domingo, junho 13, 2021

Gripen para o Brasil

F-35: a arma de guerra mais cara da história está ameaçada

Destaques

Fernando "Nunão" De Martini
Pesquisador de História da Ciência, Técnica e Tecnologia, membro do corpo editorial da revista Forças de Defesa e sites Poder Aéreo, Poder Naval e Forças Terrestres

F-35A visto de um avião reabastecedor - foto Lockheed Martin

O caça F-35 vira um pesadelo financeiro e tecnológico para os EUA, que avaliam se vale a pena gastar US$ 400 bilhões no desenvolvimento e fabricação de um concorrente para os drones

vinheta-clipping-aereoEnquanto o Brasil cogita importar o caça F-18 Super Hornet, que voa desde 1995, os Estados Unidos estudam o que fazer com o sucessor dele, o F-35 Lightning 2, a arma mais cara da história. Com custo estimado de desenvolvimento e construção na casa dos US$ 400 bilhões, o avião – que foi concebido para ser o principal armamento da Força Aérea, da Marinha e dos Fuzileiros Navais americanos – deveria ter entrado em operação no campo de batalha em 2010. Mas as complicações de montar um único caça para três forças com necessidades diferentes fizeram com que o Pentágono, de maneira pouco usual, adiasse o início das missões do F-35 indefinidamente. Hoje, a estimativa mais otimista, e não oficial, é de que o jato comece a guerrear apenas em 2016.

Aquele que pode ser o último caça tripulado desenvolvido pelos EUA – já que os drones, aviões-robôs, são cada vez mais comuns – é uma maravilha tecnológica que sofre com os mandos e desmandos. “O desafio de criar um só avião para três forças americanas não tem precedentes”, disse à ISTOÉ Richard Aboulafia, vice-presidente da consultoria americana Teal Group, especializada em projetos de defesa. Ao mesmo tempo que precisa substituir aeronaves da Força Aérea, o F-35 também deve resistir aos castigos nas curtas pistas dos porta-aviões da Marinha e decolar e pousar verticalmente, como um helicóptero, nas operações em terra e no mar dos fuzileiros.

F-35 Infográfico Isto é 2

O F-35, que voou pela primeira vez em 2006, também se tornou o único caça a sair da linha de montagem da Lockheed Martin, no Texas, enquanto o desenvolvimento de sistemas críticos, especialmente os eletrônicos, ainda era feito. O resultado: uma conta de US$ 370 milhões em consertos de aviões já comprados pelos militares. Além disso, uma característica crucial da aeronave – sua quase invisibilidade a radares (stealth) – se torna cada vez mais questionável. “Sensores e computadores melhorados estão acabando com o stealth”, disse à revista “Time” o almirante Jonathan Greenert, chefe de operações navais dos EUA.

O custo de cada aeronave, estimado em US$ 160 milhões, também assusta potenciais compradores que poderiam ajudar a reduzir a conta final. “O clube de nações dispostas a gastar esse monte de dinheiro é extremamente limitado”, diz Aboulafia. Os cortes de gastos por causa da recessão, aliados a um cenário em que grandes conflitos entre nações são pouco comuns, fazem do F-35 uma arma cada vez menos viável, embora igualmente mortal.

F-35 Infográfico Isto é 1

FONTE / INFOGRÁFICOS: IstoÉ

FOTO DO ALTO: Lockheed Martin

Colaborou: Ivan

VEJA TAMBÉM:

- Advertisement -

60 Comments

Subscribe
Notify of
guest
60 Comentários
oldest
newest most voted
Inline Feedbacks
View all comments
Roberto F Santana

Eis aí uma aeoranave que caiu na mesma valeta de um Curtiss Helldiver, de um Heinkel He-177, de um MiG-19.Todos muito bons aviões, mas complicados, problemáticos; todo mundo quer ter mas ninguém suporta manter. Concebido em uma época em que o pouso e decolagem verticais prometiam tudo, a tecnologia stealth ditava as regras; o avião pegou tudo do bom e do melhor, se pensado alguns anos antes, ainda levaria uma asa de geometria variável, e o voo Mach próximo de 3. Demorou demais, virou bola de neve, decolar igual helicóptero saiu de moda, e o stealth já mal consegue se… Read more »

Almeida

Obrigado Isto É, agora milhares de brasileiros acharão que o Super Hornet será substituído pelo Lightning II, o que é a maior falácia já fabricada sobre o assunto!

