terça-feira, setembro 21, 2021

Gripen para o Brasil

EC725 das Forças Armadas completaram mil horas de voo

Destaques

Fernando "Nunão" De Martini
Pesquisador de História da Ciência, Técnica e Tecnologia, membro do corpo editorial da revista Forças de Defesa e sites Poder Aéreo, Poder Naval e Forças Terrestres

Na última sexta-feira, dia 21 de setembro, a Helibras informou em nota que as quatro primeiras aeronaves EC725 entregues às Forças Armadas completaram mil horas de voo. Os helicópteros passaram por uma fase de adaptação às missões de cada Força e estão sendo utilizados em missões de busca e salvamento, resgate e treinamento na Marinha, Aeronáutica e Exército.

Estes foram os primeiros de um pacote de 50 helicópteros militares que serão entregues até 2017. Uma nova unidade deverá chegar a cada Força ainda neste ano, segundo a empresa.

FONTE: Helibras

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HRotor

Só lembrando o que já saiu aqui no PA e está disponível nos links. A previsão inicial era: 2009- Desembolso: € 83.333.333,00; helicópteros entregues: 0 (!) 2010- Desembolso: € 258.295.595,95; helicópteros entregues: 3, sendo 1 para cada Força, que foram entregues em dezembro daquele ano (um dos últimos atos do Lula presidente). 2011- Desembolso: € 70.341.804,66; helicópteros entregues: 1 (Só em dezembro, 1 ano depois do recebimento dos primeiros hel., o contrato de assistência logística da frota foi assinado) 2012- Desembolso: € 367.671.383,17; helicópteros entregues: 4 Quanto às previsões 2011/2012, me “pairam” algumas dúvidas, vi só a notícia da entrega… Read more »

Clésio Luiz

Essa notícia está errada. Uns insiders me juraram de pé junto que esses helis estavam com problemas dos mais diversos, pelo simples fato de serem franceses. Então eles não poderiam nunca ter alcançado essa marca de 1.000 horas de voo…

Augusto

HRotor disse:
26 de setembro de 2012 às 11:56

Haverá a entrega de mais 3 helicópteros até o final deste ano.

HRotor

1000 horas, 3 anos, 4 (mais 3…?) helicópteros, 700 milhões de euros…
É pra achar bom?

Marcos

Isso dá 7 horas/mês de vôo para cada aeronave.
Sim, cada aeronave custou R$100 milhões. E que eu saiba não estão inclusos nem manutenção, nem peças. Foi feito um contrato em separado para a manutenção.

Mauricio R.

Como só 7???
Esses kits já não vieram montados, lá da França???
Pq por aqui, a momtagem dos kits SKD, só vai começar lá pelo 17º.

Marcos

O valor total do contrato, para as cinquenta aeronaves, é de R$5 bilhões.
Resta saber se há alguma cláusula no contrato que estabeleça correções conforme se apresente variações cambiais.

Marcos

Sete horas/mês de vôo é menos que muito manicaca de aero-clube voa.

Vader

Meu Deus, e nego ainda aplaude essa joça???

juarezmartinez

So para lembrar que são trêsa nos de vôos e ZERO DE OPERAÇÃO, ainda não foram declarados operacionias, ainda não foi resolvido o problema de limitação de g para as pás de helice não tocarem nas entradas de ar do motor, não foi resolvido ainda a adequação do passo de CG das aeronaves da MB e segue a tragédia paga com recursos do tesouro nacional com bem falou o H Rotor, mas já nas bases aéreas de Santa Maria e Manaus, são dois anos de OPERAÇÃO REAL, inclusive de combate REAL, ZERO DE PANE durante operação, altissíma disponibilidade, e desempenho… Read more »

Luis

Poderíamos tem comprado, por baixo, uns 100 UH-60 Blackhawks, com o valor pago por esses EC725.

