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Helibras inaugura fábrica do EC725 – veja como foi o evento

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O Poder Aéreo esteve na inauguração da linha de montagem do helicóptero militar EC725, onde também deverá ser produzida a versão civil EC225 – linha ocupa um novo galpão construído especialmente para esse fim, e que também está abrigando a produção do AS350 Esquilo

Na terça-feira, 2 de outubro, os editores Alexandre Galante e Fernando “Nunão” De Martini estiveram presentes, a convite da Helibras, ao evento de inauguração da nova linha de montagem de helicópteros de grande porte da empresa, em Itajubá (Minas Gerais). Nesta matéria, procuramos colocar o leitor “dentro” do evento. Nas próximas, mostraremos alguns outros detalhes de nossa visita à fábrica.

A linha de montagem ocupa um novo galpão, construído especialmente para a expansão da empresa, ligada à montagem final dos cinquenta helicópteros EC725, adquiridos pelas Forças Armadas brasileiras. As instalações também deverão produzir a versão civil  EC225, cujo principal emprego no país deverá ser o transporte em apoio a plataformas de exploração de petróleo em alto-mar. Para esse modelo, foi assinada no evento uma carta de intenção para aquisição de 14 unidades, durante o evento, junto à Líder Aviação.

O palco e área destinada ao público presente ocupavam aproximadamente 1/3 da divisão principal do galpão, em local que, com a retirada do palco e cadeiras ao final do evento, passará a ser ocupado por parte da linha de montagem do EC725. Outro terço do galpão já abrigava sete unidades do EC725 em diferentes estágios de montagem (incluindo protótipos de versões especializadas) e o terço final era ocupado pela linha do Esquilo (AS350).

 

 

Em área separada (parte dela destinada ao coquetel que se seguiu à cerimônia)  já estavam três aeronaves montadas em testes de aceitação, uma para cada Força. Também fazem parte das instalações a área de cablagem e, no andar superior, a central de engenharia.

Autoridades presentes

A inauguração contou com uma grande presença de pessoas da indústria, da imprensa local, nacional e especializada, convidados, funcionários da Helibras, além de autoridades políticas e militares.

Entre as presenças destacadas da Defesa, e que podem ser vistas na foto do alto da matéria, estiveram o ministro da Defesa, Celso Amorim, o comandante da Força Aérea Brasileira (FAB), tenente brigadeiro do ar Juniti Saito, o comandante da Marinha do Brasil (MB), almirante de esquadra Julio Soares de Moura Neto, o comandante do Exército Brasileiro (EB), general de exército Enzo Martins Peri e o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA), general de exército José Carlos De Nardi.

 

 

Entre as autoridades políticas, destacaram-se o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, o governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia, o governador da Bahia, Jaques Wagner e o prefeito em exercício de Itajubá, Laudelino Augusto dos Santos Azevedo. Discursando na imagem do alto, está o presidente da Helibras, Eduardo Marson Ferreira e, sentado com fones de ouvido ao lado do ministro Amorim, está o presidente da Eurocopter, Lutz Bertling.

A visita do ministro Celso Amorim ao centro de engenharia

Quando chegamos à nova fábrica, por volta das 11h da manhã, o ministro da Defesa Celso Amorim estava iniciando sua visita às instalações, imediatamente antes da cerimônia. Acompanhamos a comitiva do ministro, junto aos comandantes da Forças Armadas e autoridades políticas, nessa visita que se concentrou no novo centro de engenharia da empresa.

 

 

Setenta engenheiros trabalham no local. Entre os projetos em realização relacionados ao EC725, foram mostrados ao ministro os desenvolvimentos nas áreas de cablagem e, especialmente, o projeto da versão de guerra de superfície da Marinha do Brasil. Amorim mostrou-se particularmente interessado com o envolvimento da engenharia nacional no projeto dessa versão, e mostrou-se satisfeito com o fato, que lhe foi demonstrado, de se estar realizando um desenvolvimento local. Numa tela, foram mostrados detalhes da instalação do míssil ar-mar MM39 Exocet no EC725, assim como desenhos em 3D da integração dos sensores e sistemas de guerra eletrônica e autodefesa desta versão da aeronave.

