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A Síria não é a Líbia

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Segundo especialistas ouvidos pelo Washington Post as defesas aéreas sírias foram modernizadas após o ataque israelense ao reator de 2007. Além de serem muito mais modernas que as enfrentadas pela OTAN na Líbia, também são consideradas mais eficazes do que as do Irã.

Leia a matéria no blog das Forças Terrestres.

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Mauricio R.
Mauricio R.
8 anos atrás

Por enquanto, mas se a coisa engrossar e os americanos estiverem a fim, não deverá ficar mto diferente.
E se for permitido a Israel ajudar, então até já fiquei c/ peninha dos sírios.
Houve um 7 de setembro, 2006 ou 2007, em que os israelenses desligaram tda a defesa aérea da Síria, os coitados só puderam xingar.

joseboscojr
joseboscojr
8 anos atrás

O sistema Pantsir não tem equivalente no ocidente. Nenhum sistema antiaéreo móvel ocidental reúne num mesmo veículo um míssil com o “envelope” do SA-22 (20 km de alcance e 15 km de altitude), canhões antiaéreos e radar de vigilância, tudo integrado. O sistema antiaéreo autopropulsado com capacidade de ser usado em movimento ou com breve parada, de maior alcance no ocidente é o Crotale Mk3, com 16 km de alcance, mas não conta com canhões. Claro que isso não se deve a nenhuma defasagem tecnológica e sim a diferença de doutrina. Hoje está se generalizando no ocidente veículos antiaéreos leves… Read more »

joseboscojr
joseboscojr
8 anos atrás

E claro, há diferença de doutrina porque há diferença de ameaças. Os russos (e antes, os soviéticos) se especializaram em sistemas antiaéreos altamente móveis, capazes de acompanhar suas colunas blindadas, provendo cobertura para suas forças de manobra, contra os helicópteros de ataque e os caças bombardeiros e aviões de ataque da OTAN (A-10 principalmente, rsrsrs), num campo de batalha onde muito provavelmente o espaço aéreo não estaria sob controle. Especificamente, o Pantsir (e antes o Tunguska) foi desenvolvido para se contrapor a ameaça da combinação Apache/Hellfire e A-10/Maverick D. Tarefa difícil, devo dizer, principalmente em relação ao Apache, que é… Read more »

joseboscojr
joseboscojr
8 anos atrás

Só de curiosidade, o alcance máximo declarado (alcance nominal) de um míssil sup-ar em geral é definido em geral contra um alvo vindo de frente, numa altitude ideal (nem baixo demais nem alto demais) Só pra citar um exemplo, se o SA-22 tem “20 km de alcance” contra esse tipo de alvo, teria menos da metade contra um alvo que se afasta e no máximo um terço contra um alvo que cruza o linha de tiro. E mesmo no caso de um engajamento frontal (head-on), a manobrabilidade decai muito após os primeiros segundos da trajetória, após a queima completa do… Read more »

Giordani RS
8 anos atrás

Mas quanto tempo duraria a capacidade de defesa síria num eventual ataque da OTAN? Imagino que a estratégia deva ser a mesma utilizada por Israel. A primeira onda de UAVs, seguidos de perto pelos caças com seus HARMs e seguidos de perto pelos caças-bombardeiros. A síria tería capacidade de oposição aérea? Ora, o espaço aéreo para os caças de defesa ficaria extremamente restrito, apenas um pequeno espaço entre os cinturões de defesa. E depois de silenciada as baterias, nem precisa decolar, ou melhor, decolar para fugir para o Irã…que vai ganhar outra força aérea…

Alfredo Araujo
Alfredo Araujo
8 anos atrás

Se hoje a Siria tem uma defesa AA moderna, os EUA tem o Growler para jamear tudo isso… rsrs

joseboscojr
joseboscojr
8 anos atrás

O problema de enfrentar hoje a OTAN é a grande capacidade que eles têm de alocar alvos táticos a grandes distâncias usando radares com capacidade MTI e de varredura sintética, além dos mais limitados casulos de designação laser e assemelhados. Se não houver um sistema de defesa de grande altitude (HIMADS) pra dar cobertura, um Pantsir só não faz verão rsrrssss, e vira alvo “fácil”. Se antes alvos táticos, móveis, eram engajados só à “queima roupa”, hoje podem ser a grandes distâncias, fora do envelope dos sistemas defensivos. O que pode colocar mais uma variável na questão é a capacidade… Read more »

