quinta-feira, setembro 23, 2021

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Hawker Beechcraft: sindicato entra com ação contra o ‘negócio da China’

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Fernando "Nunão" De Martini
Pesquisador de História da Ciência, Técnica e Tecnologia, membro do corpo editorial da revista Forças de Defesa e sites Poder Aéreo, Poder Naval e Forças Terrestres

Em resposta, a empresa afirma que um acordo com a chinesa Superior Aviation vai preservar empregos

Na segunda-feira, 16 de julho, o sindicato dos mecânicos afirmou que entrou com ação, na Corte de Falências dos Estados Unidos, contra os esforços que a fabricante de jatos Hawker Beechcraft está fazendo para ser comprada por uma empresa chinesa. A alegação é que isso vai custar empregos e ameaçar a segurança nacional dos EUA.

Em pronunciamento, a Associação Internacional de Mecânicos e Trabalhadores Aeroespaciais (International Association of Machinists and Aerospace Workers) afirmou que a venda precisa passar por um exame minucioso por parte dos reguladores federais, autoridades do Estado e a comunidade de Wichita, no Kansas, onde está baseada a Hawker Beechcraft. Também acrescentou que a venda não pode ser apressada.

A Hawker Beechcraft, cuja propriedade está nas mãos da Goldman Sachs e Onex Corp, revelou na semana passada que estava em conversações com a chinesa Superior Aviation Beijing Co, que a compraria por aproximadamente 1,8 bilhão de dólares. A Superior Aviation é uma “joint venture” numa proporção 60-40, entre a empresa privada Beijing Superior Aviation Technology Co e a Beijing E-Tong International Investment & Development Co, que é apoiada pelo Estado Chinês.

O sindicato dos mecânicos afirmou que sua ação na corte expressa preocupações de que a venda poderia resultar na trasnferência de tecnologia comercial e militar para a China, levando à perda de empregos aeroespaciais de nível elevado, assim como ao comprometimento dos interesses de segurança nacional dos Estados Unidos. Também disse que a venda necessitaria do fim dos planos de pensão da Hawker, incluindo um que cobre mais de 3.500 membros do sindicato.

O presidente da associação, Tom Buffenbargerm disse que a venda proposta “traz grandes implicações para a economia dos Estados Unidos e a segurança nacional. Como a necessária análise do processo ainda não começou, dar à Superior o direito exclusivo de negociar a compra da Hawker, nesse momento, é prematuro.”

Em resposta ao sindicato, a Hawker Beechcraft afirmou que seu acordo com a Superior permite preservar empregos e que a negociação e o processo de reestruturação avança, acrescentando que o acordo definitivo com a Superior seria objeto de aprovação por parte de várias augências, além de audições por parte da Corte de Falências.

FONTE: Reuters (tradução, adaptação e edição: Poder Aéreo)

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Mauricio R.

E aí Brasil, alguém interessado???
Só não vale a Embraer.

Gilberto Rezende

Isso sim é caso de corte marcial ! A HBC impugna uma licitação da USAF alegando que a Embraer não é uma empresa americana está negociando-se para duas empresas chinesas uma estatal e uma privada !!! Os militares da USAF que atenderam e cancelaram o processo sob alegação de documentação errada da EMBRAER devem estar com a MAIOR CARA DE PASPALHO DO UNIVERSO… Se eu fosse da Embraer e da Sierra Nevada não perdia esta oportunidade para esclarecer pelos jornais que os donos da Beachcraft são o Banco Goldman-Sachs e um grupo financeiro canadense Oriex que estão doidos para se… Read more »

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