sábado, outubro 16, 2021

Gripen para o Brasil

Compras de Defesa externas X internas: nem só de F-X2 vive a FAB

Destaques

Fernando "Nunão" De Martini
Pesquisador de História da Ciência, Técnica e Tecnologia, membro do corpo editorial da revista Forças de Defesa e sites Poder Aéreo, Poder Naval e Forças Terrestres

Aliás, se vivesse só de F-X2, não se poderia falar em vida, voos ou capacidade operativa. Mas é fato que o F-X2 é o programa de maior visibilidade entre as aquisições que precisam ser feitas para a FAB. Mas há outras.

Enquanto isso, ontem, foi detalhado pelo Ministério da Defesa quais equipamentos serão adquiridos, no recém-anunciado Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Equipamentos. R$ 1,527 bilhão será destinado a equipamentos militares desenvolvidos a partir de projetos nacionais fabricados no Brasil: 4.170 caminhões, 40 carros de combate Guarani e 30 veículos lançadores de mísseis Astros 2020 (clique aqui para acessar matéria no site das Forças Terrestres)

Matéria de hoje da Folha de São Paulo leva à conclusão de que a decisão do F-X2 foi novamente adiada, subentendida na decisão apurada pelo jornal de se solicitar às empresas concorrentes que renovem a validade de suas propostas para até o final deste ano. Nos comentários, diversos leitores demonstraram a opinião de que esse adiamento estaria incoerente com a decisão de se gastar mais de um bilhão e meio de reais em equipamentos militares, para aquecer a economia nacional. Mas há o detalhe ressaltado em negrito no parágrafo anterior: estão sendo privilegiados projetos nacionais fabricados no Brasil, categoria na qual os caças do F-X2 certamente não se aplicam, ao menos em suas primeiras entregas, que dependerão de fornecimento diretamente do fabricante (e todos os concorrentes são, logicamente, estrangeiros). Ainda que os equipamentos citados dessa encomenda de blindados, caminhões e lançadores de foguetes certamente tenham componentes importados, a questão política de se mostrar ao público encomendas que privilegiem projetos e fabricação nacional se impõe – de forma lógica e justificável, pode-se dizer, já que o objetivo louvável é aquecer a economia e a geração de empregos aqui.

Mas fica a pergunta: as encomendas vão ficar só nisso, caminhões, blindados e lançadores? Apenas equipamentos para o Exército Brasileiro? Sem prejuízo dessas encomendas bastante justificadas para o Exército, será que não há equipamentos que possam se enquadrar na categoria “projetos nacionais fabricados no Brasil” que sejam bastante necessários para a Força Aérea Brasileira ou para a Marinha do Brasil? Não seria coerente que as demais forças também tivessem encomendas de valor similar (1,5 bilhão de reais) em equipamentos nacionais, para também gerar empregos e aquecimento da economia? Lembrando que essas verbas não são novas: são descontingenciamentos. Não seria o caso de se descontingenciar verbas também para iniciativas de outras forças?

Repetindo parte de texto escrito no blog das Forças Terrestres: é certo que dessa iniciativa ficariam de fora  gastos / investimentos em equipamentos fabricados no exterior, dos quais os de maior visibilidade são navios de escolta ou de apoio para a Marinha e caças para a Força Aérea, para os quais ainda se está em fase de disputa entre fornecedores internacionais, e não nacionais – e há notícias de que esses gastos de equipamentos de origem externa não seriam compatíveis com a crise internacional, como a recente reportagem da Folha de São Paulo dá a entender. Mas a corveta Barroso, por exemplo, não é um projeto nacional? Um novo navio da classe não movimentaria encomendas em fornecedores nacionais e o emprego de mão-de-obra nacional num Arsenal que está praticamente sem novas construções desde que a Barroso foi completada? Ou mais Lanchas de Ação Rápida para emprego na Amazônia ou no Pantanal, entre outras embarcações? Alguns modelos de bombas e mísseis para a FAB não são projetos nacionais? Suprimentos e peças de reposição nacionalizadas, que podem estar faltando nas prateleiras, não poderiam estar nesse “pacote”, sem prejuízo das encomendas para o Exército, como outros equipamentos desse PAC Equipamentos?

