Home Sistemas de Armas Começam os disparos de avaliação do míssil de ataque nuclear do Rafale

Começam os disparos de avaliação do míssil de ataque nuclear do Rafale

528
19

Na última terça-feira, 19 de junho, foi feito o primeiro disparo de avaliação do sistema composto pelo reabastecedor C-135, o Rafale e o míssil ASMPA, de ataque nuclear, representando uma missão real

 –

Segundo nota divulgada pela Força Aérea Francesa (Armée de l’air), foi realizado o primeiro disparo de avaliação do sistema que emprega o míssil ASMPA (míssil ar-solo de médio alcance melhorado),  por um caça Rafale. O míssil, que é um dos componentes da dissuasão nuclear francesa, não estava com sua carga nuclear.

A missão compreendeu cinco horas de voo, com reabastecimento em voo com um reabastecedor C135 do esquadrão 2/91 “Bretagne”, que faz parte do sistema oferecendo o indispensável alcance estratégico, além de voo a alta altitude, penetração a baixa altitude e seguimento do terreno. A tripulação do esquadrão 1/91 “Gascogne”, cuja principal missão com o Rafale é o ataque nuclear, decolou da Base Aérea 113 de Saint-Dizier.

A operação envolveu também o centro de “ensaios de mísseis” da DGA (Direção geral de armamento) de Biscarrosse, pessoal do fabricante do míssil, a MBDA, comissários da energia atômica e de energias alternativas, além da Marinha Francesa (Marine Nationale), realizando vigilância sobre a zona marítima envolvida na missão. Segundo a nota da Força Aérea Francesa, o desempenho do sistema de armas foi comprovado com sucesso.

FONTE / FOTOS: Força Aérea Francesa (Armée de l’air)

VEJA TAMBÉM:

19
Deixe um comentário

avatar
19 Comment threads
0 Thread replies
0 Followers
 
Most reacted comment
Hottest comment thread
9 Comment authors
joseboscojrBoscoRenato OliveiraTadeu MendesIvan Recent comment authors
  Subscribe  
newest oldest most voted
Notify of
Marcos
Visitante
Member
Marcos

Agora entendo a preferência pelo Rafale.

Com a aquisição dessa formidável aeronave, mais uns misseis nucleares que ainda haveremos de ter, dará para atacar os imperialistas do Norte.

Nick
Visitante
Member
Nick

Esse ASMPA poderia ser um bom substituto para o Exocet….

[]’s

Renato Oliveira
Visitante
Member
Renato Oliveira

Olha só, a jaca tem uma vantagem pelo preço que custa, agora é só colocarmos umas nukes…

Renato Oliveira
Visitante
Member
Renato Oliveira

Caramba, acabei de ver na Wikipedia, o ASMP custa 15 mi de euros CADA.

Com isso dá pra comprar vários Tomahawk, que tem mais que o triplo do alcance…

Os franceses e seus brinquedos caros…

RA5_Vigilante
Visitante
RA5_Vigilante

Renato

Sua base comparativa é Tomahawks convencionais ou sabe o preço de um Tomahawk nuclear?

Enriquecer urânio e afins, o cuidado com a manipulação do material radioativo, tem o mesmo custo de preparar de uma ogiva convencional?

Se vc souber os custos, coloque aqui para nós, ai teremos uma comparação razoável.

Justin Case
Visitante
Member
Justin Case

Boa noite, Renato.

Acho que a comparação não é possível.
Tomahawk é míssil subsônico, de longo alcance. Pode (podia) ser lançado de um B-52.
ASMP-A é míssil supersônico, de médio alcance, que pode ser lançado de Mirage 2000N e Rafale.
Abraço,

Justin

Vader
Visitante
Member

Bem estranha essa insistência francesa de lançar artefatos nucleares de aviões de caça.

RA5_Vigilante
Visitante
RA5_Vigilante

Vader

Que tipo de aeronave da USN baseada em PA seria o vetor de artefatos nucleares? Seria o SH-60 ou o E-2C?

Olhe a lista de armas:
*ttp://www.globalsecurity.org/military/systems/aircraft/f-18-specs.htm

Olhe a segunda foto:
*ttp://en.wikipedia.org/wiki/B61_nuclear_bomb

Ivan
Visitante
Member
Ivan

MiLord Vader,

Pelo que li, a “insistência” em “lançar artefatos nucleares de aviões de caça” não é apenas francesa, mas de todos os países do clube nuclear. Inclusive durante a Guerra Fria tanto a URSS como a OTAN tinham nos seus planos reter parte dos caças-bombardeiros com capacidade para ataques com nukes táticas.

Na minha opnião não há nada de estranho nisso, pois há missões nucleares que cabem à um caça-bombardeiro.

Sds,
Ivan, o antigo.

Bosco
Visitante
Bosco

Os únicos países que não usam mais caças para lançar armas nucleares são os EUA e o Reino Unido. Todos os outros fazem uso desse vetor.
E mesmo assim, os F-16 e F-18 têm capacidade nuclear dormente já que são compatíveis com as bombas B-61, embora as mesmas não estejam disponibilizadas para eles, o que não implica que eles não “possam”.

Nick,
Na verdade na década de 80 quase que ele vira um míssil antinavio supersônico para substituir o Exocet. Seria o ANF (antinavio futuro).
Foi cancelado com o término da Guerra Fria.

