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F-35 em testes de recuperação de estol

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O vídeo publicado no youtube na segunda-feira, 13 de maio, mostra um F-35 em testes de recuperação após entrar intencionalmente em estol (perda de sustentação), durante provas de voo em altos ângulos de ataque.

O piloto de testes Dave Nelson fala dessas provas realizadas a partir da Base Aérea de Edwards (Califórnia, EUA) e a engenheira de testes de voo Lea Haubelt explica rapidamente como isso ajuda a definir a programação do sistema de controle de voo do F-35.

Reparar nas manobras feitas com as baias de armamento abertas e no estranho dispositivo, fixado à fuselagem traseira, visível nas cenas finais.

19 COMMENTS

  1. Enquanto os detratores, em especial a corja Rafalítica adePTa do Foro de SP, ladra o F-35 vai seguindo em frente de forma cada vez mais sólida….;)

  2. Asbueno, creio que boa parte da fumaça que você vê são as nuvens de condensação decorrentes de algumas das manobras (os vórtices).

    Também pode ser fumaça gerada especificamente para o acompanhamento das manobras, como se faz nas equipes de demonstração.

    Roberto, eu também acho que seja o compartimento desse paraquedas de recuperação, para o caso de necessidade.

  3. Eu vou começar a me afastar um pouco dos comentários.
    Ontem já estava P da vida com a matéria do submarino. Um chama o outro de esquerdopata, PeTralha, etc… o outro por sua vez brada babaquinha yankee, menino de campinas, etc…

    No Forte, aquele diagrama transformou-se numa enxurrada de ofensas, desnecessário.

    Essa trilogia aqui, no que diz respeito a participação do assinante, vai mal. Os assuntos de defesa são mero disfarce pra todo tipo de esculacho partidário. Vocês (pra quem a carapuça servir) estão tirando a nobreza dos espaço.

    E nem tentem me classificar nessas categorias estúpidas que ambos criam, eu anuncio desde já que não voto, portanto Tucano ou PT, vocês todos tem algo em comum: estão estragando isso aqui.

    As pessoas não tem mais a capacidade de argumentar, é só ofensa pessoal. Olha que já protagonizei bons embates aqui – uns já chamaram até de barraco – mas nem por isso desrespeito as crenças ideológicas/partidárias de quem quer que seja, muito menos parto para a ofensa pessoal.

    É obvio que invariavelmente a política vai transitar pelos assuntos, o problema é quando isso de torna o tema principal, e pior, quando a ofensa vem antes da argumentação.

    Para Galante, Nunão e Poggio fica a sugestão: fiquem mais atentos a isso. Se já estamos assim em 2013, imagina ano que vem!

    • “Corsario137 em 16/05/2013 as 16:25”

      Cara,

      Concordo com você que esse tipo de comentário só emporcalha os sites, atrapalhando quem quer fazer uma discussão produtiva e interessante.

      E o pior, isso não leva a lugar algum, é um vai-e-volta sem fim. Um choque de egos inflados e de frases feitas.

      Apenas acrescento que isso está longe de ser um problema só aqui da “trilogia”. Muito longe.

      Frequentemente navego em outros sites também ligados a defesa, por obrigação profissional, e vejo a mesmíssima coisa.

      E, muitas vezes, com os mesmos protagonistas.

      Esse tipo de discussão é uma praga que afeta montes de sites que têm espaços para comentários, sejam eles abertos a todos ou com algum tipo de filtro.

      É um saco.

      Costumamos ficar atentos a isso, mas haja tempo disponível para tanto, pois isso é um desvio de nosso foco.

      Realmente, falta capacidade de quem insiste nesse tipo de conversa e disputa se mancar e aprender a colocar o foco na discussão de defesa, e não na partidária.

      Enche muito o saco colocar matérias no ar, para uma discussão proveitosa, voltar algumas horas depois para ver como está indo e dar com essa conversinha de sempre entre a direita e a esquerda raivosas, numa matéria que é para discutir assuntos como esse do dispositivo com paraquedas nos testes de estol, ou para ler comentários sensacionais como este do meu amigo Franco Ferreira, colocando a experiência própria dele.

      É uma verdadeira ofensa ao tempo que gastamos editando os três sites, trazendo notícias bacanas para serem debatidas, sem falar no conteúdo de nossa própria lavra.

      E quem emporcalha os sites com essa disputa de egos são pessoas que já se mostraram muito capazes de fazer comentários sem esse maldito viés político-partidário-esquerda-direita, como se fosse uma cruzada.

      E é uma ofensa a quem quer discutir o assunto da matéria, como estão fazendo o Franco, o Roberto, e outros, neste e em outros posts (não vou citar nominalmente mais pessoas que estou elogiando para não ser injusto com outras, mas considerem-se elogiados).

      Compreendo perfeitamente seu desabafo, e concordo com ele.

      O que fazer? O de sempre, dar bronca e sabão em marmanjo. E gastar tempo precioso tesourando comentários.

      É lamentável, mas costuma funcionar, ao menos por um tempo.

