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Força Aérea Espanhola e seus F-5M, formando novos pilotos de combate

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F-5M da Ala 23 - foto 2 Força Aérea Espanhola

Nesta virada de outubro para novembro, começou na Ala 23 da Força Aérea Espanhola, em Talavera, o tradicional “voo Dólar” dos alunos do 5º curso da Academia Geral do Ar (Academia General del Aire), quando eles experimentam pela primeira vez o voo supersônico nos jatos F-5M (versão modernizada dos bipostos F-5B espanhóis).

São 14 os atuais alunos que se incorporaram ao Curso de Caça e Ataque, e que já passaram por uma dura fase teórica englobando desde os sistemas básicos da aeronave até os procedimentos normais e de emergência. Antes de iniciar os voos, eles são submetidos a vários exames (notadamente os procedimentos de emergência), para então cumprirem 100 missões de voo do currículo e se transformarem em pilotos de combate do “Ejército del Aire”.

F-5M da Ala 23 - simulador - foto Força Aérea Espanhola

A Ala 23 completará  60 anos em 10 de dezembro, com pouco mais de 40 desses anos voando jatos F-5B (hoje F-5M), que foram recebidos em novembro de 1970 e empregados pela primeira vez no curso para pilotos de caças a jato em setembro do ano seguinte.

F-5M da Ala 23 - foto Força Aérea Espanhola

Entre a criação da unidade em dezembro de 1953 e o recebimento dos F-5B em 1970, a Ala 23 formava os pilotos de caça em jatos T-33, incorporando-se,  entre outubro de 1958 e junho de 1969, uma segunda fase do curso em que se voava o F-86 Sabre.

FONTE / FOTOS: Força Aérea Espanhola (tradução e edição do Poder Aéreo a partir de original em espanhol)

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3 COMMENTS

  1. Dúvida para os editores. Lendo a Forças de Defesa, soube que os F-5 bipostos são poucos. Não há como estabelecer treinamento consistente para toda a força com poucas células por questões de disponibilidade então pergunto.

    Existe como converter os monospostos para bipostos?

    Mesmo com toda nossa experiência em F-5 (infelizmente) isso seria economicamente interessante?

    Como vocês imaginam que isso seria inserido na doutrina da FAB caso o o FX-2 já fosse uma realidade?

    Por fim, seria o AMX-T (ou similar) um melhor candidato para fazer essa transição do A-29 para a primeira linha?

    • Mayuan,

      Existe uma pequena confusão aí.

      O F-5FM não é uma aeronave de transição para toda a primeira linha da FAB. Ela é uma aeronave de conversão para o piloto destinado a esquadrões de F-5M aprender a voar e combater no F-5EM, monoposto.

      Da mesma forma, o A-1M biposto é considerado simplesmente uma aeronave de transição para o A-1M monoposto, nos esquadrões equipados com a aeronave.

      Não há uma aeronave específica dotando um esquadrão específico para fazer a transição de treinadores turboélice (ou jatos de menor desempenho, no caso dos espanhóis) para a primeira linha de jatos supersônicos na FAB. O caso espanhol desta matéria é totalmente diferente. O que há na FAB é a transição direta dos esquadrões operacionais de A-29 (do Terceiro Grupo de Aviação) para esquadrões operacionais equipados com jatos de combate, sejam eles F-5M ou A-1 (futuramente A-1M – não estou colocando o F-2000 na lista agora pois é carta fora do baralho.

      É o mesmo que se faz na Força Aérea Suíça, grosso modo.

      O número de três F-5FM é considerado o mínimo para as necessidades (podendo operar um em Canoas no 1º/14º GAV, um em Santa Cruz no 1º GAVCA, enquanto um terceiro passa por revisão nível parque, lembrando-se que em Manaus não se formam pilotos, eles saem desses outros dois esquadrões para servir no 1º/4º GAV), e que a chegada dos três F-5FM ex-Jordânia vai dar algum alívio a esse mínimo – e talvez tornando possível que o Pacau opere um biposto em Manaus, caso haja condições técnicas da pista, ou mesmo que o IPEV receba uma para substituir o AT-26 no curso de pilotos de provas. Lembrando que os voos em F-5FM correspondem a uma parcela do curso de conversão para pilotos de combate de F-5M (as primeiras missões de cada fase do curso), e a maior parte dele é feito em F-5EM.

      Já foi feita a conversão de células de monoposto para biposto nos EUA, mas se não me engano usou-se as partes dianterias de algumas fuselagens de jatos F-5F desativados mais “cansados” para combiná-las com as fuselagens central, traseira, asas etc de F-5E comprados da Suíça, em melhores condições. Isso para equipar esquadrões de “aggressor” da Marinha dos EUA. Se digitar F-5N no campo busca, você vai encontrar posts a respeito.

      Já quando o F-X2 virar uma realidade equipando uns três esquadrões da FAB, no caso de perceberem realmente a necessidade de utilizar um jato como transição dos turboélices para esse F-X2, mudando-se assim o paradigma atual da transição direta, creio que os bipostos de A-1M (dez no total) seriam uma opção mais interessante do que os poucos F-5FM, que deveriam ser utilizados mais na conversão para o próprio F-5EM nos esquadrões que ainda o operem.

      Um dos três esquadrões que operam o A-1 poderia receber essa incumbência, concentrando-se nele os bipostos. Mas isso é mera opinião minha, levando em conta a hipótese de que a hora de voo do A-1M seja mais barata do que a de um F-X2. Caso contrário, economicamente isso seria um contrassenso, pois algo assim talvez só se justificaria no aspecto econômico ou de preservar as células de F-X2 bipostos para empregos específicos de combate e não para instrução, já que provavelmente qualquer caça concorrente do F-X2, com comandos full fly-by-wire digital, seja mais fácil e dócil de voar do que o próprio A-1M.

  2. Nunão, muito obrigado pela gentileza de explicar. Essa forma de conversão que é usada na FAB eu conhecia pois li na própria Forças de Defesa na excelente matéria sobre os poucos F-5 bipostos. Não me expressei muito bem. Desde o início o pensamento foi em como os F-5 bipostos (Jordanianos e anteriores) poderiam desempenhar a tarefa LIFT na FAB e se isso seria interessante. Sabendo que são poucos, mesmo com os Jordanianos é que tive a curiosidade de saber se seria interessante converter os monopostos. De qualquer forma, sua resposta foi tão abrangente que já matou essa dúvida também.

    A outra dúvida que surgiu é: na época em que operávamos Xavante, quantos tínhamos e caso usássemos o A-1M na mesma função, de quantos precisaríamos? Pergunto porque imagino que 10 seja abaixo da necessidade não?

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