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Discurso de despedida da COPAC

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Passagem COPAC

Maj Brig Ar Carlos de Almeida Baptista Jr

 

vinheta-destaque-aereocopacComo já tive oportunidade de colocar aos meus comandados da COPAC, tenho uma admiração especial por um poema do mestre Carlos Drummond de Andrade – cortar o tempo – no qual ele registra seu respeito por quem “anualizou” o tempo. Ensina-nos o poeta que o período de um ano nos leva ao limite da exaustão, sendo suficiente para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos. Entretanto, é nesta hora, em que mais um ciclo anual se completa, que ocorre o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui pra diante vai ser diferente. É a esperança se renovando.

Neste 4 de abril, ao completar exatos dois anos da minha assunção como presidente da COPAC, não haverá outro número para simbolizar este novo ciclo… Pelo menos pra mim, nesta posição.

Mas um novo período estará sim começando, dentro de poucos minutos, sob a liderança, a experiência e as convicções do brigadeiro Crepaldi, oficial que reuniu, nos seus onze anos como membro desta comissão, todas as condições técnicas e de personalidade para a desafiadora missão de presidi-la. Parabéns, amigo. Que não lhe falte sabedoria para as decisões difíceis, saúde em todos os momentos e os recursos necessários para o cumprimento das atribuições. Seja muito feliz neste novo período de sua vida, juntamente com seus familiares. Conte sempre comigo.

Voltando à questão do tempo, preciso voltar no tempo e agradecer, mesmo que brevemente, para respeitar o tempo, àqueles que me apoiaram nesta difícil e empolgante tarefa.

Tenente Brigadeiro Saito – além do permanente apoio, de suas orientações e total confiança no meu trabalho, agradeço pela amizade pessoal com que fomos distinguidos, eu e minha família, em mais este período. Por diversas vezes o senhor compartilhou comigo seus pontos-de-vista, estratégias e apreensões sobre diversos assuntos da Força, e isto me facilitou na escolha dos melhores caminhos e na superação dos obstáculos acerca dos projetos a cargo da COPAC. Obrigado comandante, por tudo que recebi do senhor nestes dois anos, e que tenho certeza não me faltará como comandante do Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro.

Com a mesma gratidão, registro meus agradecimentos ao Chefe do Estado-Maior da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro Azevedo, igualmente decisivo nas vitórias da COPAC neste período do meu comando. A experiência em diversas áreas, inclusive como presidente da COPAC por mais de três anos e meio, a capacidade de v. Exa. para escutar a todos, ponderar e emitir as diretrizes mais adequadas são uma escola permanente para todos nós, líderes e liderados que temos o privilégio do seu convívio. Muito obrigado pelo seu apoio, como Secretário de Economia e Finanças da Aeronáutica, chefe do EMAER e meu amigo.

Ao meu comandante direto, Tenente-Brigadeiro Pohlmann, Diretor-Geral de Ciência e Tecnologia Aeroespacial, agradeço pela compreensão sobre minhas limitações e excessos, e pelo fácil relacionamento pessoal. Entendo não ser fácil, comandante, ter nesta estrutura tão hierarquizada uma organização militar como a COPAC, que exige, para o bom cumprimento de sua missão, o desenvolvimento e manutenção de relações que em muito extrapolam esta cadeia hierárquica. Neste sentido, sua confiança no meu trabalho veio através do seu envolvimento nas questões realmente relevantes, deixando-me exercer, na plenitude, este comando. Muito obrigado.

Neste ponto, aproveito para agradecer, também, a todos os homens e mulheres da estrutura organizacional do DCTA, sem os quais nossa missão não pode ser cumprida.

A todos os integrantes dos órgãos de direção geral, setorial e de assessoria do Comando da Aeronáutica, deixo meu reconhecimento pelos esforços que uma organização como a COPAC exige. Sem seus apoios, não teríamos os recursos pessoais e materiais, a capacitação profissional indispensável ao nosso efetivo, as orientações logísticas, técnicas e operacionais a serem consideradas nos sistemas sob nossa responsabilidade. Sem cada um dos apoios que recebemos dos senhores e senhoras, não teríamos realizado nossa missão. Muito obrigado.

