quarta-feira, dezembro 8, 2021

Gripen para o Brasil

FAB pode ser a primeira organização militar do mundo a ter o jato KC-390

Destaques

Guilherme Poggiohttp://www.aereo.jor.br
Membro do corpo editorial da revista Forças de Defesa e sites Poder Aéreo, Poder Naval e Forças Terrestres

‘O projeto foi feito para a Força Aérea Brasileira, a tendência é que ela receba os primeiros aviões’, afirmou executivo da Embraer

kc-390_vista da rampa

vinheta-clipping-aereo O vice-presidente Executivo Financeiro e de Relações com Investidores da Embraer, José Antonio de Almeida Filippo, disse que a tendência é de que a Força Aérea Brasileira (FAB) seja a primeira organização militar do mundo a adquirir o jato de transporte militar KC-390, que está sendo desenvolvido pela companhia.

“O projeto foi feito para a Força Aérea Brasileira, a tendência é que ela receba os primeiros aviões”, afirmou o executivo. No primeiro trimestre de 2013 a FAB e a unidade de Defesa e Segurança da Embraer concluíram a revisão crítica do projeto (CDR, na sigla em inglês) do KC-390.

Nesta etapa, considerada pela empresa um dos principais marcos do programa, foram confirmadas as configurações aerodinâmica e estrutural definitivas da aeronave, a arquitetura e a instalação de sistemas. A Embraer prevê que o primeiro voo do KC-390 seja realizado no final de 2014.

KC-390 lançando cargas - imagem Embraer em bx resolução

FONTE: Exame

IMAGENS: FAB / Embraer

NOTA DO EDITOR: durante a LAAD, a Embraer informou que o anúncio do primeiro cliente do KC-390 deveria ser feito ainda este ano. Porém, não ficou claro se este anúncio seria para um cliente pertencente ao grupo de participantes do programa ou um cliente externo ao programa.

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Clésio Luiz

OFFTOPIC:
http://www.flightglobal.com/news/articles/video-flightglobal-expert-analyses-bagram-747-crash-sequence-385338/

Vídeo mostrando a dramática queda de um 747 de uma empresa civil, operando no Afeganistão.

Marcos

Falando em KC-390…

A aeronave irá incorporar os “Active Side Sticks” desenvolvidos pela Bae, os mesmos utilizados para o F-35.

Alguém poderia confirmar se realmente são os mesmos sistemas e o que difere esses dos convencionais?

Fernando "Nunão" De Martini

Clésio, o vídeo já está publicado em matéria mais abaixo. Saudações!

Carcará 01

Nada mais justo e correto, afinal quase toda grana empregada no desenvolvimento da acft foi nossa…

Tá, to ansioso em ver o danado voando… Me parece uma bela acft…

solskhaer

Caramba, a EMBRAER estudou, projetou, vai fabricar e já vai entregar um cargueiro a jato antes mesmo dos caças do F-X para a FAB. Putz. Por quê então não projetaram também um caça a jato tupiniquim?

Marcos

solskhaer

Falta interesse por parte do governo.

Só!!!

Marcos

Permanece minha pergunta:

Qual a diferença entre “Active Side Stick” e “Side Stick”????

Luiz Fernando

Não sou especialista no assunto, mas já li que uma das diferenças reside na que e chamado de artificial feedback. Em aeronaves FBW o link mecânico entre as superfícies de controle e o sidestick são removidos e o piloto perde a “sensibilidade aos comandos”. Ou seja, o pilot não sente o avião “nas mãos” porque o sidestick não reproduz as forças aerodinâmicas que atuam nas superfícies de controle, e não fornece feedback visual e tátil da posição das superfícies. Em aeronaves com comandos hidráulicos, mas com links mecânicos, esta força não vem das superfícies, mas de unidade de sensibilidade artificial,… Read more »

Nick

Só faltava a FAB que patrocina o programa, não ser o “Customer Launcher”. 🙂

[]’s

Fernando "Nunão" De Martini

Pois é, Nick, pensei a mesma coisa quando li esse clipping… 🙂

Marcos

grato!!!

Soyuz

Também pode acontecer uma jogada de marketing.