Giordani RS
8 anos atrás

Enquanto isso numa certa “putenfia”, tem um punhado de Igla para defesa aérea… 🙁

Hamadjr
Hamadjr
8 anos atrás

Mas sem dúvida que a Siria não é a Líbia e muito menos a República do Iran é o Iraque, e nesse rol pode se colocar a korea do Norte, aliás zébosco, é melhor viajar na maionese do que em outras coisas, pois algumas até causam depedência, mas arrisco a palpitar que em nenhum desses lugares háverá intervenção da Otan, pelo menos não explicitamente mas quem por outros

aldoghisolfi
aldoghisolfi
8 anos atrás

Respeitando as opiniões, que as sigo sempre atentamente, penso que um confronto direto de FFAA com a Síria seria quase que desnecessário e altamente favorecido com a simples criação de zonas de exclusão no entorno de seus acessos marítimos. Por terra a Síria estaria mais ou menos com liberdade de trânsito pela Jordânia, quem sabe? Em sessenta dias, senão antes, as tropas -quaisquer- poderiam entrar marchando solenemente em Damasco com um mínimo de perdas humanas para ambos os lados. Será que não?

MSG
MSG
8 anos atrás

Nem EUA nem OTAN irão intervir na Siria pois a Rússia já está lá, com isso a ONU está e estará “engessada” nessa questão. Depois da Libia os russos não querem mais perder aliados; e Assad é aliado russo.

O que está acontecendo é algo típico que acontecia na época da guerra-fria: OTAN fortalecendo um lado – os rebeldes – e a Rússia o outro – Assad.

E quem perde (sempre!) é a população.

fernandinhozortea
fernandinhozortea
8 anos atrás

OTAN não vão atacar onde a Rússia tem grande influência (vendas de armas). É o que faz a China e Rússia vetarem na ONU um ataque da OTAN contra a Síria.

joseboscojr
joseboscojr
8 anos atrás

Há um rol imenso de meios disponíveis ao atacante, diferente do defensor que fica bem mais engessado, mas se fosse apostar num algoz para sistemas como o Pantsir colocaria todas as minhas fichas num míssil pouco mencionado pela mídia, que é o HARM “E”, mais precisamente o AARGM. Embora derivado do míssil antirradiação HARM, ele é bem mais que um míssil antirradiação. Com alcance de mais de 100 km (dependendo da velocidade e altitude de lançamento e do perfil de vôo selecionado) e velocidade de Mach 3, uma ogiva de quase 70 kg e orientação baseado na combinação de inercial,… Read more »

Giordani RS
8 anos atrás

“grelinho de pulga???”

Explique melhor…hehehehe…

Mauricio R.
Mauricio R.
8 anos atrás

“…vetarem na ONU um ataque da OTAN contra a Síria.”

O CS da ONU, não tem jurisdição sobre a OTAN.
A instância decisória da OTAN, é outra.

joseboscojr
joseboscojr
8 anos atrás

Imagine o RCS de uma pulga.
Agora imagine o RCS do “grelinho” dela. rsrsrss
Pois é! É mais ou menos o RCS do HARM. rsrsss
Se um Harpoon tem um RCS frontal de 0,1 m2, o do Harm deve ser bem menor.
Mas se até ogivas de reentrada, bem menores e em velocidades hipersônicas, conseguem ser detectadas e rastreadas a milhares de quilômetros (claro, por radares gigantescos) é bem possível ao sistema de detecção e aquisição do Pantsir fazer o mesmo com um míssil com as características do Harm/AARGM.

Corsario137
Corsario137
8 anos atrás

Josebosco Jr

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Nunca antes ri tanto de um comentário nesse site.

É uma nova unidade de medida: “grelinho da pulga”.

Abraço!