Da mesma forma, deixo aqui registrado meu agradecimento a todos os órgãos, públicos e privados, que apoiaram o cumprimento da nossa missão. Somos parte de uma corrente, trabalhando por uma Força Aérea e um Brasil mais forte e seguro.

Fazendo parte integrante desta estrutura de desenvolvimento, aquisição e implantação de sistemas para o comando da Aeronáutica, ocupa lugar especial a Indústria de Defesa, constituída por diversas empresas com as quais trabalhamos rotineiramente, muitas delas representadas nesta solenidade. A vocês dedico meus agradecimentos pela cordialidade, sentido de parceria e profissionalismo. A vocês, também, peço que me acompanhem em uma reflexão.

Desde sua criação, a Força Aérea Brasileira identificou a necessidade de dispor de uma indústria aeronáutica forte, instalada no Brasil e suportada por uma estrutura de formação e aperfeiçoamento autóctone. Nesse sentido, estabelecemos parcerias, priorizamos nossos recursos e verificamos com orgulho seus resultados. Temos em cada uma das empresas verdadeiras parceiras, e esperamos tê-las conosco por longo prazo.

Em que pese seus objetivos passarem por expressões como ativos, passivos, margem de lucro, ebitda etc e nós preferirmos outras tais como capacidade operacional, pkill, sobrevivência, ecp, nossa parceira não sobreviverá ser não for estabelecida e mantida uma relação ganha-ganha, que jamais despreze que é a necessidade operacional a origem da aplicação dos recursos que nos são disponibilizados.

A guisa de exemplo identifico, com tristeza e preocupação, que as possibilidades de transferência de tecnologia para nossa indústria – verdadeiras ou não, praticáveis ou inviáveis – assumiram posição de destaque no processo de seleção do projeto F-X2, e que em muito contribuíram para que a decisão final ainda não tenha sido tomada, e que a necessidade operacional ainda não tenha sido atendida.

Já como comandante da Defesa Aeroespacial do Brasil, cargo que assumi há três dias, ratifico a importância de priorização deste tema, não apenas por vislumbrar os grandes eventos que ocorrerão em nosso país, mas por julgar que nosso povo merece um adequado nível de segurança, todos os dias, independente do que uma competição esportiva possa significar de exposição ou de ameaça.

De forma alguma, registro esta minha opinião para culpar a indústria pela não decisão sobre o projeto F-X2, mas apenas para enfatizar que é a falta de uma capacidade operacional, e não qualquer outro aspecto, o ponto fulcral do problema. A capacidade será trazida por um sistema de armas, e todo o resto, inclusive lucro e transferência de tecnologia, serão consequências.

Meus amigos e amigas:
Em minhas passagens de cargo anteriores, muitos dos senhores e senhoras testemunharam algumas figuras de linguagem que usei para me dirigir à minha família. Lembro-me, com destaque, da escalada de uma montanha, e mesmo de ter enfatizado para eles que somos os únicos profissionais que seguidamente pedimos desculpas pelas ausências do lar, mas que jamais prometemos mudar este comportamento.

Na passagem de hoje, entretanto, este aspecto familiar não me soa tão lúdico, embora meu sentimento de agradecimento à Cristiane, Priscilla e Bruno seja talvez o mais forte já vivido.

Em toda minha vida profissional, a proteção de minha mulher e filhos foi para mim um norte. A exemplo do que nutro por meus pais, esforço-me para que eles tenham no meu comportamento um farol que os leve a um futuro vitorioso e feliz, com base na ética e na honestidade.

Infelizmente, nesta passagem como presidente da COPAC não me foi possível mantê-los afastados de meus problemas profissionais. Possivelmente não acreditando que haja alguém capaz de executar mais de três bilhões de reais, em dois anos, sem se beneficiar disto, um mau profissional é capaz de calúnias e difamações. Talvez ele, acostumado com as notícias que semanalmente vê publicadas, desconheça que é possível gerir recursos com probidade e responsabilidade. Aqui, nesta instituição militar, temos muitos exemplos.
Cristiane, Priscilla e Bruno – mais uma vez obrigado pelo apoio e por terem aceito o alto preço para que eu continuasse nesta missão, até o final. Quando não mais conseguirem, jamais duvidem da minha prioridade: será hora de partirmos para nossa próxima montanha. Amo vocês.