Todo mundo aqui no blog e com o mínimo de interesse no assunto sabe que o F-35A substituirá os A-10 e F-16C/D mais antigos na USAF, os F-18C/D legacy e A-8B nos Marines e os F-18C/D legacy na US Navy. O Super Hornet contonuará operando lado a lado com o Lightning II e provavelmente começará a ser substituído apenas pelos N-UCAS e/ou o programa F/A-XX daqui uns 15 anos!

Ivan

“Sensores e computadores melhorados estão acabando com o stealth” Esta frase atribuida ao Almirante Jonathan Greenert, chefe de operações navais dos EUA, pode ter um sentido diferente de uma etapa terminal para o stealth, mas apenas o fato conhecido que os novos sensores e (principalmente) capacidade computacional estão diminuindo a vantagem da tecnologia furtiva. Observem este trecho extraído de reportagem da AOL Defense: No less a figure than the Chief of Naval Operations, Adm. Jonathan Greenert, a submariner, wrote in the nation’s most prestigious naval publication, the Proceedings of the US Naval Institute that “sensors will start to circumvent stealth”… Read more »

thomas_dw

tudo isto é lenga-lenga de jornalista e da Boeing, o programa é tao crucial, que, no caso de cancelamento, nao economizaria nada, pois ja se gastou algo com 60 bilhoes e o F-35 esta em producao, sem ele, teriam de ter uma nova concorrecia e enuqnto isto a USAF fica de maos abanando, USAF, USN e Marines.

CorsarioDF

Roberto e Almeida, vocês estão absolutamente corretos em seus comentários.

O tempo atual já não suporta tamanho gasto, e o F/A-18E/F desempenha muito bem o seu papel, e acredito que servirá muito além dos 15 anos citados, podendo inclusive, juntamente com o F-35, um dos últimos aviões tripulados da US Navy.

Basta verificar o que está acontecendo com o F-22 atualmente.

Como o velho ditado que diz: “Mais vale um burro que me carregue do que um camelo que me derrube lá nas bandas do meu sertão.”

ST

Ivan

Almeida,

Tem razão.
Não há coincidência nestes assuntos.

Sds.

Hamadjr

Bom ainda bem que existe o F-22 para ser modernizado, se para o F-35 a situação for esta abordada na reportagem então podemos imagianar a parada para o Russos e Chineses.
Por outro lado a guerra de (de$)informação faz parte das tais negociação agressivas sem muito pudor ético.
Farinha pouca meu pirão primeiro.

Giordani

“QuantoÉ” desinformando a massa… É no mínimo insano ou anti-USA quem acha que a tecnologia stealth será retirada dos campos de batalha futura. Tem um trol (com passaporte da Terra Média) que escreveu que a LM construiu o F-35 e só depois descobriu que ele não era invisível… Ora, a Natureza é assim. Quem não conseguir se camuflar, desaparecer, sumir, se ocultar…será comido! A tecnologia stealth até poderá sofrer algum tipo de revés, sendo passivel de detecção, mas imaginem quem não for stealth! Simplesmente será descoberto bem antes de quem possuir a capacidade da invisibilidade magnética! Para cada Belerofonte, sempre… Read more »

joseboscojr

“Sensores e computadores melhorados estão acabando com o stealth” Sensores e computadores melhorados acabaram com o “mimetismo” visual há décadas mas não me consta que a USN queira pintar seus navios de laranja ou vermelho vivo. Há como vencer uma guerra de alta intensidade sem o uso de aeronaves furtivas? Claro que há. É só investir em sistemas avançados de contra medidas eletrônicas, trocas as bombas guiadas por mísseis cruise aerolançados (30 x mais caro), triplicar a quantidade de aeronaves, etc. Ou seja, se o F-35 é caro, imaginem trocar cada kit de JDAM (dezenas de milhares) por um míssil… Read more »

HMS TIRELESS

O que uma tradução equivocada (obra e graça da Quanto É, e não do CAVOK diga-se) não faz. A referida “entrevista” na verdade trata-se de trecho de um artigo escrito pelo aludido almirante a uma revista de assuntos navais, reproduzida pelo “Washington Time”, que assim diz: “The admiral, a former submarine commander now in the first year of a four-year term, writes of advances in radars and computers that can detect even the best stealth planes as they near a target.” Traduzindo corretamente ” O almirante, um antigo comandante de submarino agora em seu primeiro ano de um mandato de… Read more »

HMS TIRELESS

PS: Quis dizer “Poder Aéreo”. É que eu havia posto esse comentário inicialmente no outro blog…

Ivan

Este debate segue em outros fóruns, além o PA e CAVOK.

http://www.f-16.net/f-16_forum_viewtopic-t-21089.html
“Will Stealth Survive As Sensors Improve? F-35, Jammers Stake”

Este desde 2012.