Um cliente assina a compra de meia duzia de aeronaves e o pessoal da Embraer vem a publico dizer que o avião é um sucesso tão grande que as encomendas da FAB vão ter que demorar mais 4 meses para serem entregues.

Os entusiastas vão ao delírio e todos vivem felizes para sempre.

Marcos

A programa de produção da Embraer para essa aeronave é de uma unidades por mês, ou seja, doze em um ano, ou cento e vinte em dez anos. Sinceramente, espero que venda mais. Agora, é bom lembrar que essa aeronave foi lançada sob os auspícios de Messieur Jobã e Messieur Lullá, o Grande Timoneiro (ops!), o Grande Torneiro, Nossa Guia Genial. De parte da Embraer, ela está no papel dela, embora prefira apoiar um desenvolvimento desses do que a produção local com “transferência de tecnologia” de certa Kombi Voadora. De resto, me parece que falta, daqueles de decidiram levar isso… Read more »

Marcos

A cadência de produção do C-130J é de duas unidades mês, lembrando que eles estão sozinhos no mercado.

Mauricio R.

Sobrou p/ a FAB, que teve seus interesses, subordinados aos de uma empresa privada.
Que dureza!!!

Marcos

Luiz Fernando:

Vc não é ex MD-11??

Marcos

É essa turma ai que está decidindo, o quê, como, onde, porque, se…
São pessoas que não entendem de nada, não sabem de nada e, quando muito, querem aparecer. Segue:

http://www.youtube.com/watch?v=1Ui_wl6Z27g

joseboscojr

Marcos, O Hugo Napoleão até que falou coisa com coisa. A distinção que ele faz do Brasil ser a 6ª economia e ser potência é interessante,já que uma coisa não tem nada a ver com a outra. Também é interessante o que ele considera relevante para que o país venha a se tornar uma potência, como a melhora dos índices sociais e a capacitação no setor militar. O Brasil seria uma potência se soubesse gerir bem suas riquezas, coisa que sabemos não acontece. Um trilhão de reais vai pro ralo da incompetência e da corrupção e aí o jeito é… Read more »

Mauricio R.

Poggio,

A FAB até hoje não conseguiu explicar o que diabos essa coisa fará, que 16 A-400M e 24 C-130J não façam.

RomauBR

Mauricio R.

pra desenvolver aqui, mano. Pra investir aqui. Pro dinheiro ficar por aqui. Pra capacitar o pessoal daqui. Tudo bem que 99% da aeronave é COTS, mas precisa mesmo que FAB venha aqui explicar pra vc? Cuidado, pois rancor no coração mata, meu velho.

Mauricio R.

O mano aí é tão submisso, que viajou pesado na interperetação de um simples texto…
Novamente!!!!

O que é que é, que esse KC-390 faz, que 16 A-400M e 24 C-130J; não façam???

A FAB tem obrigação de responder a isto, de maneira direta e inequívoca, sem enrolação.
Afinal dinheiro público está sendo desviado, p/ o que é, somente o interesse de uma única empresa privada.
Pq essa empresa não paga a cta, visto a mesma ser mto bem sucedida no mercado???

Ivan

Maurício, “O que é que é, que esse KC-390 faz, que 16 A-400M e 24 C-130J; não façam???” Voar a mach 0,8 (entre 890 a 900km/h), que é a velocidade das aeronaves comerciais nos corredores aéreos normalmente utilizados. Desta forma um Embraer KC-390, assim como o Kawasaki C-2, podem voar missões de paz ou em tempo de paz no fluxo comercial sem precisar de uma rota específica. Esta foi uma exigência dos japoneses (JASDF) no requerimento dos seus novos airlift, mas não sei se a FAB também solicitou esta performace, mas ela é útil e um diferencial interessante. Além disso,… Read more »

RomauBR

Mauricio R.

retiro o mano, com toda a descortesia que vc possa imaginar. Sim, pq imaginar é realmente o seu forte. E que a dor de cotovelo da qual vc padece povoe um lugar desconhecido da sua massa encefálica: a parte lógica.

E vida longa à Embraer!!

