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Ministro da Defesa visita a Helibras

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O Ministro da Defesa Celso Amorim, visitou a planta industrial da Helibras, em Itajubá, MG, nesta quinta-feira (23). Ele estava acompanhando, dentre outros, do Tenente Brigadeiro do Ar Juniti Saito – Comandante da Aeronáutica, do General de Exército Enzo Martins Peri – Comandante do Exercito e do Almirante de Esquadra Julio Soares de Moura Neto – Comandante da Marinha.

A visita foi realizada para que o ministro conhecesse as instalações da empresa e o estágio do programa de produção, no Brasil, dos helicópteros militares EC725, adquiridos pelas Forças Armadas.

DIVULGAÇÃO: Convergência Comunicação Estratégica / FOTO: Felipe Christ/Helibras

39 COMMENTS

  1. Eu acho esse helicóptero a coisa mais fantástica do mundo. Uma maravilha da tecnologia. E ainda é de procedência francesa. Assim não dependeremos dos americanos para nada. Independência total. Além, é lógico, que os amigos franceses transferirão toda a tecnologia da aeronave para nós. Melhor ainda foi o negócio, uma verdadeira pechincha. Estou até com pena dos franceses. Primeiro foram os E.A.U. com os blindados que quase quebraram os franceses. Agora foi a nossa vez. Vai ver por isso que a coisa lá na Europa vai mal e aqui vai tudo tão bem.

  2. E apesar de tudo eles continuam vendendo feito pão quente mundo afora. Se aqueles pobres bastardos pudessem se consultar com os especialistas daqui, certamente não cometeriam tal erro.

  3. O EC 725 somente vende porque os franceses não são capazes de entregar as peças do NH 090 nas quantidades necessárias para quem esta interessado em um helis de porte médio que não seja russo ou dos EUA. Quem comprou o EC 725 o fez por necessidade e basicamente para missões SAR. Nem os franceses compraram o Caracal em quantidade, apenas 14m preferiram apostar no NH 090. O EC 725 no fundo ainda é o AS532 do final de 1970 com todos os upgrades possíveis e imagináveis para continuar voando. Por que os franceses não transferem a linha de produção do NH 090 para o Brasil e ficam com o EC 725? Bondade?

    Abs,

    Ricardo.

  4. Clésio Luiz disse:
    23 de fevereiro de 2012 às 20:06

    Vendeu pra quem? Japão? Israel? GB? Alemanha?

    Não, vendeu pro… México…

    Ah é, e o Brasil, que pagou preço de F-16 (ou Su-30, se prefere) por um H E L I C Ó P T E R O cujo projeto remonta aos anos 50…

    Negocião… para a França.

  5. A lista de compradores é um pouco mais comprida que isso.

    Eu acho muito divertido ler os textos da Brigada Anti-Francesa (BAF) aqui no blog. Fico tentando adivinhar de onde vem tanto ódio pelas coisas da França. Será a derrota na copa de 98?

  6. Não vão transferir a produção do NH90 para cá porque a aeronave, como disse o famoso Ministro Jobin se referindo ao F-35, é muito (né Saito?!). Não fosse isso, tenho certeza que transfeririam.

  7. Na verdade quem não tem dinheiro, compra é helicóptero russo mesmo.
    Os medianos, e mesmo os grandes, vão de BlackHawk.
    E quem tem grana vai de NH90.
    Agora, vai lá explicar porque operando uma frota de BlackHawk inventaram de comprar o SuperPuma.: mais peças de reposição, mais horas de vôo para treinamento, mais combustível, mais engenheiros, mais treinamento para engenheiros, mais….

  8. EC 725. Contratados. 90. Custo de cada um = 25 milhões de dólares.

    NH 09. Contratados. Mais de 600. Custo de cada um = 16 milhões de dólares.

    Compras francesas.

    EC 725 = 14.

    NH 090 = 133.