Almeida

O almirante apenas reforçou que furtividade não é, e nem pode, ser a única capacidade para sobrevivência no campo de batalha futuro. Vide o Super Hornet, que não é dito “stealth”, mas possui uma ótima sobrevivência em combate por aliar uma capacidade furtiva um grau acima da geração anterior, controles e comandos redundantes, controle de danos avançado, consciência situacional e sensores avançados, contramedidas passivas e ativas, armamentos stand-off dentre outros fatores. O FBW do bicho até recalcula a perda de superfícies de controle em pleno voo! O mesmo se pode dizer do F-22A, que não depende única e exclusivamente de… Read more »

joseboscojr

Todo essa celeuma acerca do F-35 é completamente descabida. A tecnologia stealth é uma evolução natural das aeronaves de 4ªG. Como poderia ser uma aeronave pós-F-15 ou pós-Su-27 que não seguisse essa tendência? É impossível. Todas as alternativas tecnológicas passariam para uma criteriosa redução no RCS. Se algum engenheiro sugerisse que a 5ª G devesse seguir por caminho diverso e destacar a capacidade supersônica além de Mach 3 ou capacidade supercruzeiro ou a supermanobrabilidade a primeira coisa que viria na cabeça do dito cujo era acabar com as armas e tanques dependurados, que aumentam significativamente o arrasto. Já seria meio… Read more »

Guilherme Poggio

Caro Bosco, Possivelmente o caminho futuro não seja a “furtividade acima de tudo”, mas sim um balanço entre furtuvidade e outras características. O F-22 e o F-35 sacrificaram muitas características em pró de uma furtividade máxima. Tudo bem, o F-35 teve que sacrificar muito mais por ser um caça de força aérea, marinha, fuzileiros, etc. Então vamos ficar só no F-22, o caça de superioridade aérea da USAF para o século XXI. O F-22 é sensacional, mas demanda um grande cuidado (leia-se manutenção cara) para manter a sua furtividade ao máximo. Além disso, é um avião caro de se comprar.… Read more »

Nick

O F-35 veio para ficar, sendo um fiasco ou não. Podemos dizer que ele já passou daquele ponto onde não tem como retornar. E mais, será um grande caça, que como disse o Roberto F Santana, com o do bom e do melhor. Mas para ter o do bom e do melhor, e ainda por cima em 3 versões, o custo de desenvolvimento explodiu, tornando o caça “affordable” em “expensive”. 🙂 Fazer o que? Nada, pelo menos para os EUA e seus aliados mais próximos, terão que engolir o caça, talvez em quantidades menores que os previstos, para poder compensar… Read more »

joseboscojr

E o fato do F-35 estar custando seu peso em ouro não tem nada a ver com ele ser stealth, muito pelo contrário. Não há nenhuma informação digna de nota que responsabilize a tecnologia stealth pelo custo “exorbitante”. A “forma”, os materiais, as baias internas, o controle de emissões, etc, nunca foram responsabilizados pelo custo. Sem falar que ele não tem “aparentemente” um cuidado na redução da assinatura térmica e nem um sistema de vetoramento de empuxo para contrabalançar as reduzidas dimensões das superfícies de controle. Ou seja, até nisso ele economizou. Não fosse ele um representante da 5ª G… Read more »

Almeida

O problema, Nick e Bosco, é que os avanços na tecnologia stealth não acompanham os avanços na eletrônica… A furtividade tá cada vez mais cara de projetar e manter, enquanto os sensores ficam mais baratos e rápidos.

Não me entendam mal, acho o F-35 em muito quesitos superior até mesmo ao F-22A. Especialmente por causa do DAS e HMDS. Mas será que os sacrifícios em custos e capacidades valerão a pena? Só o tempo dirá!

joseboscojr

Almeida,
Acabamos de nos chocar. rsrsrsss
Nem se tivéssemos combinado.

