segunda-feira, agosto 8, 2022

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Welsh: preço do F-35 para USAF está em US$ 150 milhões, mas vai cair

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Guilherme Poggio
Guilherme Poggiohttp://www.aereo.jor.br
Membro do corpo editorial da revista Forças de Defesa e sites Poder Aéreo, Poder Naval e Forças Terrestres

O comandante da USAF declarou no último dia 13 que o F-35 tornou-se uma necessidade para a USAF após o encerramento do programa F-22

 

F-35A Lightning II joint strike fighter from the 33rd Fighter Wing atEglin Air Force Base, Fla.

No dia em que a Lockheed Martin entregou o 100º caça F-35 Lightning II para Força Aérea dos Estados Unidos (USAF), as autoridades do governo comemoraram o evento delinearam o valor da aeronave.

O F-35 será entregue à Base Aérea de Luke, no Arizona, onde ele servirá como o primeiro avião de treinamento para pilotos do caça de quinta geração.

O comandante da Força Aérea, o brigadeiro Mark A. Welsh III, chamou o evento de ” um grande acontecimento para a Força Aérea”, durante uma coletiva de imprensa do Pentágono ocorrida no último dia 13 de dezembro.

Welsh comentou sobre a necessidade do JSF para a USAF, uma necessidade que se tornou ainda mais crítica, disse ele, depois que o Departamento de Defesa encerrou a compra dos caças F-22 Raptor.

O F-22 deveria fornecer superioridade aérea em qualquer ambiente, disse Welsh. Mas com um número reduzido de F-22 para atuar nesta função, o F-35 deverá tomar este lugar. “O F-35 é necessário para atuar conjuntamente com o F-22 na tarefa de superioridade aérea logo no início de um conflito convencional de alta intensidade para sobreviver contra as ameaças de quinta geração que acreditamos que estarão em atividade em breve”.

Mesmo com as modernizações, disse Welsh, os caças de superioridade aérea atuais como o F-15 Eagle e o F-16 Fighting Falcon, não poderão sobreviver contra uma ameaça de quinta geração.

“Operacionalmente, é apenas um fato”, acrescentou. “Eu certamente não estou disposto a ir para a minha secretária ou o secretário de defesa ou para o chefe (do Estado-Maior Conjunto) e dizer:” Eu recomendo a manutenção dos nossos caças atuais e suas atualizações, e simplesmente aceitemos mais perdas e contemos com a incrível capacidade de nossos aviadores para vencer a luta de qualquer maneira”.

O programa de caça de ataque conjunto é o mais caro na história militar americana . A Força Aérea vai voar a variante F-35A , a Marinha vai voar o F-35C , e o Corpo de Fuzileiros Navais vai voar o F-35B . A capacidade operacional inicial (IOC em inglês) para a Força Aérea está marcada para dezembro de 2016.

O programa apresentou contratempos crescentes. Os custos subiram e o valor “flyaway” para a versão da Força Aérea é cerca de US $ 150 milhões por aeronave.

Mas agora, a escala de produção da aeronave está subindo e os custos de produção estão caindo, disse Welsh”. Desde 2011, o programa tem atingido suas metas sistematicamente. Nós temos aliados que participam do programa e comprometeram-se com a compra da aeronave, que fornecerá mais e mais benefícios financeiros para nós com o tempo”.

Welsh disse que agora não é a hora de cortar o programa do JSF.

“Eu não acredito que este é um bom momento para falar sobre o total da compra – travando-o em algum número”, disse ele . “Eu acho que isso iria colocar o programa em risco financeiro a custar-nos ainda mais”.

FONTE: USAF (tradução e adaptação do Poder Aéreo a partir do original em inglês)

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Ozawa

Interessante que o atual comandante da USAF só tenha pilotado em seu currículo o Falcon como caça de 1ª linha do inventário da maior Força Aérea do planeta. Só achei curioso essa “limitação” de pilotagem, também forjada nos A-10. O projeto F-35 hoje já voa “por instrumentos” e sem direito a pouso alternativo, mas acredito firmemente, o que faria na mesma condição se responsável por esse projeto, que moverão céus e terra, mais céus que terra…, para que ele atinja o objetivo final: “na tarefa de superioridade aérea logo no início de um conflito convencional de alta intensidade para sobreviver… Read more »

Clésio Luiz

para que ele atinja o objetivo final: “atuar conjuntamente com o F-22 na tarefa de superioridade aérea logo no início de um conflito convencional de alta intensidade para sobreviver contra as ameaças de quinta geração”.

