quarta-feira, julho 6, 2022

Gripen para o Brasil

Super Tucano mira mercado de 300 aviões

Destaques

Fernando "Nunão" De Martini
Pesquisador de História da Ciência, Técnica e Tecnologia, membro do corpo editorial da revista Forças de Defesa e sites Poder Aéreo, Poder Naval e Forças Terrestres

Acordo com a Boeing vai consolidar a presença da Embraer num mercado mundial estimado em US$ 3,5 bilhões até 2020

Roberto Godoy

O mercado internacional para o Super Tucano, uma classe de caças leves, dedicados ao ataque ao solo, à patrulha armada e à vigilância – além do apoio aproximado à tropa e o treinamento avançado, é estimado em US$ 3,5 bilhões cerca de 300 aeronaves. A pesquisa de demanda foi divulgada há dois anos mas se mantém.

Segundo Luiz Carlos Aguiar, o presidente da Embraer Defesa e Segurança (EDS), “o Super Tucano entra nessa disputa como favorito”. Ontem, no Salão de Farnborough, nos arredores de Londres, a Embraer e a aviação militar da Indonésia anunciaram um contrato para o fornecimento de oito turboélices. A força aérea já havia comprado um lote do mesmo tamanho, em 2010, no valor estimado de US$ 100 milhões.

O novo negócio é maior. Cobre um simulador para instrução de pilotos e recursos logísticos para toda a frota. Em Jacarta, o Ministério da Defesa emitiu nota informando que o avião será empregado “em missões de controle das fronteiras, contra insurgência, e interceptação aérea”.

O A-29 é utilizado por sete nações – Brasil, Colômbia, Equador, Chile, Indonésia, República Dominicana, Burkina Fasso e Estados Unidos (*), onde voa o único exemplar operado por uma companhia privada. Há negócios em andamento na Guatemala, no Peru e em Angola. A empresa admite manter discussões no Oriente Médio, na África e na Ásia.

Diferencial. A semana tem sido boa para a EDS. Na segunda-feira foi revelado o acordo de cooperação firmado entre a Embraer e a Boeing Defense, para integração de sofisticados sistemas de armas no A-29. Ontem, além da formalização do contrato indonésio, circulou a notícia da venda do controle da Hawker-Beechcraft para a desconhecida Super Aviation Beijing, da China, O valor da aquisição é de US$ 1,8 bilhão. Um executivo da corporação, Qian Chunyan, anunciou a oferta que não inclui a divisão de aeronaves militares. A exclusividade da oferta vale por 45 dias. A Hawker, faz parte do complexo Goldman Sachs & Onex e está sob regime de recuperação judicial, um meio de evitar a falência.

A unidade de produtos de Defesa é a concorrente da Embraer na escolha do LAS, para fornecimento de 20 aviões de apoio leve e ataque ao solo que a administração americana comprará, pagando US$ 599 milhões, e entregará ao Afeganistão, que está estruturando uma nova aviação.

É apenas uma parte da transação. O plano do Pentágono é expandir o processo para qualquer coisa como 100 a 120 unidades. A fatura seria de US$ 900 milhões, podendo chegar a US$ 1,2 bilhão, conforme as especificações, dos turboélices e do pacote de peças, componentes e recursos tecnológicos de combate de precisão.

Serão fatores diferenciais, itens como a possibilidade de incorporar ao seu extenso conjunto, também bombas mais leves e de pequeno diâmetro, dirigidas até seus alvos por guiagem inercial, GPS ou luz laser. Esses tópicos fazem parte do esquema de cooperação com os americanos da Boeing Defense e são válidos ainda para outras operações além da LAS.

FONTE: Estadão

NOTA DO EDITOR: Além dis países mencionados, o Super Tucanso também é empregado pela Mauritânia e por Angola.

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Mauricio R.

Os negócios que os chineses pretendem adquirir são as linhas de aviação geral, que a Embraer não produz e a de aviação executiva, mercado aonde demonstra excelente performance.
Ocorre que na China(PRC), não há mercado regulado pela concorrência, como o Embraer bem sabe, a pata do dragão chinês é bem pesada qndo se trata de concorrer c/ a indústria local.
Este negócio, se bem sucedido, proporcionará aos chineses mta alavancagem em seu próprio mercado interno.
Com as bençãos e a gratidão de titio Samuel Wilson.

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