

    NOTA DO EDITOR: nós acabamos de publicar uma matéria de 30 páginas com a história do jato de ataque AMX na revista Forças de Defesa número 9. Foi muito difícil conseguir material sobre o avião e se não fosse a ajuda do nosso amigo Mário Vinagre, o trabalho não teria alcançado a qualidade devida. Muito material da história do AMX já se perdeu.

    Mock-up do AMX - 2

    Mock-up do AMX - 3

    Mock-up do AMX - 4

    Mock-up do AMX - 5

    Mock-up do AMX - 6

    Mock-up do AMX - 7

    Mock-up do AMX - 8

    Plaqueta do Mock-up do AMX

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    cinquini
    cinquini
    6 anos atrás

    Parece piada, mas eu estava agora no banho pensando em uma dia conseguir construir um simulador dentro de um mock-up então saio do banho e me deparo com essa notícia!

    Seria o inconsciente coletivo de Jung?

    Antonio M
    Antonio M
    6 anos atrás

    Não deixa de ser a prova de como a cultura, a memória do país é tratada em qualquer Âmbito. A dificuldade em encontrar material para a história do AMX, vendo como esse mock-up foi parar no lixo ao invés de museu não é novidade, coincide com o papelório sobre a escravidão no Brasil. Até mesmo para os mais preparados intelectualmente como Rui Barbosa mandou para o lixo a documentação sobre escravidão como se fosse resolver alguma coisa, ao invés de justamente preservá-los, quem sabe em museu inerente ao tema para que as gerações posteriores pudessem ter acesso. E nem sei… Read more »

    bitt
    6 anos atrás

    Antonio M, Suas colocações são precisas, embora eu não concorde – e vc mesmo desenvolve o contraditório – que tenha alguma relação com a “ditadura militar” ou qualquer repulsa aos “horrores da guerra”. Como vc indica:é descaso, mesmo. Profundo descaso pela trajetória de nosso país e com a memória e a documentação geradas por ela. Profundo desconhecimento sobre a utilidade social e política da história. O que eu realmente gostaria de saber é como esse objeto saiu da Embraer, onde algum dia deve ter estado. E também, que providência a empresa – que até tem um projeto de memória empresarial… Read more »

    Antonio M
    Antonio M
    6 anos atrás

    bitt
    7 de janeiro de 2014 at 8:14 #

    Caro Bitt,

    Seria apenas uma alusão, ironia por isso coloquei entre aspas pois basta estar dentro do período para que seja alvo para as “comissões da verdade”.

    Vide a atual campanha para troca de nome de rodovias, escolas etc (algumas já sacramentadas) de personagens envolvidos nesse período, bem como da promoção de quem lhes convém.

    abç.

    Hercules Araujo
    Hercules Araujo
    6 anos atrás

    Poxa, queria ir lá e fazer uma oferta da peça para o dono do ferro-velho.!!!

    Wagner
    Wagner
    6 anos atrás

    Eita terceiro mundo…

    É uma B@$!% !!!

    Não adianta, sempre fomos es empre seremos uma Colônia.

    Me perdoem os patriotas, mas jamais chegaremos no nivel do CS ou de suas 5 superpotencias militares…

    Oganza
    Oganza
    6 anos atrás

    É cada coisa, e eu ainda me espanto…

    Iväny Junior
    6 anos atrás

    Gostaria de comprar. Podem informar se a cabine abre ou é opaca?

    Eu aceito/copio a sugestão cinquini: Instalar um pc com HAWX pra viajar dentro desse cockpit.

    Antonio M
    Antonio M
    6 anos atrás

    E esse poderia ter sido o destino do Jahu e tantos outros por aí, principalmente se tivesse mais metal ……

    Vi o Jahu ainda no Museu de Aeronáutica que ficava no parque do Ibirapuera em São Paulo e já não estava essas coisas. Tempos depois ouvi notícias posteriores sobre uma restauração em que teriam usado tábuas de pinho ao invés de freijó (se não me engano é essa), que era, ou é, utilizada na aviação.

    Sem dúvidas, além do descaso, o desleixo. Creio que graças a alguns abnegados é que ainda temos alguma coisa devidamente preservada.