A cerimônia e os discursos

De volta ao “chão da fábrica”, seguiram-se o anúncio das autoridades presentes, que subiram ao palco, os discursos e a assinatura de contratos. O presidente da Helibras, Eduardo Marson Ferreira, destacou o investimento de R$ 420 milhões, que contemplou as instalações físicas, programas de treinamento, além das obras e inovações necessárias à produção dos helicópteros. Isso foi possível devido ao contrato assinado com o Comando da Aeronáutica em 2008, no valor de 1,9 bilhão de euros, contemplando a aquisição conjunta de 50 helicópteros EC725 pelas três Forças Armadas.

Para Marson Ferreira, isso está marcando uma nova fase para a Helibras, gerando mais empregos diretos e indiretos, assim como o aumento significativo do conteúdo nacional, que chegará a 50%. O contrato incorporou conceitos da Estratégia Nacional de Defesa, de forma que o governo possa “adquirir helicópteros personalizados com domínio da tecnologia e incentivo à indústria nacional”, segundo o executivo, que ressaltou o “incentivo à  indústria aeronáutica local, que vai se desenvolver beneficiando uma importante cadeia de fornecedores”.

Partes da aeronave, peças e serviços já são objetos de contratos assinados com 14 empresas brasileiras, o que também inclui treinamentos na França e no Brasil para pilotos, mecânicos, técnicos e engenheiros, de modo a se garantir  a transferência de conhecimento e de tecnologia exigida pelo Governo Brasileiro, segundo Marson Ferreira.

Nesse sentido, também foi destacado pelo executivo o novo centro de engenharia, que de nove engenheiros em 2009 cresceu para setenta em 2012, assim como o certificado recebido pela Helibras por parte da Eurocopter, o “Design Authorized Organization Certificate”, o que “elevou a empresa ao quarto pilar de engenharia do grupo, juntamente com a França, a Alemanha e a Espanha.”

O presidente da Eurocopter, Lutz Bertling, destacou o aumento dos empregos diretos da Helibras, passando de aproximadamente 240 funcionários para 700, esperando-se para breve chegar a mais de mil. O executivo também citou o compromisso da Eurocopter com o crescimento da subsidiária brasileira, principalmente em relação à capacidade de projeto próprio. Bertling afirmou que o grupo está pronto para ” iniciar entendimentos com as mais altas autoridades brasileiras para avaliar as possibilidades para o futuro desenvolvimento e construção de um helicóptero brasileiro”. O programa tem como meta a década de 2020, segundo Bertling.

Sobre esse assunto, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, comentou que o atual programa é um passo para se atingir o domínio do ciclo completo, do projeto à industrialização, que culminará nesse helicóptero 100% nacional. Pimentel disse que o projeto deverá ser “um sucessor para o Esquilo”, e nesse momento o presidente da Helibras, Marson Ferreira, não disfarçou um sorriso de satisfação (ou surpresa) com a “revelação”.

O ministro da Defesa, Celso Amorim, ressaltou para o público, num rápido discurso em que foi direto ao ponto, sua satisfação com o que viu e ouviu no andar superior, quando da visita ao centro de engenharia. Amorim destacou que o programa não é apenas uma iniciativa de aquisição militar e produção industrial no Brasil, mas também está ligado ao desenvolvimento próprio e ao domínio da fase de projeto. O trabalho dos engenheiros brasileiros em versões especializadas segue esse caminho, para Amorim.

 

Também discursou o governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia, que lembrou sobre a iniciativa do final da década de 1970 de se montar no estado uma indústria de helicópteros no Brasil, fato que agora ganha um novo contorno com os investimentos na nova linha de produção.

Assinatura de contratos e carta de intenção

Entre os discursos, foram assinados contratos importantes. Um deles foi para o desenvolvimento do sistema de missão da versão de guerra de superfície do EC725 da Marinha do Brasil, que terá um total de oito unidades produzidas. Representantes da Helibras, da Atech (grupo Embraer) e Cassidian (grupo EADS) assinaram o contrato, formando um consórcio internacional para desenvolver e fornecer o Sistema de Gestão Tática de Dados. A Atech deverá, em conjunto com o centro de engenharia da Helibras, fazer a integração dos sistemas e o apoio aos mesmos para o cliente (Marinha).