Justin Case

Juarez, boa noite. Pode explicar melhor seus comentários? Não entendo muito de helicópteros, mas vários das assertivas confrontam o que me lembro de aerodinâmica: 1. Helicóptero não tem hélices, mas rotores ou asas rotativas. 2. Para aumentar a carga G, as pás produzem sustentação e sobem, não tendo como colidir com a aeronave. 3. Só há passeio de CG se há movimento ou alijamento/lançamento de carga útil, armamento ou combustível. Qual é a operação naval que você se refere que provoca passeio de CG? 4. As únicas possibilidades que imagino para fazer as pás do rotor baixarem seriam: – pouso… Read more »

glaison

Boa noite a todos,

Eu estou por fora. Alguém pode me explicar resumidamente por que esses EC725 são tão mal vistos aqui no PA? são ruins? Caros? Desnecessários?

Vader

glaison disse: 27 de setembro de 2012 às 2:31 Só os fatos, pro próprio amigo julgar: 1 – Pagou-se R$ 5 bi por 53 aeronaves. Dá R$ 94,3 milhões, ou US$ 46,3 milhões por aeronave. Muito provavelmente maior que o preço de um F-16. Por um helicóptero; 2 – Esse helicóptero não é usado operacionalmente a sério pela própria França, que adquiriu em larga escala o NH-90, muito mais moderno; 3 – Nenhuma das três Forças queria esse helicóptero. Todas tinham seus próprios projetos; 4 – A Helibrás é uma subsidiária da Eurocopter. Com isso a França está fazendo transferência… Read more »

Vader

Agora minha opinião:

Essa compra foi uma aquisição para contentar os “Viana” da vida.

Em qualquer país do mundo (menos, talvez, na Índia…) essa aquisição derrubaria governo e daria cadeia do Ministro da Defesa para baixo.

Mas aqui, como não temos oposição…

Nick

Minha maior crítica entre outras, é o fato desse valor citado pelo Vader não significar que alguma empresa Brasileira está sendo capacitada a projetar, desenvolver e fabricar Helis, gerando 0 de autonomia no caso.

[]’s

Mauricio R.

Mistério…
Entra governo, sai governo, mas não aparece um distinto, um digno cidadão, que acabe c/ essa reserva de mercado da Helibrás.
Exportamos empregos p/ França, e o que recebemos em troca???
Somente uns parafusos, p/ apertar.

HRotor

Vader, mandou bem! Justin e Juarez, helicóptero não tem hélices, são asas rotativas, com diferenças aerodinâmicas e funcionais. Dizer que helicóptero tem hélice é um erro muito comum, mas “extremamente” perjorativo para quem é do ramo hehehe… A “suposta” colisão do disco do rotor com o filtro da entrada de ar dos motores “teria ocorrido” em uma manobra súbita para evitar colisão com pássaro. A solução adotada “teria sido” a limitação do comando por meio de batentes, diminuindo o passeio das pás. Solução à francesa… Com relação ao CG da versão naval, a dificuldade é adaptar o míssil, permitindo que… Read more »

Mauricio R.

Mas e aí, essa coleção de defeitos é somente conosco, ou os outros operadores desses trambolhos; tb são vítimas desses mesmos problemas???

HRotor

A questão é usar a razão diante dos fatos.
Meu compromisso é com a Aviação e o com Brasil. Por amor, nenhum outro interesse. Nenhum compromisso com decisões ou patrocinadores.
À essa altura, não preciso elaborar respostas institucionais e politicamente corretas. Uso a liberdade conquistada a fogo e sangue pelas gerações que nos antecederam.
Mas entendo a situação do blog. Fique à vontade para editar, se estiver constrangendo o PA …

Justin Case

HRotor, bom dia. Grato pela colaboração visando o esclarecimento da situação. Com ou sem manobra para evitar colisão, certamente não foi na carga G positiva. Talvez tenha ocorrido durante manobra brusca, com oscilação de comando ou G negativo para recuperar a trajetória de voo anterior. Quanto aos problemas de integração de cargas externas, há também vários aspectos a comentar: Talvez a aeronave tenha tendência a se tornar INSTÁVEL, ou seja, não retorna por si só (sem comando do piloto) à situação original, se o lançamento for feito dentro dos limites extremos do envelope de voo da aeronave “lisa”. Nesse caso,… Read more »

HRotor

É sempre bom existir um espaço mais preocupado em esclarecer do que conduzir opiniões. Aliás não vi ninguém aqui comentar opiniões DO blog, mas NO blog PA.
Vale lembrar que o projeto EC725 no Brasil NÃO nasceu como necessidade operacional das nossas Forças Armadas e É muito caro em relação ao benefício que proporcionará. Ponto.