Meus comandados:
É tempo de partir. É tempo de deixá-los, embora um pedaço meu fique aqui… E um pedaço de cada um de vocês parta comigo.

Nestes dois anos aprendi muito: gestão de projetos sim – foram vinte e dois; de recursos também – mais de três bilhões de reais pagos. Mas aprendi, mesmo, foi gerir pessoas competentes e conhecimentos acumulados nos nossos corredores, em cada processo administrativo, em cada seleção de fornecedores, em todos os recebimentos de etapas e em cada linha dos documentos que vocês produziram.

Aprendi que a COPAC é respeitada por todos, nacional e internacionalmente, pelo alto grau de comprometimento e profissionalismo de cada um de seus membros, de hoje e do passado.

Aprendi que a perfeição é um objetivo permanente desta organização militar, que a humildade não impede o sucesso continuado e que neste lugar todos os princípios da administração pública são observados e respeitados.

Aprendi, nas palavras da nossa consultora jurídica-adjunta – minha querida amiga Dra. Jurema, que a confiança na competência da COPAC foi construída com muita dedicação de todos que aqui trabalharam.

Aprendi com meu vice-presidente e amigo, Coronel Paulo Henrique, que somos constituídos por “gente que faz”, e que não importa o limão que tenhamos em mãos, faremos uma deliciosa limonada.

Foi uma honra e um privilégio ter sido seu comandante.

Finalmente, e com a certeza de que vocês prestarão ao Brigadeiro Crepaldi a mesma consideração, apoio e amizade que me emprestaram, deixo, nesta minha última ordem do dia, meu desejo de que sejam muito felizes.
Muito obrigado.

Brasília, 4 de abril de 2013.

Maj-Brig-Ar Carlos de Almeida Baptista Junior
Presidente da COPAC – Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate

NOTA DO EDITOR: os destaques (negrito) no texto original são do Poder Aéreo

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Pelo menos ele está fazendo a parte dele, e não ficando em silêncio.
E ele aponta as razões do fracasso do FX-2 até agora….

Parabéns Brigadeiro!

Baschera
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Baschera

Meu respeito e admiração ao trabalho do Brig. Baptista Junior.

Mas… entendí direito ou não… é a indústria ou o GF que impede a escolha de um dos shortlistados ??

Sds.

Fernando "Nunão" De Martini
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Baschera, pelo que entendi, o brigadeiro não colocou a culpa na indústria. Ele deixou isso claro. Mas não vi citação alguma ao Governo, então isso seria colocar palavras na boca dele. A culpa seria da inversão do foco (e de quem insiste em inverter a prioridade): as possibilidades (ou impossibilidades) de transferência de tecnologia, que são importantes, ganharam uma importância maior do que a necessidade operacional. E, por isso, o operacional, que no fim das contas é o mais importante (afinal, se nada for feito vamos ficar sem caças) fica em segundo plano. Ao menos é minha interpretação do discurso.… Read more »

Nick
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Nick

Caro Baschera,

“possibilidades de transferência de tecnologia para nossa indústria – verdadeiras ou não, praticáveis ou inviáveis –”

Entendi que as ToTs não eram por si só capazes de fazer milagres para a nossa indústria e além disso, muitas das promessas na prática não resultariam em ganhos. Ou seja pouca coisa da ToT valia a pena mesmo. E no fim, essa ToT acabou mais prejudicando do que ajudando.

[]’s

Nick
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Nick

E somando-se a isso, vem aquela frase de que “Tecnologia não se compra, se conquista, se desenvolve”. Ou seja quer saber fazer caças? Manda a Embraer começar a tarefa. Comprar um pronto e falar que toda a tecnologia irrestrita dele é vai ter tornar autônomo/independente é ilusão.

[]’s

Mauricio R.
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Mauricio R.

“Manda a Embraer começar a tarefa.”

Não!!! Ná, ná ní, ná, não; de jeito e maneira!!!