    Como disse, os franceses se fossem tão parceiros deveriam deixar a linha de produção do NH no Brasil e o do EC na França.

    Abs,

    Ricardo.

  9. Prá quem “gostcha” da ApertaParafusoBrás…..

    E ainda, da série “Oportunidades Perdidas Pelo Brasil”, caberia uma matéria sobre o o Prof. Focke e seu projeto de helicóptero BF-1 Beija-Flor, tupiniquím (pero no mucho….) lá de 1956.

    Sds.

  10. Clésio,

    A lista de operadores do EC-725:

    – Brasil
    o FAB com 17;
    o MB com 16;
    o EB com 16.

    – França
    • Armée de L’Air com 12 (doze) para missões SAR e C-SAR;
    • ALAT do Armée de Terre com 8 (oito) em serviço para operações especiais.

    – Indonesia
    • Força Aérea com 2 (dois) encomendados.

    – Arábia Saudita
    • Royal Saudi Air Force com 11 (onze) em serviço.

    – Malaysia
    • Royal Malaysian Air Force com 12 (doze) encomendados.

    – México
    • Força Aérea com 12 encomendados.

    São pouco mais de 100 (cem), sendo metade vendidos ao Brasil na tal parceria estratégica.

    Quanto a aeronave há dois aspectos que precisam ser considerados:

    1º) É um bom helicóptero, robusto e já comprovado em uso há cerca de meio século, como o F-16 entre os caças.

    2º) Seu projeto é antigo, não contemplando uma série de avanços dos últimos anos, como o uso de rampa traseira e fuselagem com menor altura para permitir transporte aéreo estratégico.

    Esta última versão do bom e velho Puma usa mais material composto, mas não tanto como um NH90 ou S-92, bem mais modernos.

    Mas o grande problema não está no helicóptero, que tem valor no campo de batalha latino americano, também não está no preço elevado que estamos pagando para transferir tecnologia da Eurocopter França para a Eurocopter Brasil (deles para eles mesmos).

    O grande problema esta na propriedade da fábrica Helibrás, do projeto do helicóptero e, por fim, dos lucros com esta vultosa operação e ganhos extras com o mercado civil offshore no Brasil.

    China e Coreia do Sul também fabricam versões de helicópteros franceses antigos, mas eles tomaram medidas para que as fábricas fôssem nacionais, com engenheiros nacionais, capital nacional, propriedade nacional e LUCRO nacional.

    O Surion é um Puma com motorização de Blackhawk.

    E os franceses toparam o negócio com eles…
    …porque não conosco?

    Infelizmente porque somos incompetentes em defender nossos interesses… e faz tempo.

    Os franceses da Eurocoopter estão nos explorando por que somos tolos e nos deixamos levar. Assim como ingleses e americanos já fizeram.

    Certamente o EC-725 Caracal da Helibras (um grande Puma modernizado) é melhor que o franco-coreano KAI Surion.
    Mas no final o Caracal é francês…
    … enquanto o Surion é coreano.

    Acredito que a Korea negociou melhor que o Brasil.
    Prefiro o Surion.

    Sds,
    Ivan.

  11. Senhores, nós não modernizamos nossas FA por que pagamos uma divida publica absurdamente alta, e nem é o principal é só tal serviço da divida, eta serviçinho caro, era caro com o F(T)HC e mas caro ainda com o l(m)ulla, entende, então com o orçamento curto e com a maquina da corrupção ainda azeitada fica no que é possível ter. Quem sabe um dia quando os participantes do BBB deixar de ser chamado de herói pode ser que as coisas comecem a mudar,

  12. Os EC 725 estão disponíveis no Afeganistão 24h por dia, nos 7 dias da semana, no calor ou no frio do deserto, com ou sem areia nos motores. Os NH 90 eu ainda não vi. Vai ver que é por que ainda não estão disponíveis, né? Aliás, a Suécia teve de encomendar Black Hawks porque a encomenda de NH 90 está atrasada, né? Se alguém achar no vídeo o helicóptero do futuro, favor me avisar: http://www.youtube.com/watch?v=FEeIM7-zY3M

  13. Finalmente comentários sensatos e sem conteúdo pejorativo. Parabéns Ivan.

    Só tenho a comentar sobre a transferência tecnológica, pois essa não vai para a Helibras, mas para o grupo de empresas que compõem os fornecedores da fabricante. Empresas desse tipo que são fundamentais para termos uma indústria própria.