Outro contrato foi para o fornecimento da blindagem para os EC725. O presidente da Inbra Aerospace, Jairo Candido, assinou o documento, que amplia a participação da empresa no projeto. Vale lembrar que a Inbra já fornece partes em material composto para os helicópteros, como carenagens que estavam expostas próximas ao palco. Nessa área, também estavam expostos outros itens que estão sendo produzidos por outros fornecedores nacionais, como o cone de cauda e elementos da transmissão / conexão com as pás do rotor (clique nas imagens abaixo para ampliar).

 

 

 

A Inbra já desenvolveu blindagens para o modelo Esquilo, segundo o vice-presidente executivo da Helibras, Eduardo Maud. O próximo passo é o fornecimento, pela Inbra, de peças complexas da estrutura do EC725, por meio de transferência de tecnologia da Eurocopter.

Também foi assinada uma carta de intenção com a Líder Aviação, visando a aquisição de 14 helicópteros da versão civil EC225, também a serem produzidos nas novas instalações de Itajubá. Os helicópteros, caso o negócio se concretize, serão empregados para atender principalmente à Petrobras, no serviço de transporte de pessoal para plataformas de petróleo.

 

 

Após a cerimônia oficial, com o tradicional corte da fita e descerramento da placa de inauguração, foi servido um “brunch” para todos os convidados numa área ao lado (onde ficam abrigadas as aeronaves em testes de aceitação), proporcionando várias oportunidades de confraternização entre os presentes.

Nas despedidas, presenciamos os cumprimentos pessoais do comandante da Aeronáutica ao presidente da Helibras, parabenizando pelo evento e pelas realizações da empresa, esperando boas realizações no futuro. Em vários momentos, o comandante Saito mostrou-se descontraído e sorridente.

O comandante do EB, aparentemente mais reservado, esteve quase sempre próximo ao chefe do EMCFA, mas deixou o local acompanhado de Saito. Durante a cerimônia, o ministro da Defesa aproveitou para conversar animadamente com o comandante da MB, como se vê numa das fotos mais acima.

 

Hora das autoridades da Defesa deixarem a Helibras, numa coleção dessa “família” de helicópteros

Acompanhamos também a saída dos comandantes militares e do ministro da Defesa, que deixaram o evento em helicópteros de transporte que marcavam parte da evolução dessa família de aeronaves, culminando no EC725. Estavam no pátio dois Super Puma da FAB, dois Cougar do EB e um Super Cougar (EC725) da MB. Algumas dessas aeronaves podem ser vistas nas fotos abaixo.

Os helicópteros decolaram em sequência para seus destinos – o do ministro da Defesa, segundo a organização, era São José dos Campos, de onde havia chegado pela manhã, vindo de Brasília.

 

 

Restaram algumas horas um pouco mais livres para conhecer diversos detalhes das instalações. Mas esses já são assuntos para novas matérias.

NOTA DO EDITOR: o Poder Aéreo / revista Forças de Defesa viajou a Itajubá a convite da Helibras.

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Vader
7 anos atrás

Charadinha:

O que é o que é:

– Tem cara de Kombi;
– Tem jeitinho de Kombi;
– Tem nariz de Kombi;
– Tem janelinha de Kombi;
– Tem “ar-condicionado” de Kombi;
– É arredondado igual uma Kombi;
– Dá problema igual uma Kombi;
– Mas “avua”?

DICA: só não é barato igual Kombi (na verdade é caro pra cacete…).

Quem adivinhar ganha uma passagem pra Itajubá…

🙂 🙂 🙂 🙂 🙂

Nick
Nick
7 anos atrás

Não consigo acreditar que foram necessários R$420 milhões (que o GF está pagando, ou seja, risco zero para a EADS) para esse chão de fábrica.

Os banheiros devem ter torneiras folheadas a ouro e piso de mármore de carrara.

