segunda-feira, maio 17, 2021

Gripen para o Brasil

Caça chinês J-15 foi testado com sucesso

Destaques

Guilherme Poggiohttp://www.aereo.jor.br
Membro do corpo editorial da revista Forças de Defesa e sites Poder Aéreo, Poder Naval e Forças Terrestres

J-15 - 2

vinheta-clipping-aereoSegundo a mídia chinesa, o caça J-15, equipado com armas pesadas, acaba de realizar com êxito um programa de testes de decolagem e pouso a bordo do porta-aviões Liaoning. Trata-se, sem dúvida, de uma nova etapa na evolução tecnológica do engenho, se bem que muitos aspectos importantes das provas mais recentes não tenham sido divulgados. Na ausência de tais dados, será impossível formar um parecer objetivo sobre as principais características do novo porta-aviões chinês.

Na imprensa surgiram referências sobre tipos de armas usadas pelo caça: mísseis “ar-ar” em várias combinações, mísseis “ar-ar” e dois mísseis de combate anti-naval YJ-83K; dois mísseis “ar-ar” de pequeno alcance e quatro bombas de 500 kg. Assim, o peso das armas excede duas toneladas.

O limite da massa de decolagem foi sempre um “ponto fraco” do esquema soviético de decolagem a partir de trampolim sem o uso de catapulta. Os aviões podiam contar com seus motores próprios, aumentando-se o significado de tais fatores como a velocidade do porta-aviões e a velocidade e a direção do vento. Quanto maior for a carga, tanto mais difícil será para os propulsores levar o avião até a velocidade pretendida no momento de decolagem a partir do trampolim. A tarefa é mais fácil de cumprir quando o porta-aviões desenvolve uma velocidade relativamente grande andando contra o vento. Mas tal cenário nem sempre tem sido viável.

Uma vez que o J-15 não passa de uma variante aperfeiçoada do Su-33 soviético, pode supor-se que tenha as mesmas deficiências. No papel, o Su-33 tinha a massa de decolagem máxima igual a 32.200 kg e era capaz de portar mais de 6.000 quilos de armas. A massa máxima de combustível equivalia a 9.500 kg. Mas na realidade, o avião nunca teve abastecimento completo, para não falar da carga de combate máxima durante vôos a partir de porta-aviões.

O porta-aviões Liaoning foi construído com base no seu homologo soviético Varyag, que foi o segundo navio da série após o porta-aviões russo Admiral Kuznetsov. Estes vasos de guerra têm três posições de lançamento. Duas proporcionam o comprimento da carreira igual a 90 metros e a terceira garante a carreira de 180 metros.

A partida do Su-33 com a massa, próxima à máxima de decolagem, é tecnicamente possível apenas a partir da terceira posição com a velocidade relativamente alta do navio e um vento em popa favorável. Uma condição sine qua non, neste caso, seria a alta qualificação de piloto. Deste modo, a decolagem de um grupo de engenhos, com as armas pesadas a bordo ou com elevadas reservas de combustível, poderá exigir tempo complementar. Por via da regra, os aviões partem do porta-aviões, tendo uma ligeira falta de combustível e as armas, compostas de mísseis “ar-ar”.

Convém notar que os Su-33 russos não chegaram a ser caças polivalentes por serem incapazes de portar armas tipo “ar-terra”. A sua arma principal são os mísseis ligeiros “ar-ar”. Atuando como interceptor, o Su-33 pode decolar com um reserva de combustível suficiente. O J-15, ao contrário, foi concebido como um caça versátil moderno, capacitado para trazer armas de alta precisão, em particular, as bombas correcionais e mísseis de cruzeiro. Por isso, quaisquer limitações quanto ao peso saem-lhe mais “dolorosas”. A Rússia está completando seu parque de caças instalados a bordo de porta-aviões com os Mig-29K ligeiros e polivalentes.

Desta forma, os recentes testes deixaram-nos algumas incógnitas: a quantidade de combustível nos depósitos do J-15 e, por conseguinte, a sua massa de decolagem. Além disso, falta-nos conhecer dados sobre a velocidade do porta-aviões e o impacto das condicionantes meteorológicas. A soma deste e de outros indicadores permitirão tirar conclusões sobre as capacidades reais do Liaoning. Ao mesmo tempo, a julgar por dados disponíveis, a China tenciona proceder à construção de porta-aviões munidos de catapultas, o que, com efeito, irá levantar muitas restrições para o uso eficiente do J-15.