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Mauricio R.

Xí, e sob a justificativa de se movimentar a econômia, lá vem a montoeira de artigos de defesa adquirídos sem licitação, ou pior ainda, c/ dispença da mesma.
Um prato cheio p/ a petralhada dos dolares na cueca, desviarem mais dinheiro público.

mauricio matos

Nesse pacote do governo para ajudar as empresas que produzem material militar faltou uma encomenda do governo dos fuzis IA2 da imbel . Uma diminuiçao do lote de caminhoes e pedido de pelo menos uns 5000 fuzis

Mauricio R.

A aquisição do Astros 2020, deveria ser condicionada a reestruturação e ao saneamento das finanças da Avibrás.

Observador

Senhores, A opção de fazer investimentos que privilegiem a indústria nacional é puramente cosmética. O investimento anunciado é uma gota no oceano, se compararmos com o tamanho do PIB brasileiro. Para o tamanho da nossa economia, o valor anunciado com fanfarras é NADA. Além de não estarem preocupados em encontrar soluções reais para a economia, muito menos importa ao GF resolver o problema do sucateamento de nossas FAs. A mostra disto é a compra de 40 guaranis, o que convenhamos, nem mesmo justifica uma linha de montagem para este equipamento. Além disto, de que empresa nacional o GF fala? Das… Read more »

Observador

Senhores, A opção de fazer investimentos que privilegiem a indústria nacional é puramente cosmética. O investimento anunciado é uma gota no oceano, se compararmos com o tamanho do PIB brasileiro. Para o tamanho da nossa economia, o valor anunciado com fanfarras é NADA. Além de não estarem preocupados em encontrar soluções reais para a economia, muito menos importa ao GF resolver o problema do sucateamento de nossas FAs. A mostra disto é a compra de 40 guaranis, o que convenhamos, nem mesmo justifica uma linha de montagem para este equipamento. Além disto, de que empresa nacional o GF fala? Das… Read more »

Observador

Aos moderadores:

Favor retirar o primeiro comentário que está incompleto.

Obrigado.

corveros

SINCERAMENTE,EU NUNCA VI UM PAÍS CONTINENTAL COMO ______________

RESTANTE DO COMENTÁRIO FOI DELETADO POR USAR SOMENTE MAIÚSCULAS, “GRITANDO” COM OS DEMAIS LEITORES.

MOSilva

Paciente na UTI e vamos de analgésicos…
Sds.

Rafael

Chega a ser doentia essa obsessão de voces em criticar até quando a noticia é boa… ___________________

vcs parecem um bando de ________________ que estão chigando porq não gostam da ideologia de quem ocupa o governo !!!

dar os paraben ao Governo não é sinal de fraqueza !!!!!!

COMENTÁRIO EDITADO POR USO DE PALAVRAS DE BAIXO CALÃO E OFENSAS AOS DEMAIS COMENTARISTAS

Roberto Bozzo

dentro deste “pacotão” poderia estar incluso:

mais corvetas Barroso;
mais radares SABER 60;
mais fuzis IA2;
mais mísseis;

poderia se iniciar projetos interessantes como a viabilidade de integração do Saber 60 com os Piranha para uma defesa AA de curto alcance nacional;
nova versão da Barroso com mais furtividade e armas;
quem sabe até mesmo o estudo para uma nova fragata nacional;

posso até estar sonhando alto, mas tanta coisa poderia ser feita…

Rafael

Mauricio R…. me explica uma coisa… como é q a Avibras vai sanear alguma coisa sem vender ? . As vezes eu acho que vcs tem 12 anos de idade…. _____________ . PARABEN AO GOVERNO pela iniciativa….. a pergunta q eu me faço é a seguinte: vcs eram tão revoltados assim à 10 ou 15 anos atras, quando as forças armadas não tinham Guaranis, IA2, AMX sendo modernizados, OPVs sendo comprados, Modernização das Comunicações, Astros 2020 sendo desenvolvidos, Radares sendo comprados e etc ??? e depois, azisquerdas feias e bobas é que são revanchistas…. é de dar pena COMENTÁRIO EDITADO.… Read more »

Rafael

Sem falar no A-darter que está praticamente finalizado…. e o projeto de submarino, onde o Governo esta construindo a maior base de submarinos do hemisferio sul…
.
Mas não… o governo não faz nada !!!!!