There. Fixed it for you.

Gilberto Rezende

Declaração de desespero puro, o F-35 nunca foi cogitado ou projetado para superioridade aérea. Não tem velocidade e nem permanência em voo suficiente para a missão. Esta crença que o F-35 poderia ajudar o F-22 na superioridade aérea baseia-se somente na qualidade super-trunfo da sua eletrônica (a ser verificada). Só se poderia afirmar que o atual preço de 150 milhões de dólares do F-35A vai cair no futuro com a escala de produção SE a configuração final da aeronave já tivesse sido atingida. A realidade está LOOOONGE disso e os 100 protótipos de F-35 entregues ainda terão que passar por… Read more »

Oganza

Na boa, com tudo que o F-35 promete, vai ser interessante ver como será de fato a condução de uma campanha com esse vetor, até pq tudo o que sabemos e discutimos é de um ponto de vista puramente teórico e nem a USAF sabe ainda como isso vai se dar na prática. A Própria infraestrutura em Luke AFB que está sendo contruida demonstra isso, sem falar que estará 100% operacional com 6 esquadrões (24 aeronaves cada) só daqui a 6 anos. Luke e suas novas instalações com,144 F-35, será uma Universidade para um novo conceito de Guerra Aérea. Quando/se… Read more »

Oganza

nossa matei a lingua portuguesa… isso não da certo em celular =/

Antonio M

Gilberto Rezende
16 de dezembro de 2013 at 22:58 #

Mas tecnologia nova é assim mesmo e isso está sendo divulgado e não escondido.

Aliás, “escondido” deveria ficar o probe de reabastecimento do Rafale não?! Isso sim não pega bem em produto de tecnologia consolidada nénão?!?! rsrsrsrsrsrsrsrsr.

Antonio M

Antonio M
17 de dezembro de 2013 at 6:18 #

Ah, e é sem duplo sentido !

Mayuan

Vai cair sim. De 150 milhões vai baixar pra 140…

Gilberto Rezende

Antonio M és tão engraçadinho. O probe do Rafale é fixo por uma decisão de projeto para cumprir a concepção de design e a missão da aeronave. Uma vez que o caça francês é uma década mais avançado no seu airframe de compósitos e nas suas modernas formas aerodinâmicas, ao contrário de de um certo tijolo voador que tanto babas, como esta não é uma aeronave stealth foi julgado que o probe fixo não aumenta demasiadamente o RCS (perda aceitável) e esta solução poupa peso e ESPAÇO na parte nobre do nariz da aeronave. Outra coisa que contribuiu decisivamente pela… Read more »

Max

Da Flightglobal.com :

“F-35s currently cost “under $100 million”, and that the price should decline as the US government orders additional aircraft.”

http://www.flightglobal.com/news/articles/lockheed-touts-f-35-progress-predicts-competitive-pricing-394185/

Antonio M

Antonio M és tão engraçadinho. O probe do Rafale é fixo por uma decisão de projeto para cumprir a concepção de design e a missão da aeronave.

“… O probe do Rafale é fixo por uma decisão de projeto para cumprir a concepção de design e a missão da aeronave. …”

Tem razão é devido ao projeto. Um projeto mais defasado é claro.

Fora as estatísticas que comprovam que os outros caças que optaram pelo probe retrátil que ficam inoperantes, problemáticos e caríssimos de operar e manter mas, graças a sonda fixa, esse não é um problema no Rafale.

Oganza

20 anos, no máximo 30… é o tempo que a fabricante de jacas tem de vida, ao menos “sozinha”… em 2030 vamos ver a França fechando a compra de F-35. Aquele nEUROn não vai pra frente mas nem que Napoleão volte eunuco lá de Santa Helena. A Jaqueira não consegue trampar em equipe, é cheia de mimi mimi igualzinho aquele UM daqui que sempre defende o indefensável. E mesmo que a JACA viesse, isso não a salvaria, apenas prolongaria seu doloroso óbito… AMÉM. Acho que algumas rafalechtes deveriam era comprar uma jaca (a fruta) e contar os seus sincarpos* e… Read more »

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