Tadeu Mendes
Visitante
Tadeu Mendes

Acho que os amigos ja devem ter conhecimento, mas a US Navy carrega ogivas nucleares taticas em seus NAes., e nesse caso, os SH. sao usados como vetor. A Forca Aerea de Israel tambem pode fazer uso de ogivas taticas, cujos vetores podem ser tanto os F-16I quanto os F-15I. A vantagen em usar cacas como vetores nucleares, seria a possibilidade do cancelamento da missao, e portanto o retorno da ogiva intacta para o arsenal. Outra vantagem, seria a velocidade inferior de um caca em relacao ao missil, o que daria tempo para modificar a missao se necessario. Uma vez… Read more »

Ivan
Visitante
Member
Ivan

Tadeu, Acredito que vc abordou uma razão importante para tantos países disporem de aeronaves com capacidade de ataque nuclear: a flexibilidade operacional. Acredito que o melhor vetor para uma ogiva nuclear é um míssil balístico lançado de terra (fixo ou móvel) ou mar (SSBN), sendo o segundo melhor vetor um míssil de cruzeiro lançado por um submarino. Mas acredito também que dispor de aeronaves com capacidade de ataque nuclear é interessante em termos de flexibilidade de ação, principalmente considerando as seguintes situações: – uso tático de armas nucleares de pequeno porte; – escalada gradual de uma guerra nuclear; e –… Read more »

Renato Oliveira
Visitante
Renato Oliveira

Caro Vigilante, Não, não tenho estas informações, e creio ser difícil de obter. Mas duvido que a ogiva passe de 50% do valor do míssil. Os franceses dominam a tecnologia nuclear faz muito tempo, e produzem urânio altamente enriquecido em quantidades grandes, para uso em navios e submarinos de propulsão nuclear. Então acho que a ogiva é relativamente fácil de fazer (para os franceses). O ASMP tem propulsão dupla (ramjet + foguete), o que custa muito caro, ainda mais na época que o ASMP foi lançado. Outro fator que contribui para o custo elevado é a pouca quantidade produzida. De… Read more »

Renato Oliveira
Visitante
Renato Oliveira

Caro Justin, Ultimamente tem havido muito debate sobre qual a forma mais adequada para atacar um alvo, se um míssil supersônico com ogiva menor ou um subsônico stealth com ogiva maior. A tendência tem sido mísseis stealth subsônicos, por alguns motivos. Primeiro, um míssil supersônico a baixa altitude necessariamente estará em elevada temperatura. Isso limita as formas e os materiais que podem ser utilizados para sua construção, o que dificulta a redução no RCS. Os dois fatores facilitam sua detecção a distâncias maiores. Embora a alta velocidade diminua o tempo de voo, os sistemas de defesa antimíssil estão cada vez… Read more »

Justin Case
Visitante
Member
Justin Case

Boa noite, Renato. Muito bom e coerente seu comentário. Tenho ainda algumas observações, no entanto: 1. Um ramjet, por não possuir compressor e turbina, teoricamente deve ser bem mais barato do que um motor de míssil de cruzeiro subsônico. 2. O tamanho da ogiva provavelmente não é tão relevante para um míssil nuclear de aplicação tática. 3. A quantidade a ser produzida e utilizada também será muito pequena, de modo que o custo de produção talvez não seja tão fator determinante. É uma arma de dissuasão (que não deverá, em princípio, ser usada). 4. É importante notar as semelhanças do… Read more »

Bosco
Visitante
Bosco

Renato, Na verdade nunca foi adquirido um míssil Harpoon com mais de 130 km de alcance. A versão Block 1D nunca foi produzida (tinha 280 km de alcance) e era mais pesada que os Harpoons “normais”, sendo de 635 kg ao invés dos 540 kg. A versão Block 3, que teria grande alcance, foi cancelada. Isso de forma alguma desqualifica seu comentário e só coloco como curiosidade. Justin, O Ramjet usado no ASMP é de combustível líquido com um motor foguete integrado (não é ejetado) para dar o impulso inicial. O “Ramjet” no Meteor é de combustível sólido. Na verdade… Read more »

Justin Case
Visitante
Member
Justin Case

Bosco, boa tarde. Pelo que você comentou, a diferença está no motor foguete que dá o impulso inicial, para que o míssil atinja a velocidade em que seja possível operar o ramjet. Esse motor foguete, usado na fase inicial, pode utilizar propelente sólido ou líquido. Já o ramjet, em ambos os casos, deve acompanhar o conceito tradicional, queimando combustível de aviação e sem utilizar partes rotativas. A queima funciona quase como na pós-combustão de motores turbojato. Eventualmente, a única parte móvel é a que avança ou recua o cone interno, para ajustar a entrada de ar ao ângulo da onda… Read more »

joseboscojr
Visitante
Active Member
joseboscojr

Justin, Nos dois casos o motor foguete de impulso inicial é de combustível sólido, mas os “combustíveis” dos propulsores ramjets dos dois misseis é diferente. Na verdade apenas o ASMP usa combustível, no caso, um hidrocarboneto, mais especificamente, o querosene, já o Meteor usa no “ramjet” um propelente sólido. Enquanto o ASMP não pode ser usado no vácuo já que precisa obrigatoriamente do comburente (oxigênio do ar) para inflamar, em tese o Meteor pode inflamar seu propulsor “ramjet” até no vácuo (assim como qualquer míssil com motor foguete) já que o ar não é essencial para o processo de queima… Read more »

Justin Case
Visitante
Member
Justin Case

Entendi, Bosco.

Pensei que o Meteor também utilizasse combustível líquido na segunda fase.
Grato pela aula!
Abraço,

Justin