[]’s

Giordani
7 anos atrás

braZil putênfia…

LuppusFurius
LuppusFurius
7 anos atrás

OOOhhh, Vader….
Não compare a linda Kombi, com este trambolho horrível….
Ah !! E Kombi não dá problema , e quando dá tem peça em qq. lugar….não leva 45 dias prá chegar…….!!!!!!

Felicidades
LuppusFurius

Nick
Nick
7 anos atrás

Caro Nunão, O “rango tava bão” ?? 🙂 R$ 420 milhões, que contemplou as instalações físicas, programas de treinamento, além das obras e inovações necessárias à produção dos helicópteros. -> basicamente a fábrica(o cimento deve ser importado) e o ferramental (importado da Matriz=custo zero), treinamento dos técnicos, digamos 1000 deles, na França, nas instalações da Matriz não deve sair mais do que 1 ou 2 milhões, forçando muito. Resumindo, é caro sim. Eu não seria contra se soubesse que esse valor fosse um desembolso da EADS. Ou 50/50, pelo menos. Mas não, é o contribuinte brasileiro subsidiando uma empresa multinacional.… Read more »

Marcelo
Marcelo
7 anos atrás

bem, agora que está havendo o desenvolvimento nacional (…nove engenheiros em 2009 cresceu para setenta em 2012…índice de nacionalização vai para 50%…), agora o argumento é que o helicóptero parece com uma Kombi…só rindo mesmo.
Quando acontecem investimentos, o governo é ruim, quando não acontecem é ruim também. Como é fácil criticar…

Augusto
Augusto
7 anos atrás

Marcelo disse:
3 de outubro de 2012 às 18:44

Tem razão, só rindo mesmo.

Guilherme Poggio
Editor
7 anos atrás

Parabéns Nunão

A melhor cobertura desse evento jornalístico.

Em papel ou na internet eu não li nada parecido. Ao contrário. Eram todas matérias superficiais.

Clésio Luiz
Clésio Luiz
7 anos atrás

Nunão, é difícil argumentar com quem não tem noção de planejamento e produção industrial. Para eles, qualquer torno velho da Romi é suficiente para fazer peças. O resto é luxo.

Guilherme Poggio
Editor
7 anos atrás

Alguém reparou no T-6 com as cores da AFA sobre a mesa de uma das baias no escritório de engenharia?

Nick
Nick
7 anos atrás

Caro Nunão,

Não critico a cobertura jornalística. No caso da pergunta sobre o rango, foi mais descontração mesmo.

Sobre o programa EC-725, e a Helibrás, todas as críticas possíveis, desde o valor que o GF pagou por esses Helis, 30 anos de montagem de Esquilos, ToT da “mão esquerda para a direita”, financiada pelo contribuinte brasileiro.

Nem critico o Heli em si, apenas a forma como ele foi adquirido, financiado e os offsets . 😉

[]’s

graanbarros
graanbarros
7 anos atrás

Parabéns “Nunão”!

Baschera
Baschera
7 anos atrás

Me dêem 420 milhões que eu também construo os pavilhões, os escritórios, o pátio, o hangar, a oficina de montagem, o setor de pintura, o setor de …… fazer tudo com o dinheiro dos outros é fácil mano !

Estou esperando a empresa mostrar ou divulgar (por aquela competente empresa de comunicação) o preço de comercialização do EC-225….. para mercado civíl…..

Quanto a reportagem em sí, parabéns ao pessoal…um fato não tem nada a ver com o outro….. comparativamente, seria o mesmo que culpar a imprensa pelo mensalão.

Sds.

Corsario137
Corsario137
7 anos atrás

Além do rango perdi a oportunidade de conhecer os editores 🙁 #failtotal

Recebi um convite por e-mail mas não pude comparecer, estou do outro lado do Atlântico batalhando já que não tenho contratos com o Governo Federal kkkk..

Mas fico feliz pelos amigos da Helibras que nada tem com o que foi negociado e que tem hoje melhores condições de trabalho.

Corsario137
Corsario137
7 anos atrás

E sim, parabéns ao pessoal do PA por mais uma excelente cobertura!

Abraços.

