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A conversão de um Boeing 767 comercial em avião de reabastecimento em voo

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Vídeo que resume os trabalhos realizados numa aeronave Boeing 767 comercial para transformá-la em MRTT (Multi Role Tanker Transport – transporte e reabastecedor multitarefa) para a Força Aérea Colombiana. A conversão foi feita pela IAI (Israel Aerospace Industries), a mesma empresa que foi selecionada no programa KC-X2 da Força Aérea Brasileira (FAB), e que deverá realizar trabalho semelhante em dois jatos Boeing 767 comerciais para transformá-los em aviões de transporte e reabastecimento em voo para a FAB.

Boa parte do vídeo destaca a produção das naceles (pods), instaladas sob as asas, que incorporam o sistema “probe and drogue” de reabastecimento em voo, com as conhecidas “cestas”. As aeronaves destinadas ao Brasil deverão ter um terceiro sistema, também por cesta, abaixo da fuselagem. Espera-se que “pods” semelhantes sejam produzidos no país, como parte das compensações referentes ao contrato do KC-X2, que deverá ser assinado após as negociações com a IAI.

Colaborou: Baschera

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18 COMMENTS

  1. Marcos,

    Conforme conformou o Brig. Batista Jr.:

    “A princípio, o serviço de conversão da segunda aeronave será realizado no Brasil, na TAP ME, em Porto Alegre.

    A TAP-ME é a “antiga” VEM e fica em POA-RS.

    Sds.

  2. Se eu não estou engando, o ponto de reabastecimento na fuselagem tem maior vazão do que os posicionados nas asas. Um dos motivos é para reabastecer aeronaves de grande porte. Me pergunto se a sonda é do mesmo tamanho das empregadas em caças.

  3. Na verdade, se o “receptáculo” (cesta) da fuselagem, caso seja do tipo de maior vasão, é compatível com as empregadas em caças.

    PS: Por favor IAI, não deixe a trilha sonora do vídeo ficar por conta dos estagiários nos próximos vídeos, ok?

  4. Off-topic
    Srs editores vejam a matéria do O Globo de hoje dando conta que o contrato da MB com a Marsh para conversão do C-1 Traders em Turbo Traders está suspenso desde julho de 2012. A empresa está proibida de fornecer serviços de defesa pois teria violado a lei norte-americana de controle de exportação de armas por ter fornecido aviões à força aérea venezuelana em 2005-2008.

  5. É verdade, o pessoal da Marsh está enrolado com assuntos legais e lá não tem este negócio de “tapinha nas costas” ou sabe com quem está falando”. Já foi comentado no Poder Naval…. mas faz tempo.

    Sds.

  6. Também li a matéria. Mas na verdade o dito cancelamento é matéria incidental no contexto dos salários pagos a adidos militares e no caso associado aos ‘Traders’, da equipe de recebimento que ademais posta no facebook fotos de viagens com a família pelos EEUU sem nada para fazer diante da suspensão do contrato…

    É isso aí, como a mulher de César, não basta ser…, tem que parecer SÉRIA… E a MB, já não bastasse a permanência de um NAe inútil nas docas, drena recursos com modernição de meios aéreos “no estado do desmonte” para guarnecê-lo, e na manutenção de equipes ociosas no estrangeiro…

    O Almirantado da MB responsável por essas péssimas diretrizes devia levar uma surra com gato morto até ele miar…

  7. Curiosamente os israelenses da IAI (Israel Aerospace Industries) desenvolveram esta interessante conversão em tanqueiro do Boeing 767, sendo esta unidade já entregue (Júpiter da FAC) e operarando com bastante sucesso, mas as forças de defesa de Israel ainda usam KC-707.

  8. Caro Ozawa, neste caso específico dos militares no Arizona a MB está agindo corretamente.

    Se o contrato foi temporariamente suspenso pela Justiça americana, mas com previsão de retomada em poucos meses, o que você faria? Transferia todo mundo de volta para o Brasil, e depois uma nova transferência para o Arizona? Acredito que o custo financeiro seria ainda maior, fora os transtornos pessoais para os envolvidos (escola, mudança, aluguel, etc.).

    Acho que o O Globo poderia questionar o contrato em si, a real necessidade destes aviões e a escolha feita de modelo e fornecedor.

