quinta-feira, abril 15, 2021

Gripen para o Brasil

Kfir C10: o tampão que não veio (parte III)

Destaques

Guilherme Poggiohttp://www.aereo.jor.br
Membro do corpo editorial da revista Forças de Defesa e sites Poder Aéreo, Poder Naval e Forças Terrestres

O texto abaixo foi publicado no ano de 2002 no site Defesanet. Na época (infelizmente) o blog do Poder Aéreo ainda não exista, mas nossa preocupação com o programa de renovação da frota de caças já era recorrente.

LEASING DE KFIR PARA A FAB – O QUE HÁ POR TRÁS DISSO?

Segundo noticiado por algumas fontes da imprensa brasileira  e internacional, a oferta para o Leasing de aviões Kfir foi feita no ano passado por autoridades da empresa aeroespacial israelense IAI. O contrato teria um valor global de U$ 90 milhões e incluiria o arrendamento de 12 caças Kfir. O que parecia ser uma oferta absurda tornou-se o centro principal da discussão nas últimas semanas. No entanto, alguns pontos dessa proposta (não necessariamente técnicos) devem ser observados com mais cuidado.

Dentre os vários aviões estocados em Ovda (região desértica no sul do Estado e Israel), incluindo aqueles dos modelos Phantom e Skyhawk, existem aproximadamente 62 Kfir (de todas as variantes). Outros tantos estão nas redondezas do aeroporto de Bem Gourion (Tel Aviv). Regularmente, os aviões retirados da linha de frente a Força Aérea de Israel são oferecidos para outros governos e eventualmente particulares. A venda de material militar usado não é o melhor negócio do mundo. Só como exemplo, os cofres israelenses receberam U$ 200 milhões em 1998 com a venda de aeronaves descartadas sendo que somente um F-15I custa aproximadamente U$ 84 milhões.

Na década de 1980 Israel realizou duas vendas de Kfir. Ambas para países da América do Sul. O Equador comprou 10 unidades em 1982 e a Colômbia outras 12 unidades em 1989. No entanto, o que chama a atenção são os esforços que esse país tem realizado para vender Kfir assim que os mesmos foram substituídos em grande parte por F-16 na sua Força Aérea.

Existem casos onde a negociação passa longe da lisura e da honestidade, conforme noticiado pela imprensa mundial. Em 1994, o governo de Sri Lanka, após ser persuadido por autoridades israelenses, gastou U$ 9 milhões para adquirir seis aviões Kfir. Até aí nada de novo, não fosse o fato da justificativa da compra dos mesmos. Os caças são utilizados no combate a guerrilheiros, armados com fuzis e outras armas de mão, que se opõem ao governo. É como utilizar um canhão para matar formigas. Ou seja, tecnicamente não há justificativas para essa compra, levantando-se suspeita de corrupção por parte das autoridades do governo daquele país.

No mesmo ano em que os aviões foram vendidos para Sri Lanka, uma outra negociação obscura estava em jogo na Europa. A República da Eslovênia (uma das ex-repúblicas da Iugoslávia) estava em vias de adquirir de 20 a 30 IAI Kfir para a sua força aérea. O mais fascinante dessa negociação era que a Eslovênia encontrava-se sob embargo de material militar da ONU. A compra acabou não se concretizando, mas só o fato da negociação existir já foi diplomaticamente ruim.

Uma venda de Kfir seria finalmente concretizada em dezembro de 1995, quando o Equador adquiriu quatro modelos. Essa compra ocorreu dois meses após o término do embargo de armas que os EUA estabeleceram (lembrando que um dos itens norte-americanos no Kfir é o seu motor) tanto para o Peru como para o Equador em função do atrito que ambos os países tiveram no início daquele ano. Ou seja, é muito provável que as negociações ocorreram durante o embargo e só foram confirmadas quando o mesmo foi suspenso.

A peregrinação pelo mundo para vender aviões Kfir continuou. Mesmo possuindo indústrias de defesa muito bem instaladas, Israel e Índia possuem uma série de acordos de cooperação militar, inclusive área aeroespacial. Durante a visita de integrantes do governo de Israel a Índia no final de 1996 e início de 1997, foi oferecido ao governo da Índia uma quantidade não revelada de caças Kfir para substituir os envelhecidos Mig-21 fabricados localmente. A oferta foi obviamente declinada.

