Home Noticiário Internacional Israel será o primeiro operador internacional do caça F-35

Israel será o primeiro operador internacional do caça F-35

772
14

israeli_f35b (1)

Apesar de ter entrado por último no grupo de nações que comprarão o jato F-35 Joint Strike Fighter, Israel será o primeiro cliente internacional a operar o caça de quinta-geração, de acordo com informações da Aviation Week.

O primeiro esquadrão de F-35I da IAF deve atingir a IOC (initial operational capability) em 2018. Oito outros países estão comprometidos contratualmente com o programa do F-35.

Os sistemas de guerra eletrônica, data-links e modos especiais de software do F-35I serão fornecidos por Israel, além da bomba guiada Rafael Spice 1000. Os primeiros pilotos israelenses devem chegar à Base Aérea de Eglin para treinar no F-35A no início de 2016. A primeira entrega do F-35I está programada para o final de 2016 e a chegada em Israel no início de 2017.

Estes F-35I deverão ser produzidos na LRIP (Low Rate Initial Production) nos lotes 8, 9 e 10. Todas as 19 aeronaves da encomenda de US$ 2,75 bilhões devem ser entregues no planejamento atual de cinco anos. Uma outra encomenda de F-35Is é esperada em 2018, no próximo plano de cinco anos.

Está em discussão o financiamento para a aquisição da próxima encomenda de aeronaves, que pode ser incluída no programa de vendas militares alocado para Israel anualmente. Se esta opção for adotada, Israel poderá receber o segundo esquadrão imediatamente após a entrega do primeiro.

14 COMMENTS

  1. Tal como aconteceu com o F-16, certamente os israelenses darão uma contribuição decisiva para o aumento das performances e capacidades do F-35

  2. A aeronave da imagem é a versão B, enquanto que, salvo engano, a versão que Israel irá operar é a versão A.

    Mas enquanto isso, em uma grande potência da América Latina…

    … nada!!!

  3. off topic

    1) Incêndio Boeing 787 Londres
    Investigadores já descartaram que a origem do fogo tenha se dado nas baterias. As causas, no entanto, ainda não foram identificadas.

    2) Acidente Boeing 777 São Francisco
    De fato foi uma aproximação não estabilizada e VISUAL. Chama a atenção algumas coisas: (a) a aeronave havia sido ajustada para manter 137 kt e estava em autothrottles; (b) quando o piloto instrutor percebeu que estavam muito baixos, simplesmente puxou o manche para elevar o nariz e o computador de bordo deveria ter acelerado o motor para manter a velocidade; (c) os pilotos informam que a velocidade então caiu rapidamente e manualmente tentaram acelerar, mas já era tarde. Está sendo investigando também porque o computador de bordo não acelerou, independentemente de o autothrottles estar ligado ou não, porque em procedimento de pouso o computador, caso haja queda de velocidade, deveria acelerar automaticamente.

  4. Como o Marcos citou, a versão correta do F-35 é a A. Mas de qualquer forma dentro de alguns anos Israel terá capacidade de interdição sobre o Iran.

    []’s

  5. Nick,

    Israel tem capacidade hoje, agora, de ataque estratégico sobre o Iran.
    A questão é que esta é limitada pela logística e pelos vizinhos intermediários.

    A logística diz respeito a pequena quantidade de aeronaves cisternas (REVO), sete ou oito Boeing KC-707 “Saknai” e três ou quatro Lockheed KC-130H “Qarnaf”, estes últimos mais indicados para reabastecer helicópteros. Supondo que cada 707 suporte meia dúzia de caças, a Kheil HaAvir chegaria sobre o Iran com apenas cinquenta aeronaves de cada vez. Pouco para um golpe decisivo.

    A vizinhança hoje não é necessariamente hostil, mas não teria condições políticas para permitir que aeronaves israelenses atravessem seu espaço aéreo sem confrontação. Nem mesmo aeronaves furtivas.

    Mas sem dúvida eles estão investindo para manter sua capacidade de intervenção, inicialmente com um pequeno núcleo de 5ª geração, como deve ser feito.

    Sds.,
    Ivan.

  6. Caro Ivan,

    Concordo que Israel tem hoje capacidade de atacar Iran, mas…

    Seria bem complicado, exatamente por questões logísticas e diplomáticas. Com caças furtivos, se o F-35 for quase tão furtivo quanto um F-22, este teria condições de ir ao Iran em linha reta “driblando” os sinais de radar. 🙂

    É ir, despejar as GBU28 e voltar. Única dúvida que tenho é de quantas GBU-28 seriam necessárias por alvo para romper os bunkers das estações de enriquecimento de urânio do Iran.

    []’s

  7. Nick disse:
    15 de julho de 2013 às 11:09

    “Única dúvida que tenho é de quantas GBU-28 seriam necessárias por alvo para romper os bunkers das estações de enriquecimento de urânio do Iran.”

    Quantas fossem necessárias, caro Nick. 😉

    Mas esse negócio de Israel atacar o Irã, a negada foca muito no Tio Jacó e esquece que Israel tem bomba atômica, enquanto que outras potências regionais não. Existiria um equilíbrio nuclear até mais ou menos natural entre Irão e Israel.

    Já a Arábia Saudita, por exemplo, teria muito menos interesse em ver um Irão nuclear que qualquer outro país.

    Se um dia rolar um ataque regional ao Irão, apostaria todas as minhas fichas numa coalizão árabe, muito mais do que em Israel.

    Sds.

    • Vai ser bonito os S-300 iranianos tentando enquadrar e engajar os F-35I da IAF.

      Os oficiais que estiverem operando os S-300 terão consciência da presença dos F-35I em seu espaço aéreo de forma imediata…

      …imediatamente após as explosões nas instalações nucleares serem transmitidas pela Al Jazeera 😀

  8. Nick,
    O F-35 não terá capacidade de levar a GBU-28, que pesa quase 5000 libras. O único caça israelense que o faz é o F-15.
    A arma mais “penetrante” levada pelos F-35 serão as bombas BLU-109, BLU-116 e BLU-117 dotadas de kits Paveway ou JDAM, todas na faixa de 2000 libras.
    Há um desenvolvimento americano que visa criar uma “bomba” propulsada (HVPW) que com peso de no máximo 2000 libras terá a capacidade de penetração de uma bomba de uma GBU-28/37, de 5000 libras.
    Tudo indica que ainda não está operacional, embora nunca se sabe.

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here