DrCockroach

Nao conheco os estudos de viabilidade economica do KC-390 e suas implicacoes na missao da FAB. E, para ser sincero, tampouco me interessa. Mas todo projeto que utiliza recursos publicos, seja via direta do orcamento da Uniao, seja via orcamento da FAB, seja via BNDES, deve ser transparente. Estudos que avaliem os spillovers sao complexos, os cenarios de usos alternativos dos recursos, e seus multiplicadores, sempre devem ser considerados. Adiciona-se a falta generalizada de auditorias para verificar se os resultados foram realmente os planejados. Nao me refiro auditoria p/ ver ser os recursos foram desviados, mas sim p/, depois da… Read more »

RomauBR

Caro Dr.,

fui tão polido quanto possível na resposta ao Maurício R., a descortesia ficou por conta da parte onde o dito se refere a mim como submisso. Acredito que talvez a parte errada nessa situação seja eu mesmo, a julgar pelo histórico de desavenças geradas. De toda forma, expresso meu pedido de desculpas se minhas palavras geraram indignação a alguém diversa àquela que me referi, ou mesmo a quem me referi.

Cordialmente.
Romeu

DrCockroach

Prezado Romeu,

Eu que te agradeco pela enorme compreensao ao meu comentario jah que nao tenho autorizacao dos editores e tampouco autoridade (o prezado Justin que o diga) p/ moderar comentarios.

Um grande abraco e de volta ao topico!

Ivan

Poggio, Podemos agrupar aeronaves de transporte militar por carga transportada, ou mesmo por MTOW, mas no final todos estão concorrendo pelas verbas alocadas à logística aérea nas forças armadas pelo mundo. Assim sendo, um C-130J concorre com o A-400M pelo ‘dinheiro’, mas construíndo cada modelo soluções diferentes para o mesmo problema, transportar soldados, armas, equipamentos, veículos (blindados ou não), munição e mantimentos de A para B. Não é uma disputa vis a vis, até mesmo entre o KC-390 e o C-130 qualquerletra. Observe que entre o Embraer e o Lockheed há diferenças que podem e devem ser explorada pela comercialização… Read more »

Ivan

Curiosamente no mercado civil de aviões de carreira a disputa também não é exatamente na mesma classe de aeronaves.

Excetuando a concorrência direta e inequívoca entre o Airbus A-320 (do 318 ao 321) e o Boeing 737, as outras aeronaves dos dois grandes players mundiais concorrem no mercado com aeronaves ligeiramente diferentes em tamanho e capacidade.

Por esta razão encontramos Airbus A-330, Boeing 767 e 777 voando na mesma companhia aérea, como forma de maximizar resultados.

Abç.,
Ivan.

joseboscojr

Em termos de avião de transporte tático eu, embora não tão radical quanto o Maurício, também acho que a Embraer tinha que ter inovado um pouco mais para ter um produto mais diferenciado do concorrente direto, o C130J. Diferenciar no caso, ao meu ver, seria: 1- ter maior capacidade de carga (pelo menos 50% a mais); 2- ter maior volume interno/maior diâmetro do compartimento de carga; 3- ter maior capacidade STOL/operar em pistas semi-preparadas; 4- ter maio nível de furtividade (???). Analisando item por item conclui-se que: 1- a capacidade de carga é para todos os efeitos práticos, equivalente; 2-… Read more »

joseboscojr

“dentre entre outras coisa” ????
Meu Deus!
Perdoem-me por existir!
rsrssss

Ivan

Poggio, A FAB decidiu seu caminho, KC-767 e KC-390, isto não discuto. Entretanto o estratégico KC-767 poderá fazer e fará REVO tático e o tático KC-390 poderá fazer e fará transporte estratégico. As linhas que limitam o tático do estratégico foram, são e serão cruzadas quase sempre, depedendo da necessidade. Contudo minha referência é quanto ao mercado mundial, com diversas soluções sendo desenvolvidas e oferecidas. O ‘nosso’ KC-390 quando apresentado como o ‘anti’-hercules corre um sério risco, pois apesar de estar na mesma faixa de MTOW (81 contra 79 toneladas), payload (23 contra 19 toneladas) e combustível interno (23 contra… Read more »

Ivan

Poggio,

Concordo em género, número e grau…
…indo e voltando.