No começo desse ano (2002), todos os F-5 filipinos foram proibidos de voar após um acidente fatal com um desses modelos em abril último. Esse fato deixou a força aérea daquele país sem um único vetor de alta performance capaz de executar tarefas interceptação. A substituição dos caças já era um assunto em questão, mas o impedimento de voarem tornou a situação mais urgente. Dentre as propostas tradicionais de aviões novos (F-16, F-18, JAS-39, Mig-29, Su-27), lá estava Israel novamente com os seus Kfir usados (com certeza os mesmos que estão sendo oferecidos ao Brasil). Nenhuma decisão final foi tomada pelo governo das Filipinas até o momento.

A grande questão por trás disso tudo é muito menos técnica do que parece. Por que o esforço tão grande de Israel em vender esses aviões? Por que todas as negociações envolvendo a venda dessas aeronaves usadas na década de noventa foram marcadas por obscuridades? Por que essa solução parece ser muito boa para nós quando outras ofertas de leasing são muito mais atrativas financeiramente?

kfir_p5

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Clésio Luiz

O texto acima beira o amadorismo. Qual o problema de Israel tentar vender seus Kfir? Se as aeronave tem condições de uso (inclusive tinham aviônicos modernos), eles devem preferir deixá-las apodrecerem no deserto para que os hippies fiquem felizes com a paz no mundo? E outra: numa guerra, você usa o que tiver ao seu dispor contra guerrilheiros. Qual a diferença do Sri Lanka usar Kfirs se no Afeganistão os EUA usou A-10, F-15, F-16, a França usou Rafales, o Reino Unido usou Tornados? Francamente, quem escreveu isso não tinha noção do que estava falando ou escreveu de má fé… Read more »

eduardo pereira

Estranho o fato da Fab nao ter iniiado anteriormente. umprog. de modernizaçao nos MIII ja que sabia que ainda havia 4000h para os mesmos.
Tambem estranho cogitar a compra de um aviao usado tao similar e com historico duvidoso de veendas anteriores.
Acredito que ja nesta epoca a Fab precisava ter um pulso mais firme junto ao governo pois esta sempre sendo dechada pra ultimo momento as suas necessidades em comparaçao ao EB e a MB.

Vader

Ia escrever exatamente isso que o Clésio escreveu. Oras, e agora Israel não pode tentar vender suas aeronaves usadas só porque são “velhas”? Minha nossa, se são imprestáveis burro é quem compra! Mas o pior é que isso passa longe de ser verdade em relação ao Kfir. SÃO aeronaves capazes até hoje, tanto que ainda são utilizadas. Espertos os israelenses, que ao invés de “empalar” suas aeronaves usadas honram-nas tornando-as úteis para outros países, onde ainda podem servir, e ainda ganham uma graninha no processo. Na verdade, o texto do Defesanet só prova aquilo que o amigo Control falou outro… Read more »

Vader

Guilherme Poggio disse:
31 de janeiro de 2013 às 8:05

Poggio, olha aqui porque que o Sri Lanka comprou Kfir´s:

http://caminhoalternativo.wordpress.com/2012/12/14/ovnis-no-sri-lanka-deixam-forca-aerea-em-alerta/

🙂 🙂 🙂 🙂 🙂

Grifo

“Aviônicos modernos” para jogar bomba no Tamil? por favor…

Caro Poggio, este caso é peculiar porque os Tigres Tamil era o raríssimo caso de grupo rebelde que tinha a sua própria força aérea (o único outro caso que eu me lembro é o famoso Fouga Magister de Catanga):

http://en.wikipedia.org/wiki/Air_Tigers

Tudo bem que o poder bélico não impressiona muito… 😉

Acho que os israelenses estão fazendo o papel deles de tentar vender. E nós fizemos o nosso papel muito bem em não comprar.

Giordani

Não vejo problemas em Israel querer ganhar algum vendendo aquilo que não lhe serve mais. Ao menos os recursos provenientes serão muito mais uteis do que deixar o equipamento apodrecendo ao relento…

E sobre supostas irregularidades e negociatas, bom, nesse ramo NENHUMA empresa é santa!

