sábado, novembro 27, 2021

Gripen para o Brasil

Reabastecimento em voo na Operação Amazônia

Destaques

Fernando "Nunão" De Martini
Pesquisador de História da Ciência, Técnica e Tecnologia, membro do corpo editorial da revista Forças de Defesa e sites Poder Aéreo, Poder Naval e Forças Terrestres


 

Imagens com microcâmeras mostram visão dos pilotos em reabastecimento em voo

Pilotos e equipes de manutenção da Força Aérea Brasileira realizaram nesta quarta-feira (19/09) missões de reabastecimento em voo durante a Operação Amazônia, no Norte do país. Até o fim do mês, militares das Forças Armadas treinam ações conjuntas em uma área que inclui os Estados do Amazonas, Pará, Acre e Rondônia.

O reabastecimento é a única situação em que o avião entra em contato com outro durante o voo. Em vídeo produzido pela Agência Força Aérea, veja imagens exclusivas captadas por microcâmeras instaladas no capacete de um piloto de caça durante um reabastecimento.

Para entender um pouco a complexidade do procedimento, imagine como seria abastecer um carro em movimento. Aeronaves reabastecedoras decolaram do Rio de Janeiro e de Porto Velho, em Rondônia, para missões de treinamento nas proximidades de Tefé, no Amazonas. Do Rio de Janeiro decolaram caças A-1 do Esquadrão Adelphi, e sua aeronave reabastecedora, um KC-137 do Esquadrão Corsário. De Porto Velho, decolaram aviões F-5, do Esquadrão Pacau e um KC-130 do Esquadrão Gordo.

O Chefe de Operações da Força Aérea Componente (FAC 104), responsável pela coordenação e emprego das aeronaves durante a Operação Amazônia, Tenente-Coronel-Aviador José Stumbo Neto, ressaltou que o procedimento é uma ferramenta estratégica para a defesa do país. “Com o reabastecimento em pleno voo, os caças ganham mais autonomia e podem alcançar qualquer ponto do país”, explica ele que está em Manaus.

Para reabastecer, os caças se aproximam da aeronave reabastecedora e reduzem a velocidade. Em seguida, o avião “tanque” libera uma mangueira de 12 metros que se conecta ao probe, espécie de haste que fica do lado superior direito do piloto de caça. O combustível é transferido por meio da conexão.

Os KC-130, por exemplo, têm 14 horas de autonomia e o combustível ocupa as asas, os tanques externos e dois internos, com capacidade de 6.520 litros. O KC-130 pode cruzar o Oceano Atlântico e percorrer os quase 6.000 quilômetros entre Recife (PE) e Lisboa, em Portugal.

FONTE / VÍDEOS / FOTOS: FAB (Agência Força Aérea)

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Marcos

Olhando assim parece fácil fazer um REVO.

Agora pecaram, como sempre, por não usar uma Câmera de alta resolução.

Daglian

Marcos,

Os vídeos estão em alta resolução, porém realmente as fotos não. Uma pena.

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