    O problema é que ser fornecedor do Governo Federal é um negócio perigoso, pois se um governo futuro mudar sua política com relação a compras de material militar, o empresário se ferra, como aconteceu nos anos 80. Então para formar uma nova base de fornecedores, só com empurrão federal.

    E ao contrário do que certo comentarista daqui apregoa, nenhuma indústria de material bélico sobrevive sem encomendas domésticas. Se queremos ter um indústria bélica, temos que comprar daqui, de uma forma ou de outra. E quando se forma essa indústria, é importante ter um certo fluxo de compras para mante-la funcionando. Caso contrário, a cada geração de armamento é necessário começar do zero, pois a sabedoria adquirida se perde.

  14. O rotor head vai ser fabricado INTEIRO, no Brasil???
    Não, deram uma pecinha chamada de “punho”, p/ índio brincar, até o aço usado estão fornecendo.
    Pagamos a troca do glass cockpit e do flir, afinal os caras são nossos, hã “parceiros estratégicos”.
    E se não bastasse o kit original do helicóptero, agora vamos apertar parafuso, tb no kit da motorização.
    Mas fabricar peças de reposição, aqui, necas de pitibiriba, afinal eles tem que manter o faturamento em Euro, em alta.
    Ah, e quais foram as tecnologias que a MB teve acesso, ao pagar p/ integrarem aquele peixe voador nessa joça???
    Nenhuma, somente um monte de negativas e desculpas esfarrrapadas; no estilo do licenciamento da tecnologia da bateria americana do “Scórpene”.
    Mas tem gente que acha o máximo!!!
    No mais fabricar o seu próprio material bélico, é antes de orgulho nacional, uma questão de viabilidade técnico-financeira.
    Se dada empresa não vive das vendas de seus produtos, então algo de mto errado está ocorrendo c/ essa empresa.
    E não é de maneira alguma obrigação do governo socorrer empresa privada, em dificuldades somente pq fabrica bala de canhão, a mesma que se vire entre seus pares no mercado.

  15. Parabéns Ivan, excelente comentario.

    Hamadjr,

    Nosso problema de endividamento externo não existe mais. O interno é bastante alto, especialmente pq nosso governo não é capaz de gastar o que arrecada. E além de tudo gasta mal, muito mal.

    Augusto,

    NH 90 suecos estão atrasado pq os franceses não são capazes de entregar as peças necessárias. “O atraso na incorporação se deve a atrasos na produção e problemas de entrega, principalmente do fornecedor francês NHIndustries” (http://www.aereo.jor.br/2011/09/18/helicopteros-nh-90-da-suecia-com-atraso-de-8-anos/).

    Quer ver um helis de verdade trabalhando pesado no Afeganistão, 24 horas por dia, 7 dias na semana. Veja a foto do CH-53E Super Stallion, de uma olhadinha no que ele esta carregando.

    http://cdn.theatlantic.com/static/infocus/afghan053011/s_a28_00403422.jpg 
    Abs,

    Ricardo

  16. As questoes iniciais sao:

    1) Estes helis sao a melhor opcao as missoes a serem cumpridas pela FAB, Marinha e Exercito?

    Os helis e os subs foram adquiridos como parte da “Parceria Estrategica” entre a Franca e o Brasil (quem achar o link, poste por favor), aquela parceria em que o Brasil entra com o dinheiro e a Franca com intencoes genericas. Sendo assim, se este helis sao os melhores p/ as funcoes que nossa FFAAs precisam cumprir, soh se for por coincidencia, e nao por planejamento.
    Que os nossos colegas de farda expressem sua opinao sobre este ponto.