E pra FAB a coisa é simples: Todas essas voltas, mandos e desmandos para acabar com Forevis-5M de tampax…

renato.berlim

O texto me parece estar mais para fofoca do que matéria.

Sobre a negociação com a India, dado o estado da frota de Mig-21 deles acho que poderia até ser um bom negócio. Faltou a matéria tocar num ponto essencial: qual era o estado dos Kfir? De resto os caras tem é que vender mesmo.

Comparando, acho que a FAB teria feito melhor vendendo os Mirage do que usando eles de enfeite em porta de quartel. Vai que o Paquistão ou Argentina compravam? Posso achar o avião lindo mas prefiro um uso melhor do dinheiro do contribuinte.

Antonio M

Também acho que não há problemas na tentativa de Israel tentar vender esse material. E as tais tentativas de negociações espúrias caíram no conhecimento do público, se fosse com o mercado negro nunca saberíamos ! E em outro aspecto eles também não são como nós na questão de possuir matérias-primas. Para um país que possui os recursos naturais limitados, disperdício é não fazer dinheiro com esse material e como já disseram não venderiam exatamente como sucata, ou doariam, “empalariam” etc pois dinheiro, principalmente dinheiro público, não dá em árvores e por isso que ocupam o lugar onde estão entre as… Read more »

Baschera

A matéria escrita pelo Poggio gira mais em torno da ética do que o fato em sí…. questão de ponto de vista. Israel fez e faz hoje o seu papel de fabricante….. compra quem quer. Pior é Banânia…que fica doando equipamento sem compromissos maiores clareza de seus propósitos a não ser a velha cantilena esquerdista da “boa vizinhança”….e depois os agraciados agradecem com um chute nos “documentos”… Mas para mim esta matéria não encerra a obscuridade do processo…. havia uma matéria que li (acho que era da RFA) que contava outros pormenores e mais detalhes do caso Kfir. A propósito,… Read more »

AlexJ

Guilherme Poggio disse: 31 de janeiro de 2013 às 8:05 Deve-se considerar que eles (o Sri Lanka) também compraram uma série de MiG-27 (em negociações parecidas com os nossos Sabres) para atacar meia dúzia de guerrilheiros… Caro Poggio, a LTTE (Frente dos Tigres de Libertação do Tamil) não era apenas “meia dúzia de guerrilheiros”, mas um dos mais bem-organizados, equipados e sanguinários grupos terroristas do mundo. As FARC e o Sendero Luminoso quando comparados à praga tâmil não eram mais que simples amadores. A LTTE foi pioneira no uso de homens bombas-suicidas, utilização de crianças raptadas como soldados, invenção do… Read more »

Clésio Luiz

Ao colega Poggio, eu peço desculpas. Na ânsia de criticar a matéria, acabei esquecendo as boas maneiras e que existem formas de discordar sendo cordial. Acho que o fato de Israel querem transformar aeronaves fora de linha em dinheiro algo positivo, afinal elas custaram caro quando novas. Mas como você disse, a forma como elas são negociadas não parecem bem diante dos olhos ocidentais. Mas me parece ser essa a regra em negociação de armas em países de terceiro mundo. Daí eu achar trivial o modo como eles tentaram negociar essas aeronave por aí. Aqui no Brasil, procuraram um representante… Read more »

Giordani

Clésio,

O negócio de armas movimenta muito, mas muito dinheiro. Não é como Eu ou tu que vai comprar duas ou três caixinhas de munição para gastar no estande, mas mil milhares de caixinhas! Imagina o pessoal terceiro mundista envolvido na compra de equipamento? Pessoal com um salariozinho tendo de decidir sobre bilhões. Só os fortes de retidão superam tais tentações!
Eu trabalhei numa importante empresa brazileira do ramo automobilistico que promovia festas numa das principais “casas” de Porto Alegre…da nossa amada “tia”…e lá eram fechados contratos vulto$o$…

Control

Senhores Vamos ver se entendi: O leasing dos Kfir não devia ser feito porque Israel estava querendo vender seus aviões usados e, pior, para tanto adotava procedimentos de negociação pouco claro, obscuros. E mais, queria vender seus Kfir para o governo do Sri Lanka para que esse atacasse os “pobres guerrilheiros tamis que só dispunham de meros fuzis”; além de tentar vendê-los por negociações suspeitas, com sinais de mazelas como a nossa velha conhecida, a corrupção. Mas afinal, quando que um país não pode/deve vender equipamentos que já deixaram de ter utilidade para ele? Não é melhor o país ganhar… Read more »