Adriano Bucholz
7 anos atrás

Mas a passagem é de Kombi Vader??? hehehehe

Sobre esta construção sei lá onde gastaram tanto dinheiro mas só pra comparar um pouco estou construindo um galpão grande também (claro que não se compara a este pois eu fabrico geladeiras e ai monta-se helicópteros) que terá uma área total de 9 mil m² vou gastar em torno de 2 milhões então não consigo pensar em como gastar 450 milhões em um lugar p/ se montar quebra cabeça, se fosse uma fabrica de helicópteros dai se plausível o gasto ou até mais!!!!

Sds.

Giordani
7 anos atrás

Nunão,

Não confunda as coisas;

A excelência da matéria e riqueza de informações é competência de quem cobriu o evento;
O mau negócio na compra desse heli (que talvez o EC seja abreviatura de É Combi!) é do GF/PT…

Observador
Observador
7 anos atrás

Senhores, Sei que aqui é o Poder Aéreo e não o “Poder Construtivo”, mas já que a matéria é sobre a fábrica e seus valores, não custa falar minhas impressões. Embora sejam poucas as fotos mostrando a estrutura do galpão (fotos 2, 3 e 4), eu diria que é uma construção cara sim. Sobre as colunas, aparentemente existem vigas de apoio para o caminho de rolamento (trilhos). Se minha impressão está certa, me parece que que o galpão é equipado com pontes rolantes (um guindaste que corre junto ao teto sobre trilhos, no sentido longitudinal do prédio). Se isto é… Read more »

Nick
Nick
7 anos atrás

Caro Observador,

Existe uma reportagem afirmando ser uma área de 11.000 m2 de terreno(que presumo, construído).

http://www.defesanet.com.br/defesa/noticia/1231/Helibras—-Construcao-do-novo-hangar-entra-na-fase-de-fundacao-aparente-e-modernizacao-de-areas-comuns

Pesquisando por aqui, verifiquei o custo unitário básico de um GI é de em torno de R$1000 o m2. Mesmo que seja 10x mais, ainda assim estaria longe desses R$420 milhões.

[]’s

Augusto
Augusto
7 anos atrás

Fernando “Nunão” De Martini disse:
3 de outubro de 2012 às 19:16

Não desanime, Nunão. Não deixe que troladores tirem o foco do que é o principal: as Forças Armadas estão dando um salto de qualidade com estas aquisições. Aproveito para parabenizar pela reportagem que, como de costume, está excelente.

Estamos no aguardo das próximas.

Abraços.

Mauricio R.
Mauricio R.
7 anos atrás

Circo.

DrCockroach
DrCockroach
7 anos atrás

Para entender estas aquisicoes eh necessario saber qual foi o motivador (objetivo); foi a parceria estrategica Brasil-Franca? Foi atender interesses especificos de lobbistas? Foi CSAR? Foi atender necessidades de missao das Forcas Armadas (seja qual for)? Foi uma politica industrial (Offsets)? Com o objetivo definido se discutive se primeiro vem a decisao de uma equipamento especifico (e o resto se harmoniza/acomoda/colide) no andar de baixo ou se dado o objetivo o equipamento poderia ser de um fornecedor diferente ou valores diferentes. Especificamente quanto custaria de sobre-preco adicionar offsets eh impossivel dizer sem examinar detalhadamente. Estima-se que offsets adicionam de 10%-30%… Read more »

Roberto F Santana
Roberto F Santana
7 anos atrás

Eu sempre gostei desse helicóptero, acho ele bonito.

É também o maior cortador de grama que eu já vi:

http://www.youtube.com/watch?v=uG81fHcHYhA

juarezmartinez
juarezmartinez
7 anos atrás

Caro Nunão! A tua iniciativa de efetuar uma cobertura completa do evento trazendo para nós detalhes da solenidade recheado com ótimas fotos como é tradição aqui da trilogia é extreamemnte benéfico para quem, lê e pára quem participa dos debates. Agora entenda bem, alguns de nós com tão somente 2 miseros miolos, dotados de bom senço sabemos o tamanho da “trolha” que levamos neste negócio, sabemos que isto não atende as prioridades mais importantes da FAs, temos varios exemplos em quarteis, bases aéreas e base navais, veículos, aviões e navios precisado de substituição mais do que urgente e esta corja… Read more »

Vader
7 anos atrás

Fernando “Nunão” De Martini disse:
3 de outubro de 2012 às 19:16

Nossa Nunão, não desanime não: moral elevada, com raça e vibração.