  9. Caro Grifo, como disse antes, “como a mulher de César, não basta ser…, tem que parecer SÉRIA…”

    Não se permite ingenuidade a militares, máxime em missão, e num mundo de mídias sociais em tempo real, é profundamente lamentável que eles divulguem no facebook – com acesso público e irrestrito – fotos de turismo no contexto da suspensão posta, com valores finaceiros altíssimos envolvidos. Foram, repito, no mínimo ingênuos.

    No mais, como disse, é apenas uma agravante no agora, chamo eu, “Custo NAe”…

  10. “Curiosamente os israelenses da IAI (Israel Aerospace Industries) desenvolveram esta interessante conversão em tanqueiro do Boeing 767, sendo esta unidade já entregue (Júpiter da FAC) e operarando com bastante sucesso, mas as forças de defesa de Israel ainda usam KC-707.”

    porque nao exite verba para a compra

    Israel usa o seu equipamento ate nao poder mais – sómente ai é que o Governo aprova, os CH-53D estao nesta situaçao.

  11. Desculpe se isso já foi comentado em outro post mas como não vi estou perguntando. Esses 767 comerciais que serão convertidos são de que origem? Por favor me digam que não estão convertendo avião velho, por mais que sejam reformados no processo. Afinal, reformado é reformado e novo é novo.

  12. Mayuan, segundo as informações disponibilizadas nos comentários do outro post, precisam ter menos de 10 anos.

  13. Mayuan

    B-767, ex TAM, operando atualmente na Alitalia, segundo Sr. Fontes.
    Segundo alguns ainda, a TAM é uma empresa boazinha e, portanto,
    a dita companhia vai fazer um preço especial, assim o negócio
    vai ser maravilhoso para a FAB, negócio imperdível.

    • Marcos, as informações do “Sr. Fontes” (seja lá quem for) foram enquadradas pelo brigadeiro que chefia a COPAC.

      Como afirmou o brigadeiro em comentário aqui no Poder Aéreo, no programa há um limite estipulado de 10 anos de uso no máximo para as células.

      A não ser que esse limite seja ignorado, esses 767 ex-TAM estão fora da lista de aeronaves possíveis. Isso porque, conforme informações disponíveis na internet sobre sua fabricação, esses jatos voaram pela primeira vez em meados da década de 1990, tendo quase 20 anos de uso – praticamente o dobro do que a concorrência estipula, segundo as informações recebidas.

  14. A IDF/AF (Heyl Ha’Havir) tem em seu esquadrão Tyeset 120, inúmeros B-707-320 B/C convertidos para diversos usos: R’em = Unicórnio, para transporte, e Saknayee = Pelicano, para reabastecimento em vôo), e Tayeset 134 emprega a versão de comando e controle, Barboor (Cisne).

    Mas eles tem adquirido mais unidades usas de B-707 e posteriormente convertidas e modernizadas principalmente para a função REVO.

    Adquiriram um B-707 que inclusive pertenceu ao Egito, seu outrora inimigo, que era usado para transporte presidencial.

    Abaixo trecho de reportagem do jornal israelense “Haaretz” citando a possibilidade (estimada, pois a IDF/AF não divulga a quantidade exata) de já haver entre oito e nove abastecedores B-707.

    ” …..For the last few years, Israeli representatives have been snapping up every old Boeing 707 airliner in good condition (some of them have colorful histories, such as President Anwar Sadat’s private plane) and converting them into airborne tankers. According to various sources, the IAF has by now eight or nine such tankers…..”

    Fonte: http://www.haaretz.com/news/israel-s-eye-on-iran/israel-could-strike-iran-s-nuclear-facilities-but-it-won-t-be-easy-1.413795

    O motivo da necessidade de tantos abastecedores é a possibilidade de um ataque preventivo as instalações nucleares iranianas.

    O provável motivo de usar o B-707 é que é uma aeronave confiável e muito barata de ser adquirida no mercado, podendo, inclusive, ser dotada de motorização mais moderna, silenciosa e econômica.

    Sds.

  15. O país opera um F-5 que foi projetado para 30 anos, mas que está com 40 e querem que vá à 50 anos.

    Um B-767 com vinte anos, para os atuais padrões, está novinho, quase saindo de fábrica.

    É como propaganda de carro usado: “quase novo”.

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