sábado, outubro 16, 2021

Gripen para o Brasil

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Substituto do Rafale na França será … um ‘drone'(!)

Destaques

Guilherme Poggiohttp://www.aereo.jor.br
Membro do corpo editorial da revista Forças de Defesa e sites Poder Aéreo, Poder Naval e Forças Terrestres

Pelo menos foi isso que o ministro da Defesa da França sugeriu durante uma entrevista ao jornal ‘Les Echos’

 

Neuron e Rafale - ilustração Dassault

por Luís Manuel Cabral

vinheta-clipping-aereoO governo francês pretende incorporar ‘drones’ progressivamente na Força Aérea com o objetivo de substituir todos os seus aviões de combate por aviões não-tripulados até 2030, afirmou o ministro da Defesa Jean-Yves Le Drian.

“Em conjunto com parceiros europeus iremos colocar as indústrias a produzir ‘drones’ para fazer face às nossas necessidades”, assegurou o ministro num artigo publicado hoje no jornal “Les Echos”. “Esperamos que a longo prazo, com a produção de ‘drones’ de combate, a nossa frota de caças venha a ser completada, e mesmo substituída, até 2030”, acrescentou.

“O nosso país ainda não conseguiu fazer a troca por um equipamento indispensável nos novos teatros de operações”, escreve Jean-Yves Le Drian, que há dias tinha justificado a compra de ‘drones’ norte-americanos com o atraso industrial do sector em França.

“Atualmente há dois países no mundo que fabricam ‘drones’, os Estados Unidos e Israel; entrámos em contacto com eles para os adquirir imediatamente”, revelou.

Segundo o jornal espanhol “El Mundo”, para o ministro, “a França tem de ter ‘drones’ de vigilância para levar a cabo as suas operações, proteger os seus militares e ajudá-los a controlar grandes espaços, impedindo ataques inimigos”, declarou.

Drian reconheceu ainda que a situação no Sahel ( onde se agravou o conflito entre Marrocos, que controla o Sara Ocidental, e os independentistas da Frente Polisário, apoiados pela Argélia) obrigou o governo francês a comprar aparelhos não tripulados aos países que os fabricam, como foi o caso dos modelos “Héron-TP” israelita e “Reaper” norte-americano, assegurando que o aparelho fabricado nos Estados Unidos é o “mais prometedor”, com uma previsão de entrega até ao final do ano.

FONTE: DN Globo

COLABOROU: Henrique C.O

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Ozawa

Acho essa uma bravata não tripulada… Se nem os EEUU, vanguarda desses equipamentos, tem, ou demonstra ter, tamanha pretensão, de substituição total de seus caças pilotados, teria a França ?! Certamente em 2030 os drones avançarão em vários espectros da guerra áerea, mas não acho que cheguem a tanto em 2030…

Blind Man's Bluff

São 17 anos até lá. Outras tecnologias demoraram menos, aliás, não é que essa seja uma tecnologia nova, digamos que hoje está em fase de amadurecimento.

Em 1947 foi autorizado o desenvolvimento do S2W, o reator do USS Nautilus. Em 1954 ele foi comissionado e em 1958 realizou a primeira travessia submersa do Ártico. Onze anos do projeto até plena operação.

Galeão Cumbica

Eu to achando com esta aproximação dos drones, é só um passo pra, como diz o Lord Vader, a França operar o F 35 no futuro e depois quem sabe partir pra estes brinquedos eletronicos.

sds
GC

Nick

Acredito nessa possibilidade. Não diria uma substituição total, mas um misto de caças tripulados e não tripulados.

A questão é como as tecnologias necessárias, especialmente na área de AI e de comunicações seguras estarão daqui 20 anos.

[]’s

joseboscojr

Se abrirem seus dicionários na palavra “otimista” vai ter a foto do Jean-Yves Le Drian estampada lá.

Renato Oliveira

Bom saber. Um motivo a mais para não querer a jaca. O maior operador pretende aposentá-la em pouco mais de 15 anos. Ou seja, esqueça upgrades e tal.