A matéria é excelente e vc não tem culpa alguma da fábrica da Kombi-Voadora ter custado meio bilhão, ou da Kombosa em si custar para as FFAAs o preço de um F-16.

Abraço e mantenha o ânimo em alta.

Vader
7 anos atrás

Augusto disse:
3 de outubro de 2012 às 23:59
___________________.

EDITADO: COMENTÁRIO OFENSIVO EM RELAÇÃO A OUTRO COMENTARISTA. SEM A MENOR RELAÇÃO COM O TEMA DO POST

Vader
7 anos atrás

Fernando “Nunão” De Martini disse: 4 de outubro de 2012 às 7:46 Nunão, eu não gosto de Kombi. Na verdade eu odeio Kombi. Não suporto nem ver. Tenho até medo de Kombi, e se estou a dirigir e tem uma na minha frente eu troco de faixa e ultrapasso. Se um caboclo me oferece uma carona em uma Kombi, eu agradeço e vou a pé. Prefiro o cansaço, o suor e o risco de assalto a andar numa Kombi. Se eu um dia tiver o infortúnio de ganhar uma Kombi de alguém eu levo ela pro matagal e ateio fogo,… Read more »

cfsharm
cfsharm
7 anos atrás

Fernando “Nunão” De Martini, Em primeiro lugar parabéns pela REPORTAGEM. Desculpe a caixa alta mas é o seguinte: esta matéria é jornalística, informativa e isenta. Coisa que só é comum aqui nos blogs do “Forças de Defesa”. Não sou da área de Defesa, comecei a me interessar e ler as matérias aqui e hoje sou fã incondicional. Porque aqui também aprendi o que é torcida e o que é análise com fatos na mão. E falando em fatos – bem o negócio não foi bom para o Brasil em termos finaceiros sem sombra de dúvida; haviam outras opções e tudo… Read more »

Vader
7 anos atrás

Ah sim, pra finalizar, aos apoiadores desse negócio, tomo a liberdade e peço vênia para colar aqui comentário do amigo Juarez em outro blog, em resposta a um conhecido “egresso” (na verdade, um banido) daqui da Trilogia, que achei deveras pertinente e arrasador: “Tu vai ter este prazer, agora seguramente depois de achar que montar Kits by “Rewell” fabricando porta e blindagem de cabine no Brasil é o do brogodo. Este negócio virou piada no meio militar internacional, os fabricantes ainda se perguntam como que nós do GF Brasileiro aceitamos receber ferramental que estava na turquia totalmente obsoleto para fabricar… Read more »

Mauricio R.
Mauricio R.
7 anos atrás

Nunão, parabéns pela matéria!!!
Mas o objeto da mesma é podre desde seu 1º dia em solo pátrio.
Desde 1979 esses mentirosos repetem, “que daqui a 10 anos teremos o helicóptero nacional”, mas nem a própria produção dessa enganação foi nacionalizada de forma a permiti-lo.
Exportamos empregos há mais de 30 anos, mas seguidos governos brasileiros se negam a percebe-lo e em troca do que???
Uma etiqueta aonde se lê, “Made in Brazil”???
É mto pouco.

Mauricio R.
Mauricio R.
7 anos atrás

“Só desinformados que defendem este negócio que só serviu pára encher os bolsos de altos dirigentes do GF antes das eleições presidenciais. Rezem para o Ministro Joaquim Barboa não remecher nisto, pois vai fazer o mensalão parecer um roubo de galinha.”

E ao contrário do Mensalão, aka Ação Penal 470, que o Molusco nega existir e insiste em dizer que foi tentativa de golpe, tem mta evidência do explícito interesse do Apedeuta pelos ditos helicópteros.

HRotor
HRotor
7 anos atrás

Quanto mais pompa e circunstancia, pior.
O projeto EC725 no Brasil nunca sera nada alem de um “case” de mau uso do dinheiro publico.