    2) O valor pago e o custo de manutencao compensa? Os EC725 sao “value for the money”?

    Provavelmente nao, pois os mesmos foram adquiridos via processo “entubativo” (vide Juarez/Grifo explicacoes), ou seja, decide-se no andar de cima, e acomoda-se no de baixo. Diz a lenda que a Dilma assistiu calada o Lobim empurrar estas compras ao Nosso Ex-Guia, mas depois que o NJ saiu protestou ao absurdo de comprar assim, sem maiores questionamentos, mas o Nosso Ex-Guia adotou a tipica “deixa-para-lah” atitude.

    3) Mas nao haverah desenvolvimento da ind. nacional?

    A maioria das transferencias sao p/ propria filial francesa. As demais empresas do entorno terao que lidar com um monopolista contratual que poderah espremer a vontade as empresas brasileiras do entorno. Mas eh certo, algumas ainda ganharao algo, e veremos mais alguns empresarios com casas em Angra com um jet-ski na beira da praia, outros talvez em Miami e, outros talvez realmente dedicados em manter a sobrevivencia do negocio deles, que sabemos eh muito dificil no Brasil. Mas todos estes “spillovers” serao apenas trocados comparados ao principal do $$$ que ficou com os franceses. Sim, novamente consequencia de uma decisao politica (nao tecnica) gestada no Itamaraty e no MinDef.

    Concluindo, o processo decisorio mostra evidencias de patrolagem.

    Mas tem quem acha que questionar isto eh infantilidade…

    Agora um desafio aos editores (ou algum voluntario), fazer uma materia sobre a missao destes helis, similarmente aquela sobre a missao a ser realizada pelos Gripens em substituicao aos F-5 Suicos, belissima materia de entao.

    Mas nao eh facil 🙂

    []s!

  17. Clésio Luiz disse:
    23 de fevereiro de 2012 às 20:37

    Prezado, não tenho raiva de povo nenhum do mundo, exceto o brasileiro, que é idiota o suficiente para eleger gente que faz esse tipo de negócio imbecil com o seu dinheiro.

    A França defende o lado dela. Caberia a nós fazer o mesmo. Mas o planinho PeTralha de “independênsia duzistêiti” e de dominação regional da Amérida Latrina, que coloca o Brasil de quatro para tomar nabo da cucarachada a torto e a direita, resolveu eleger esses espertíssimos ALIADOS DE OTAN dos EUA como “salvadores da pátria”, ainda que para isso tenhamos que pagar três vezes o preço.

    Enfim, tenho ódio é de trabalhar de sol a sol para sustentar com meus impostos essa canalhice com o dinheiro público.

    O EC-725 não é ruim (também está bem longe de ser o melhor do mundo). Ruim é o preço que pagamos.

    Sds.

  18. Senhores, o que é difícil de entender é como é que se faz um negócio onde:

    _ Primeiro se decide qual vai ser a empresa fornecedora.

    _ Depois se decide o preço que vai ser pago.

    _ Após isso é decido qual vai ser o produto que vai ser comprado.

    _ Por fim, tenta-se achar um uso para ele.

    Quanto ao helicóptero, espero que seja bom.

  19. #
    Augusto disse:
    23 de fevereiro de 2012 às 23:55

    Os EC 725 estão disponíveis no Afeganistão 24h por dia, nos 7 dias da semana, no calor ou no frio do deserto, com ou sem areia nos motores. Os NH 90 eu ainda não vi. Vai ver que é por que ainda não estão disponíveis, né? Aliás, a Suécia teve de encomendar Black Hawks porque a encomenda de NH 90 está atrasada, né? Se alguém achar no vídeo o helicóptero do futuro, favor me avisar: http://www.youtube.com/watch?v=FEeIM7-zY3M
    #
    Clésio Luiz disse:

    Leia mais (Read More): Ministro da Defesa visita a Helibras | Poder Aéreo – Informação e Discussão sobre Aviação Militar e Civil
    Carissímo Augusto!