Bonito é aparecer e falar mal pra se sentir aceito na turma né ?

corveros

NACIONALMENTE NAO FABRICAMOS NADA QUE PRECISAMOS!!!NO BRASIL _______________

RESTANTE DO COMENTÁRIO FOI DELETADO POR USAR SOMENTE MAIÚSCULAS, “GRITANDO” COM OS DEMAIS LEITORES.
SENHORES, É TÃO DIFÍCIL MANTER A BOA EDUCAÇÃO NA INTERNET COM COMENTÁRIOS ABERTOS?

Rafael

Baixo calão ? O que tem de baixo calão em dizer q a atitude de muitos aqui parace verdadeira molecagem infantil ?

e oq tem de baixo calão em dizer q muitos tem a idade mental de gente de 12 anos ?

não entendi

RAFAEL, VOCÊ TEM MEMÓRIA SELETIVA? ESCREVEU PALAVRÃO NO PRIMEIRO COMENTÁRIO, OFENDEU A INTELIGÊNCIA DE OUTROS LEITORES E AINDA ESTÁ QUERENDO SE JUSTIFICAR? VOCÊ ESTÁ SENDO TRATADO DO JEITO QUE ESTÁ TRATANDO OS DEMAIS?

MOSilva

Caro Rafael, primeiramente, boa noite. Não se trata de deixar de aplaudir boas iniciativas, mas de perceber o quão relevantes elas representam ao todo. A indústria bélica nacional está na UTI há anos. Vai longe a época que poderíamos ser considerados fabricantes e desenvolvedores de tecnologia militar. E, tenha certeza, não será um contrato como o apresentado que salvará o setor. Servirá, no máximo, para não deixar “a peteca” cair de vez. Além disso, não se pode esquecer que os projetos estão interligados. Ter A-Darter sem ter um sistema de defesa integrado não é grande vantagem. Seria desperdício de recursos.… Read more »

corveros

______________

COMENTÁRIO TOTALMENTE DELETADO, APÓS DOIS AVISOS NÃO TEREM SURTIDO EFEITO…

MOSilva

Off-topic: mão a palmatória.

Caros editores da Trilogia. Tenho participado do blog há algum tempo, desde que era aberto a todos. Fui contrário a restrição de postagem, inicialmente limitada aos assinates. Defendi uma outra forma de financiamento e arrecadação de recursos, o que se concretizou na excelente revista. Agora entendo a posição do grupo: o acesso mais restrito dos comentaristas de notícias é fundamental.
Sds.

NOTA DOS EDITORES: MOSILVA, POUPAREMOS A PALMA DE SUA MÃO. NÃO SOMOS ADEPTOS DA PALMATÓRIA…
SAUDAÇÕES!

Carcará 01

Gente amiga, a intenção de abrir os comentários foi excelente, mas infelizmente grande parte da população brasileira é ALIENADA e não tem educação suficiente para saber debater sem ofender ou ridicularizar os opostos. O cidadão aí em cima, pelo amor de Deus…

Sugiro, infelizemente para alguns mais educados, que os senhores fechem novamente os comentários.

Quanto a essas “compras” do GF, como disse o Observador, pura perfumaria, tatica de guerra, distrair o inimigo (NOS) com atos diversionários enquanto que o real objetivo é atingido… Lamentável esse nosso “paif”…

MOSilva

Uma dúvida: na foto, o material que aparece está pintado de azul. Não é esta a padronagem para equipamentos e materiais de treinamento/manejo? Pergunto isso de “mãos abertas”, me sentindo seguro…
Sds.

MOSilva

Obrigado Nunão!
Ufa! Por um instante cheguei a pensar que a compra seria restrita a material de treinamento/manejo. Medo, muito medo…
Sds.