Justin Case

Control, boa tarde. Concordo que a decisão de não comprar os Kfir não tem nada a ver com a possível utilização (os alvos) ou origem israelense deles. Mas há algo mais a considerar, que invalida em parte a comparação com o nosso Mirage 2000. O Kfir foi oferecido antes de ser enviado o pedido de oferta do F-X. A sua intenção era se inserir no lugar do F-X, por ser uma opção(?) mais barata. Já o Mirage 2000 veio como uma solução tampão, quando o Governo colocou um pé no freio do F-X, na fase de decisão/escolha, e que seria… Read more »

Control

Prezado Justin Não é o que diz a história e o “Kfir C10: o tampão que não veio”. Citando: “Partindo da premissa que o MIRAGE tinha data de falecimento e era inexorável (26 dez 2005); que o calendário de todas as propostas indicavam um vazio operacional de 3 a 4 anos e que a “morte por inação do material do GDA” era inaceitável; que os recursos para investimentos deviam ser totalmente canalizados para o Projeto definitivo, que era o FX” Ou seja, ao contrário do que você afirma, o Kfir viria como tampão, estimando-se que ficaria em operação até a… Read more »

Justin Case

Control, boa noite.

Algumas datas, para a sua apreciação:

– 1º sem 2009: fim do análise do RFI do FX
– março 2009: IAI apresentou oferta KFIR
– junho 2009: programa F-X foi para a geladeira
– 2º sem 2001 – processo de seleção do F-X.
– setembro 2002: a opção Kfir morreu oficialmente, após espernear por três anos (mas ainda é assombração).
Resultado do Kfir: grande atraso no F-X.
Abraço,

Justin

Grifo

Os argumentos até agora apresentados para contrapor a proposta do leasing dos Kfir são capciosos, mais desviam e colocam fumaça sobre o assunto que esclarecem o foco da questão. Não conseguem convencer nenhum pobre mortal com um mínimo de inteligência e informação da história recente que não realizar o leasing dos Kfir e comprar os baratinhos M2000 foi um bom negócio para o país. Caro Control, o problema do Kfir não é nem nunca foi Israel. Tanto que a FAB havia acabado de assinar um contrato muito maior com uma outra empresa israelense para a modernização do F-5. Os problemas… Read more »

Mauricio R.

“O Brasil iria ser o sócio tardio de um clube onde só estavam Colômbia, Equador e Sri Lanka.”

O Brasil é “sócio tardio” dos clubes de A-4 Skyhawk, c/ radar Elta EL/M-2032 aliás e S-2 Tracker, mas como o update é by Embraer; não há ninguém nem aí p/ as questões de suporte logístico.

Control

Senhores Justin Case disse: 31 de janeiro de 2013 às 19:44 Caro Justin: Não conheço tanto o processo do FX____ quanto você conhece, porém creio que suas datas estão confusas. Grifo disse: 1 de fevereiro de 2013 às 0:44 Caro Grifo: Primeiro: O que foi apresentado no “Kfir C10: o tampão que não veio” foi a defesa da idéia do leasing do Kfir para funcionar como tampão. O texto é bem claro sobre isto e apresenta dados e números que até podem ser contestados, mas são dados e números bastante claros. Destacam-se neles o fato de a FAB estar sucateando… Read more »

G-LOC

É bom lembrar que os KFIR do Sri Lanka não foram modernizados.

Control

Senhores Guilherme Poggio disse: 1 de fevereiro de 2013 às 12:33 Prezado Poggio Na língua há o texto e o contexto. Observe-se o contexto com extratos do texto do artigo: “O contrato teria um valor global de U$ 90 milhões e incluiria o arrendamento de 12 caças Kfir. O que parecia ser uma oferta absurda tornou-se o centro principal da discussão nas últimas semanas. No entanto, alguns pontos dessa proposta (não necessariamente técnicos) devem ser observados com mais cuidado…” O texto a seguir não diz porque a oferta é absurda nem quais pontos da proposta devem ser observados com mais… Read more »

G-LOC

Grifo, suas informaçoes são bem falaciosas
manter quatro mirages bipostos não traria problema nenhum em termos de custo, logistica ou pessoal. Seriam usados apenas para converter pilotos.
Avião estocado não é problema nenhum e nunca foi. A MB acaba de comprar Tracker parados há mais de 30 anos. Até a USAF costuma fazer isso.
O 2032 foi o primeiro colocado, mas como não passaram tecnologia para a Elbit, acabaram passando para o segundo colocado que foi o Griffo. Pela sua lógica não faria sentido comprar o Mirage 2000 pois usaria um novo radar.