      Quem sabe só essa “ameaça” de voltar à linha-dura na edição dos comentários baste para quem vestir a carapuça.

      Atenciosamente,

      Nunão

  4. Sobre o filme:

    1- O narrador fala para potenciais compradores que não conheçam aviação;
    2- O dispositivo é um paraquedas de arrasto para recuperação de parafuso (péssima necessidade!);
    3- A fumaça de queima (óleo usado) é negra… A branca é de óleo limpo. 4- A fumaça de queima de óleo limpo ocorre exatamente na saída do escapamento (01:45?); no resto do filme é condensação de vapor d’água.

    Este ensaio deve ser horrível de se fazer (sem contar as mentiras do apresentador!).

    Já se passou comigo… Assim:

    “Parafuso sem controle
    O Cessna T-37 foi chamado, aqui no Brasil, de “bela-garça”. Nome que lhe caiu bem! Na origem, lá nos EEUU, tinha outro apelido: “Cessna’s joke!” Era um avião fácil e dócil, mas era um avião. Diferia muito do T-6, este – possuindo todos os defeitos que um avião pode ter, sempre exagerados – eram até capazes de separar os homens dos meninos! O T-37 tinha u’a mania perigosa: se entrasse em parafuso, comandado ou não, e se todo o trem-de-comando não estivesse em perfeitos alinhamento e tensão, não saía! E se ficasse no parafuso, eu garanto – era apavorante. Aconteceu comigo.
    Neste dia – era um início de semana – dávamos instrução de “2P de traslado” para diversos oficiais da AFA servindo nos Afonsos. Era um curso de mentirinha! O painel de rádios, três ou quatro voos, o sistema de oxigênio e de ejeção, dois ou três pousos… Tudo muito simples. Tudo adequado para quem se dispusesse a fazer uma viagem internacional inteira no lado direito de um avião de treinamento militar. O Ten. Leão (José Araken Leão dos Santos – o Bufão – jatador como eu – leal companheiro) ministrava instrução ao major Remy; eu, ao major Monteiro. O Major RENATO CLÁUDIO DA COSTA PEREIRA, que viria a ser secretário-geral da ICAO, também voava em umas das áreas altas existentes. A OMis incluía “demonstração de parafusos”. Um para cada lado… e chega!
    No hangar do Esquadrão e na linha-de-voo havia 26 aviões já trazidos. Eu usei o 0882 (está numa foto, antes, neste livro).
    Fiz um parafuso para a direita. Nenhuma novidade, sem problema. Voltei aos 25000 pés e chutei outro para esquerda. Foi ai as coisas ficaram pretas! Não havia meio de o avião sair do parafuso; tentei tudo, até pedir ao Monteiro que “cantasse as alturas” ; havia a ordem de ejetar a 10000’, se não tivéssemos controle. Ouvi 18, 17, 16 enquanto “brigava com o avião”. Ouvi: “10 mil, Franco – Vamos sair?” “Mais uma tentativa só…” Durante os segundos em que demorou o tombo eu mantive apertada a tecla da manete, vale dizer, transmitia tudo o que se passava. Foi a sorte!
    O 82 saiu do parafuso. Até hoje não sei porque. Monteiro falou: “Deixa comigo!” e tirou o avião do mergulho em que se encontrava. Eu soltei o manche e desmaiei por hiperventilação. Monteiro falou com Renato e aprendeu que devia desligar meu suprimento de oxigênio. Acordei vários minutos depois, já no circuito de pouso… “Pousa esta porra que eu não sei pousar!” Foi a reação do major Monteiro!
    Do pátio vimos dois paraquedas caindo além da margem direita do Rio Mogi-Guaçú, muito além dos terrenos da escola. Leão e o Major Remy haviam ejetado! Todos se reuniram no pátio aberto– até touro sentado e seu séquito – enquanto o helicóptero ia buscar os paraquedistas. Surpreendentemente, do nada, surgiu a esposa de touro sentado. Deu-lhe uma espinafração enorme e sem nenhum sentido porque “… um avião havia caiu nos fundos de casa!” A mim me mandaram fazer um relatório.
    Na sexta-feira, depois do almoço, ocorria o FEBEAPI . Na entrada, o Azakura (Oficial QAV – Encarregado da manutenção) me entregou o achado da manutenção. Haviam examinado meu avião (o 82) e encontrado os cabos de comando de profundor excessivamente frouxos. Examinaram a frota toda e somente dois aviões tinham a tensão correta nestes cabos. O Leão não podia sair do parafuso! O meu ego foi para as alturas! Touro Sentado abriu o FEBEAPI.
    Fez, o Comandante do DPEAER, duas bobagens naquele dia: 1- Disse que ia mandar verificar se o Leão estava na área de instrução para cobrar – ou não – dele, o avião do qual ejetara; e 2- deu-me, a pedido, a palavra.
    Aqui cabe, outra vez, um parêntese. Numa destas lamentáveis reuniões semanais anteriores, Touro Sentado havia dado uma ordem cretina e insustentável: quando os T-6, até os T-21, demonstrarem que vão entrar em cavalo-de-pau , em vez de contrariar o movimento, os instrutores deveriam colaborar com a intenção do avião, exatamente como ele, touro sentado, fazia quando era instrutor em Stearmans . Opôs-se JOÃO JORGE BERTOLDO GLASER, aquele mesmo que, em voo, havia trazido ao pouso um T-6 ausente cerca de 10 polegadas de uma das pás de hélice! De nada serviu a objeção. A ordem permaneceu. Na segunda-feira seguinte quebraram-se dez aviões. A instrução aérea parou. São Bartolomeu andou por lá! Fim do parêntese.
    Depois que touro sentado enunciou a sua decisão de cobrar o avião do Leão, se estivesse voando “nos fundos da casa dele”, no dizer de sua esposa, deu azo à minha contestação. Ele deixou-me falar – Grande erro!.
    “Esse Comando não desconhece que o mesmo evento ocorreu comigo, minutos antes de o Ten. Leão ejetar. Está gravado que eu passei dos 10.000 pés durante o tombo sem controle; e que esta é a altura mínima para ejeção, nestes casos. Por óbvio, o DPEAer devia ter perdido dois T-37 naquela hora, não um só! O meu avião, o 0882, foi examinado de ponta-a-ponta e encontraram cabos-de-comando de profundor folgados muito além da tolerância. Não havia como sair do parafuso! A manutenção inspecionou toda a frota quanto a tensão de cabos-de-comando – E TODOS OS CABOS DE PROFUNDOR ESTAVAM FROUXOS! A ficha de inspeção omitiu este passo, causando o acidente do Ten. Leão. Se esse Comando resolver cobrar o avião do qual o Leão ejetou, por dever de lógica e de coerência, vai descarregar o 0882, no mesmo boletim e me dar a propriedade dele. Eu dou o 82 ao Leão, ele paga ao Senhor e ficamos todos quites! Levei uma cadeiazinha… Nunca mais se falou no assunto.”