HRotor

Justin Sem aprofundar tanto, as pás do hel girando formam um disco. A inclinação dele em torno do mastro fixo na fuselagem permitem ao hel manobrar em pitch e roll. Há ainda a flexão da própria pa, pelo G. Em determinadas manobras mais bruscas, pode haver toque das pás na estrutura. Para evitar danos, há batentes nos comandos ou no mastro. Mesmo assim já houve casos da pa seccionar o boom de cauda em situações extremas, mais comum em ambiente de ameaça inimiga ou emergência/ colisão iminente. O passeio do CG tem relação com que comentei acima. No pairado, por… Read more »

HRotor

Justin,
…o piloto atinge o batente de comando cíclico mas o disco do rotor não inclina o suficiente para que o helicóptero mantenha a posição, deslocando na direção do CG…

Justin Case

Entendi, HRotor.

O que me surpreende é o uso do termo “impilotável” logo ao exceder o limite de CG.
Quando qualquer aeronave opera próximo ao seu limite de CG autorizado, ainda deve haver uma boa margem de segurança, por norma, até que seja alcançado o limite de efetividade dos comandos.

Na situação que você apresentou, julgo que só será possível o uso dessa configuração de armamento com alguns outros limites de operação reduzidos, como, por exemplo: menor peso total, menor altitude densidade para o voo pairado, limite de arfagem para tanques de combustível parcialmente abastecidos ou algo semelhante.
Abraço,

Justin

HRotor

Justin, a situação que eu apresentei é hipotética e genérica para qualquer helicóptero. Como no nosso modus operandi é comum o embarque/desembarque ou carregamento/descarregamento com rotores girando e em pleno campo (sem condições muitas vezes de um planejamento mais acurado), por norma geral se realiza uma decolagem vertical e se verifica se o CG está nos limites, atuando nos comandos de forma a manter o voo pairado momentaneamente. Não é incomum ter-se que voltar ao solo e acertar as coisas antes de prosseguir, caso o piloto atinja algum batente e o helicóptero não mantenha a posição (senão vai acabar colidindo… Read more »

Justin Case

Valeu, HRotor.

Estou aprendendo bastante com o papo.
Abraço,

Justin

glaison

Valeu Vader. Entendi as razões.
Parece mesmo, que se for compra militar, tem de ser da França.
Eu fico imaginando, o por que, quem esta lucrando o que, aqui no Brasil para essas compras marcadas.

glaison

Nunão.

Tomarei cuidado para não generalizar no futuro. Falei de “ser mal visto” porque recentemente os comentários eram em sua grande maioria, baixando o pau no aparelho e na forma que a negociação ocorreu.

abraço.

DrCockroach

O valor do contrato, aprovado pelo Senado, foi de 1 bilhao e 939 milhoes de euros o que, na epoca, seria equivalente a cerca de 60 milhoes de dolares por unidade (hoje cerca de US$ 50 milhoes). Do valor total, 1 bilhao e 760 milhoes de euros foram financiados ao custo de 6,19% a.a.

o TCU deveria acompanhar isto.

[]s!

P.S.: A compra foi resultado da “parceria estrategica”
http://dai-mre.serpro.gov.br/atos-internacionais/bilaterais/2008/b_283/

glaison

Acabei de ler o Plano de Ação, da parceria estratégica. Em 2018, quando fizer 10 anos vamos ver o que nos trouxe me melhorias.

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