São estas diferenças que precisam ser exploradas.
(abandonando esta idéia perigosa de ‘anti’-hercules)

Abç.,
Ivan.

joseboscojr

Valeu Poggio!
Mas eu não tenho nada contra o KC390, muito pelo contrário.
Fiz questão de frisar “do ponto de vista tático”.
Como uma aeronave de transporte na função estratégica ele é sem dúvida bem superior e na função tática idem, embora em menor grau.
Sem dúvida o maior volume interno, maior diâmetro do compartimento e rampa maior possibilitam que cargas diferenciadas sejam transportadas, o que é um upgrade na função tática também, mas se peca na menor capacidade STOL.
Um abraço.

Ivan

Bosco, Os requisitos operacionais e limitações de custos de um projeto podem determinar soluções de compromisso que vão definir o resultado final, no caso o avião. O Embraer KC-390 tem como limitação o custo e acessibilidade de componentes (motores e aviônicos), por esta razão usa ítens derivados da linha comercial. Mas também possue requisitos de payload (volume e massa, velocidade e alcance que também determinam as escolhas do programa. Criar ou comprar novas tecnologias para aperfeiçoar o desempenho STOL como vc tem continuamente sugerido poderia elevar o orçamento do projeto de forma a inviabilizar o mesmo para a FAB, que… Read more »

Mauricio R.

Ivan,

Seu raciocínio é interessante, mas enquanto o KC-390 coloca esses 4 veículos secos, semí-desmontados e desarmados em um aeroporto na retaguarda, o Atlas coloca-os em condição de combate; no campo de batalha.

Ivan

Maurício, É verdade. Mas há alguns pontos a destacar. 1º) O custo de aquisição e operação de um Airbus A400M Atlas com MTOW de 140 toneladas será maior que um Embraer KC-390 com MTOW de 80 toneladas. 2º) O Boeing C-17 Globemaster pode colocar 2 (dois) Centauros ou Bradleys da mesma forma. Pode também entregar um M1 Abrams de 60 toneladas totalmente armado e equipado. Mas o custo será ainda maior, lembrando que seu MTOW é de 265 toneladas. 3º) Centauro é sonho meu, o EB deseja colocar um VBCI Guarani armado com canhão de 30mm abastecido e equipado. Isto… Read more »

joseboscojr

Só de curiosidade e relativamente off topic, já li que as assinaturas térmica e radar do A400 receberam cuidado especial, além da capacidade otimizada de voar a baixa altitude, de modo a infiltrar paraquedistas em território inimigo de modo o mais furtivo possível.

joseboscojr

Vale salientar que nem as fragatas britânicas dotadas com o Sea Wolf teriam chances contra um ataque de Exocet, que naquela época carecia de capacidade contra alvos sea-skimming. Os mísseis anti-navios sea skimming (Exocet e Harpoon) eram claramente uma arma à frente do seu tempo e no início da década de 80 os navios não estavam capacitados a se defenderem desse tipo de armamento. O único sistema que se propunha a isso era o Phalanx, que estava operando de forma tímida nos navios americanos, e que não estava presente na Guerra das Malvinas. Tivessem os argentinos se armado com mais… Read more »

joseboscojr

Pessoal,
Desconsiderem meu comentário das 11:24. Era pra ser no Naval.
Estava com as 2 janelas abertas e me confundi.

Mauricio R.

Ivan, 1ª) Ocorre que 2 X KC-390 não fazem o que 1 X A-400M faz. 2ª) Nada a acrescentar, mas não creio que a principal função do C-17 em um sistema USAF/OTAN, seja carregar veículos blindados, MRAP ou MATV. 3ª) O Centauro não estaria desmontado, mas sem munição e sem a qntidade de combustível adequada, além do que o kit de blindagem estaria em uma outra aeronave. 4ª) A FAB em tese pode usar a plataforma que ela quiser, desde que haja orçamento adequado. O uso do KC-390 ou outra plataforma da empresa, só é bom p/ a própria Embraer.… Read more »

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