Grifo

manter quatro mirages bipostos não traria problema nenhum em termos de custo, logistica ou pessoal. Seriam usados apenas para converter pilotos. Caro G-LOC, problema nenhum? Que maravilha. Avião estocado não é problema nenhum e nunca foi. A MB acaba de comprar Tracker parados há mais de 30 anos. Outro que seguramente não vai dar “problema nenhum”. O 2032 foi o primeiro colocado, mas como não passaram tecnologia para a Elbit, acabaram passando para o segundo colocado que foi o Griffo. A Elbit na verdade não tinha objeção em trabalhar com o Elta 2032, e a oferta de modernização do F-5M… Read more »

G-LOC

Grifo, a FAB vai ter que treinar pessoal? O custo não vai ser o maior que antes? vai ter custo de compra ou aluguel? Vai ter que comprar ferramental, bancadas, etc? Pelo contrário, tem é material de sobra para manter as quatro aeronaves. Me faz lembrar na invasão do Iraque. O caça com a maior disponibilidade foram os F-14A. Eram os mais antigos e deveriam ter muitos problemas, mas como a frota tinha saído de operação e só sobrou um esquadrão, a estrutura de manutenção estava superdimensionada para manter um esquadrão só. Sobrava peças e técnicos. Os KFIR voando no… Read more »

Baschera

Depois de horas pesquisando parte de meus antigos arquivos (e lamentavelmente perdidos em parte) achei o texto abaixo, parte de uma interessante matéria da época do FX (2002) acerca do assunto “Kfir”…. tenha ela impressa… mas consegui achar na internet. Abaixo o ponto em que menciona o assunto “Kfir”: No Clube da Aeronáutica de Brasília, Baptista também se referiu à proposta de leasing, por três anos, de caças israelenses Kfir, por US$ 93 milhões, negócio desaconselhado inclusive por diplomatas. Trata-se de uma solução de emergência para evitar um “apagão da defesa aérea” entre o fim de vida útil dos Mirage… Read more »

Baschera

Curiosidades:

– Nas revistas especializadas da época (2001/2002) os israelenses tinham paginas inteiras com propaganda do “Kfir 2000″… um caça que já não era fabricado a mais de 15 anos !

– O FX inicialmente havia sido cogitado como um “programa intermediário” até que outro, mais ambicioso, o ” FX Brasil “ pudesse ser disparado em 2010.

– O FX Brasil previa a possibilidade de inclusão do Brasil em programas como o MAKO (alemão) projeto da DASA, subsidiária da EADS e/ou no programa (americano) JSF (F-35) da LM.

Sds.

Tadeu Mendes

Amigos, Que ironia do destino; depois de brilhante argumentacao, retorica, replicas e treplicas, teses e antitese entre homens inteligentes, bem informados, por dentro do tema, ai vem o governo vermelho, e bate o martelo e compra o que quer, tudo na base da ideologia. Nao estou me referindo ao caso do KFir aqui discutido, mas para mim, serve como exemplo (eu que estou fora de tudo isso, inclusive do pais), de como as avaliacoes tecnicas e consideracoes, e o mais importante, o dinheiro do contribuinte brasileiros nao significa nada para essa corja de governos imprestaveis que o Brasil vem tendo… Read more »

Vader

A participação brasileira no Programa Joint Strike Fighter foi a maior oportunidade perdida em matéria de defesa aérea dos últimos 50 anos. Um erro terrível que viveremos para nos arrepender.

“Demais pra nós” (by NJ)…

Se bem que se fosse pra fazer igual na ISS foi melhor não termos entrado mesmo.

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Falso canopy

A pintura do falso canopy é um tipo de camuflagem, usada em algumas aeronaves de caça com o objetivo...
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