Deixa a Embraer de lado, em um canto, fabricando seus jatos regionais e executivos, que é só prá isso que ela serve.
De resto, fortaleçamos a aviação geral, criemos condições dignas p/ o restante da indústria aeroespacial se desenvolver e deixemos de privilegiar somente um único grupo.

#embraerforadofx2

É bom p/ a FAB, e melhor ainda p/ o Brasil!!!

DrCockroach
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DrCockroach

Belo discurso do Brigadeiro; menciona os superiores, agradece os subordinados, elogia a FAB e familia e ainda dah um recado sobre o FX-2; dificil um texto melhor que este.

Quanto a ToT sendo prioritaria aos objetivos operacionais; recordo que estas tinham um pequeno percentual apenas, mas como o sujeito aquele (NJ) costumava dizer, a selecao dos cacas deveria estar alinhada com a nova estrategia nacional de defesa.

A nova END jah estah velha? No Brasil offsets nao funcionam por causa da excessiva politizacao do tema? Qual seria o mix ideal?

Novamente, um discurso bem estruturado e com conteudo.

[]s!

Grifo
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Grifo

Senhores, um belo e contundente discurso. No que toca ao FX2, acho que o ponto colocado pelo Brigadeiro é que antes de tudo é preciso atender a necessidade operacional da FAB. Todo o resto não deixa de ser importante mas é consequência. Apesar do contexto ser o FX2, para mim esta distorção é mais evidenciada na compra dos EC-725, onde o nefasto ex-ministro da Defesa declarou que “estamos comprando não um helicóptero mas um pacote tecnológico”. Não havia nenhuma necessidade operacional e a escassa verba foi gasta em uma suposta transferência de tecnologia. No caso do FX2 a mesma manobra… Read more »

Nick
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Nick

Ainda não consigo entender a alergia que o Mauricio R. tem com a Embraer. 🙂

[]’s

Marcelo
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Marcelo

Nick disse:
5 de abril de 2013 às 8:37

pois é…está ficando cansativo ler isso. Acho que ele preferiria que a Embraer não existisse e comprássemos tudo de fora. A propósito segue link de vídeo que mostra a capacidade da engenharia da Embraer em desenvolver tecnologia de ponta:
http://www.youtube.com/watch?v=H3IP4V1KzuY
Abraços.

sergiocintra
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sergiocintra

Nenhuma menção aos civis, da cupula do GF, só a milícada e aos que trabalham. ” Quem tem tempo de falar, não tem tempo de fazer! “.
Parabéns. Diretamente alinhado.

Vader
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O discurso do Brigadeiro Baptista Júnior é pólvora pura, mas foi tão sutil que parece que passou despercebido. O que temos que analisar no discurso todo é essa parte: “A guisa de exemplo identifico, com tristeza e preocupação, que as possibilidades de transferência de tecnologia para nossa indústria – verdadeiras ou não, praticáveis ou inviáveis – assumiram posição de destaque no processo de seleção do projeto F-X2, e que em muito contribuíram para que a decisão final ainda não tenha sido tomada, e que a necessidade operacional ainda não tenha sido atendida. Já como comandante da Defesa Aeroespacial do Brasil,… Read more »

Justin Case
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Justin Case

Amigos, bom dia. Eu não ouso interpretar o discurso do Brig. Baptista Jr, pois não tenho a mesma base de conhecimentos e também não estou ciente dos seus objetivos. Sobre o assunto, minha opinião é que as condicionantes industriais, de offset, as transferências de tecnologia não são causas da indecisão. Se não estivessem listadas nos requisitos do projeto ou nos objetivos do Governo, o problema seria exatamente o mesmo. O programa é grande demais para estar restrito à FAB. Há interesses comerciais, de relações exteriores, políticos e até ideológicos. No meu entender, se fosse uma compra puramente “de prateleira”, provavelmente… Read more »