Observador

Xiiii… É deixar os comentários abertos para qualquer um e já aparece um defensor do “glorioso” governo do PT. Embora este blog não seja dedicado à política, como temos um bando de irresponsáveis (para dizer o mínimo) no governo deste país, é impossível fugir de criticar a leniência desta turma. Sobre a tal ideologia, de qual falamos mesmo? Daquela que o “Çábio de Nove Dedos” jogou na lata do lixo dando as mãos ao Maluf? Teve um tempo que o _________________-A defesa do malandro é rebaixar todo mundo ao nível dele. A ideologia que tem hoje no GF é a… Read more »

Marcos F. Siqueira

MOSilva e demais “ponderados”; É muito notável em todos os sites de notícias com comentários abertos o incrível despreparo dos comentaristas em debater de forma respeitosa e ponderada, de modo geral. Acredito que esse fato evidencia a razão deste país ser tão “avacalhado”, pois, se cada povo tem o governo que merece, como se pode exigir que o governo faça o melhor para seu o povo se o próprio povo não tem capacidade de dicernimento, debate e conclusões ponderadas??? Gostaria de parabenizar (e agradecer também) todos aqueles que conseguem manter um excelente nível de debate respeitoso e produtivo. Aos moderadores:… Read more »

MOSilva

Olá Nunão!
Sim, eu entendi que a foto era somente ilustrativa. Mas não resisti a fazer um comentário (um pouco) sarcástico. É que como o nosso governo está com a “mão (bastante) fechada” para os gastos com as FFAA, imaginei (por brincadeira, óbvio) que agora a compra seria de equipamentos de treinamento/manejo. E que as FFAA “se virassem” com esta “generosa compra”…Vendo a foto, não resisti a piada.
Sds.

R_Cordeiro

sairemos da UTI com isso?
quantos % será concluido no final dos 4 anos?
não será contigenciado (como de costume)?
haverá parlamentares tentando “pegar” parte desta grana em “emendas”?

são alguma dúvidas “normais” ao meu ver, afinal acreditei que o FX-1 sairia, depois botei uma super fé no FX-2 (por favor não riam da minha cara, rsrs) e fiquei a ver navios, ops… digo,cuecas recheadas de dinheiro.

agora estou vacinado!! só acredito vendo!!!

abraço a todos!!

R_Cordeiro

onde se lê 4 anos, leia-se “final do mandato”.

Obrigado.

Julio Ribeiro

Vocês querem que o PAC de equipamentos inclua a FAB? Olha que este pessoal de Brasilia é capaz de comprar mais jatinhos para o GTE…

Mauricio R.

Só pq fabrica, mas não vende faz tempo, o mítico Astros II ou esse novo 2020, a Avibrás tem que ser paparicada e levada pela mãozinha???
Não!!!
É empresa privada, que se vire c/ seus problemas, no mercado.
Entendeu, Rafael???

Marcos F. Siqueira

off-topic: palmatória 2: É muito notável em todos os sites de notícias com comentários abertos o incrível despreparo dos comentaristas em debater de forma respeitosa e ponderada, de modo geral. Acredito que esse fato evidencia a razão deste país ser tão “avacalhado”, pois, se cada povo tem o governo que merece, como se pode exigir que o governo faça o melhor para seu o povo se o próprio povo não tem capacidade de dicernimento, debate e conclusões ponderadas??? MOSilva e demais “ponderados”; Gostaria de parabenizar (e agradecer também) todos aqueles que conseguem manter um excelente nível de debate respeitoso e… Read more »

Observador

UAU!

Depois de dois anos e seis meses comentando por aqui, enfim consegui ter um comentário moderado! Achei que nunca conseguiria (rsrsrs)!

Mas tudo bem, vocês tem que entender que não dá para aceitar um fulano caindo de paraquedas aqui para tecer loas ao partidinho que, há dez anos no Poder, tem feito discurso de apoio às FAs, enquanto debaixo do pano tem feito de tudo para transformá-las em mais três órgãos de polícia.

Amor ao debate e paciência tem limite. Mas aceitar comentários rasos, sem conexão com a realidade não dá.

Mauricio R.

