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Segundo AAIB, falha em EC225 está associada a problemas de produção

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A aeronave realizou pouso de emergência no Mar do Norte em maio passado após problemas com a caixa de trasnmissão

 

Defeitos de fabricação são apontados como a causa principal da falha de um componente essencial da caixa de transmissão de um helicóptero EC225 que teve que pousar em emergência no Mar do Norte no dia 10 de maio.

Uma circular emitida pelo órgão responsável pelas investigações de acidentes aéreos do Reino Unido (AAIB) em 13 de julho detalhou os problemas acorridos com o helicóptero matrícula G-REDW, operado pela Bond Helicopters, forçando-o a mergulhar no oceano cerca de 37 km a leste de Aberdeen com 12 passageiros a bordo e dois tripulantes.

O componente principal do drama foi a engrenagem cônica do eixo vertical. Composta por duas peças distintas, unidas por soldas, elas se partiram em duas após a formação de fraturas a partir de um furo feito na solda. Como resultado, informa o relatório, “a porção inferior do eixo moveu-se para baixo… fazendo com que o pinhão se soltasse parcialmente das engrenagens da bomba de óleo da unidade”.

Isto, por sua vez, causou a falha nos sistemas de lubrificação primário e secundário da caixa de transmissão. Embora os pilotos tenham acionado o sistema de lubrificação de emergência, uma luz de aviso indicando falha deste último acendeu-se pouco depois der ser ativado. O procedimento correto nessa situação é um pouso imediato, diz o relatório, o que os pilotos devidamente realizaram às 11:14h.

As rachaduras se propagaram a partir de um orifício de 4,2 milímetros. Os investigadores encontraram marcas de ferramentas, um arranhão em espiral “, que percorre toda a extensão do furo” e que as porções escareadas em ambas as extremidades estavam “fora das especificações do projeto e havia uma série de” furos “no escareador interior”, diz. Um exame feito pela Eurocopter após o acidente em 18 eixos de engrenagens cônicas mostrou “variabilidade” na geometria de escareadores “e um certo número deles estavam fora da tolerância do projeto”.

Testes realizados por parte dos investigadores em um eixo de engrenagens cônicas iniciado mostram a propagação de uma rachadura originada a partir de um buraco 4,2 milímetros “, após ter sido deliberadamente corroído em condições de laboratório antes do teste”, diz o relatório.

No entanto, a Eurocopter não concorda com a análise da AAIB. Ela diz: “O teste de laboratório indica que a qualidade de fabricação do furo de eixo vertical e dos escareadores não são a causa da rachadura.”

Seus ensaios de fadiga confirmam que o “componente apresenta margens de resistência ampla e que as dimensões do eixo permanecem corretas”, diz.

A Eurocopter acredita ter encontrado a causa principal da falha e está realizando mais testes para confirmar isso.

O incidente foi também o primeiro onde houve uso do sistema de lubrificação de emergência. Isto direciona parte do ar do motor esquerdo para o sistema de injeção de uma mistura de água e glicol a partir de um reservatório para a caixa de transmissão. Os investigadores até o momento foram incapazes de encontrar uma razão para o acionamento da luz de emergência, uma vez que a maioria do sistema pareceu funcionar correctamente.

A AAIB, no entanto, observou que “há certas evidências preliminares de que a confiabilidade de alguns dos componentes do sistema [de lubrificação de emergência] é menor do que o previsto no Sistema de Avaliação de Segurança para a certificação.

“O trabalho nesta área está em curso”, diz.

FONTE: Flightglobal

COLABOROU: Mauricio R.

TRADUÇÃO E ADAPTAÇÃO: Poder Aéreo

10 COMMENTS

    • Francofobia, Clésio?

      Como o seu comentário é o primeiro, acho que você só pode estar se referindo à editoria e ao conteúdo da matéria, que aliás é uma tradução de matéria da Flightglobal.

      Da parte da editoria, pode ter certeza de que “francofobia” é algo que passa bem longe da nossa cabeça. E acidentes e incidentes aeronáuticos são coisas que procuramos tratar bem a sério.

      Já da parte do site Flightglobal, é uma questão de perguntar pra eles, por usarem o termo “ditching” em sua manchete, que é um termo em inglês um tanto mais forte do que um simples pouso de emergência na água ou mesmo uma amerissagem controlada, assim como “crash landing” costuma também parecer mais forte do que pouso de emergência, em português.

      De qualquer forma, recado entendido: alterei título e subtítulo para não ferir suscetibilidades.

  1. Me permita pedir desculpas Nunão. Vi um certo nome associado à notícia e pensei ter sido ele a fazer a tradução.

    Eu não tenho dúvidas quanto a idoneidade dos editores da Trilogia.

  2. Permitido!

    (de qualquer forma, a tradução foi reavaliada com base em suas observações, pelo que agradecemos)

  3. Olá,

    Nada de anormal, qualquer aparelho pode sofrer problemas, veja o Supertucano ou mesmo o V-22 Osprey, se tiverem problemas cronicos ou mativerem como está ai sim é um problema….

    Abraços,

  4. Não há nada de normal, qndo o problema está na linha de montagem.
    Lembrando ainda que os aparelhos das linhas Super Puma, Cougar e EC-225, já vem de uma diretiva, referente ao acumulador de freio.

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