segunda-feira, maio 23, 2022

Gripen para o Brasil

Consórcio Rafale Internacional e AEL Sistemas reafirmam parceria para o F-X2

Destaques

Fernando "Nunão" De Martini
Pesquisador de História da Ciência, Técnica e Tecnologia, membro do corpo editorial da revista Forças de Defesa e sites Poder Aéreo, Poder Naval e Forças Terrestres

 

Segundo nota divulgada pelo consórcio, acordo visa contribuir para a futura produção com autonomia total do Rafale no Brasil

 

Nota divulgada nesta segunda-feira informou sobre o anúncio, por parte da AEL Sistemas e do Consórcio Rafale International, da renovação da carta de intenção assinada para cooperação industrial no âmbito do projeto do caça Rafale que será produzido no Brasil, caso seja o escolhido dentro do programa F-X2, promovido pelo Governo Brasileiro.

A parceria, que existe desde 2009, possibilitou que engenheiros e profissionais das duas empresas trabalhassem juntos para habilitar a AEL Sistemas para a integração de novas capacidades técnicas e de novos equipamentos no caça Rafale. “A AEL Sistemas é um dos mais importantes fornecedores no Brasil para o segmento de Defesa e estamos certos de que a nossa parceria, já de alguns anos, agrega ainda mais valor ao projeto de produção brasileira dos caças Rafale”, afirma Jean-Marc Merialdo, representante do Consórcio Rafale International no Brasil.

Com a renovação do acordo, está prevista uma possível ampliação da participação da AEL Sistemas no projeto Rafale, estreitando ainda mais os laços entre as instituições e permitindo o acesso a novas tecnologias. “Desenvolver ainda mais essa relação de cooperação com o Consórcio Rafale, em tecnologias dedicadas não apenas à fabricação de aeronaves, contribui para o nosso projeto de crescimento”, diz Eduardo Rodrigues da AEL Sistemas.

O programa F-X2 prevê a aquisição de 36 aeronaves de combate pelo Governo Brasileiro. O Consórcio Rafale International já possui mais de 70 cartas de intenção assinadas com empresas e entidades brasileiras.

DIVULGAÇÃO: CDN Comunicação Corporativa

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Mauricio R.

OFF TOPIC… …mas nem tanto!!! Kaveri, adieu!!! “India has abandoned its efforts to build its own engine to power the Light Combat Aircraft (LCA) Mark-2, according to Indian Defence Ministry sources.” “India’s Defence Research and Development Organization (DRDO), the agency that is building the Kaveri, had been in consultation with French company Snecma for the past three years to help complete the engine.” “DRDO and Snecma had been negotiating to co-develop and co-produce the engine, but they have yet to sign an agreement, the MoD official said.” (http://www.defensenews.com/article/20120617/DEFREG03/306170005/India-Scraps-Domestic-Jet-Engine-Plan?odyssey=mod|newswell|text|FRONTPAGE|s) Prá que gastar tufos de dinheiro, desenvolvendo uma turbina aeronáutica, qndo se… Read more »

Nick

Como não existe mais notícias novas, são obrigados a anunciar a RENOVAÇÃO dos acordos…. HAHAHAHHAHAHAH!!! 🙂

[]’s

PS: Faltam 12 dias. E contando….

cristiano.gr

Não existe nenhum problema ou impressão negativa que o anúncio de um vencedor possa trazer ao governo. A imagem desse governo e do anterior não se abala nunca, resiste a tudo que é escândalo e mesmo o ex-presidente tentando intervir nos trabalhos do judiciário ao propor, segundo Gilmar Mendes, aliviar com suspeitos de crimes de colarinho não atinge a popularidade do coitadinho. Os gastos com estádios e os escândalos diários dos hospitais públicos também não afetam, então fica claro que o governo não se preocupa com uma reação negativa da sociedade devido ao pronunciamento de um vencedor do FX2. O… Read more »

Guilherme Poggio

Pessoal,

Vocês queriam o quê? Com tanta demora na escolha, cabe aos ofertantes renovar parcerias e revalidar propostas.

A bola está com o GF, que não decide nunca.

asbueno

Um caça baseado em ambiente úmido, como a Amazônia, sofre muito com a deterioração de seus sistemas, notadamente os eletrônicos.

Pergunta: um caça naval, como o SH, por exemplo, sofreria menos (ou nada) num ambiente deste tipo, uma vez que já é preparado para operar em ambiente úmido e, ainda por cima, de alta salinidade?

Vader

asbueno disse:
18 de junho de 2012 às 21:32

Sofrer todos sofrem, mas como apontado o SH, por ser um caça navalizado, teve essa preocupação em mente desde o projeto.

Sds.

Justin Case

Amigos, bom dia.

Não só os SH, mas também os Rafale operam frequentemente em ambiente quente, úmido e até salino.
Abraços,

Justin

Nick

Off Topic:

11 dias. E contando….

[]’s

asbueno

Gratos Vader e Justin.

Resumo, uma aeronave navalizada sofrerá menos em um ambiente úmido como a amazônia.

[]s

Ivan

Amigos, Tanto o Super Hornet como o Rafale foram projetados para ter versões navais. Acredito que os cuidados desenvolvidos para as versões embarcadas podem e devem ser utilizados na versão ‘terrestre’. Quanto ao Gripen, que não é um caça embarcado, foi desenvolvido para operar em clima úmido e sobre o Mar Báltico, inclusive com neve. As notícias da operação da versão C/D na África do Sul são boas, sem nenhum problema. Os motores que usam, tanto a F-404 como a F-414, são versões semelhantes das embarcadas pela US Navy. Acredito que não haveria em operar qualquer um dos 3 (três)… Read more »

Guilherme Poggio

Caro Ivã

Apenas um pequeno acréscimo.

O Rafale foi projetado para ter versões embarcadas e terrestres. O Super Hornet foi projetado só para ter versão embarcada. Quem compra um Super Hornet, como fez a Austrállia, compra um caça naval igual ao da USN.

Mauricio R.

Sempre achei que havia algo em comum entre Le Jaca e aquela outra tranqueira, a da Embraer, o KC-390.
São as “intenções”.
Cartas de intenção de um lado, intenções de compra de outro, negócios concretos no meio disso aí; necas de pitibiriba!!!

asbueno

Quanto a umidade. Não levei em consideração a questão não apenas dos Gripen, mas daqueles que operaram em ambientes de altas latitudes. A questão é que, segundo o Ivan, os Gripen foram feitos pensando nisso. Imagino que no futuro haverá um grande “mercado” para caças da FAB na amazônia, desmembrados ou não. Então as aeronaves deverão estar “mais ou menos” adaptadas. Se estiverem bem adaptadas, ótimo, caso contrário um custo maior de manutenção. Por fim, maior utilidade terá (em tese) uma aeronave com características de maior resistência a umidade. Se o SH já é assim e os Gripen também então,… Read more »

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