Ivan
Ivan
8 anos atrás

Bosco, Acredito que uma força aérea de 1ª linha deve dispor de mísseis anti radiação como os HARM, ALARM e MAR-1. Ou mesmo o mais antigo Shrike. Não apenas para atacar os radares inimigos, mas também para obrigar este a ser mais seletivo em ligar e desligar os mesmo, dificultando a consciência situacional. Mas pelo que tenho lido os russos e chineses tem desenvolvido decoys que simulam a radiação dos radares, seduzindo este tipo de míssil. Isto pode se tornar um problema, na medida em que o custo de um decoy venha a ser muito menor que um míssil anti… Read more »

joseboscojr
joseboscojr
8 anos atrás

Ivan, Não deve ser muito fácil enganar os novos mísseis antirradiação não. Imitar um radar de verdade deve exigir um outro radar de verdade, rsrsss, o que não sai nada barato. A cabeça de busca passiva dessa nova geração de mísseis AR é muito sofisticada e com grande capacidade de discriminação dos alvos verdadeiros frente a decoys. Mas é devido ao uso crescente de contra medidas, decoys, camuflagem, efetiva capacidade C-PGM, defesa em camadas, grande mobilidade tática, etc, por parte dos atuais sistemas antiaéreos russos é que foi acrescentado ao Harm um seeker terminal por radar ativo semelhante ao usado… Read more »

joseboscojr
joseboscojr
8 anos atrás

Corsário,
O dia que conseguirem desenvolver um caça com RCS de “grelinho de pulga” ele fará jus ao nome “invisível”. rsrssss

Tadeu Mendes
Tadeu Mendes
8 anos atrás

Excelentes comentarios de nossos colegas. Tecnologicamente falando, sempre havera medidas contra as contra-medidas, mas isso a gente vai ver como funciona no calor combate, ou seja, com a confusao instalada no TO, porque todas essas parafernalias ficarao a merce de militares atuando sob pressao e desespero. Mas o cenario geopolitico na Siria esta bem mais complicado que uma simples disputa entre OTAN X Russia, como nos bons tempos da guerra fria. A Siria nunca esteve tao ameacada existencialmente, como esta no momento. Nem mesmo durante a guerra do Yom Kippur, quando Israel esteve a ponto de despejar suas nukes em… Read more »

Tadeu Mendes
Tadeu Mendes
8 anos atrás

Caro Joseboscojr.

Fique a vontade para viajar na maionese. Rsrsrsrsrs….A viagem foi boa.
Obrigado pela eloquente exposicao sobre os diversos sistemas defensivos e contra-medidas, e misseis. Esse e o tema para uma boa conversa em uma pizzaria. kkkkkkkkk…

Mas o nobre colega de conhecer aquela expressao, Fog of War, do veneravel Carl Von Clausewitz, e portanto, essa parafernalia anti-area Made in Russia talvez nao vai corresponder as expectativas do comprador. Assim que detectarem mutiplos sinais de ataque aereo, vao comecar a apertar botoes a torto e a direita, e vai ser um caos total.

Iny
Iny
8 anos atrás

joseboscojr – As suas dissertações sobre o caso são incriveis, me entretive muito lendo tudo isso, você seria engenheiro militar ou algo do tipo? Valew pelas informações!

Madruga
Madruga
8 anos atrás

Definitivamente a Síria não é a Líbia. A tal revolução orquestrada pelos “rebeldes” é muito mais sombria do que a revolução que a Líbia sofreu. Na Líbia, facilmente se via que os rebeldes eram pessoas da população, lutando pelo seu ideal, e não tinham muitas táticas de combate. Não era raro ver videos de combate onde ao primeiro sinal de um ataque de morteiros, os rebeldes corriam desordenadamente, abandonando a frente de batalha. Já na Siria a situação é mais sinistra. Só há relatos, só há massacres. É muito dificil identificar quem são as forças rebeldes, que por sinal são… Read more »

eprimos
eprimos
8 anos atrás

Será que quem está por trás disso é o próprio Iran, tentando tirar o foco de cima de si próprio?

