segunda-feira, maio 17, 2021

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Conversações para fusão BAE Systems / EADS foram abandonadas

Destaques

Fernando "Nunão" De Martini
Pesquisador de História da Ciência, Técnica e Tecnologia, membro do corpo editorial da revista Forças de Defesa e sites Poder Aéreo, Poder Naval e Forças Terrestres

Segundo notícia publicada pelo site Defense News nesta quarta-feira 10 de outubro, as conversações entre a BAE Systems e a EADS para uma possível fusão foram abandonadas. Isso ocorreu porque os interesses dos três governos envolvidos no acordo não puderam ser conciliados, segundo anúncio das duas companhias.

Em pronunciamento conjunto, os dois lados afirmaram que “tornou-se claro que os interesses dos acionistas governamentais não podem ser adequadamente conciliados entre si ou com os objetivos da BAE Systems e da EADS, estabelecidos para a fusão. A BAE Systems e a EADS decidiram, assim, que no melhor interesse de suas companhias e acionistas as discussões devem ser terminadas e o foco deve ser mantido em prosseguir com suas respectivas estratégias.”

Citando uma fonte que não quis se identificar, a agência France-Presse noticiou que o término das conversações tinha, por trás, a oposição da Alemanha: “Não funcionou porque os alemães bloquearam”, disse a fonte à AFP.

A notícia sobre as conversações das duas empresas vazou em 12 de setembro. A fusão poderia criar a maior companhia aeroespacial e de defesa do mundo, ultrapassando até mesmo a Boeing. A data de hoje, 10 de outubro, foi o prazo final imposto pela Grã-Bretanha para as empresas anunciarem se iam em frente com o acordo ou não, embora elas pudessem também solicitar mais prazo para negociação.

FONTE: Defense News (tradução, adaptação e edição: Poder Aéreo)

FOTO: BAE Systems

COLABOROU: Maurício R

NOTA DO EDITOR: para acessar o pronunciamento oficial em inglês, no site da BAE Systems, clique aqui.

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asbueno

Se a questão é financiamento, alguém entende haver possibilidade de um grupo nacional, com apoio do BNDES, propor uma sociedade?
Eu sei que parece um pouco de ingenuidade, principalmente em relação a atenção que nossos governantes (em geral e de todas as matizes políticas) dão ao tema defesa.
A falta de $$$ proporciona negócios antes difíceis de serem imaginados, apesar de não estarmos nadando em $$$.
Seria uma oportunidade para absorvermos tecnologia. Mas teriamos massa crítica de engenheiros para tal coisa?

Abraços.

Clésio Luiz

Sob o nome Bae Systems estão quase todas as grandes empresas de defesa que um dia fizeram parte da história da Grã Bretanha. Uma a uma elas foram falindo ou entrando em decadência, então o governo achou melhor fundi-las para evitar a perda do grande know-how adquirido até então. Lá isso se chama proteger o interesse nacional. Aqui o povo xinga e chama de apadrinhamento ou algo do gênero.

Vader

Clésio Luiz disse:
10 de outubro de 2012 às 13:52

“Aqui o povo xinga e chama de apadrinhamento ou algo do gênero.”

É que lá não há o costume de o partido político governante entulhar e aparelhar a empresa pública com seus aspone´s…

Nick

As gigantes americanas(LM, NG e Boeing) agradecem. 🙂

[]’s

Mauricio R.

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