Almeida

Só pra dar um exemplo, uma das missões principais do F-35 será o CAS, close air support, suporte aéreo APROXIMADO às tropas em terra, em substituição dos A-10 e F-16C da USAF, AV-8B dos Marines e Hornets da USN. De que adianta ser furtivo nestas condições? De que adianta ser atingido por disparos de canhões médios ou metralhadoras leves e não conseguir voltar pra casa? Será que ele realmente fará esta missão tão melhor que os legacy a ponto de custar o dobro para manter?

joseboscojr

Almeida, O que eu entendo é que o F-35 foi feito para voar alto. Ele vai sim fazer missões CAS tão bem quanto um A-10 ou um F-16, só que de maneira diferente. Aliás, nem o A-10 faz mais do jeito que fazia na década de 80 e se faz é lutando contra mulas e cabritos do Afeganistão. Em guerra de alta intensidade ele (o A-10) está plenamente capacitado hoje a efetuar CAS a partir de média e grande altitude, usando suas bombas guiadas e pods de ataque (Sniper, Litening), ficando fora do alcance de canhões e manpads. Claro que… Read more »

joseboscojr

Poggio,
Fica difícil por a culpa do alto custo do F-22 na sua tecnologia avançada, de modo geral e na tecnologia stealth em particular, quando todo mundo sabe que a privadinha do B-2 custa 50 mil dólares ou que a porca da grampola da parafuseta do Tomahawk custa 2 mil dólares.
O problema lá é estrutural e ninguém pode reclamar de custo de avião de caça quando o faxineiro da Lockheed vai trabalhar de Picape Ford último tipo.

Guilherme Poggio

joseboscojr disse: O problema lá é estrutural e ninguém pode reclamar de custo de avião de caça quando o faxineiro da Lockheed vai trabalhar de Picape Ford último tipo. Caro Bosco, Eu não penso dessa maneira. Aqui no Brasil o faxineiro vai trabalhar lá na Embraer de Monza Classic que custou quase a mesma coisa que a caminhonete do americano. Só que lá a picape não possui 55% de imposto e o governo só cobra 16% sobre o galão do diesel que ele põe no tanque. A USN paga 55 milhões (fly way) por cada Super Hornet. O Brasil pagava… Read more »

joseboscojr

Poggio,
Tudo bem. Concordo que meu exemplo do faxineiro não foi feliz, mesmo porque faxineiro tem direito como todo mundo de levar sua tonelada e meia de ferro e poluição pra onde quer que vá, sem falar que lá ele paga nessa sua tonelada e meia a metade do que pagamos por aqui num popular 1000 cilindradas.
Mas o que tem a me dizer sobre o preço da tal “porca” que custa uma barbaridade pro Estado (apesar das benditas licitações) mas que na loja de parafuso da esquina a mesmíssima sai por 100 x mais em conta.
Um abraço.

Vader

Reportagem lixo. Pfui, pfui, pfui (cuspo nela). O impressionante, vindo da Quanto É, não é isso. Vindo dessa revistinha até que tá bom demais. O impressionante é a canalha antiamericana aí afora achar de verdade que a LM, os EUA e os parceiros de programa têm como cancelar um projeto que simplesmente não tem substituto no mundo, jogando no lixo a montanha de dinheiro investida. É ser muito ingênuo e ter muita fé na burrice “dusamericanu”. No mais nem preciso dizer mais nada. Os valores estão TODOS errados. As características principais desse sistema está longe de ser apenas o fator… Read more »

G-LOC

a furtividade veio para ficar e um dos motivos é fazer os sistema de interferência eletrônica funcionarem melhor. É mais fácil se esconder na interferência eletronica com um RCS pequeno do que com um RCS gigante. Um B-52 tem toneladas de sistemas para produzir uma grande quantidade de energia nos seus interferidores. Com um pequeno RCS até um pequeno casulo seria suficiente.

Guilherme Poggio

A furtividade é um problema em si. Para ser furtivo em todos os aspectos uma aeronave não pode emitir, dentre outras coisas, pulsos eletromagnéticos. Ou seja, ela mesma impõe limitações. Não pode trabalhar em conjunto, não pode se comunicar com as equipes em terra. Não pode receber informações dos aliados. Não pode compartilhar as informações com navios. É uma guerra isolada. Um dos principais problemas da OTAN na campanha da Líbia foi o tratamento do excesso de informações. Como é que um caça furtivo que, por natureza precisa ser “surdo e mudo”, vai combater em um ambiente destes onde a… Read more »

Justin Case

Boa noite, Poggio.