Qnto ao A-Darter, a FAB novamente foi á Africa do Sul atrás de tecnologia, p/ resolver os seus problemas. Na ocasião anterior, graças a componentes críticos fabricados lá, conseguiu-se concluir a saga de mais de 1/4 de século do míssil Piranha. Agora fomos atrá de um míssil ar-ar de 5ª geração, o tal do A-Darter. Assim eu pergunto, depois de receber toneladas de tecnologia do então CTA, hoje DCTA, (Piranha e MAR) e do CTEX (MSS 1.2), qual é mesmo a utilidade da Mectron??? Se é que tem alguma. Pois pelo andar da carruagem, seria mais barato e de um… Read more »

MOSilva

Olá “Xará” R. Faz tempo que vejo seus comentários em relação a industria bélica nacional. Seu descontentamento é justo. Mas não o acho certo. Explico. Não dá para desenvolver tecnologia bélica somente usando os recursos da iniciativa privada. Não me lembro de nenhum fabricante privado que sobreviveu somente por seus próprios méritos (tecnologia avançada, custos competitivos, material final de qualidade). Todos tiveram (tem) alguma parceria com os respectivos governos. E, sem dúvida, isso acaba gerando vários problemas (favorecimentos, para dizer o mínimo). No entanto, se o objetivo for um mínimo desenvolvimento da capacidade técnica local (digo mínimo, suficiente somente para… Read more »

Fabio Gomes

A Marinha projetou e construiu a Corveta Barroso, por isso, acho estranho não projeterem navios patrulha de pesados 1.800 t como os comprados de oportunidade na Inglaterra, acho um pouco antagônico quem produz Corveta ter que comprar navio patrulha!

augusto

Desculpem pela falta de conhecimento mas o que seria o ideal para vocês até termos condição própria real de desenvolvimento?

3 porta-avioes?
150 SU35?
20 fragatas FREEM
5 subnuc
100 defesas antiaereas s300 ?
100 tanques T90 ?
5 LPD/LHD?
10 Embarcações de Desembarque?
1000 adarter?

sou leigo po, me digam o que vocês querem pra se sentirem seguros no Brasil. Esqueçam a situação atual e o $$$.

MikaBak

Rafael disse:
28 de junho de 2012 às 18:39

Mas não… o governo não faz nada !!!!!

Bonito é aparecer e falar mal pra se sentir aceito na turma né ?

Não, bonito é ser claque adestrada, batendo palmas para qualquer coisa que o governo faça, seja por paixão ideológia, por ser pago para isso ou pelo mais puro pachequismo.

Neto

Realmente, como disseram, essas estrategias são consideradas analgésicas, visto a profundidade e importância de outros temas, como reforma tributaria.

MOSilva

Olá augusto. Não importa (na verdade, importa sim, mas não de forma prioritária) tanto a quantidade do equipamento bélico, mas sim a sua disponibilidade e a capacidade de operação plena por parte das FFAA. De nada adianta ter 1.000 caças se estes não tiverem uma disponibilidade aceitável (imagine que eles não possam decolar) e uma capacidade plena de uso (atira com canhão, mas não dá para usar o radar). Também é pouco efeitivo um contingente que não seja integrado e tenha uma doutrina de uso adequada (ter muitos aviões de ataque e precisar de superioridade aérea). Também é pouco útil… Read more »

Mauricio R.

MO Silva, Não concordo c/ nada do que vc escreveu. Empresa privada não tem de maneira alguma, ser bancada pelo governo, somente pq fabrica canhão, não é função deste faze-lo. A empresa que diversifique sua atuação e preze pelas boas práticas de governança corporativa. A Avibrás está assim, pq o produto dela não atrai mais interesse do mercado, a concorrência tem algo melhor, simples assim. É a Avibrás que tem que zelar pelos produtos dela, não o governo. Senão encampa e divide alinha de produtos entre a Imbel e a Engepron. Qndo a Mc Air, então fabricante dos AV-8B; C-… Read more »

Marcos F. Siqueira

augusto disse: “me digam o que vocês querem pra se sentirem seguros no Brasil. Esqueçam a situação atual e o $$$.” Caro Augusto; A crise não é brasileira, é européia, e não somos a China, o mercado externo é complementar à nossa economia e não excencial. Quém segura a barra é o consumo interno e não as exportações. Obviamente o que acontece lá fora se reflete aqui mas não chega a ser argumento suficiente para se abster dos investimentos em defesa, até porquê, no começo do FX-2 o PIP era cerca de 36% menor e a arrecadação cerca de 45%… Read more »

Marcos F. Siqueira

Complementando…

A crise européia diminuiu nosso ritmo de crescimento, mas estamos longe da recessão (A vantagem de uma economica que se baseia no mercado interno, pouco crescimento, porém consistente) e até os paises que estão com dificuldades financeiras continuam investindo em defesa.

