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Italianos comemoram 200.000 horas de voo do AMX

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AMX italiano - Ghibli - foto Força Aérea Italiana

Os sites da Força Aérea Italiana e da Alenia Aermacchi destacaram o marco de 200.000 horas de voo do AMX, comemorado na última quinta-feira, 30 de maio. Trata-se da quantidade de horas de voo tanto operacionais quanto em voos de testes (2.200) acumuladas desde 1984, quando voou o primeiro protótipo da aeronave de apoio tático resultante de um programa conjunto da Aeritalia  (46,5%), Aermacchi (23,8%) e Embraer (29,7%).

Apelidado de Ghibli na Força Aérea Italiana, o monomotor de ataque e reconhecimento produzido pela Itália e Brasil, seguindo especificações estabelecidas pelas forças aéreas dos dois países em 1981, destinava-se a substituir os jatos G.91Y na Itália e prover a Força Aérea Brasileira de um novo avião tático para se unir aos caças F-5 e Mirage IIIIE.

AMX 200.000 horas - foto 2 Força Aérea Italiana

Foram construídos seis protótipos (um deles perdido em acidente) e 136 exemplares de produção para a Força Aérea Italiana, sendo 110 monopostos e 26 bipostos. Já o Brasil adquiriu 56 unidades, denominadas como A-1. As entregas iniciaram em 1988

Na Itália, a Alenia Aermacchi finalizou em 2012 o programa de modernização ACOL (Upgrade of Operational and Logistic Capabilities – melhoria da capacidade operativa e logística) em 52 aeronaves para a Força Aérea Italiana, dez delas do modelo de dois lugares. A modernização incluiu sistema de navegação inercial/GPS, com integração de armamento guiado por GPS, além de melhorias no sistema de identificação amigo-inimigo (IFF) nos 42 monopostos e integração de capacidade de utilizar óculos de visão noturna. Também foi instalado uma moderna tela colorida multifunção e um gerador de símbolos computadorizado (computer symbol generator) mais poderoso.  A Selex ES é a principal fornecedora dos aviônicos da modernização ACOL.

AMX 200.000 horas - foto 3 Força Aérea Italiana

Segundo a Força Aérea Italiana, o AMX deverá atingir o limite de seu ciclo operativo na Itália daqui a dez anos, quando então será substituído. Já no Brasil, o programa de modernização A1-M  em andamento visa atualizar a frota para operar pelo menos até 2032, conforme nota da Alenia Aermacchi a respeito da celebração de 200.000 horas.

A Força Aérea Italiana celebrou esse importante marco no 51° Stormo de Istrana, destacando as operações de que já participaram as aeronaves italianas sob o mandato da ONU (Organização das Nações Unidas) e da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte), como em 1995 na Bósnia, em 1999 no Kosovo e em 2011 na Líbia. Desde 2009 os jatos também operam no Afeganistão onde, segundo a Alenia Aermacchi, já voaram mais de 7.000 horas demonstrando seu baixo custo operacional e perfeita adaptabilidade a diversos cenários.

AMX 200.000 horas - foto Força Aérea Italiana

FONTES / FOTOS: Força Aérea Italiana e Alenia Aermacchi (tradução e edição do Poder Aéreo a partir de originais em italiano e inglês)

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Clésio Luiz
Clésio Luiz
6 anos atrás

A pouco tempo eu soube que o modelo brasileiro do AMX leva mais combustível que o italiano. E que o reforço no trem de pouso foi exigência da FAB. Eu tenho uma Flap antiga com uma foto de 2 protótipos do AMX italiano sem os reforços no trem de pouso principal.

Colombelli
Colombelli
6 anos atrás

Uma aeronave que justificou o investimento e que, modernizada, ainda soma muito à defesa do Brasil.

Algem sabe se este que caiu estes dias atras implicará redução dos 43 a serem modernizados?

Control
Control
6 anos atrás

Senhores

Um ponto interessante é que os italianos fizeram upgrade apenas de parte de suas aeronaves. Devem ter uma boa quantidade para reserva de peças. Dada a escassez de células aqui no Brasil, seria interessante comprar dos italianos algumas destas células, para reserva técnica.

Sds

Nick
Nick
6 anos atrás

Alguém sabe quantas horas os AMX da FAB já voaram?

Ou quantas horas por mês eles voam?

[]’s

Ivan
Ivan
6 anos atrás

A Aeronautica Militare reaprendeu na campanha da Líbia o que nunca esqueceu: existem missões que podem ser realizadas por aeronaves mais simples e com menor custo operacional. Seus pequenos Ghiblis mostraram seu valor em combates reais na Bósnia, Kosovo, Afeganistão e Líbia. E olha que eles possuem caça-bombardeiros excelentes, os Tornados. Os Tornados em relação ao Ghibli tem o dobro dos motores, tripulantes e peso vazio. Claro que também tem o dobro do MTOW e do Payload. Mas se a missão precisa apenas de uma ou duas toneladas de armas, não há razão para pagar o custo operacional de um… Read more »

rommelqe
rommelqe
6 anos atrás

Control,

Diversas células e componentes estruturais SEM USO, estão (estavam?) armazenadas (sem corrosão?) em uma base carioca.

Assim, pelo menos do ponto de vista estrutural a compra de aviões a serem canibalizados não seria, pelo menos até onde me pareça, necessaria.

Quanto à aviônica embarcada e armamentos são bem diferentes (a começar pelo canhão orgânico, radar, etc) .

Tenho minhass dúvidas se não seria o caso de fabricar mais uma centena de novas aeronaves Super AMX..

Baschera
Baschera
6 anos atrás

rommelqe disse:
1 de junho de 2013 às 12:09

São doze unidades as que sofreram com o problema de umidade excessiva no RJ.

Quanto a possibilidade de se “fabricar” mais AMX…. só se for possível na Itália… na EMB grande parte do ferramental já não existe mais.

Sds.

Almeida
Almeida
6 anos atrás

Se os italianos voaram 200 mil horas, com mais que o dobro de unidades, com treinamento padrão OTAN de pelo menos 120h anuais por piloto e tendo operado os mesmos em combate em diversos conflitos, a FAB não deve ter voado nem 100 mil horas.

Não fosse a corrosão por falta de uso, nossos A-1 estariam praticamente seminovos.

rommelqe
rommelqe
6 anos atrás

Caro Baschera, Concordo que refazer gabaritos e outros dispositivos/ferramental já descartados (?) conduziria a custos e dificuldades relativamente altos para produzir o AMX. Mas…quando consideramos o montante de recursos que deveriam ser destinados a outros programas/opções, ainda acho que o retorno e a relação custo/benefício poderiam ser aceitáveis. Veja, por exemplo, que um dos maiores custos de fabricação estava concentrado nas extensas operações de usinagem do corpo central; essas, hoje, seriam extremamente simplificadas com o uso dos centros de usinagem, incluindo o emprego de fresas de cinco eixos comandadas por meio de recursos CAD/CAM com softwares plenamente dominados e que… Read more »

eduardo pereira
eduardo pereira
6 anos atrás

Yoda, digo,Baschera nao ha mesmo nenhuma chance de dar um grau no projeto do AMX e construir algumas células (120),de modo que sabe lá ficasse tao bom que despertasse o interesse da Itália ( e quem sabe dos vizinhos que estao sempre de olho no que se produz por aqui) no projeto remold nacional gerando dindin pra embraer e pros cofres publicos??

Sds.