Caça furtivo não precisa ser surdo. Só precisa ser mudo.
Ou seja, pode receber informações (rádio, data link e sensores passivos), mas não pode enviar.
Abraço,

Justin

Guilherme Poggio

Justin Case disse: Caça furtivo não precisa ser surdo. Só precisa ser mudo. Ou seja, pode receber informações (rádio, data link e sensores passivos), mas não pode enviar. Caro Justin, eles são surdos sim. O F-22 nem mesmo link 16 possui (pode até ser instalado no programa de modernização da aeronave, previsto para 2014). Está aí uma das razões para ele nem dar as caras na Líbia ou em qualquer outra ação que envolva uma coalizão de países com diferentes sistemas de armas. O F-22, fora da comunidade dele, é surdo e mudo se quiser ser furtivo. Já para o… Read more »

Ivan

Nem 8,
nem 80.

Ivan

Mas não é 44.

É 8,
e é 80.

Só que misturado.

Ivan

Almeida, CAS em guerra de alta intesidade tende a ficar mais distante, com designadores laser em terra, ou mesmo passando posição GPS para munições guiadas de precisão. Avião furtivo ou drone furtivo a média altitude linkado em rede. Bosco, Mas vai ter uma hora que a rede caiu, que o pau tá cantando no terreno e o soldado na trincheira, na areia ou na lama precisa de uma aeronave aliada sobre o campo de batalha para abaixar a cabeça do inimigo. Nesta hora vale um A-10, Su-25 ou até mesmo um AMX com um par de canhões de 30mm e… Read more »

Roberto F Santana
Roberto F Santana

É duro admitir.
Mas começo a suspeitar que F-35, assim como o F-22, são duas grandes porcarias.

Sorry about that.

Vader

Ahahahaha, Dassault Aviation não vale Roberto, rsrsrs…

joseboscojr

O controle de emissões é um dos fatores essenciais nas operações furtivas, mas os caças e bombardeiros furtivos não são assim tão mudos. O F-22 e o F-35 por terem um sofisticado AESA lhes é facultado operar no modo LPI (baixa probabilidade de interceptação). O F-35 irá adotar um data-link furtivo MADL (Multifuncional Avançado Data Link), que é um data-link que opera também no modo LPI. O F-22 pode operar com o link 16 e tem um modo de operar um data-link furtivo com outro F-22 (salvo engano). Independente disso, o controle de emissão não é atributo único das aeronaves… Read more »

joseboscojr

Apenas à título de curiosidade: O F-22 opera no modo passivo com o Link 16, o que já é uma grande vantagem, já que pode receber dados de um E-3 ou E-8, por exemplo. Salvo engano ele pode efetuar comunicação de voz no modo furtivo com o E-3. Operando no modo passivo ele não aparece simbolicamente nas telas de outros caças amigos no caso de operarem juntos, mas em geral ele não o faz. Já deve estar operacional a capacidade BACN ( Battlefield Airborne Communications Node) que habilita o F-22 a entrar no Link 16 desde que haja uma aeronave… Read more »

Guilherme Poggio

Bosco, O F-22 não tem Link 16. E eu também desconheço qualquer “comunicação de voz no modo furtivo” do F-22. O F-22 para se comunicar por voz emprega um rádio como outro qualquer, muito semelhante ao do Super Tucano. O BACN vai precisar sempre de uma aeronave para fazer a “ponte” de comunicação entre os furtivos e os não furtivos. Se houver problemas com ela, acaba a comunicação. Abatendo a aeronave BACN e ninguém mais se fala no modo LPI. Aliás, não sei porque, mas mandaram o Camberra BACN para o Afeganistão novamente ao invés dos E-11A. Imagino que a… Read more »

Almeida

Pois é Ivan, concordo contigo e discordo do Bosco. CAS é usado em guerras de alta intensidade, no primeiro dia de combate, mas mais ainda no decorrer do conflito e no pós guerra. Até hoje, lá no Afeganistão, aeronaves da OTAN fazem missões de “mostrar bandeira”, passando em velocidades altas por cima das cabeças dos insurgentes para diminuir a moral do inimigo, sem dar um tiro. Foi mal Bosco, mas as regras de engajamento sempre existirão e acho difícil a missão CAS ser feita sempre de grandes altitudes. E, para isso, o F-35 é caro demais, além de pouco eficiente.

