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O último dos QF-4 Phantom II

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the last QF-4 - PHOTO USAF

O 82º Esquadrão de Alvos Aéreos (82 ATRS) recebeu o último dos “novos” aviões QF-4 para alvos aéreos no último dia 19 de novembro.

O QF-4 68-0599 passou mais de 20 anos no cemitério de aeronaves da Força Aérea na Base Aérea de Davis-Monthan, no Arizona, antes de ser trazido de volta à vida para uma última missão.

O supersônico QF-4 fornece um alvo em grande escala para avaliação realista ar-ar do sistema de armas, desenvolvimento e testes. O 82 ATRS acabará por lançar o QF- 4 em um voo não tripulado, onde ele vai agir como um alvo para um outro jato. Essa última missão irá fornecer dados vitais para as forças americanas e aliadas.

Desde que o QF-4 substituiu o QF-106 em 1998, mais de 300 desses aviões ociosos encontraram um novo propósito para continuar a servir ao Departamento de Defesa.

Os Phantom começaram a retornar ao trabalho após o 309º Grupo Aeroespacial Manutenção e Regeneração reinstalou as peças para as aeronaves, tornando-as novamente operacionais, de acordo com um artigo de abril de 2013 do site da Base de Davis-Monthan.

O passo seguinte envolveu a empresa BAE Systems que converteu o F-4 para QF-4, que seria pilotado remotamente por pilotos altamente treinados com uma média de 4.000 horas de voo.

Jeff Percy, o diretor da BAE Systems de operações de voo, informou que já entregou cerca de 50 QF-4 nos últimos quatro anos.

“É um grande avião voando”, disse Percy, depois de voar a aeronave para a base. “Foi um trabalho de equipe, e eu estava feliz por entregar o último Phantom de Tyndall.”

Ao todo, cerca de 250 dos Phantom foram destruídos sucessivamente sobre o Golfo do México e em áreas próximas da Base Aérea de Holloman. Há apenas cerca de 60 QF-4 restantes no programa, tanto em Tyndall como em Holloman.

A disponibilidade limitada de F-4 e o avanço permanente das aeronaves de caça como o F-22 Raptor estão forçando uma mudança para a quarta geração de QF-16, um F-16 Fighting Falcon convertido, que deverá estar pronto para ser utilizado em 2014.

“É um fim mais adequado para o F-4 ao invés de ficar enferrujando no desrto”, disse Vincent Farrell, um piloto instrutor do 82 ATRS e controlador que voou o F-4 durante a sua carreira ativa.

FONTE: USAF (tradução e adaptação do Poder Aéreo a partir do original em inglês)

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Fernando "Nunão" De MartiniControlCarlos Alberto Soaresgeoboscoeduardo pereira Recent comment authors
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joao.filho
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joao.filho

“mais de 300 desses aviões ociosos encontraram um novo propósito para continuar a servir ao Departamento de Defesa”

Incrivel, mesmo. Eles possuem mais “alvos aereos” que o Brasil possui caças. E os poucos caças que o Brasil possui, so serviriam de “alvos aereos” por aquelas bandas…

Iväny Junior
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Iväny Junior

joao.filho

O Phantom serve por ser um avião mach 2 razoavelmente manobrável. Os f-5m talvez fossem deixados mesmo para apodrecer no deserto.

Marcelo Andrade
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Marcelo Andrade

É como contar dinheiro na frente de mendigo…..

eduardo pereira
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eduardo pereira

A coisa ta feia,medonha,terrivel,horrivel,espantosa,aterradora,horripilantemente ruim pra FAB em termos de caças !!rs

geobosco
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geobosco

Que tal comprarmos alguns desses F-4 usados no deserto de nevada e atualizarmos para fazer a defesa aérea do Brasil? Melhor que esperar o FX-2 se decidir……

Carlos Alberto Soares
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Carlos Alberto Soares

geobosco

Muito melhor K-FIR Block 60 com pct completo do Tio David.

Iväny Junior
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Iväny Junior

Sobre Phantons, os melhores estão na Alemanha, prontos para serem doados ou vendidos por 1 euro, como os Mig-29 (aqui deixaram passar a mamata dos migs); Sobre os tampões, o Kfir é mais avião que o Phantom. A aerodinâmica do f-4 é uma das piores já vistas em aeronaves de combate. A cauda é rebaixada e a asa rebitada por correções sem as quais não se poderia fazer o avião levantar vôo, e a solução foi bem americana: Fazer o motor mais potente pra empurrar, que resultou no j79, um dos melhores turbojatos. Sobre o que eu acredito, depois das… Read more »

Control
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Control

Srs Se está assim tão baratinho, é bom a Tia Dilma ligar para a Tia Merkel e fazer um negócio de mulher para mulher e trazer uns 15 F4 com alguma reserva de horas de vôo e já equipados com mísseis e um bom lote de peças. Afinal, se o desembolso para compra for pequeno, sobra trocados para a operação. Assim o GDA fica resolvido e o guarda chuva, para Brasília, garantido. Não defendendo especificamente a compra de F4 ou qualquer outro caça usado ou novo, mas considerando a realidade econômica do Brasil, a situação orçamentária da FAB e os… Read more »

Iväny Junior
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Iväny Junior

Caro Control Concordo quanto à praticidade. F-4 > f-5. Só houve um ligeiro equívoco: O último esquadrão de Phantom da Alemanha foi reequipado com Typhoon e é justamente esse lote que está disponível para doação. Todos os outros operadores que você citou estão prestes a substituir logo seus velhos fantasmas, o que gera até um aspecto positivo para a logística de reposição de peças e vetores para quem decidir operar o veterano do vietnã. Quanto ao desenvolvimento de armamento, concordo com as soluções, mas a realidade é muito dura pra gente querer ter esperança. O que temos são “nacionalizações” do… Read more »

Fernando "Nunão" De Martini
Editor

“Todos os outros operadores que você citou estão prestes a substituir logo seus velhos fantasmas, o que gera até um aspecto positivo para a logística de reposição de peças e vetores para quem decidir operar o veterano do vietnã.” Pelo contrário. Apesar dessa baixa gerar, como fator positivo, uma eventual disponibilidade imediata de um lote de peças estocadas, ou mesmo de células passíveis de canibalização, isso tem duração limitada, e a relação variedade / quantidade desses itens deve ser analisada detalhadamente, pois há peças que só precisam ser trocadas após várias centenas de horas de voo (ou mesmo só se… Read more »

Iväny Junior
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Iväny Junior

Caro Martini Já tinhamos comentado sobre isso em outros posts. Se não me engano quando falavamos da manutenção do motor J79 utilizado tanto no kfir quanto no phantom. Essa “disponibilidade” que mencionei seria justamente nos tampões disponíveis até a decisão do fx-2 (risos) em termos de canibalização e disponibilidade a curto prazo. Esse investimento de tempo e trabalho para capacitar (e/ou nacionalizar) a operação do phantom é contraproducente, porém, dada a situação atual (entre ter isso ou não ter nada) possa ser menos ruim. Afora isso tem a questão do motor em si, que é o mais cautelar em toda… Read more »