    Santana Denis
    Santana Denis
    6 anos atrás

    Desculpem eu não acho que um Mock-up de AMX muito bem conservado diga-se de passagem teria tanta importância assim para história, até porque não podemos esquecer que: 1 O caça não esta inteiro, 2 o caça ainda esta em serviço e ficará ainda por muito tempo, por tanto ele não é HISTÓRIA, ele é PRESENTE, tenham calma, o Brasil possuí um Museu relativamente bem organizado e com certeza o AMX pela forma que foi concebido já têm seu lugar reservado. No máximo esse módulo do AMX poderia servir para a FAB como um simulador ou algo do tipo. Não entendo… Read more »

    Galeão Cumbica
    Galeão Cumbica
    6 anos atrás

    O Jahu nao esta no museu da Tam?

    Sds
    C

    Luiz Fernando
    Luiz Fernando
    6 anos atrás

    Concordo com o Denis, Um mock-up é um mock-up. Já temos um dos protótipos do AMX em museu (aqui em SJK, no MAB). Não se pode preservar tudo, o mais importante são documentos e alguns exemplares das próprias aeronaves. Se fosse para um museu seria ótimo, mas não podemos querer que tudo vá para um museu. Isso não é assim nem aqui, nem em países mais desenvolvidos (apesar de ser inegável que lá se preserva mais do que aqui, também lá não se pode preservar tudo). Sinceramente acho meio ilógico fazer este drama todo com um mock-up (ou talvez seja… Read more »

    Marcos
    Marcos
    6 anos atrás

    NOTA DO EDITOR: nós acabamos de publicar uma matéria de 30 páginas com a história do jato de ataque AMX na revista Forças de Defesa número 9. Foi muito difícil conseguir material sobre o avião e se não fosse a ajuda do nosso amigo Mário Vinagre, o trabalho não teria alcançado a qualidade devida. Muito material da história do AMX já se perdeu.

    Observador
    Observador
    6 anos atrás

    Senhores, Eu não vejo onde a preservação deste mock-up seja importante para a preservação da memória da aviação e da engenharia aeroespacial brasileira. Há coisas mais importantes a preservar. Claro que dá dó vê-lo deste jeito. Mas o prejuízo é do dono do ferro-velho, que comprou-o pelo peso do metal e poderia fazer muito mais dinheiro com isto se o restaurasse, passando a oferece-lo a interessados, daqui e do exterior. … Mudando de assunto, olhando o modelo, é impressão minha ou ele indica que o AMX era inicialmente mais “bicudo” e com o nariz mais elevado do que o projeto… Read more »

    Antonio M
    Antonio M
    6 anos atrás

    Galeão Cumbica
    7 de janeiro de 2014 at 18:27 #

    Está sim, após várias “estadias provisórias” mas, não sei se estará no museu da TAM permanentemente.

    Santana Denis
    7 de janeiro de 2014 at 15:53

    Merecia ao menos estar em alguma faculdade ou curso técnico. Ou no mínimo, como disseram acima, na casa de algum entusiasta que montasse um simulador nele. Mas não no lixo pois esse será o destino das aeronaves que não forem aproveitadas nesse sentido quando forem desativadas.

    E com o tamanho do Brasil esse tipo de destino não deveria faltar.

    Santana Denis
    Santana Denis
    6 anos atrás

    Antonio M
    Amigo se olhar com atenção vai ver que não esta no lixo, aliás não ha se quer um papel de bala no chão do local onde ele esta, e muito provavelmente é um lugar mais arejado do que o local onde estava. Mas claro torço para que alguém compre e restaure, e isso não vai demorar muito depois dele aparecer aqui no PA.

    Antonio M
    Antonio M
    6 anos atrás

    Santana Denis 7 de janeiro de 2014 at 21:58 # Caro Santana, De fato o lugar não é dos piores mas, a estrutura que sustenta o mock-up, que ao contrário dos materiais utilzados no caça, é mais sujeito a ação do tempo apesar de não ser o maior problema mas, vão esperar acabar de corroer para que o referido mock-up vá para o chão e ficar por lá mesmo ou cair em cima de algum curioso? A indignação reflete o descaso com o desleico e descaso com a cultura de forma geral nesse país. No próprio artigo do blog “Reflexões”… Read more »

    Augusto
    Augusto
    6 anos atrás

    Off-topic

    aparentemente 4 soldados da USAF foram mortos em razão do acidente de um Pave Hawk na costa Britância durante missão de treinamento: http://edition.cnn.com/2014/01/07/world/europe/uk-helicopter-crash/index.html?hpt=hp_t3

    Grifo
    Grifo
    6 anos atrás

    A peça é de alumínio e está com as baias internas, muito provavelmente seja a seção dianteira de uma aeronave real.