    Caso tu tenhas algum video ou alguma comprovação real de operação ful C SAR no Caracal Francês no afeganistãop nos privilégio de dividir contigo, pois o mesmo não operar full nesta configuração, porque será?
    Não tem mistério algum, nós aqui já,sabemos porque, porque em determinada condições climáticas, muito comuns pelas bandas de cá e de lá, e com toda a “traquitana” pertinente a missão C SAR, e segundo testes do CTA e da MB o dito cujo tem uma razão peso potência ruim, seus desempenho em determinadados parâmetros de vôo chega a ser inferior ao do SP, agora evidentemente tem algumas pessoas que tem principios verborrágicos espasmódicos com nuances masturbativas ao ver uma aeronave levando 29 “pessoas” num trajeto curto e ensaiado, eu não me incluo, graças a Deus…..mas falando em C SAR e potência, estes dias, diante do Gal Enzo um BH do EB decolou com 14 soldados a bordo com um motor somente, deu uma volta e pusou, isto nós chamamos de over power ou ainda reserva de potência, normalmente helis com DNA militar possuem outros não,…….

    Grande abraço

  20. Uma coisa todo mundo tem de admitir. Esse contrato foi um exemplo de “como fazer as coisas sem que os outros deem palpite”…quando todo mundo percebeu, o contrato com os franceses já estava assinado e ponto final. Houvesse o “éfexis” sido conduzido desta forma e o primeiro dos aviões já estaria chegando…

    O EC não é uma máquina ruim, mas pelo preço pago, penso que no mercado hão melhores opções…

    Torno a escrever, esse contrato foi um exemplo que a FAB deixou de seguir. Houve chiadeira? Houve, mas já era tarde. E os helis estão chegando…

  21. Caro Giordani RS, no caso exemplo a ser seguido por quem? A FAB fez a sua avaliação e entregou o relatório em dezembro de 2009 para a Presidência, se de lá até agora nenhuma decisão foi tomada não é culpa da FAB.

  22. OLá,

    Giordani RS concordo plenamente, os Helis estão chegando com ou sem chiadeira e vão cumprir a missão, querendo ou não os sabios Fabianos….

    OUtra coisa é a idade do projeto, pergunto aos fan-boys dos Americanos, os F-16 block 60 devem ser um lixo total o projeto é antiquissimo e ainda ta vendendo, burros esses paises?

    Esqueçi como é norte-americano pode melhorar o projeto oriinal, agora ser for Russo ou Frances ai não pode, vira lixo, menos hipocrisia por favor, ta além do limite….

    Sobre o numero de unidades, realmente não são muitos, mas como fabricaremos mais por aqui isso não será problema e unicaremos a frota de helis da marinha, exercito e fab e eles tem muito em comum com a versão civil que tem mais de 100 unidades fabricadas o EC-225 em paises como Canada, Japão, Noruega etc…A as forças não queriam a unificação, mas vão unificar querendo ou não….

    O EC-725 foi muito bem no Afeganistão, o que ninguem fala aqui é que os poderosos ultra mega blaster UH-60 Americano apresenta falta de potencia no Afeganistão isso ninguem fala, mas…..

