sexta-feira, setembro 30, 2022

Gripen para o Brasil

Coelho da Páscoa, que trouxeste em 67?

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Fernando "Nunão" De Martini
Fernando "Nunão" De Martini
Pesquisador de História da Ciência, Técnica e Tecnologia, membro do corpo editorial da revista Forças de Defesa e sites Poder Aéreo, Poder Naval e Forças Terrestres

Coelhinho da Páscoa com jato TF-33 - foto Nunão - Forças de Defesa

Há 46 anos, por volta da Páscoa de 1967, a FAB recebia dezenas de jatos treinadores usados Lockheed AT-33 / TF-33 como solução “tampão” para equipar seus esquadrões de caça de primeira linha, em lotes que começaram a ser recebidos em fevereiro daquele ano.

A Força Aérea Brasileira já voava o T-33  desde meados da década anterior no Esquadrão “Pacau” (1º/4º GAV) à época baseado em Fortaleza, cuja principal missão era a conversão operacional. Porém, teve que estender sua utilização para os esquadrões de Santa Cruz (1º/1º GAVCA “Jambock” e 2º/1º GAVCA “Pif-Paf”) e de Canoas (1º/14º GAV “Pampa”), que receberam as versões adaptadas para missões de ataque para substituir seus caças F-8 Meteor, que estavam saindo do serviço por fadiga estrutural.

TF-33 no Musal - foto Nunão - Poder Aéreo - Forças de Defesa

Para equipar essas unidades, a FAB recebeu lotes de AT-33 / TF-33 dos estoques dos Estados Unidos. Eram treinadores descendentes de um jato de combate (o F-80) também já operado pela FAB em Fortaleza, e que era considerado ultrapassado por outros caças de primeira linha do mundo desde o início da década de 1950.

Só ao longo da primeira metade da década seguinte os esquadrões de caça da FAB, finalmente, receberiam jatos considerados competitivos para a época, os Mirage IIIE e os F-5E.

Será que veremos essa história de caça “tampão” mais uma vez? Há quem acredite que sim, há quem acredite que não, há quem acredite no programa F-X2 e há quem acredite em Coelho da Páscoa! E você, em que acredita?

Para saber mais sobre os “tampões” da FAB de 46 anos atrás e histórias relacionadas, clique aqui.

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Guilherme Poggio

Lembremos também que, naquela época, foi descoberto um grave problema na longarina das asas dos nossos Meteor e do dia para a noite tivemos que aposentar metde de frota.

Será que nós também vamos descobrir um problema nos nossos F-5 do dia para a noite? Sem esquecer que aqueles que projeraram o avião e seus componentes não imaginavam que os usuários operariam o avião por 40 anos ou mais.

Ozawa

Mas o ‘nossos’ Meteors eram mais usados, ou também, para o ataque do que para caça, o que contribuiu para o desgaste, prematuro, das longarinas e o desgaste estrutural. E se der um ‘apagão’ na caça, a solução é a seguinte: converte o GTE em GDA, e suas aeronaves para o modo remotamente controlado, tendo em conta, segundo a Isto É, ser a nossa indústria aeronáutica ‘a melhor do mundo’, ou ‘em vias de’, enche as aeronaves com todo o establishment político de Brasília, a começar pelo(a) nosso(a) guia…, passando pelo Ministro da Defesa…, e pode colocar também um com… Read more »

Thiago Candido

Amigos, aqui em Catanduva tem um deste que foi doado do museu da TAM localizado aqui próximo em São Carlos, no momento ele já esta montado e com pintura de fundo pronto para o acabamento final. A informação da doação e entrega pode ser vista neste endereço: http://www.oregional.com.br/portal/detalhe-noticia.asp?Not=289149

Uma feliz páscoa a todos!

Soyuz

A FAB com Gloster Meteor com longarina trincada, recebendo AT-33 / TF-33 em 1967.

Já os Argentinos compraram F-86 Sabre 7 anos antes. O Peru comprou os seus em 1955, 12 anos antes. A Venezuela assim como o Peru 12 anos antes.

Nossos vizinhos com caças mais modernos e incorporados antes dos da FAB.

Sorte que “eles não tem doutrina”, não sabem operar nada.

Corsario137

Kkkkkkk…. É isso mesmo? Vocês passaram carvão no pobre do Coelho? Kkkkk

cristiano.gr

Se o Chile fosse fronteiriço ao Brasil ou o governo venezuelano não fosse tão amigo dos petistas com certeza já á FAB já estaria recebendo seus primeiros caças de uma encomenda. Como a Argentina não oferece nenhum risco sobra apenas o Peru, sem nenhum histórico de conflito com o país, como força ameaçadora. E, nesse sentido, se justifica toda a lenga lenga e postergação na decisão da compra dos caças. Não há uma ameaça externa que chegue com caças ao país. Os americanos se quisessem encostavam submarinos e porta-aviões na costa e acabava a história. A compra de novos caças… Read more »

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