Fernando "Nunão" De Martini
Editor
Famed Member

Justin, o problema é se pensar em 8 ou 80, só prateleira ou só transferência de tecnologia, só operacional ou só o que deixa o programa “grande demais para estar restrito à FAB”. É se apegar a frases pomposas como “acabou-se a fase de compras de prateleira” (e sabemos que não acabou depois da frase) para justificar, muito mais do que uma decisão, a indecisão. A cada mês e ano de indecisão, esse “grande demais” fica imenso e mais difícil de se definir. Vira um monstro cada vez maior. E quem mais perde é a parte operacional em primeiro lugar,… Read more »

ricardo_recife
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ricardo_recife

As falas do brigadeiro são cristalinas e derrubam todos os argumentos do governo federal e de alguns foristas de blogs de defesa no Brasil pro Tot inexistente. Estas duas frases definem todo o processo: “identifico, com tristeza e preocupação, que as possibilidades de transferência de tecnologia para nossa indústria – verdadeiras ou não, praticáveis ou inviáveis – assumiram posição de destaque no processo de seleção do projeto F-X2, e que em muito contribuíram para que a decisão final ainda não tenha sido tomada, e que a necessidade operacional ainda não tenha sido atendida” “enfatizar que é a falta de uma… Read more »

Gilberto Rezende
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Gilberto Rezende

Este foi o FULCRO da divergência do Comando da Aeronáutica com o GOVERNO desde que este optou politicamente pelo Rafale e pela priorização da TOT, TOT, TOT… SEMPRE disse que o pessoal da FAB não dá a mesma prioridade a Transferência de Tecnologia, vê o operacional em primeiro lugar e adotar o Super Hornet significa operacionalidade imediata e consequente maior relacionamento e mais próximo com a USAF (TUDO que os aviadores de caça e brigadeiros dali originados SEMPRE QUISERAM). Entendo o raciocínio e e compreendo o desejo, mas a decisão não pertence ao Comando da Aeronáutica, o governo decidiu pela… Read more »

Guilherme Poggio
Editor
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Entendo o raciocínio e e compreendo o desejo, mas a decisão não pertence ao Comando da Aeronáutica, o governo decidiu pela TOT e pelo Rafale Prezado Gilberto Rezende Parece-me que esta foi uma opinião do governo anterior e não do atual governo. Eu vejo um grande equilíbrio entre os três candidatos atualmente. O Comando da FAB COLHE os frutos do que ela mesma plantou ao longo do processo FX-2… A FAB (ou o comando dela como você preferir) não pode criar um motim ou ir contra o desejo do Governo Federal. Isto seria insubordinação e a Presitente, sem sombra de… Read more »

Gilberto Rezende
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Gilberto Rezende

Poggio O governo é do mesmo partido, a decisão pela TOT continua vigente e a decisão do MD do Brasil que a aeronave vencedora do FX-2 deverá mobiliar os futuros NAes da MB TAMBÉM continua em vigor. Neste momento o que obsta a conclusão do FX-2 é a oposição ABERTA do Comando da Aeronáutica ao Rafale (que não é obstáculo REAL, apenas opção política de não exercer esta opção, pois manda quem pode e obedece quem tem juízo) e a situação orçamentária atual onde, PARA A POLÍTICA que ocupa por hora o cargo de Presidente da República, o problema operacional… Read more »

Grifo
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Grifo

MEU CARO, a Dilma estava ali perto TODO TEMPO, e sabe o quanto o Comando da Aeronáutica SE ESFORÇOU para adiar o FX-2 para o mandato dela, tem ciência das ameças feitas no governo anterior que se o governo fechasse a compra do Rafale a FAB “botaria a boca no trombone” na campanha eleitoral (e não seria para elogiar o PT pela escolha do Rafale), e SABE que o Comando da Aeronáutica pediu o adiamento visando que com a eleição de José Serra a compra do caça AMERICANO seria favas contadas, assim e portanto, só se ela fosse uma parva… Read more »

Vader
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Gilberto Rezende disse: 5 de abril de 2013 às 12:46 “decisão do MD do Brasil que a aeronave vencedora do FX-2 deverá mobiliar os futuros NAes da MB TAMBÉM continua em vigor” Mentira! Não há planos para novos NAes na MB e a Marinha também não tem requisito algum para compra de caças. Aliás, ainda que tivesse algum plano nesse sentido, e ainda que fosse fechado HOJE um NAe para a MB, este só seria entregue para lá de 2025/30, não servindo portanto a aeronave FX2 para operar nele a contento. Isso aí é mais uma trollagem do tal “jornalista… Read more »