    Allguns fornecedores do programa EC-Brasil(de origem não Francesa):
    Toyo Matic-punho que segura as pás na cabeça do rotor do helicóptero, feito em material de titânio;

    Mectron Engenharia: sistemas aviônicos, manutenção de radares;

    Akaer: engenharia e instalação de sistemas eletricos e mecanicos;

    E por ai vai, o valor da compra pode ser até questionavel mas como as coisas seguem até agora não há nada o que reclamar, gostando ou não os Pró-EUA…

    Abraços,

  23. com a BAF (gostei do termo, Clesio!) é assim, sempre: 2 pesos e 2 medidas.
    Quando a questão é o Rafale, é um caça muuuuuuuuuuuito complexo, caro de operar, muito sofisticado. Bom é o Gripen que é baratinho e simples.
    Quando a questão são os helis, aí o bom MESMO é o NH-90, com fly by wire e o escambau! Nem operacional está ainda! Esse EC-725, é muuuuuuito antigo, velharia, acabado…
    Qua! Que piada, adoro ler as criticas para me divertir!

  24. juarezmartinez,
    não sei se há um video, pois são operações militares reais, mas li que o Caracal francês escoltado pelo Tiger, também francês, salvou uma tropa da OTAN que estava encurralada no Afeganistão. Realmente o NH-90 ainda está logen de conseguir fazer isso e o tão queridinho da BAF, o Black Hawk é considerado pequeno para CSAR até pela USAF, que havia decidido trocá-lo pelo CH-47 (maior que o Caracal), até o programa ser cortado por protestos dos concorrentes, principalmente a Sikorsky que ofertou o S-92 (maior que o Blackhawk). O Black Hawk NÃO é concorrente do EC-725! E é sim um ótimo helicóptero, assim como o EC-725! Fico feliz das FAs brasileiras operarem ambos. Eles se complementam.

  25. juarezmartinez disse:
    24 de fevereiro de 2012 às 6:53

    Olá, caro juarezmartinez.

    Entendo o que você pensa, mas é fato que os EC 725 estão sendo utilizados incessantemente no Afeganistão em missões as mais variadas, independentemente de qualquer boato, seja da concorrência, seja dos torcedores, seja da BAF. Acontece que boatos repetidos exaustivamente em fóruns acabam tornando-se fatos, ainda que jamais comprovados. É o caso do famigerado problema razão peso-potência dos motores do EC 725. É algo tão ruim que, conforme está escrito na reportagem, mais uma vez os comandantes das Forças Armadas foram a Helibrás para verem o helicóptero que detestariam ter. Vejamos a mensagem de fim de ano em vídeo do comandante da Marinha, que na parte dos projetos que ele considera fundamentais, diz que até o fim de 2012 chega mais um helicóptero desses de grande importância para a Força. Então, realmente… parece que os comandantes estão muito insatisfeitos mesmo.

  26. Senhores

    No caso dos EC725 tirando as simpatias e torcidas pode-se considerar três questões básicas:

    1- O helicóptero em si, suas qualidades e defeitos e sua aplicação, seu uso;
    2- A famosa TOT;
    3- A forma com que foi comprado e os interesses em jogo.

    Quanto a primeira questão, pelas informações disponíveis é um helicóptero resultado da evolução de um desenho mais antigo, o que não é nenhum defeito e carrega em seu DNA as virtudes e as restrições inerentes a seu desenho. Com a evolução, como também é comum nestes casos, houve alguns ganhos e algumas deficiências adicionais. Na prática pode-se dizer que ele é adequado para certas aplicações e deficitário em outras (como qualquer helicóptero). Cabe ao comprador/operador avaliar suas capacidades e suas deficiências na compra e usá-lo adequadamente após ter feito a escolha.
    A idade em si de um projeto não o desqualifica, veja-se o exemplo dos U2, dos B52 e falando de helicópteros, do veterano UH1 que está sendo modernizado e permanece em uso pelos marines, uma das melhores corporações militares do mundo.

    Quanto a famosa TOT, não há muito a que se dizer pois transferência de tecnologia do proprietário dela para si mesmo é no mínimo extravagante (é certo que foi uma inovação de nossos burocratas). Mesmo considerando que parte da referida TOT será para sub fornecedores e estes terão algum conhecimento a mais, o custo dela e a percentagem que terá algum efeito positivo sobre a indústria nacional é uma questão extremamente controversa.

