domingo, junho 20, 2021

Gripen para o Brasil

AESA da Northrop visa modernização do F-16, mas também mira nos F-15 e F-18

Destaques

Fernando "Nunão" De Martini
Pesquisador de História da Ciência, Técnica e Tecnologia, membro do corpo editorial da revista Forças de Defesa e sites Poder Aéreo, Poder Naval e Forças Terrestres

Antena AESA do APG-81 do F-35, combinada com equipamentos do SABR desenvolvido para modernizações do F-16, poderá ser oferecida para modernizar F-15 e F-18, que comportam radares mais poderosos

Segundo matéria da Aviation Week, a Northrop Grumman está mirando o mercado de modernização de versões mais antigas do F-15 e F-18 com radares de varredura eletrônica ativa (AESA).

Em maio deste ano, a empresa testou uma combinação dos radares AESA que desenvolve para os caças Lockheed Martin F-16 e F-35. O teste foi realizado num BAC One-Eleven que serve de plataforma aérea de provas, e mostrou que a antena de alta performance desenvolvida para o radar APG-81 do F-35 poderia ser combinada com os equipamentos de recepção / amplificação / processamento de custo mais acessível do modelo SABR (Scalable Agile Beam Radar) que a empresa desenvolve para modernizações do F-16.

O SABR visa substituir os APG-66 e 68 de varredura mecânica que equipam os F-16, sem necessidade de modificar o nariz das aeronaves, operando com a capacidade de refrigeração a ar já existente e a custos compatíveis com o mercado de modernizações.

Porém, caças como o F-15 e o F/A-18 poder receber radares maiores e mais poderosos, como o APG-81 refrigerado a líquido. A combinação dos equipamentos do SABR com a antena do APG-81 poderia ser oferecida para a modernização desses dois modelos, apesar da concorrente Raytheon já fornecer radares AESA para ambas as aeronaves.

Segundo o Pat Antkowiak, vice-presidente diretor geral da divisão de tecnologia e conceitos avançados da  Northrop Grumman, os testes de maio mostraram que o alto desempenho da antena do APG-81, combinado com os componentes acessíveis do SABR (a caixa única que une receptor, amplificador – exciter – e processador, sob a sigla REP) foram bem-sucedidos. A integração à plataforma de testes foi completada e colocada para voar em questão de semanas, segundo o executivo.

Ele acrescentou que a arquitetura mais aberta do SABR REP (ao passo que o APG-81 usa hardware e software proprietários) “destrava a inserção de novas tecnologias e abre o mercado para plataformas mais antigas (legacy).” Essa combinação pode ser oferecida tanto para o mercado doméstico quanto internacional, completou Antkowiak.

A USAF (Força Aérea dos EUA) tem planos para modernizar os aviônicos de combate e estender a vida útil de aproximadamente 300 caças F-16C/D  Block 40/42 e 50/52, como  resposta aos atrasos para desenvolver e colocar em operação o F-35.

Essa modernização, cujo contratante principal será a Lockheed Martin, incluirá um novo radar AESA. Porém, este ainda deverá ser escolhido pela USAF por meio de uma competição entre a Northrop e a Raytheon – esta última disputando com o seu RACR (Raytheon Advanced Capability Radar). As empresas ainda aguardam a emissão do pedido de propostas (RFP) .

Além do mercado do F-16, há também aproximadamente 100 caças F/A-18E/F Super Hornet Block I da Marinha dos EUA (USN), que são candidatos a receber uma modernização nos radares. Outros candidatos são os caças F/A-18 Hornet operando domesticamente ou em forças aéreas de outros países.

A USAF já está modernizando seus caças F-15E e alguns F-15C com radares AESA da Raytheon, mas aeronaves mais antigas e caças F-15 operados por outros países também são candidatos a modernizações de radar.

FONTE: Aviation Week (tradução, adaptação e edição: Poder Aéreo)

FOTOS: USAF

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Clésio Luiz

O Block I do Super Hornet não pode receber o radar AESA que equipa o Block II, daí a necessidade de usar outro radar.

O mercado de modernizações para aeronaves leves, como o F-5 e o MiG-21 foi muito importante nos anos 90. Agora caças pesados começam a se candidatar para receber radares AESA, vai ser um mercado muito lucrativo, visto que as plataformas em si são caras (F-15, F-18) e os operadores tem dinheiro para gastar, ao contrários dos países de terceiro mundo que operavam F-5 e MiG-21.

Vader

Caro Clésio: porque não?

Clésio Luiz

A estrutura frontal (do cockpit para a frente) é diferente entre os dois Blocks, e é um requerimento para instalar e operar o APG-79. Pode-se dizer que, do Block II em diante, não sobrou nada do Hornet antigo.

Gilberto Rezende

Cruzes o velho Hornet com AESA novo…

As chances da MB acabar operando com um Hornet Legacy modernizado aumentaram um bocado…

Eu passo ainda prefiro o Rafale…

Baschera

Os primeiros F/A-18 Hornet foram equipados com o, na época (requisitos de 1977), revolucionário radar doppler Hughes AN /APG-65 de avançadas características nunca antes incorporadas em um avião tático.

Primeiro radar composto de módulos WRA conjuntos substituíveis de armas /intercambiáveis) e colocado sobre trilhos na fuselagem frontal. Pesava apenas 154 Kgs (sem suporte) e seu volume (exceto a antena) é de 0,127m3.

O processador de dados do computador armazenava instruções em disquete (lembram-se ??) de 256K (16-bit)…..

Sds.

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