Guilherme Poggio
Editor
Famed Member

Ou seja: oficialmente a FAB aceita QUALQUER UM da short-list. Inclusive a JACA, se assim for determinado pelo PT/GF. Caro Vader Acredito que se a FAB colocou o Rafale na short-list é porque existiam criérios para isso. Veja bem. A short-list foi feita com base nas informações fornecidas pelas empresas que responderam ao RFI. Se determinada empresa cumpre tudo aquilo que foi pedido, então ela vai logicamente receber uma nota alta e poderá entrar na short-list. Ocorre que, até a formação da short-list, é praticamente tudo “papel”. Na etapa seguinte as aeroaves são voadas, as instalações serão visitadas, dados que… Read more »

Baptista Jr
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Baptista Jr

Caros Amigos do Poder Aéreo Este é o único ambiente de discussões do qual me proponho a participar, e por razões muito simples: tenho pouco tempo para atividades extra-profissionais, gosto de saber da opinião geral do público especializado, penso ser o blog mais respeitado sobre assuntos de Força Aérea, gerenciado por um profissional respeitado (Alexandre Galante) e mediado por outro grande profissional (Fernando “Nunão”). As pessoas daqui são ponderadas, respeitam as idéias contrárias e demonstram maturidade e conhecimento. Os últimos dias foram de intensa emoção pra mim, deixando a presidência da COPAC e assumindo o Comando do COMDABRA. Portanto, minha… Read more »

Vader
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Guilherme Poggio disse: 5 de abril de 2013 às 15:36 Poggio, concordo integralmente. O Rafale não está na short-list à tôa, o que disse foi justamente o contrário: que se a imunda acusação do Gilberto de que a short-list foi “dirigida” fosse verdade ele não estaria ali. Da mesma forma que o Su-35 não foi excluído da short-list à tôa. _____________________ Baptista Jr disse: 5 de abril de 2013 às 16:12 Exmo. Sr. Brigadeiro Batista, só nos resta agradecer a participação e os esclarecimentos de Vossa Excelência. Acho sensacional especialmente essa informação, para acabar com imundas e levianas acusações de… Read more »

Vader
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Ops, leia-se “Baptista Jr”.

Nick
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Nick

Caro Brigadeiro Baptista Jr,

Grato pelos esclarecimentos adicionais, e sorte no novo comando. E que brevemente um novo caça venha a ser incorporado à FAB, porque não dá para ficar desse jeito.

[]’s

Gilberto Rezende
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Gilberto Rezende

Cada um defende SEU ponto de vista, afinal como disse ENTENDO o ponto de vista da FAB. A escolha do short-list foi feita num passado anterior ao do Brigadeiro Batista Jr. Se ele concorda ou não é um problema de foro íntimo pessoal. O Brigadeiro defende seu comando, mas com TODO respeito, sou ex-militar e esse discurso “científico” é para consumo externo. TODAS as forças tem sua política e grupos internos que defendem suas visões de qual a missão da sua instituição. Negar que existe uma preferência CLARA de uma grande parte de oficiais aviadores de origem na CAÇA pelos… Read more »

ricardo_recife
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ricardo_recife

Qualquer processo de compra de equipamento militar é uma decisão política. As questões centrais são: Qual é fase da decisão política? Qual é a fase técnica? As respostas são: A compra em si, a quem são oferecidos as solicitações de informação (RFI), os critérios comerciais gerais, os mecanismos de financiamento e compra são decisões políticas. Depois disto o problema da escolha de um avião militar se torna uma questão técnica dentro dos parâmetros estabelecidos pela força (que avião quer, tipos de missões, etc…), inclusive se houver critérios de short list ou não. Políticos decidem e compram, militares dizem o que… Read more »