    Quanto a forma com que foi comprado, não há que se discutir, é a raiz de toda a controvérsia sobre o pacote. O fato de se comprar sem se avaliar para quê e se o modelo atenderia adequadamente as necessidades e se o custo estava dentro do razoável é o fator básico de toda a confusão e não há respostas satisfatórias para esta questão.

    Infelizmente perde-se muito tempo discutindo-se as características boas e ruins do helicóptero e pouco se questiona a natureza e a correção do negócio que entramos.
    Culpar os franceses é uma forma insensata de tratar o caso pois eles devem defender os seus interesses e o fizeram.
    Criticar o modelo também não cabe, pois suas características e até sua obsolescência programada na França era conhecida.
    Defender com unhas e dentes a compra, sem argumentos sólidos sobre as vantagens deste negócio, apenas desqualificando outros modelos, fabricantes, países e contratos cabe menos ainda visto que nós brasileiros é que estamos/estaremos pagando a conta do negócio em si e de suas conseqüências, não importando outros países, usos e paixões.
    E, se o retorno deste negócio é ruim, é ruim e finitis, não há como dourar a pílula. Paixões ideológicas e lobbies apenas prejudicam o julgamento de todos nós brasileiros. Observe-se que entubados seremos todos nós e não apenas nossas FA´s.

    Sds.

  27. Não sei se a aeronave presta ou não presta, se é antiga ou se é nova, se voa ou não voa, se dá pane ou não dá pane, se voa ou não no Afeganistão, se metade do planeta usa ou se só fabricaram uma, duas ou três, a questão não é essa. A questão é que encomendamos um lote de cinquenta unidade por um custo total de R$ 5.000.000.000,00 (cinco bilhões de reais), isso dá R$ 100.000.000,00 (cem milhões de reais) por unidade, que dá mais ou menos, dependendo da cotação diária, entre US$ 55 milhões e US$ 60 milhões a unidade.

    Lembrando que:

    Um Legacy 650 da Embraer tem custo unitário de US$ 28 bilhões.
    A Embraer investiu próximo a US$ 30 milhões em equipamentos para montar uma unidade de montagem na China, e nem por isso os preços dos ERJ-145 se tornaram astronômicos.
    O S-92 da Sikorski, com mesmo peso de decolagem e mesma potência tem preço de tabela de US$ 27 milhões.
    Ah, alguém dirá, mais tem mais isso, mais aquilo… Ótimo, então que se venha a público prestar conta do dinheiro gasto.
    Se a coisa fosse tão maravilhosa assim, a Helibras não precisaria ter contratado um certo ex Governador de um certo partido, que por lá virou “diretor” justamente e somente durante a negociação dessa aeronve. Aliás, tão maravilhoso negociador deveria ter sido contratado pela Eurocopter para vender o equipamento pelo planeta.

    Qual é, “cumpadre”?!

  28. Pessoal, nós da Forças de Defesa tivemos o prazer de estar presentes na chegada do primeiro EC725 da MB e voamos também nele (inclusive em voo noturno), quando conversamos com o pessoal que opera a aeronave.

    A opinião de quem opera a aeronave é bem diferente da dos comentaristas de Internet.

    É a primeira vez que um governo brasileiro compra 50 helicópteros médios para as Forças Armadas de uma só vez.

    Muitas vezes as críticas jogam fora a água suja da banheira juntamente com o bebê.

  29. Devemos nos ater mais ao aspectos técnico-financeiros do projeto, e não às emoções e etc de torcedores e não torcedores. O heli cumpre a missão? Pagamos caro demais? Por que pagamos este preço? Isso deve ser discutido.

    O grande problema é que as FFAA operam com dinheiro contado, o orçamento é muito apertado. Logo, quando gasta-se tal dinheiro, ele deve ser BEM GASTO! Não há espaço para compras irracionais e desperdícios. E é isso que devemos discutir sobre o EC725, bem como suas qualidades e defeitos.