    Senhores, de acordo. Parece ser uma seção dianteira real vinda da linha de produção ou de pré-produção. Notar a presença de um número de série.

    Vader
    6 anos atrás

    Isso não é mock-up galera! É um pedaço de um AMX de verdade!

    Observador
    Observador
    6 anos atrás

    Vader8 de janeiro de 2014 at 5:08 #

    É um pedaço de AMX?

    Ah, então a MB podia comprá-lo e começar a produção do “AMX Naval” como alguns foristas defendem.

    ;D

    Vader
    6 anos atrás

    Kkkkkkkk…

    Guilherme Poggio
    Editor
    6 anos atrás

    Também concordo que não é um mockup (o AMX só teve um mockup completo e este foi feito pela Aeritalia em 1978 e por lá ficou).

    Trata-se de parte de um AMX “brasileiro” (notar as duas saídas para canhões DEFA 30mm).

    Todas as fuselagens frontais no programa AMX foram produzidas pela Aermacchi. Portanto, não há nada de novo nesse ponto.

    Edcarlos Prudente
    Edcarlos Prudente
    6 anos atrás

    Será excedente de produção que não virou um AMX completo pelo corte no numero de aeronaves que seriam compradas pelo governo do Brasil na época?!

    Se isso for verdade é dinheiro publico jogado fora!

    Luiz Fernando
    Luiz Fernando
    6 anos atrás

    Isso até pode ser um pedaço de avião real, mas acredito que seja é um CDP (corpo de prova).

    Vários pedaços de avião são construídos para serem utilizados em ensaios, e este tá com cara de ser um deles.

    Por isso não acredito ser de um avião que chegou a voar.

    LF

    Carlos Alberto Soares
    Carlos Alberto Soares
    6 anos atrás

    “Observador
    8 de janeiro de 2014 at 10:06 #
    Vader8 de janeiro de 2014 at 5:08 #

    É um pedaço de AMX?

    Ah, então a MB podia comprá-lo e começar a produção do “AMX Naval” como alguns foristas defendem.

    Vader
    8 de janeiro de 2014 at 11:55 #

    Kkkkkkkk…”

    Putz, se o GR ler nós estamos F#¨&*@$ ….. kkkk…..

    Carlos Alberto Soares
    Carlos Alberto Soares
    6 anos atrás

    Eis um bom destino: SENAI/SJC

    Poderia ser tema de um grupo de alunos em TCC, história e recuperação desse provável ……..

    http://www.aereo.jor.br/2009/05/30/mais-informacoes-sobre-o-cba-123/

    http://www.centrohistoricoembraer.com.br/pt-BR/RecuperacaoAeronaves/Paginas/CBA-123-Vector.aspx

    Mauricio Silva
    Mauricio Silva
    6 anos atrás

    Não seria uma montagem para treinamento/formação de técnicos em manuntenção? Pelas características apresentadas, me parece muito mais um peça usada para manejo. Tem seu valor histórico, creio eu. Agora, sem “síndrome de cachorro viralatas”. Que o país tem problemas na preservação do seu legado histórico (militar ou não), isso não resta dúvidas (a maioria dos países tem esse tipo de problema, mesmo os com economia mais estável que a nossa). Não dá para generalizar e acusar todos brasileiros de não valorizarem o seu legado cultural/histórico. Se há (ou houve) um problema com a peça em questão, as conclusões/hipóteses deve ser… Read more »

    Iväny Junior
    6 anos atrás

    Já estou imaginando cumprindo uma missão de bombardeio e autodefesa no paquistão a bordo desse brinquedo (com o pc instalado dentro, rodando o HAWX, bem entendido).

    O telefone do ferro velho ninguem compartilhou. To no aguardo.

    Alexandre Galante
    6 anos atrás

    Depois da denúncia do Poder Aéreo a peça sumiu. Não sabemos o destino dela.

    Alexandre Galante
    Reply to  Alexandre Galante
    6 anos atrás

    Lembrando que a data de fabricação é anterior ao do voo do primeiro protótipo brasileiro e que a peça foi produzida pela Aermacchi, o que por si só configura seu valor, jamais poderia ter ido para o ferro velho se dessem valor à história do programa AMX.