Fernando "Nunão" De Martini
Editor
Famed Member

“ricardo_recife em 05/04/2013 as 17:11” Ricardo, seu comentário levantou alguns pontos interessantes sobre a escolha técnica, a política e a mescla de ambas, onde uma acaba e a outra começa. Apenas acrescento que, embora elas acabem se interagindo (não são estanques) é fato que existem fases no processo. O mais louco disso tudo é pensar que a fase técnica terminou em algum momento entre o final de 2009 e o início de 2010. Daí pra frente, veio a fase da escolha política. São três anos desde então! Mesmo para os mais ferrenhos críticos da fase técnica, não dá pra ficar… Read more »

Vader
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Gilberto Rezende disse: 5 de abril de 2013 às 16:56 Não não cidadão. Você não me enfurece não. 🙂 Ao contrário, você me diverte! E você nem imagina o quanto! 🙂 Você, ao insistir (“trollar”) na sua leviana acusação de que a COPAC/FAB teria “dirigido” a concorrência FX2 para favorecer o Gripen ou prejudicar ou Su-35, mesmo tomando “pito” público da autoridade que até há três dias atrás dirigia o processo, só consegue cobrir de vergonha a si mesmo! Para sujeitos como você, o tal “jornalista especializado”, a galerinha de trolladores do fórum “Disney Brasil”, meia dúzia de russófilos tôscos… Read more »

HMS TIRELESS
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HMS TIRELESS

Gilberto Resende: Como é de praxe seus argumentos são desonestos e mentirosos. Mais uma vez você tenta vender aos amigos daqui que o pobrezinho do ex-rei sol teria sido vítima dos inescrupulosos e americanizados oficiais da FAB, capitaneados pelo seu próprio comandante. Nada mais falso. Como até as pedras sabem o ex-rei sol fez a sua escolha “político-etílica”antes da própria FAB ter enviado o relatório final ou seja, o iluminado de noves dedos desrespeitou frontalmente o disposto na Lei 8.666/93 e no decreto regulamentador acerca da dispensa de licitação para compra de material de defesa. Ocorre que, lambança feita, ainda… Read more »

Gilberto Rezende
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Gilberto Rezende

Como assim ? A FAB é uma virgem vestal e a oposição a decisão do Presidente anterior veio do NADA ou não existiu ??? Acho que já disse claramente que a decisão do FX-2 só não foi feita pela prioridade política de fazer seu sucessor. Se vocês querem continuar fingindo que mais de 90% dos militares da Aeronáutica são de direita e detestam o PT e que eles são absolutamente isentos e nunca puxaram contra a escolha do Rafale continuem neste mundo de fantasia. SE o Comando da Aeronáutica realmente não se opusesse ao Rafale POLITICAMENTE (e o presidente anterior… Read more »

Grifo
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Grifo

Sobre o processo seletivo, a FAB/COPAC utiliza processos científicos reconhecidos internacionalmente, não se sujeitando a interferências de qualquer matiz. As decisões finais, como sempre acatadas pela FAB, serão de caráter político, o que não pode significar um completo distanciamento dos aspectos analisados (Operacional, técnico, industrial, logístico e de compensação), pois correríamos o risco de serem mal utilizados os recursos, o que contrariaria os princípios da administração pública. Decisão política não pode dar margem a desvios, preferências pessoais de gestores públicos ou riscos à operação futura destes complexos sistemas de armas. Senhores, nestes dois parágrafos o Brigadeiro escreveu um tratado. Irretocável.… Read more »

Gilberto Rezende
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Gilberto Rezende

Vejo a manifestação do Brigadeiro Batista Jr. numa preocupação com a necessidade operacional CRÍTICA e procedente do COMDABRA pelo deslinde urgente do FX-2. Só que o Comando da Aeronáutica (e ele no seu discurso) INDUZ o pensamento que é o objetivo da TOT deveria ser deixada de LADO em alguma medida ou amenizado (por suas dúvidas expressas de sua exequibilidade) em favor da necessidade premente da NAÇÃO de ter sua Defesa Aeroespacial… O presidente Lula PODERIA responder ao Brigadeiro Saito e a todos que se opuseram a sua decisão à época na FAB pelo Rafale que seria muito bom que… Read more »