  30. Galante!

    Alguns “especialistas da internet” no qual me incluo modestamente, afirmam aquilo que os especialistas em manutenção e ensaio de vôo falam em off, agora se vocês esperavam fazer um vôo de paquera, na “caronagem” e ouvir o pilto da MB dizer o que é realmente seria muita ingenuidade(coisa que de longe sei que o pessoal do PN não tem), mas se as dúvidas avansarem converse com o pessoal do ensaio de vôo da MB ou com o pessoal EAV da FAB, sem dizer que tu és jornalista e que vai publicar, posso de antever que vais term muiiita dificuldade, pois a orde de cima é pra não falar do assunto, principalmente resultados de ensaios, sabe porque né??? Porque foram ruins…..

    Carissímo Augusto!

    O que falei acima para o Galante subscrevo para você, jamais tu vais ver um oficial comandante falar em público, nada além de oficialismo e “abobrol”, quer saber a verdade, fale com quem faz voar…..

    Marcelo!

    O NH 90 ainda não está full operation na versão C SAr, provavelmente estará em breve, agora, porque será que “bondosa Gália” comprou 12 ou 14 EC 725 e tem um portfólio de encomendas na ordem de 90 NHs?

    Grande abraço

  31. “O EC-725 foi muito bem no Afeganistão, o que ninguem fala aqui é que os poderosos ultra mega blaster UH-60 Americano…”

    Deixa de ser “criativo”!!!
    Só tem uns 3 Caracal em um mar de BH, Chinook, Super Stallion e até Hip.
    E ao contrário dos BH do SOCOM, as tralhas francesas operam peladas e perto de Kabul.

  32. O EC 725 é um bom helicóptero para missões SAR e de off shore, mas para operação militar está longe de ser o melhor, nem blindagem tem! Continuo perguntando, se o EC 725 é tão bom assim como o diz a propaganda francesa, porque eles compraram uma dúzia? Do NH 90 a França comprou uma centena.

    O custo de um Caracal é de 25 milhões de dólares. Mas por causa da tal TOT estamos pagando 50 milhões de dólares por cada unidade. Um EC saiu o valor de dois NH. Deveríamos ter 100 helicópteros e não metade. Um absurdo! Estamos pagando caro para um equipamento que no final das contas é ultrapassado, por mais modernizações que tenha ainda é o velho AS. É claro que ser um produto de desenho antigo não o inviabiliza, mas existem opções mais modernas e mais baratas ele chama-se, NH 90 (não vou nem tocar no Agusta Westland AW101).

    Quem compra hoje o Caracal o faz por não ter outra opção no mercado para aeronaves SAR.

    O Caracal atende as opções das forças. Parece que sim, mas toda vez que há uma missão critica os militares apostam o Black Hawk. Não é uma escolha inconsequente, na realidade como veiculo militar o UH-60 é mais eficiente que o EC. É mais baixo, mais rápido e mais ágil, somente perde na quantidade de soldados que pode levar. Mas, se quiséssemos ficar dentro da opção Euro/francesa (a Eurocopter possui 62.5% das ações da NHIndustries) o NH 90 era uma opção muito mais interessante do que o Caracal.

    O que mais me incomoda é a questão da enganação que é está tal TOT. Estamos pagando muito caro por uma tecnologia que basicamente tem vinte anos. As partes mais modernas do helicóptero são construídas por empresas francesas, uma TOT de eu para mim mesmo. Como demonstrou o Ivan, outros países fizeram acordos com a Eurocopter é desenvolveram produtos nativos e com desenvolvimento de tecnologia (como o Kai Surion, que é coreano e não francês). Este acordo foi um erro crasso. Não acredito em burrice, mas em escolhas que defendem apenas interesses privados contra a necessidade do país em termos de desenvolvimento e defesa. O processo deveria ver o interesse das forças armadas e da indústria e não do vendedor.

    Abs,

    Ricardo

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