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Lockheed Martin vai modernizar radar 3D de defesa aérea TPS-B34 da Aeronáutica

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TPS-B34 - foto DECEA

Na edição do Diário Oficial da União DOU desta segunda-feira, 23 de dezembro, foi publicado o Extrato de Inexigibilidade de Licitação para a modernização dos radares tridimensionais de Defesa Aérea TPS-B34 (apesar do extrato tê-los denomidado TBS-B34).

Seis unidades deste sistema transportável de radar foram adquiridas quando da implantação do SIVAM, há 15 anos, e já contam com 10 anos de operação em condições ambientais adversas, o que demandou, em setembro, um contrato de suporte técnico e logístico entre a organização apoiadora do equipamento, o Parque de Material de Eletrônica da Aeronáutica do Rio de Janeiro (PAME-RJ) e o fabricante Lockheed Martin.

Veja a seguir o extrato publicado hoje no DOU e, mais abaixo, nota do PAME-RJ sobre o contrato de suporte técnico e logístico assinado em setembro.

PARQUE DE MATERIAL DE ELETRÔNICA DA AERONÁUTICA DO RIO DE JANEIRO

EXTRATO DE INEXIGIBILIDADE DE LICITAÇÃO

Extrato de Inexigibilidade de Licitação Nº 019/PAME-RJ/2013.

1. Nº Processo: 67611-007588/2013-38. Objeto: MODERNIZAÇÃO DOS RADARES TRIDIMENSIONAIS DE DEFESA AÉREA TBS-B34. Total de Itens Licitados: 00001. Fundamento Legal: Art. 25, Caput, da Lei nº 8.666 de 21/06/1993. Justificativa: É inviável a competição para a contratação do serviço, conforme Parecer Justificativo nº 007/TMRD/2013. Declaração de Inexigibilidade em 19/12/2013. ADILSON DA SILVA LEMOS JUNIOR. Ordenador de Despesas. Ratificação em 19/12/2013. RAFAEL RODRIGUES FILHO. Diretor-Geral do DECEA. Valor Global: US$ 18,500,000.00 (dezoito milhões e quinhentos mil dólares americanos). CONTRATADA: LOCKHEED MARTIN GLOBAL INC.

TPS-B34 sendo transportado - foto DECEA

PAME-RJ formaliza contrato com a empresa Lockheed Martin Global Inc (LMGI)

O Parque de Material de Eletrônica da Aeronáutica do Rio de Janeiro (PAME-RJ) formalizou, no dia vinte e seis de setembro de 2013, o contrato com a empresa Lockheed Martin Global Inc (LMGI) para o serviço de suporte técnico e logístico dos Radares Tridimensionais Transportáveis de Defesa do Espaço Aéreo Brasileiro, TPS-B34 (chamados de TPS-77 pela fabricante LMGI), instalados e em operação no Brasil há mais de 10 anos.

Os sistemas Radar TPS-B34 foram implantados em conjunto com outros equipamentos no Brasil, dentro do Projeto SIVAM, que tinha como objetivo prover meios de vigilância do Espaço Aéreo Brasileiro na região Amazônica. Tratando-se de equipamento cujo projeto tem cerca de 20 anos, que foram adquiridos há cerca de 15 anos e tendo sido implantado há mais de 10 anos no Brasil, é natural que sua vida útil esteja se extinguindo, principalmente no que se refere ao fornecimento de itens sobressalentes, ainda mais considerando a escalada tecnológica observada no mundo nos últimos 25 anos, em que equipamentos computacionais apresentaram incrementos em suas capacidades de processamento exponencialmente maiores em curto período de tempo e com arquiteturas cada vez mais integradas.

No período em que não houve amparo contratual para os serviços de manutenção (ou por garantia ou por suporte logístico contratado) alguns desses Radares permaneceram indisponíveis por longo período quando aconteciam panes. Entretanto, após aproximadamente uma década em operação, esses sistemas, que são construídos para operarem em direta exposição a condições ambientais muitas vezes adversas, com complexas partes mecânicas e eletrônicas, tem demonstrado um nível de degradação crescente, que demanda um suporte técnico e logístico mais intenso e frequente.

Devido a esses fatos, atualmente o equipamento apresenta algumas obsolescências críticas que impactam profundamente em sua operação aumentando a vulnerabilidade do controle do Espaço Aéreo na região do SIVAM. Estudos realizados pelo Quarto Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle do Tráfego Aéreo (CINDACTA IV), Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) e PAME-RJ analisaram as questões, identificaram com maior precisão os componentes de maior impacto operacional e logístico e concluíram que a solução é a atualização dos componentes críticos para a operação dos Radares e a contratação do suporte técnico e logístico do fabricante, a fim de manter a qualificação técnica das equipes envolvidas diretamente na manutenção, como também prover soluções para as atuais obsolescências.

Segundo a Subdivisão de Radiodeterminação do PAME-RJ, é de extrema importância ressaltar que, a não contratação dos serviços de suporte logístico e técnico dos sistemas Radar TPS-B34 impactaria diretamente na segurança de voo, soberania nacional e a qualidade dos serviços prestados pelo DECEA à nação, devido à atual vulnerabilidade dos equipamentos principalmente pelo tempo de vida do equipamento e obsolescências em seus componentes internos, provocando um aumento da indisponibilidade destes sistemas e acarretando em falta de cobertura de determinadas áreas de Controle do Espaço Aéreo.

FONTES: Diário Oficial da União e PAME-RJ

FOTOS: DECEA (Departamento de Controle do Espaço Aéreo)

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6 COMMENTS

  1. Até que enfim essa criança nasceu!
    Como sempre o governo precisa fazer essas despesas no apagar das luzes. E ainda bem que estão fazendo.
    Ainda vem mais coisa por favor.

  2. Estou desatualizado quanto a radares. Mas por U$ 18 milhões e meio de dólares, não dava pra comprar semelhantes novos israelenses?

    No mais, a modernização da força é fruto de felicidade. Ótimo natal da FAB!

  3. Não dá pra comprar do Tio David, tem a questão da intercambialidade dos equipamentos, datalink etc ….
    Os equipamentos do sobrinho Jacob são para TO’s mais adequados a realidade deles, nosso pais é um continente e o deles “uma faixa de terras”, geograficamente falando é lógico. Em termos gerais como nação, deixa pra lá vai, só vai criar mais polemicas e vamos descobrir os anti-semitas que participam do PA ….

    Poderá acontecer mais alguma coisa no apagar das luzes pelos motivos já comentados neste e espaço e reiterados abaixo:

    Senhores, já foi comentado neste espaço várias vezes:

    1.- Orçamento da União para 2013, verbas/dinheiro disponibilizados não desembolsados dentro do ano corrente, voltam para o “caixa do tesouro”, não ficam disponíveis para o ano seguinte. Portanto estão utilizando as sobras/saldos desse orçamento procurando torna-las(as sobras) mais pró-eficientes. Não tem nada de “Dilma boazinha, até que enfim, poxa como eles são bacanas e por ai vai ….” pura ilusão. A realidade, o real mesmo está ai embaixo, afinal de contas nunca antes na história desse pais …..

    http://www.aereo.jor.br/2013/12/22/enquanto-o-gripen-nao-chega-fab-fecha-bases-para-economizar/

    ESSA É A REALIDADE, EM CAIXA ALTA E BOM SOM !

  4. Copa do Mundo, Olimpíadas… época ideal pra uma reforma geral, afinal, vão precisar pra vigiar o espaço aéreo.

    Só faltaram os Chinooks pra movimentar os bichos pra cima e pra baixo. Literalmente…

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