Isso sim, daria tema para filme de 007.

Rustam
Rustam
8 anos atrás

defesas aéreas sírias Considerado um dos mais fortes na região
em serviço
40 pantsir1s complexos
10 buk2e Bateria
8 pechora2m baterias
isso sem contar os complexos de vespas, Shilka, Archer, S-200, C-125, p-75

mas o fato interessante recentemente parou de navio russo perto da Escócia, sob o pretexto de transporte remodelado Mi-25 é apenas uma desculpa, a outra parte da carga do navio inclui um sistema de ar novos radares de defesa e da indústria russa

Bosco
Bosco
8 anos atrás

Iny,
Não sou engenheiro não. Sou só curioso mesmo. rsrsrsss
Um abraço.

Rustan,
A defesa síria parece ser mesmo bem consistente.
O Pantsir e o sistema Buk são sistemas complementares e realmente impõe respeito a qualquer inimigo potencial.
Um abraço.

Bosco
Bosco
8 anos atrás

Tadeu,
Sem dúvida o caos reinante e o estresse psicológico sobre o combatente em uma situação real de combate é uma variável a ser considerada e afeta a eficácia de qualquer sistema tecnológico, por melhor que seja.
E o defensor leva sempre uma ligeira desvantagem em relação ao atacante nesse quesito.
“É difícil manter-se calmo e sereno sob ataque”, como disse Sun Tzu.
Se não disse, deveria tê-lo dito. rsrsrsss
Um abraço.

Andre Bacha
Andre Bacha
8 anos atrás

“Por enquanto, mas se a coisa engrossar e os americanos estiverem a fim, não deverá ficar mto diferente.”

Essa eu quero ver, prezado!

“A coisa pode ficar mais feia ainda, se o Assad partir para o desespero e atacar Israel antes de sucumbir aos rebeldes”.

A coisa pode ficar mais feia qd Assad cair! E agora? Quem comanda o país? Qual facção religiosa preponderá? Será que Israel vai se sentir confortável?

Sds.

Bosco
Bosco
8 anos atrás

Iny,
Se você gosta desse tema (sistemas antiaéreos russos x atacante), além de outros, e caso ainda não conheça, lhe convido a explorar o site http://www.ausairpower.net do venerável rsrsrsrs Dr. Carlo Kopp.
Um abraço.

Tadeu Mendes
Tadeu Mendes
8 anos atrás

Andre Bacha, O que esta passando no Egito, tambem podera ocorrer na Siria. Tambem estou de acordo com a sua observacao. Mesmo nao gostando do antigo presidente egipcio e do atual presidente sirio, a presenca deles no poder era um fator estabilizador (como foi no Egito) e com e atualmente na Siria. Para Israel seria muito mais confortavel ver o Mubarak na presdencia do Egito, do que ver a Irmandade Musulmana no poder (e o novo presidente egipcio ja anunciou uma marcha de martires ate Jerusalem para tomar a capital do o povo judeu), como tambem e mais seguro para… Read more »

juggerbr
juggerbr
8 anos atrás

A Síria não é a Líbia, mas é só mais um alvo. Sistema defensivo algum para os israelenses, quanto mais os americanos. Uma chuva de Tomahawks, seguido de uma esquadrilha de F-22 e Growlers e a defesa estará arrasada. Em tempo de Google Earth, até civis leigos consegue fazer um plano de ataque, imagine quem passou a vida estudando isso.

MSG
MSG
8 anos atrás

Tadeu Mendes Realmente, não é igual aos tempos da guerra fria. Mesmo porque o movimento começou pacífico e no contexto da “primavera árabe”, onde a população foi as ruas portestar contra o regime, exigindo liberdade política (democracia). Isso sem influência, pelo menos aparentemente, de agentes extrangeiros, o que configuraria (caso houvesse influência externa nas revoltas), assim, uma típica disputa entre as então superpotências nas suas áreas de influência. O contexto geopolítico mudou muito, nós sabemos muito bem disso. Porém a situação como está hoje na síria – uma guerra civil – e as flagrantes influências externas da Rússia e OTAN… Read more »