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Embraer divulga nota sobre modernização dos E-99 da FAB

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E-99 - Esquadrão Guardião - Domingo Aéreo AFA 2011 - foto 3 Nunão Poder Aéreo

São Paulo, 17 de janeiro de 2013 – A Embraer Defesa e Segurança e a Força Aérea Brasileira (FAB) assinaram um contrato para modernização de cinco aeronaves EMB 145 AEW&C, de Alerta Aéreo Antecipado e Controle, designadas E-99 na FAB. O contrato, avaliado em aproximadamente R$ 430 milhões, prevê a atualização dos sistemas de guerra eletrônica, sistemas de comando e controle, sistemas de contramedidas eletrônicas e do radar de vigilância aérea. A Atech, empresa coligada da Embraer Defesa e Segurança, participa do projeto no desenvolvimento de parte do sistema de comando e controle. Também foram adquiridas seis estações de planejamento e análise de missão, que serão empregadas no treinamento e aperfeiçoamento das tripulações.

Desenvolvido sobre a plataforma do bem-sucedido jato regional ERJ 145, com mais de 1.100 unidades entregues e 19 milhões de horas de voo, o E-99 da FAB é capaz de detectar, rastrear e identificar alvos em sua área de patrulha e transmitir essas informações às forças aliadas. A aeronave realiza missões de gerenciamento do espaço aéreo, posicionamento de caças e controle de interceptação, inteligência eletrônica e vigilância de fronteiras. Também será empregada para prover segurança aos grandes eventos esportivos que acontecerão no Brasil, nos próximos anos.

“Esta modernização permitirá à FAB continuar operando com excelência um importante vetor de defesa aérea nacional”, disse Luiz Carlos Aguiar, Presidente da Embraer Defesa e Segurança. “O E-99 desempenha um papel estratégico dentro da FAB no controle do espaço aéreo e das fronteiras do País.”

“Ao longo da última década, a Força Aérea comprovou o alto valor destas aeronaves de Controle e Alarme em Voo para o cumprimento da sua missão”, disse o Brigadeiro do Ar Carlos de Almeida Baptista Junior, Presidente da Copac – Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate da FAB. “Mantê-las atualizadas e ampliar sua capacidade operacional é a certeza de que continuarão contribuindo decisivamente para a eficiência da Força Aérea Brasileira.”

FONTE: Embraer

NOTA DO EDITOR: no primeiro link abaixo, na parte de comentários, veja mais esclarecimentos do Brigadeiro do Ar Carlos de Almeida Baptista Junior, Presidente da Copac, sobre o contrato em questão.

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Alfredo Araujo
Alfredo Araujo
7 anos atrás

Nada de sonda de reabastecimento… =/

Mauricio R.
Mauricio R.
7 anos atrás

Esse é o problema c/ a Embraer, só o grupinho dela pode, o restante da indústria aeroespacial brasileira; não.

Gilberto Rezende
Gilberto Rezende
7 anos atrás

Não ACREDITO que a modernização não inclui a sonda REVO !!!

Cáspita…

Para que a FAB está encomendando uma frota de mais de 20 KC-390 que vão estar disponíveis para operar durante toda vida operacional destes E-99 modernizados.

TEM DE SER um engano, é um absurdo não dotar as POUCAS aeronaves que temos de um recurso disponível e cujo o projeto e o desenvolvimento a Embraer já fez para um cliente estrangeiro (Índia) !!!

Justin Case
Justin Case
7 anos atrás

Amigos, boa noite. Sistemas de REVO exigem uma alteração estrutural importante e modificam a configuração interna da aeronave, pelo espaço que ocupam da cabine. É possível que a modernização se tornasse muito mais complexa (e cara) com essa melhoria. Outro aspecto é que a autonomia estendida pode causar conflito com a atual regulamentação sobre a jornada contínua máxima de um controlador de tráfego aéreo, mesmo que militar. A responsabilidade da tarefa não permitiria que ele trabalhasse “cansado”. Como não há espaço no avião para uma tripulação dobrada, de nada serviria o REVO. Apesar disso, não há qualquer problema para que… Read more »

HRotor
HRotor
7 anos atrás

Nunca tinha lido uma explicação político-sindical para justificar a omissão do REVO, uma das capacidades mais estratégicas para qualquer força aérea que se preze…
Antigamente, chamávamos de “economia porca”, também conhecida por “falta de capacidade para garantir seus próprios requisitos operacionais frente aos interesses comerciais e industriais do fornecedor”.
Lembrei da ausência de reverso no Super Tucano, das limitações do assento ejetável do Tucano e outras baixarias…

Grifo
Grifo
7 anos atrás

Senhores, existe um orçamento com o qual a FAB precisa trabalhar. Na hora de escolher o que entra e o que não entra em uma modernização, é preciso priorizar o que é mais importante e infelizmente deixar o que não é tão importante de fora, mesmo que seja desejável.

O link citado tem o valor da modernização (US$114 milhões). Para mim a FAB está fazendo milagre em atualizar toda a eletronica embarcada e desenvolver um novo LINKBR2 só com esta verba.