domingo, maio 16, 2021

Gripen para o Brasil

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Super Tucano foi assunto entre o Governo Brasileiro e a Casa Branca

Destaques

Guilherme Poggiohttp://www.aereo.jor.br
Membro do corpo editorial da revista Forças de Defesa e sites Poder Aéreo, Poder Naval e Forças Terrestres

Informação, publicada pela Reuters, é atribuída ao presidente-executivo da Embraer, Frederico Curado

A fabricante brasileira de aviões Embraer acredita que conseguir novamente um contrato com a Força Aérea dos Estados Unidos provaria que o cancelamento da licitação anterior vencida pela aeronave Super Tucano da empresa não teve motivações políticas.

A Embraer venceu e em seguida perdeu abruptamente um contrato que poderia chegar a 1 bilhão de dólares com a Força Aérea dos EUA para fornecer aviões de ataque leve para uso no Afeganistão.

O presidente-executivo da Embraer, Frederico Curado, disse nesta terça-feira que o contrato foi discutido pelo Governo Brasileiro em reuniões com a Casa Branca na segunda-feira e que a empresa espera conseguir realizar uma proposta novamente em algumas semanas.

A visita da presidente do Brasil, Dilma Rousseff, ao presidente norte-americano, Barack Obama, na segunda-feira atraiu atenção para algumas divergências entre os países, com Dilma reclamando a respeito da política monetária dos EUA e das sanções promovidas pelo país ao Irã. O cancelamento do contrato da Embraer foi outro ponto das conversas.

A empresa norte-americana Sierra Nevada e a Embraer superaram a Hawker Beechcraft na disputa pelo contrato com a Força Aérea dos EUA em dezembro.

Mas a Força Aérea norte-americana cancelou em fevereiro a concessão do contrato inicial, estimado em 355 milhões de dólares, quando descobriu problemas na documentação enquanto se preparava para um processo movido pela Hawker Beechcraft contra o resultado da licitação.

O cancelamento levantou suspeitas no Brasil de que a decisão foi tomada para que Obama, que concorre a reeleição em novembro, não pudesse ser acusado de deslocar empregos dos EUA para outros países.

“Nós temos que confiar, em princípio, naquilo que nos foi dito… Se tivermos o mesmo processo de concorrência, as mesmas especificações… temos de acreditar que seremos selecionados novamente, e isso provará que não houve influência política naquela decisão”, disse Curado.

FONTE: Reuters

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