Fernando "Nunão" De Martini

Renato, duvido muito que a França vá aposentar o Rafale daqui a 15 anos. Creio que o Les Echos interpretou errado as palavras do Ministro da Defesa da França ou o DN Globo interpretou errado matéria do Les Echos ou ainda tudo isso é assunto requentado da semana passada. Já tinha lido declaração do MD da França, em francês, e apesar de uma certa ambiguidade não foi bem isso que ele quis dizer. A questão dos drones para a França já foi publicada aqui em outras matérias, e a ideia é suprir uma lacuna urgente e, mais pra frente, ampliar… Read more »

Corsario137

Vader,
Taí o ministro respondendo qual das duas hipóteses mais improváveis eles vão seguir: o Drone!

Boa sorte é tudo o que eu posso dizer.

A França vai se dar ao luxo de pular a 5g, pra que né?

Corsario137

joseboscojr disse:
31 de maio de 2013 às 21:40

“Se abrirem seus dicionários na palavra “otimista” vai ter a foto do Jean-Yves Le Drian estampada lá.”

KKKKKKKK…rolei de rir aqui 🙂

Colombelli

Uma coisa é quase certa. A quinta geração será a última tripulada in loco por humanos. Com o avanço da capacidade de processamento e multiplicidade de sensores, os drones poderão fornecer ao piloto em terra uma consciência situacional enorme, inclusive com cenários 3D e em 360º, como nos simuladores de hoje, so que em combate real e com imagens verdadeiras digitalizadas. Mas isso é coisa pra 30 ou 40 anos. Antes, o máximo serão algumas missões secundárias e de menor complexidade sendo realizadas por drones. Depois virão, talvez, máquinas com AI, mais, bem mais adiante ainda, pois a atual capacidade… Read more »

Ivan

Uma bravata sensacionalista para esconder a incompentência passada e incapacidade futura de acompanhar a indústria aeroespacial. Em 1982, no Vale do Bekaa, as Forças de Defesa de Israel demonstraram a importância dos drones como instrumentos essenciais para ISR e mesmo para ataque. Todo o mundo acompanhou o desenrolar das ações israelitas. Todo o mundo entendeu que havia algo novo no ar. Os drones. Mas apenas os Estados Unidos da América, que já haviam usado alguns drones no Vietnam, correram efetivamente atrás do prejuízo. A África do Sul também tentou, mas o jogo não era para ela. TODOS os países europeus… Read more »

Ivan

Colombelli, Quando surgiram os primeiro mísseis superfície ar – SAM – vários especialistas decretaram o fim dos aviões de superioridade aérea. Os economistas e administradores públicos adoraram. Notadamente os ingleses, que afirmaram que o Lightning seria o último interceptador inglês. Os céus do Reino Unido seriam defendidos por SAMs como o Bloodhound que economizaria os piilotos de caça, estes “inúteis”. Era década de 50. Estavam certos. Ao menos quanto ao último caça inglês. Pois na década seguinte, ao perceber que os SAMs eram apenas mais um sistema de armas, essencial mas parte de um todo, correram para comprar os Phantoms… Read more »

Control

Senhores A maioria das funções de reconhecimento, senão todas, podem ser cobertas por drones. Alguns modelos de drones (Predator, Reaper) já cumprem algumas das funções de ataques para ambientes sem oposição aérea. Os X47 são uma amostra do que já está no forno, logo disponível para uso. O calcanhar de Aquiles dos drones é a necessidade dos enlaces de dados via satélite que são caríssimos, nem sempre estão disponíveis e tem o delay que torna a operação dos drones um exercício de câmera lenta. Porém isto pode ser contornado por uma menor distância entre o operador e a aeronave e… Read more »

Ivan

Control, Resumir em 5 (cinco) parágrafos potencial e fragilidade dos drones, incluíndo um alerta à FAB e EMFA é uma proeza e tanto. Congratulations. Os drones estão aí para ficar, com vantagens e desvantagens em relação à outros sistemas de armas, mas será sempre isso, mais um sistema de armas que se soma aos diversos recursos bélicos. O potencial é vasto. Inclusive ar-ar. Mas como parte, não como todo. A idéia de drones AEW, voando como verdadeiros pickets radar é muito interessante e, apesar de termos discutido aqui em outras oportunidades, merece maior atenção. No caso francês pode ter um… Read more »

Almeida

“O governo francês pretende incorporar ‘drones’ progressivamente na Força Aérea com o objetivo de substituir todos os seus aviões de combate por aviões não-tripulados até 2030, afirmou o ministro da Defesa Jean-Yves Le Drian.”

