domingo, junho 13, 2021

Gripen para o Brasil

Malásia seleciona cinco competidores para substituir seus caças MiG-29

Destaques

Fernando "Nunão" De Martini
Pesquisador de História da Ciência, Técnica e Tecnologia, membro do corpo editorial da revista Forças de Defesa e sites Poder Aéreo, Poder Naval e Forças Terrestres

Caça Sukhoi biposto da família Flanker - foto Sukhoi

País pretende comprar 18 caças a jato, e competição será entre Eurofighter Typhoon, Saab Gripen, Dassault Rafale, Boeing Super Hornet e Sukhoi Su-30, conforme declaração do ministro da Defesa à Reuters

Durante a mostra LIMA 2013 (Langkawi International Maritime and Aerospace Exhibition) realizada na Malásia, o ministro da Defesa do país informou à Reuters que foram selecionados cinco fabricantes para competir numa aquisição de 18 jatos, destinados a substituir seus caças MiG-29. A declaração foi dada nesta quinta-feira, 28 de março. Segundo o ministro, a escolha será entre o Eurofighter Typhoon, do consórcio europeu a ser representado pela Grã-Bretanha, o sueco Saab JAS-39 Gripen, o francês Dassault Rafale, o norte-americano Boeing F/A-18 E/F Super Hornet e o russo Sukhoi Su-30. Falando nos bastidores da LIMA 2003, o ministro Zahid disse que foi feita a “shortlist”, acrescentando que “ainda não sabemos o custo”.

Gripen NG Demo - foto Saab

Fontes da indústria disseram que a compra deverá estar na casa dos bilhões de dólares. O contrato deverá ajudar a modernizar o Poder Aéreo da Malásia, que tem disputas com os chineses sobre partes do Mar do Sul da China e com militantes do sul das Filipinas sobre seu estado de Sabah, no extremo leste do país. Uma decisão sobre os caças é esperada para depois da Malásia realizar eleições, as quais o primeiro ministro Najib Razak deverá solicitar no final de abril. A coalizão governista tem uma vantagem marginal, numa disputa acirrada.

Typhoon RAF do esquadrão 17R - foto Eurofighter

Todos os cinco fabricantes estavam representados na LIMA 2013 e quatro deles disseram à Reuters que seriam capazes de fornecer aeronaves para os requerimentos da Malásia. Apenas representantes da Sukhoi não estavam disponíveis imediatamente para comentar. O representante do consórcio Eurofighter, Mark Kane da BAE Systems (britânica), confirmou que a empresa já realizou conversas informais com o governo malaio, mas que só espera movimentações a respeito após as eleições. Num pronuciamento, a francesa Dassault afirmou que está pronta para desenvolver laços de longo prazo com a Malásia, em programas civis e militares relacionados à aviação.

Rafale - foto Dassault

Na terça-feira, a sueca Saab assinou um acordo para cooperação industrial com o conglomerado malaio DRB-HICOM Berhad, com vistas a incluir a empresa na cadeia global de fornecedores do jato Gripen. Por fim, Michael Gibbons, vice-presidente da Boeing para o programa Super Hornet, disse à Reuters que “não há dúvida de que procuramos uma participação industrial para empresas da Malásia.”

Super Hornet - foto Boeing

FONTE: Reuters (tradução e edição do Poder Aéreo a partir de original em inglês)

FOTOS: Sukhoi, Saab, Eurofighter, Dassault e Boeing

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Marcos

Algo me diz que esse processo vai ser decidido antes que o nosso.

HMS TIRELESS

Posso estar errado mas os favoritos são o SH e o Su-30, com vantagem para o Flanker.

Alfredo Araujo

Interessante a Mig não ter sido inclusa com o Mig-35…

E quando q a China vai começar a participar dessas concorrências ? Será q eles oferecem seus aviões nessas dispultas comerciais ?

Mayuan

O bolão começou! Façam suas apostas sobre quem será o novo vetor da FA Malaia. A dúvida é mesmo sobre qual será pois saber que será escolhido antes do nosso é barbada.

Agora, 18 não é pouco não? Pra quem tem medo da China…

ci_pin_ha

É estranha está não participação do MiG-35, já que esse é o substituto natural do 29, além de em um contexto de crise econômica, mais palatável aos contribuintes. Muito dinheiro poderia ser poupado.

Mauricio R.

Mas o Mig-35 encontra-se em produção seriada???
Outro ausente é o F-16.

Vader

Na boa, favorito é o Su-30. O resto corre por fora.

Edgar

Por que será que o Su-35 nunca está entrando nestas concorrências?

A única venda prevista que vi, além dos próprios russos, foi para os Chineses que confirmaram (http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=638594&tm=7&layout=121&visual=49) mas os russos negaram (http://portuguese.ruvr.ru/2013_03_25/Moscou-recusa-vender-ca-as-China/).

Talvez o chavismo Venezuelano venha honrar a memória de seu líder supremo e comprar esses vetores, pra competir com os futuros EFs Peruanos.

Edgar

Nunão, lendo um pouco agora do histórico da compra dos 18 Su-30MKM da Malásia, realmente a tendência natural, por se tratar de uma seleção, é a inserção dos Su-35 na concorrência, pois no caso dos Su-30, seria mais lógica uma compra adicional direta, como no caso dos MKI da India, ainda que estes sejam fabricados localmente sob licença pela HAL.

O interessante é que esta seleção também consta de 18 caças, como na que escolheu o Su-30. Seria o caso de a Sukhoi projetar um Su-35MKM?

champs

Edgar e Nunão,

Também tenho a mesma dúvida, não podemos esquecer a versão Su-30SM que é a mais recente do biplace, com 30 encomendas feitas pela Força Aérea Russa e parece ser baseada na versão MKI.

A versão mais moderna do Flanker é o Su-35S, o problema é que ele não tem versão biplace, aí depende do que a Malásia quer, padronização com o que já possui ou uma versão mais moderna monoplace.

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