FONTE: Voz da Rússia

COLABOROU: Henrique C O

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Jackal975

Na minha opinião, um dos problemas principais do Su-33 sempre foi o seu tamanho. Isso não pôde ser resolvido com o J-15, por razões óbvias. Mas, para quem não tem nenhum (como era o caso da China antes do PA “Liaoning”), o sistema “Liaoning+J15” já está ótimo.
Resta saber de “funciona” né…rsrsrsrs

Mauricio R.

É, testado com “muito sucesso”, mesmo:

“…criticized the capabilities of the carrier-borne J-15 Flying Shark as nothing more than a “flopping fish.””

“Losing the ability to carry the PL-12 medium-range air-to-air missiles will make the J-15 an “unlikely match” against other foreign carrier-based fighters.”

(http://www.defensenews.com/article/20130928/DEFREG/309280009/Chinese-Media-Takes-Aim-J-15-Fighter)

Wagner

Os chineses estão progredindo rápido.

Wagner

Os chineses não tem a obrigação de fazer o J 15 um avião perfeito. Eles estão estudando, aprendendo, evoluindo.

Talvez não fique tão bom assim, não importa. A Indústria chinesa talvez faça um avião novo daqui a uns anos.

Eles com certeza estão se dedicando ao máximo.

Mauricio R.

A aeronave tem que ser eficaz, p/ o fim ao qual se destina, ponto.
O resto, é proselitismo de quem não manja do riscado.

Corsario137

As coisas são mais complexas que um preto no branco.
A China de hoje só me faz lembrar os EUA dos anos 50/60, com todo tipo de experimento em aeronave, projetos mil. Foi ali que se criou a base do expertise que os americanos hoje detém.

A China está no caminho certo. Esse Nae e sua ala são um grande laboratório de experimentações.

Observador

O SU-30 MKI pode ser abastecido pelo sistema buddy-buddy. Será que o SU-33 (e por consequência o J-15) também podem?

Por outro lado, o avião abastecedor teria os mesmos problemas de limites de carga para usar a rampa sky-jump. Dependendo das condições, nem levantaria do chão. Será que valeria a pena?

Por estas e outras (principalmente limitações de AEW) que porta-aviões de VERDADE tem que usar catapultas. E por isto que os chineses farão os seus próximos “carriers” com elas.

Fighting Falcon

Para ver que a aeronaves russas não são este must todo.
Possuem excelente capacidade de carga e combate, mas desde que o primeiro item para ser bem utilizado tem que partir do solo e não a bordo do PA.
São boas, mas não excelentes como sempre citam.
Parabéns aos chineses que de alguma forma estão evoluindo bem e rápido suas industrias, copiando ou não ao menos estão fazendo, ao contrário daqui.

Baschera

Segundo a rede militar Sina, citada por David Cenciotti (do site The Aviationist), o J-15 é altamente deficiente quando comparado com um F/A-18 Super Hornet, os dois vetores sendo os principais meios aéreos de dissuasão de suas Marinhas.

Segundo o site chinês (citado por Cenciotti) o J-15, quando carregado totalmente de combustível, só pode levar 2 ton de armas.e munições…e seria inferior ao Mig-29K em potência, quando se observa lançamentos em aeródromos navais com sky-jump.

Este seria um dos bons motivos que dizem que um porta-aviões solitário com sky-jump não é páreo para um porta-aviões da UsNavy.

Sds.

Vader

Se o original soviético já era uma bela bomba na voz dos próprios russos, vocês imaginem o genérico chinês…

Fora da utopia vermelha dos antiamericanalhas e defensores do Bravphil-PuTânphia a realidade é bem mais complexa…

NOTA DOS EDITORES: VADER, ESSA PROVOCAÇÃO É NECESSÁRIA? AGREGA ALGUMA COISA AO DEBATE? LEIA AS REGRAS PARA COMENTÁRIOS NA COLUNA DIREITA DA PÁGINA E MODERE SUAS PALAVRAS.