  5. Franco,

    Fantástico seu conto…. vou ler novamente… dramático e divertido ao mesmo tempo.

    ….. e Touro Sentado … foi impagável !

    Sds.

  6. Nunão,

    Só pra esclarecer que eu me referi a trilogia porque não leio nenhum outro site sobre defesa além daqui, mas se você diz que isto não é só exclusividade “nossa”, ao mesmo tempo que alivia, também é de lamentar.

    Imagino mesmo que deve ser um trabalho de enxugar gelo, mas não vejo outra alternativa.

    O desabafo é mais porque eu gosto muito de ler isso aqui e todo tempo que tenho livre ao longo do dia – muitas vezes nem tenho – uso pra dar uma espiada no site. Daí é uma perda de tempo ler tanta besteira que desestimula.

    Paro por aqui meu lamento. Obrigado por compreender.
    Grande abraço.

  7. Eu concordo com o Corsario137, Eu entro aqui direto, as vezes vejo as materias pela lista de comentarios que tem ao lado, pq ja vou direto pra ler os comentarios, que muitas vezes acrescentam muito e outras vao alem do interior da materia, ai quando entro e vejo estes comentarios ja saio logo.
    So uma sugestao pro Nunao, pq nao fazer uma lista de comentarios tb dos outros dois sites, digo links pros outros dois sites na barra ao lado, ai poderiamos ja da uma previa espiada no que tem la.

    abracos a todos!
    GC

  8. É comum, para não dizer essencial, os norte americanos fazerem este tipo de testes de recuperação com o paraquedas naquela armação traseira. Tem ele nos testes do Super Hornet, Tomcat e Starfighter, que eu já vi em vídeos. Quase todos passaram por isso, desde os anos 50.

    Melhor ter um paraquedas numa armação ali atrás do que perder o protótipo ou até mesmo o piloto. Não há nada de péssimo nessa necessidade.

  9. Creio que se quiser dizer que é péssima a NECESSIDADE de se ter o paraquedas, e não o fato de ter o paraquedas.
    Ou seja, é bem ruim uma tal situação em que se seja obrigado, por necessidade, se ter um paraquedas na cauda do avião.
    Essa visão ou “necessidade” já causa pavor, na pior das hipóteses, é um sinal de que algo de “péssimo” pode acontecer

  10. Amigos Almeida, Vader e Roberto Santana;

    Sobre o “péssima necessidade”

    Perdoem as palavras mal-escolhidas.

    É que, pelos motivos que se pode inferir no comentário transmutado em post pelo atento Nunão, a ocorrência daquele “parafuso sem controle” me deixou com um medo imenso da manobra -que, de fato – persiste até hoje! Só fiz mais um parafuso na vida inteira! E este foi para ganhar um avião de presente! Observe-se que nesta oportunidade não tinha 1 paraquedas de arrasto, tinha 2! e mais 1 dorsal, fininho, para mim mesmo!

    Vocês estão certos. Tê-los não é péssimo!

    Abraço. Franco

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