HMS TIRELESS
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HMS TIRELESS

Favor não zombar da inteligência alheia meu caro Gilberto! Se o ex-rei sol tivesse feito o que se esperava dele ou seja, que houvesse cumprido o que dispõe a Lei 8.666/93 no que tange à compra direta de material de defesa, nada teria ocorrido. Talvez houvesse alguma reclamação mas o processo iria seguir em frente. Quanto aos aspectos internos do FX-2, no que tange às propostas em si, é sempre bom lembrar a farsa sustentada pela Dassault. Prometeu ToT irrestrita quando as fatos na Índia estão se encarregando de mostrar que é uma retumbante mentira, e ainda prometeu ajudar no… Read more »

Baschera
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Baschera

Caro HMS Tireless, Escrevi mais ou menos nestas linhas de seu post dois dias atrás….em outro espaço. Realmente é o lógico e segundo eu soube, o que de fato aconteceu, ou seja, uma decepção política de quem esperava o cumprimento de acordos verbais entre dois presidentes no cargo. No entanto, soube mais…. o ex-presidente também teria ficado aborrecido ao saber que a “ToTs” oferecidas pela França não seriam repassadas conforme o entendimento que este tinha a época…. ou seja, nem tudo, nem todos, nem tanto… e que o que fosse transferido de fato iria custar muito mais do que este… Read more »

ricardo_recife
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ricardo_recife

“Fernando “Nunão” De Martini disse em 5 de abril de 2013 às 18:06″. A avaliação técnica terminou a três anos, quanto tempo ela ainda estará válida? Este é um ponto interessante. Não sei quanto tempo mais, mas tudo tem data de validade, inclusive o relatório da COPAC. “Baschera disse: 5 de abril de 2013 às 18:37” Concordo com suas afirmações por completo e destaco que no final de 2010 o Poder Aéreo apresentou um post (tradução de uma reportagem de um jornal francês colocando em questão os limites da famosa e propalada tot). O jornal Le Républicain Lorrain afirmava com… Read more »

Hamadjr
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Hamadjr

Só mesmo a santa ingenuidade acreditar que o alto oficialato esta imune a concepção política ideológica, é nítido a opção pelo SH, seja pela razão muito bem colocada pelo Gilberto seja também pelo alinhamento nem sempre concordante com o tio sam.
No entanto a questão central é que não tem ainda a decisão de um caça para substituir os F-2000 e nesta altura do campeonato me parece que não teremos tão cedo, e nem sei se é possível calcular a perda a claudicante indecisão da escolha.

Almeida
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Almeida

Se o problema era eleger a Dilma, por que o Lula não resolveu o certame no final do seu mandato, depois das eleições e antes de passar a faixa?

É Gilberto, seu argumento não se sustenta.

Observador
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Observador

Almeida e outros colocaram o ponto que sempre defendi: o ex-rei-sol poderia ter anunciado o Rafale como vencedor logo depois das eleições; tinha 80% de aprovação, a oposição estava na toca lambendo as feridas e tinha elegido a sucessora, ou seja, não havia riscos do sucessor anular a compra ou levantar suspeitas sobre o porque da escolha. No entanto, a bomba-relógio do fim da aviação de caça da FAB foi passada para o colo da sucessora. Esta também podia ter anunciado o Rafale no início do seu mandato, quando os problemas da economia ainda não eram tão fortes e contava… Read more »

Vader
Visitante

Ops, me desculpem, não era para ter saído esse último comentário (tecla errada). Se puderem, por favor apaguem-no. Grato.

NOTA DOS EDITORES: APAGADO.

Vader
Visitante

Agora sim: Gilberto Rezende disse: 5 de abril de 2013 às 18:03 “oposição a decisão do Presidente anterior veio do NADA ou não existiu ???” Exatamente. Oficialmente a FAB continua na mesma posição de dezembro de 2009: qualquer um dos três vetores lhe servem. A oposição que houve, velada, não foi à suposta “DECISÃO” do ex-presidente. A oposição foi ao fato de ele EXPOR publicamente a FAB, seu alto-comando e a COPAC, ao anunciar o “vencedor” antes de se entregarem os relatórios. “SE o Comando da Aeronáutica realmente não se opusesse ao Rafale POLITICAMENTE (e o presidente anterior já o… Read more »