Ivan

Poggio, “Até lá, emitiu – morreu!” Mais ou menos. A emissão pode ser condensada em poucos segundos ou menos. Assim sendo, o avião furtivo emissor denuncia sua posição geral, mas não fornece necessariamente uma solução de tiro para os inimigos. Claro que estes inimigos vão concentrar esforços eletromagnéticos ativos na área identificada para trancar o avião furtivo, mas assim estarão também se expondo ao fogo do primeiro. Não é um jogo simples, preto no branco. É cinza. A tecnologia stealth veio para ficar, mas não é a panacea do combate aéreo como a US Air Force tem se posicionado. Acredito… Read more »

Ivan

Calma aí Almeida. Não sou contra nem a favor, muito pelo contrário. Eu concordo com vc e concordo com o Bosco. Mas estou convicto que os dois estão errados… ka ka ka. Haverá situações onde o apoio aéreo aproximado será realizado a distâncias seguras (média altitude), muitas vezes por drones stealth interligados em uma network centric warfare, ou por um atacante furtivo destacado para o quadrante. Isso se dará em um cenário de alta intensidade e diante de uma IADS bem posicionada. Mas provavelmente o foco das forças de ataque aérea será detonar esta IADS, atacando postos de comando, estações… Read more »

joseboscojr

Eu não defendo que só devam existir caças de 5ª G voando. Nunca disse isso. O que disse é que os novos caças que sucederão os atuais de 4ª e 4,5ª G serão forçosamente parecidos com os atuais F-22 e F-35, salvo os caças de 4,75ª G. rsrsrsr, que serão como o Silent Eagle e o Super Hornet IRM. Também não disse que toda missão CAS será feita a grande e média altitude, disse sim que toda missão CAS feita pelo F-35 seria feito a grande e média altitude. É diferente. Se forem usar só o F-35 para CAS no… Read more »

joseboscojr

Agora, nada impede que o F-35 voe sobre mulas e cabritos para assustar os animais e baixar a moral de insurgentes maltrapilhos. Eu acho um gasto desnecessário de recursos, mas não sou contribuinte americano.
Também nada impede que a partir do “segundo dia” de guerra dependurem umas 12 Mk-82 nos pilones subalares do F-35 e o mandem fazer ataque a baixa altitude usando modos CCIP e CCLP.
Tem doido pra tudo nesse mundo.

Nick

Caro Almeida, Sobre as tecnologias de guerra eletrônica estarem evoluindo mais rápido que as tecnologias de furtividade, discordo. 🙂 Basicamente porque as tecnologias de furtividade envolvem também o uso de guerra eletrônica, por exemplo, o uso da radar em modo LPI, criação de “fantasmas” por contra-medidas eletrônicas, etc. O uso do Shape furtivo, mais materiais radio-absorventes e IR absorventes, baixas emissões IR, fazem parte do pacote, com o objetivo de degradar sensores radar e IR inimigos, que detectam mais tardiamente o caça de 5ª geração, e mesmo se detectarem terão maiores dificuldades na obtenção de uma solução de tiro “Lock-ON”.… Read more »

joseboscojr

Poggio,
Se você tem certeza a respeito do Link 16 eu me dou por satisfeito, mas até onde eu sei ele podia receber informações dele.
Um abraço.

Guilherme Poggio

Bosco,

O F-22 pode receber sim o Link 16, mas o caça foi projetado segundo o conceito “furtividade ao máximo” e o projeto original não previa comunicações que não possem LPI.

Mas a realidade se mostrou diferente e existe projeto de incorporação do Link 16 nesses caças. É só uma questão de verba. Poder ser que ocorra no ano que vem. Mas link 16 de maneira nenhuma é LPI. A USAF sentiu que não da para ser furtiva 100% do tempo. Pelo menos não atualmente.

