segunda-feira, maio 17, 2021

Gripen para o Brasil

Super Tucano no programa LAS: contrato da Embraer nos EUA é paralisado

Destaques

Fernando "Nunão" De Martini
Pesquisador de História da Ciência, Técnica e Tecnologia, membro do corpo editorial da revista Forças de Defesa e sites Poder Aéreo, Poder Naval e Forças Terrestres

A-29 Super Tucano em São José dos Campos - foto Nunão - Poder Aéreo

Medida foi tomada após a fabricante americana Beechcraft questionar a licitação de US$ 428 milhões vencida pela empresa brasileira – ordem de interrupção é procedimento padrão, segundo reportagem do Estadão

vinheta-clipping-aereoA Força Aérea dos Estados Unidos emitiu uma ordem de interrupção de trabalhos para Embraer e Sierra Nevada, vencedoras de uma licitação para venda de aeronaves Super Tucano que serão usadas pelos EUA no Afeganistão. A suspensão ocorre após a concorrente Beechcraft Corporation contestar o resultado da licitação, declarou ontem ao ‘Broadcast’, serviço em tempo real da ‘Agência Estado’, o porta-voz da Força Aérea dos EUA, Ed Gulick.

Em comunicado, Gulick destaca: “A Força Aérea emitiu uma ordem de interrupção dos trabalhos na segunda-feira.” Apesar da ordem de interrupção, o porta-voz defendeu a escolha pela Força Aérea americana do consórcio formado por Embraer e Sierra Nevada para o fornecimento dos aviões que serão usados pelos EUA no Afeganistão. Gulick destacou que a Força Aérea, ao declarar vencedor esse consórcio, tomou a decisão “bem fundamentada” e que avaliou “de forma completa e justa” as outras propostas recebidas.

A ordem de interrupção dos trabalhos é um procedimento padrão, que se segue quando um concorrente questiona o resultado de uma licitação. Pelo contrato, a americana Sierra Nevada e a brasileira Embraer devem fornecer 20 aeronaves Super Tucano, no valor inicial de US$ 428 milhões. O contrato, porém, pode chegar a US$ 950 milhões, dependendo da demanda futura da Força Aérea por novos aviões.

Empregos

Na última sexta-feira, a Beechcraft, que acaba de sair de uma concordata, anunciou que abriria uma ação formal no Escritório de Contabilidade do Governo dos EUA contra a decisão da Força Aérea. Segundo um comunicado da empresa, cerca 1,4 mil postos de trabalho no Kansas e em outros Estados estão em perigo devido à decisão da Força Aérea, que estaria transferindo a geração de empregos para o Brasil. A Embraer, porém, já informou que os aviões serão produzidos nos EUA, com geração de exatamente 1,4 mil empregos.

Depois que o processo entrar no Escritório de Contabilidade do governo dos EUA, os auditores têm até 100 dias para rever o caso e tomar uma decisão, destacou o porta-voz da Força Aérea.

BASP Portões Abertos 2012 - A-29A Super Tucano do Esquadrão Flecha - foto Nunão - Poder Aéreo

Esta é a segunda vez que a Beechcraft Corporation tenta atrapalhar a venda de aeronaves a Força Aérea americana pela Sierra Nevada e a Embraer. Em 2011, as duas ganharam a licitação para o mesmo contrato, mas a então Hawker Beechcraft entrou na Justiça contra a decisão e o governo decidiu cancelar a licitação e fazer outra, após descobrir “deficiências no processo e documentação que não poderiam confirmar a adequação” da decisão de declarar as duas empresas vencedoras.

Em 27 de fevereiro, a Sierra Nevada e a Embraer foram novamente declaradas vencedoras do contrato. Gulick destaca que o processo de licitação começou em maio de 2012 e um novo time cuidou da avaliação.

FONTE: Estadão

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Clésio Luiz

É a historia do KC-X toda de novo. A USAF pode escolher qualquer aeronave, desde que seja de um fabricante americano…

Marcos

A Beechcraft desistiu de sua fábrica do México para salvar os empregos dos americanos?

E quantos americanos morrem no Afeganistão enquanto a Beechcraft quer ganhar algo que não tem competência?

gilmarjosilva

São os mesmos Américanos que querem vender caças ao Brasil. Eu continuo achando que eles não sáo confiaveis. Nosso governo tem que se lembrar de manobras como essa na hora de se decidir sibre o FX?

CorsarioDF

É, esse assunto já está ficando chato!!!

Os caras não aceitam que o produto Brasileiro é muito superior a sua medíocre adaptação…

ST.

Renato.B

Confiável 100% nesse tipo de negócio é algo que não existe, todo mundo tem é interesses. A beechcraft está usando de seu direito de espernear, é do jogo. Ninguém vende a derrota barato. Se vai funcionar ou não é outra história.

Mas o fato da USAF já ter decidido, de novo, diz muito sobre a eficiência de gestão deles nessas coisas. Eu aposto que a Beechcraft vai recorrer, perder e a vida continua.

Enquanto isso do outro lado do equador…

Marcos

Os EUA não tem garantias de que se comprarem os ST iremos comprar os F-18.

O Brasil também não tem garantias de que somprar os F-18, os EUA irão comprar os ST.

Não existe garantias, nem de um lado, nem de outro, porque não há relação entre FX-2 e o LAS.

Baschera

Loooooossseeeerrrrsssss !

Esta faltando um Capitão Nascimento na USAF….. “sai….pede pra sair”….

Sds.

juarezmartinez

Calma no horizonte do Brasil, isto aí estava previsto briefing da missão,calma a Sra. Dona H…..está trabalhando,e como disse aquele politico:

Vamos deixar ela trabalhar……….

Grande abraço

Guilherme Poggio

Movimento esperado e eu já havia “cantado essa bola” no dia da divulgação do resultado do LAS.

Agora é esperar pelo parecer do GAO.

Leonardo Crestani

Marcos,

Parabéns você filosofou!

“”E quantos americanos morrem no Afeganistão enquanto a Beechcraft quer ganhar algo que não tem competência?””

ernaniborges

Aqui se demora para decidir. Lá se decide rápido mas não consegue comprar…

Vão querer bater nosso record de demora e entrar para o Guiness.

Corsario137

Acalmai-vos filhos de Deus!

Nada de novo no front. Estranhíssimo seria se eles não tivessem contestado nada. Vai dar tudo certo.

virgilio

Isso já e brincadeira né isso tudo para força A VENDA DO F18.

Vader

Tem mais é que forçar mesmo…

No mais, espero que a D.H. tenha mais cartas na manga, porque só esse LAS não tá dando resultado.

Mauricio R.

Eta feira livre ruinzinha essa, só tem abobrinha!!! Incrível a incapacidade de alguns, em entenderem como o processo americano funciona. Já está parecendo alguma patologia. Oxalá tivessemos processos semelhantes aqui no Brasil, certas negociatas não teriam ocorrido, o GTE por exemplo, não seria “quintal” da Embraer. Tb não há venda casada, do tipo vcs compram o ST e nós compramos o SH!!! Repito, não é assim que a banda toca. Ou vc ganha a concorrência, passa pelo escrutínio do GAO, que já é de praxe, ou vá vender coquinho no raio que os parta. E qnto aos americanos no Afeganistão,… Read more »

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