No ritmo em que estão, as entregas firmes de Rafales para as forças armadas francesas terminarão lá pra 2022. Esses últimos Rafales terão apenas 8 anos de vida útil? Menos ministro, menos.

Baschera

A idéia de se substituir toda uma Força Aérea por drones remotamente pilotados é temerária…. basta o oponente ( e serão naturalmente poucos) destruir, inutilizar ou interferir severamente nas comunicações via satélite. Por hora, eles tem se provado eficientes quando o oponente não dispõe de capacidade de interferir ou mesmo de abater tais aeronaves. Basta ver, embora tenhamos dúvidas quanto a veracidade dos fatos de parte a parte, o caso dos drones norte-americanos que tem tentado sobrevoar o Irã… onde um foi “capturado” e outro(s) foi(ram) abatidos ! É um assunto interessante este… e polêmico… e que pode ou não… Read more »

Justin Case

Amigos, Para um leigo interpretar o que é dito em uma conversa técnica já é difícil. Aí vem um terceiro traduzir do francês para o português, e a lambança está feita. Há muito que nós sabemos (desde 2009, pelo menos) que os franceses não pretendem investir em outro caça tripulado após o Rafale, para executar as missões de combate. Acreditam que as missões de risco vão ser cumpridas por aeronaves não-tripuladas, comandadas remotamente. Mas quem tiver a curiosidade de clicar no link colocado pelo editor ( http://www.lesechos.fr/opinions/points_vue/0202793667352-pourquoi-l-armee-francaise-a-un-besoin-urgent-de-drones-570998.php ), vai ler que o Ministro trata de 2030 como o cenário, e… Read more »

Control

Prezado Ivan Para forças de ataque a idéia de drones AEW atuando como vanguarda é interessante, porém para defesa aérea, uma idéia promissora é o uso de drones AEW atuando a grande altura para cobrir uma grande extensão protegido por uma vanguarda defensiva formada por drones lançadores de mísseis e caças. Os drones AEW forneceriam os dados para os drones stealth portadores de mísseis ar ar e para caças stealth tripulados. Os drones lançadores de mísseis formariam a vanguarda do sistema de defesa tendo a sua retaguarda caças tripulados. Sendo stealth tanto os drones lançadores de mísseis como os caças,… Read more »

Colombelli

Ivan Se houver um caça de sexta geração, ja nem será supersônico, será hipersônico, com motores scramjet e alcance global.As pesquisas da USAF avançam rapidamente neste sentido. Armas de energia talvez não estejam nele, pois são muito grandes e requerem muita energia, seja para canhões elétricos, seja para raios laser, e não caberiam em um caça, pelo menos não pelas proximas muitas décadas . O critico neste caso é a geração e armazenamento de energia, que ainda requer muito peso. Exatamente por esta caracteristica de velocidade hipersônica, dentre outros fatores, é que em 30 ou 40 anos, que é a… Read more »

Ivan

Colombelli, Aqui no Recife chove desde ontem, mas o calor é de uma estufa. Talvez o tempo limpe ao longo do dia. Vc já leu ou ouviu falar do Programa HELLADS (High Energy Liquid Laser Area Defense System) da angência norte americana DARPA? Este programa “visa desenvolver um sistema de arma a laser de alta energia, com potência de 150 kW, com uma redução de peso enorme em comparação a outros sistemas laser.” Tá no AEREO (obviamente): http://www.aereo.jor.br/2009/11/07/laser-no-f-35-joint-strike-fighter/ A 5ª geração de caças poderá testar e até começar a usar armas de energia direta, mesmo que defensivas. Mas será a… Read more »

Gilberto Rezende

Já disse que o conceito atual de caça 5G não é capaz de substituir os caças de ataque ao solo pela incompatibilidade dos requisitos furtivos com a NECESSIDADE no ataque ao solo de carregar a máxima carga de armamento por cada onda de ataque. O problema de substituir os F-15 Strike Eagle na USAF é justamente a deficiência do conceito atual de aeronave 5ª geração. O caça furtivo que poderá aposentar os caças atuais não furtivos na missão de ataque ao solo só aparecerá quando as armas embarcadas de alta energia direta (laser e etc) ou indireta (canhão gauss) tiverem… Read more »

Gilberto Rezende

Não precisa muito, mesmo Israel tem dificuldades em operação de drones…

Isso mostra como se superestima os drones…

http://www.defesaaereanaval.com.br/?p=19661

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