Observador
Observador
7 anos atrás

Nick disse:
3 de outubro de 2012 às 23:20

Eu não quis dizer que esta dinheirama foi utilizada na construção. Apenas coloquei que esta construção não é qualquer galpãozinho de depósito. Embora não seja uma obra complexa, não é barata.

Sobre a analogia com a Kombi, acho bem adequada. O aparelho é um aperfeiçoamento de um helicóptero que voava no tempo da guerra de independência de Angola, já faz uns 40 anos.

O Brasil deveria é ter comprado de prateleira, mais barato, e ter aplicado esta dinheirama no ITA e universidades. A longo prazo era muito mais negócio.

Giordani
7 anos atrás

O HAL-9000 falou tudo! Compra-se de prateleira e paralelamente vai se desenvolvendo um produto genuinamente nacional! Mas aqui, em Pindorama, não se compra de prateleira nem se investe em nada!

Augusto
Augusto
7 anos atrás

Vídeo interessante: http://www.youtube.com/watch?v=A8a3_62W2BM

Abraços.

Gilberto Rezende
Gilberto Rezende
7 anos atrás

Engraçado o argumento quando serve ao Gripen ou ao Super Honet baseados em projetos anteriores destaca que ele são vetores NOVOS E MODERNOS, o mesmo argumento aplicado ao EC-725 é valorado ao contrário como PROVA da ruindade do heli. Quanto ao fazer o heli aqui, a helibrás está por aqui a 30 anos e ao que saiba nem a Sikorski ou Augusta ou QUALQUER OUTRA fabricante de heli quis se instalar aqui no Brasil… Portanto era isso ou comprar de prateleira. O TEMPO dirá se foi bom ou não. Submarinos, Helis e talvez até aviões FRANCESES… Só falta o FX-2… Read more »

Baschera
Baschera
7 anos atrás

Em vez de “francófobo” seria mais pertinente nominar de “contribuinte”…..

Sds.

Vader
7 anos atrás

Gilberto Rezende disse:
4 de outubro de 2012 às 15:19

Não sou francófobo prezado. Apenas não gosto de ser feito de otário.

LuppusFurius
LuppusFurius
7 anos atrás

Observador
” Deu na veia” , se desse este Meio Bilhão ……Prô ITA,
USP-São Carlos, UFMG……veriamos Ferraris-Voadoras e não Kombis-Voadoras…..
Baschera o bolso do “contribuinte” aquí, tá pior que Buraco-Negro!!!
Ah!!!! Nunão não irei encher vc de confetes, ok? Mas que a matéria foi ótima, foi mesmo…….____________(comentário parabéns e elogios,editado).

Sds
a todos
LuppusFurius

HRotor
HRotor
7 anos atrás

(Registre-se no diário de bordo que eu também discordo dessa associação desdenhosa e injusta com a kombi, que já entrou pra história como um dos ícones da indústria automobilística.)

Observador
Observador
7 anos atrás

Gilberto Rezende disse:
4 de outubro de 2012 às 15:19

Mas não dá para comparar MESMO um helicóptero que voou na guerra de independência de Angola com um Superhornet ou um Gripen NG.

Se o FX-2 tivesse entre as opções um F-14 “Supertomcat” ou um Viggen NG, aí valeria a comparação.

Mauricio R.
Mauricio R.
7 anos atrás

“Quanto ao fazer o heli aqui, a helibrás está por aqui a 30 anos e ao…”

Mas a “Apertaparafusobrás”, aka “Helibrás”, não FAZ helicópteros AQUI, somente monta kits CKD ou SKD importados, industrializados na França.

sergiocintra
sergiocintra
7 anos atrás

Observando as fotos: 1- O 2o. da “tia” já ta na reta final!
2- Os flutuadores instalados no 01 da Marinha.

Nunão. Pescou algo sobre o novo Heli treinador das FA’s? Tipo assim 135.

Requena
Requena
7 anos atrás

Amigos

Não entendo por que a surpresa com o valor gasto na fábrica.
O valor de 420 milhões já tem embutido o “custo ParTido”.
Deixem de ser ingênuos…