Milton

Rafael, qual o seu problema? Ninguem em sa conscienciaque entenda um minimo do assunto, acredita na disposicao desse governo em se comprometer com um real e efetivo reaparelhamento das FAs. Os investimentos feitos ao longo dos ultimos mandatos foram pontuais. Todos os investimentos efetivos foram feitos ate a primeira metade da decada de 80! Apos isso as FAs tem apenas sido parcamente mantidas. Nao se pode sequer chamar de vida! Apenas sobrevivencia. Inegavelmente existe ressentimentos com os militares pelo periodo de governanca militar. Fruto desse revanchismo, colocam a seguranca da nacao em uma situacao de extremo risco. Pelo tamanho do… Read more »

MOSilva

Olá Maurício R. Certo, mas você não entendeu algumas coisas que eu escrevi. Deixa ver se me faço mais claro. Bancar empresa privada é bem diferente de fazer parcerias. No setor bélico, as parcerias com o governo são fundamentais. Mas que sejam “parcerias”, não fachadas para uso indevido do dinheiro público. Toda empresa precisa ser bem gerida e ter um portfólio de produtos que garanta a sua sobrevivência. Empresas bélicas trabalham normalmente com um setor bem definido (e competitivo) do mercado mundial: o setor de defesa. O governo de um país que quer ter uma indústria bélica competitiva tem de… Read more »

Mauricio R.

MOSilva, Qnto a relação da Saab, c/ o governo sueco, até o “Viggen” o governo sueco bancava o desenvolvimento, a produção e a aquisição das aeronaves. Mas a Saab além dos aviões fabricava caminhões, automóveis e tratores. A Saab tb desenvolveu e comercializou aeronaves civís, como o Scandia, que foi operado no Brasil pela finada Vasp, e as aeronaves regionais SF-340 e Saab 2000. A partir do Gripen, os fundos necessários deveriam vir da comercialização da aeronave, além das necessidades suecas. A Engesa foi pro brejo pq era mto mal administrada pelos seus controladores e pq o governo do Iraque,… Read more »

ZorannGCC

Olá a todos! Eu acho excelente a compra de equipamentos militares produzidos aqui no Brasil. Porém há que se lembrar que não há nada de novo nisto. O Astros 2020, bem como o Guarani são projetos desenvolvidos com verbas federais e envolvem contratos assinados há alguns anos. No caso do Gaurani o contrato foi asinado em 2009 e prevê a fabricação de 2044 unidades em diversas versões a serem entregues durante 20 anos. No caso do Astros 2020, a intenção principal foi salvar a Avibras e viabilizar sua produção. Afinal as verbas para desenvolvimento desta nova versão, são verbas federais… Read more »

MOSilva

Olá Maurício R. O Scandia não é um bom exemplo de produto “vencedor”. Ele foi mais um dos modelos que tentaram substituir o DC-3. Foram produzidos 11 exemplares. E a Vasp chegou a operar todos eles. Aliás o único sobrevivente do modelo se encontra em Bauru, em péssimo estado de conservação. A Saab já fez o que podia para comprar o avião, mas não se chegou a um acordo com os proprietários. As outras linhas de produtos sempre foram mais independentes. A Saab era um conglomerado. Recentemente, a fábrica de automóveis foi vendida. Quando falo de interferência do governo, não… Read more »

Mauricio R.

“Mas foi a interferência do governo americano que fez a Mc Donald negociar a aquisição da Douglas.” Nada a ver, a Douglas deixara de existir de forma independente, vários anos antes de a Boeing encampar a Mc Air. Quem determina o tamanho das ffaa americanas, é o Congresso dos EUa, não somos nós. “Foi “empurrado” goela abaixo do exército e dos fusileiros.” O USMC não opera M-2/M-3 Bradley, mas sim o LAV 8 X 8, desenvolvido a partir do “Piranha” da Mowag. “…a Inglaterra não teria participado do desenvovimento do Tornado, tendo comprado F-15s e…” Nunca foi escolha da RAF,… Read more »

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