Wagner

Fora da utopia vermelha dos antiamericanalhas e defensores do Bravphil-PuTânphia a realidade é bem mais complexa… Acho engraçado que o Editor reclame que alguns fazem propaganda politica, mas sempre deixe esse cidadão manifestar suas neuras direitistas aqui. Os russos jamais disseram nada disso que vc está falando, Vader. mas sobre os russos não se pode esperar que vc saiba algo, não é mesmo ??? Mais uma vez vc manipula os fatos e aproveita para vomitar seu odio direitista, cara, pq vc não cria seu próprio blog politico ?? NOTA DO EDITOR: O CIDADÃO EM QUESTÃO É FREQUENTEMENTE LEMBRADO PARA NÃO… Read more »

Vader

Wagner disse: 2 de outubro de 2013 às 14:16 “Os russos jamais disseram nada disso que vc está falando, Vader” Nossa, será que a “Voz da Rússia” mudou de nacionalidade? Será que agora ela é baseada na Batávia? No Principado de Liechtenstein? No Reino de Shan-gri-lá? Na Federação de Cucamonga? Na República de Zamunda? 🙂 Vamos ver o que a “Voz da RÚSSIA” diz então, cidadão Wágner: “O limite da massa de decolagem foi sempre um “PONTO FRACO” do esquema soviético de decolagem a partir de trampolim sem o uso de catapulta.” (caixa alta nossa) “Uma vez que o J-15… Read more »

Control

Srs A efetividade do J15 depende do uso principal do Liaoning. Se o objetivo da China é utilizá-lo para a defesa de frota, o J15 não precisa operar com peso máximo e o conjunto Liaoning-J15 é adequado. Se o objetivo for usar o NAe como instrumento de ataque a território distantes com o Liaoning operando como base de aviões de ataque, o J15, certamente não é a melhor solução. Considerando que o Liaoning é o primeiro NAe da marinha chinesa cujo objetivo, aparentemente, é sair da condição de uma marinha costeira para uma marinha oceânica e posteriormente passar a ter… Read more »

Jackal975

Corsario137 disse:
2 de outubro de 2013 às 12:14

Concordo com a sua colocação, ainda mais considerando que a previsão é de que o “Liaoning” seja equipado com um interessante grupo de aeronaves. No link abaixo de tem uma ideia:
https://i71.servimg.com/u/f71/09/01/13/73/j-15fl10.jpg
Evidentemente não poderão fazer frente a um “Nimitz”, mas ao menos darão à China uma boa oportunidade de, aos poucos, desenvolver tecnologia da sua forma. Considerando que se trata da primeira incursão dos chineses nessa área, penso que eles começaram bem. Ganharão uma experiência que poucos países tem hoje no mundo.

Observador

Senhores, O objetivo do Liaoning não é enfrentar uma “task force” capitaneada por um “Nimitz Class” ou um “Ford-Class”. Como diria o Ivan “o Mapento”: “olhem o mapa, olhem o mapa!” O objetivo, além de formar doutrina, é meter medo nos vizinhos (Filipinas, Indonésia, Vietnã, Malásia e Brunei) com os quais os chineses tem disputas territoriais e cujas forças armadas não são de primeira linha. Aí, com os rivais acuados, fica mais fácil sentar numa mesa de negociações. É a adoção da política do “Big Stick” do Presidente Norte-americano Theodore “Teddy” Roosevelt: “fale com suavidade e tenha a mão um… Read more »

juarezmartinez

Senhores, o importante desta reportagem é que ela desmascara a capacidade !ultra top nunca jamais vista na galáxia salve salve foderation” do binômio SU 33- J 15, porque?? Porque a equação de payload de uma aeronave embarcada é complexa, ou seja ao contrário do que o já conhecido jornalista expert em “difesa” alardeia aos quatro ventos nos fóruns esquerdopatas que tem saco para aturar suas mentiras, eles operam com restrições, a propósito isto me lembra uma certa tentativa de falcatrua que este cidadão enquanto esteve no como “aspone” no Mindef junto com um CMG(que foi para reserva para aprender a… Read more »

Jackal975

Apenas para esclarecer, quando usei a expressão “fazer frente” o fiz no sentido de “equivalência”, somente.

