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Mercado de ARP: Avibras se une à Embraer e AEL na Harpia Sistemas

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Vant Falcão da Avibras na LAAD 2011 - foto Nunão - Poder Aéreo

Avibras e Harpia Sistemas se unem para desenvolver mercado de aeronaves remotamente pilotadas no Brasil

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Em nota veiculada nesta terça-feira, 5 de fevereiro, a Embraer Defesa e Segurança e sua associada AEL Sistemas S.A (subsidiária da empresa israelense Elbit Systems Ltd) anunciaram a entrada da Avibras Divisão Aérea e Naval S.A. no capital social da Harpia Sistemas S.A. O objetivo do acordo é desenvolver de forma conjunta o mercado de aeronaves remotamente pilotadas (ARP) no Brasil. Deste modo, a Avibras passará a deter uma participação de 9% das ações da empresa enquanto a AEL Sistemas responde por 40% da composição acionária. A Embraer Defesa e Segurança permanece como acionista majoritária, com 51% das ações.

Pelo acordo firmado entre as três empresas, a Harpia também passará a contar com o projeto Falcão em sua linha de produtos, o que reforça o conteúdo nacional da parceria. O Falcão está sendo desenvolvido pela Avibras para uso das Forças Armadas brasileiras e será capaz de realizar missões de reconhecimento, aquisição de alvos, apoio à direção de tiro, avaliação de danos, vigilância terrestre e marítima.

Vant Falcão da Avibras na LAAD 2011 - foto 2 Nunão - Poder Aéreo

“A entrada da Avibras aumenta a participação nacional na Harpia Sistemas, que passa a cumprir todos os requisitos de uma Empresa Estratégica de Defesa, de acordo com a lei 12.598”, disse Luiz Carlos Aguiar, presidente da Embraer Defesa e Segurança e Presidente do Conselho de Administração da Harpia. “Além disso, a Harpia contará com a competência técnica da Avibras”.

“A sinergia das competências técnicas e industriais das três associadas da Harpia, somada ao legado de alto conteúdo tecnológico nacional do Projeto Falcão, resultarão em uma solução de ARP de alta competitividade no Brasil e no Exterior”, disse Sami Hassuani, presidente da Avibras.

“A Avibras traz para a empresa o melhor do know-how que foi desenvolvido de forma autônoma no Brasil em aeronaves não tripuladas fazendo da Harpia, que já contava com as extensas capacidades da Embraer e da AEL, uma empresa que agrega todos os elementos necessários para o desenvolvimento no Brasil, com sucesso, de ARPs de última geração que atenderão às necessidades do nosso País”, disse Shlomo Erez, Presidente da AEL Sistemas S.A.

NOTA DO EDITOR: veja abaixo reportagem da TV Vanguarda (publicada no youtube no ano passado) sobre o desenvolvimento do Falcão da Avibras.

FONTE: Embraer

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Nick
Nick
7 anos atrás

Uma boa decisão, colocando finalmente a Embraer e a Avibrá trabalhando juntas, além de contar com know-how da Elbit.

[]’s

Marcos
Marcos
7 anos atrás

Quando vejo isso dai, não posso deixar de lembrar do bqm-1br da CBT, com propulsão à jato, o primeiro VANT nacional, com tudo produzido aqui, inclusive o motor. O primeiro e único vôo ocorreu em 1983, ou seja, exatos trinta anos atrás. Depois disso… nada!
Esse é o retrato do pais: nada!
Não investir, dá nisso: hoje tempos de importar tecnologia dos outros.
Assim foram com os blindados, com os helicópteros e sabe-se mais lá o quê.

A. J. Camargo
A. J. Camargo
7 anos atrás

Valeu Embraer! Atacando em todos os “fronts”!
Bom, logo-logo, abaixo seguirá o azedume de costume…

eduardo pereira
eduardo pereira
7 anos atrás

Gente convenhamos que ao menos a coisa esta caminhando e, chegará em algum lugar com certeza .

Edcarlos Prudente
Edcarlos Prudente
7 anos atrás

Tal iniciativa é muito importante para o desenvolvimento tecnológico e bélico de uma nação. Claro que falo de nações serias que possuem governos responsáveis!

Mauricio R.
Mauricio R.
7 anos atrás

Embraer, Avibrás e AEL cartelizam a oferta e alguns comemoram.
Pobre de tí, Brasil.

Mauricio R.
Mauricio R.
7 anos atrás

Na verdade nesta notícia há algo de mto bom p/ o Brasil, pois ao ingressar na Hárpia, a Avibrás sempre encostada no governo federal, praticamente admite sua completa incapacidade em levar a vante o “Falcão”. Pela absoluta falta de penetração no mercado nacional, praticamente um feudo da Elbit e seus produtos. A Embraeer já havia percebido que melhor do que reinventar a roda, faze-lo a partir do Hermes 450, um produto pronto e consolidado; seria absurdamente mais prático e rentável. Daí sua associação c/ a Elbit. Ainda mais c/ a tremenda mãozinha da União, dada através desta aberração que é… Read more »