Abrs

Vader

Ivan disse: 6 de março de 2013 às 0:52 Ivan, a USAF nunca disse que a tecnologia stealth é uma panacéia para todos os males, nem jamais disse que confia cegamente em tal tecnologia. Creio que o amigo está redondamente equivocado nesse ponto. Aliás, com todo o respeito, mas a USAF, a US Navy, o USMC, o Pentágono, a RAF, a RAAF, a RCAF, a ROKAF, a FAB, a Real Força Aérea de Zamunda, a Força Aérea Bolivariana do Kibuquistão, a Ala Aérea da Legião Sardaukar e todas as Forças Aéreas que se prezem no mundo e no universo trabalham… Read more »

Ivan

MiLord Vader, Menos? Americanos burros? Muito longe disso, pois sempre respeitei os americanos do norte. Tanto é que para criticar algumas decisões da US Air Force tomei como comparação as decisões da US Navy, e pelo que me consta são ambas norte americanas. É bom lembrar que algumas das críticas não são minhas, mas de norte americanos preocupados com os rumos da defesa deles. Outro ponto é que entendo que furtividade por furtividade é uma panacéia, não é solução para tudo, mas uma parte essencial da solução que envolve muito mais, inclusive constante no programa Joint Strike Fighter e na… Read more »

Vader

Ivan disse: 6 de março de 2013 às 10:41 Ivan, a aviação naval da US Navy possui como uma de suas missões principais proteger as armas de guerra mais poderosas e mortais que jamais navegaram pelos mares terrestres, seus poderosos super-carriers e grupo de batalha respectivo. A perda de um único Porta-Aviões nuclear Classe Nimitz hoje em dia seria um desastre de proporções muito maiores que um Pearl Harbor ou um 09/11. Nesse contexto, é mais que natural que a marinha americana seja bastante mais conservadora que a USAF. São missões diferentes,a começar do fato de que, salvo no caso… Read more »

Almeida

Ivan, você acabou defendendo meu ponto melhor do que eu, obrigado!

Almeida

E Vader, com este nick e citando Duna eu vou acabar votando em você pra presidente!

“Ala Aérea da Legião Sardaukar” foi demais! Hahahaha!

Vader

Almeida disse:
6 de março de 2013 às 11:26

🙂

Ivan

MiLord Vader, E eu achando que teríamos que marcar um duelo com sabres de luz em Tatooine ou na Estrela da Morte… … Desolé! 🙂 Entretanto o que escrevo é que a US Air Force tomou um caminho muito arriscado e poderia ter mitagado vários riscos, como fez a US Navy. Esta opnião não é original, pelo contrário. Vários especialistas americanos, com acesso a informações que este entusiasta atrevido que escreve estas linhas nem sonha conhecer, tem questionado os rumos das armas aéreas. Não é uma questão da USAF estar ERRADA, no sentido de abandonar tudo que foi feito. Muito… Read more »

joseboscojr

Poggio,
Eu não disse que o “up link” do Link 16 é LPI.
Minha referência a um modo furtivo de “comunicação de voz” não era relacionado ao Link 16 e sim a algum sistema de comunicação comum entre o F-22 e o E-3.
Relendo meu texto ficou confuso realmente, mas conheço o suficiente do Link 16 pra saber que ele não tem esse modo furtivo.
Um abraço.

joseboscojr

A capacidade stealth é um multiplicador de forças, nada mais, nada menos.
Melhor tê-la do que não.
Mesmo porque, com ela não há nada que impeça de se adotar o conceito pleno de NWC, deteriorando a furtividade, caso decidam que em dada missão mais vale esse outro multiplicador de forças que é o data-link.
A tecnologia stealth é relativa à concepção inicial da aeronave, já o data-link é um hardware de instalação relativamente fácil, bastando ter a necessidade e a verba.

Vader

Sinceramente não entendo o que o Poggio tá tentando dizer. Ora, se o F-22 quiser se tornar “invisível” de novo, basta desligar o GPS, o Link 16, a emissão de onda radar e o escambau! Depois que passar a necessidade de ser “invisível” religa a parafernália. Isso deve poder ser feito mesmo em vôo, pelo próprio piloto! Deve ser o apertar de um botão! Agora, não existe botão que ligue a “invisibilidade” de um caça que não é concebido como tal! O piloto de um F-16 ou MiG-29 pode apertar todos os botões de seu painel que estas aeronaves não… Read more »

Reportagens especiais

Poder Aéreo no Cavanaugh Flight Museum

Visitamos recentemente o Cavanaugh Flight Museum (CFM) no norte de Dallas, no Texas, para conhecer um pouco mais da história da...
- Advertisement -
- Advertisement -