Soyuz

Existem dois tipos de aviação embarcada CATOBAR e o resto. A URSS e agora Rússia, sempre foram irrelevantes em aviação embarcada, suas soluções técnicas são ótimas (apenas para eles claro). Misturam capacidades de cruzadores com porta aviões no mesmo projeto, na pratica não é nem uma coisa nem outra. Uma frase de sabedoria cristalina sobre isto é de um oficial inglês (vou ficar devendo o nome) que comandou o Invencible nos anos 90: “A razão de ser da aviação embarcada é a capacidade de suas aeronaves”. Índia e China estão indo pelo mesmíssimo caminho confuso e custoso que a doutrina… Read more »

carvalho2008

Bom, que o SU-33 operava com restrições todo mundo sabia. Tambem é besteira imaginar que as restrições não são variaveis dependendo da distancia de corrida, e vento relativo, podendo se aproximar dos 100%, embora dependente. Já era noticia que a Russia optou pelas novas versões do MIG-29K, pois no range total de missões ele já havia demonstrado que operava muito melhor que o SU-33 mesmo sendo bem menor, quer na carga paga ou alcance. Mas não se esqueçam que neste tema a palavra “restrição” não é igual a “incapaz”. Voltando ao J-15, os Chineses estão de parabens! Mesmo com a… Read more »

Vader

juarezmartinez disse:
2 de outubro de 2013 às 20:41

Muito bem lembrado Juarez. Este mesmo “jornalista” desempregado que hoje vive de trollar, recebendo o famoso bolsa-comentário.

Sds.

Vader

Prezado Editor (que se dirigiu a mim): Respeitosamente entendo que não infringi nenhuma regra do blog. Não falei que PSDB é melhor que PT (por exemplo), o que configuraria propaganda política, nem agredi pessoalmente quem quer que seja em particular, e nem sequer utilizei-me de palavra de baixo calão. Meu comentário foi incisivo e desmascarador das falácias de certa gente, e é para ser assim mesmo, é assim que sempre foi, e é assim que será. De maneira que discordo completamente da repreensão que levei. Se a Edição do Blog for me repreender a cada vez que faço meus comentários,… Read more »

Jackal975

Por curiosidade, fui verificar a cronologia do projeto Su-33. O tempo passa tão rápido que acabamos por esquecer que estamos tratando de um projeto dos anos 80: voou a primeira vez em 1987. Assim, fica difícil (e injusto) compará-lo com o que se tem (e o que se sabe) hoje. Pois o J-15 voou pela primeira vez em 2009, ou seja, tem aí uma vantagem de décadas de pesquisa, tecnologia e evolução de engenharia. Aliás, nesse mesmo sentido, consta que ele acabou sendo finalmente introduzido em serviço em 1998. E diante de tudo o que se sabe que ocorreu entre… Read more »

Jackal975

OFF-topic: o meu comentário acima, das 11:25h, foi postado antes que eu tivesse visto o comentário do Vader das 11:17h, portanto, desde já deixo claro, não se dirigiu ao que foi escrito pelo mesmo. Apenas para esclarecer e evitar confusão e discussões.

Vader

Prezado Editor: Respeitosamente penso que você está infelizmente desinformado a respeito de fatos que ocorrem fora daqui. Este cidadão em questão trolla seu antiamericanismo infantil em todos os lugares em que entra, fazendo a defesa intransigente (embora sem pé nem cabeça, como de hábito) destas verdadeiras “bicheiras” que vem da Rússia. Se você entrar no Cvk, vai ver a mesma coisa, se entrar no PB a mesma, se entrar em fóruns, a mesma, etc. O fato de a própria Voz da Rússia ter desmascarado que a aeronave em questão tem gravíssimos problemas simplesmente o tirou do sério, tendo-o feito “subir… Read more »

clsaraujo

Quem dera o Brasil está nesse nível tecnológico dos chineses, em questão a marinha chinesa dispões hoje de replicas russas melhoradas em todos os aspectos, acredito que a china pretende mesmo é apenas manter sua supremacia perante a região asiática, e não se opor aos EUA até porque isso hoje não seria viável aos próprios convencionalmente falando porém neste ritmo acelerado que eles vão por dispor de grande mão de obra poderosa qualificada em questão de mais duas décadas será uma potencia militar no nível e quantidade dos EUA esperemos o tempo passar para ver.

Max

clsaraujo: “a marinha chinesa dispões hoje de replicas russas melhoradas em todos os aspectos.”

Vai sonhando que a Xerox é melhor que o original.
Nenhuma replica chinesa de equipamentos russos é superior aos originais em nenhum aspecto.
Vai sonhando que em apenas 20 anos os chineses vão ter 12 porta-aviões nucleares, bombardeiros stealth como o B-2 e toda a estrutura da maquina de guerra americana.
Nem os chineses acreditam nisso.

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