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Você conhece a Lei XVI de Augustine?

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Em 1984 Norman Ralph Augustine, ocupava a vice-presidência de operações técnicas da companhia norte-americama Martin Marietta. Depois de acumular uma experiência de 25 anos na indústria aeroespacial e em cargos públicos na área de defesa, Augustine publicou um livro chamado “As leis de Augustine”.

De forma bastante humorada, Augustine formulou 52 leis que revelam o cotidiano do mundo corporativo dos Estados Unidos. Mas existe uma de suas leis (número 16) que se tornou referência na indústria aeroespacial.

De acordo com Augustine, o custo unitário de uma aeronave desde 1910 cresceu de forma exponencial, ao passo que o crescimento dos orçamentos de defesa ocorreu de forma linear. Assim, Augustine chegou a seguinte conclusão:

“No ano de 2054, todo o orçamento de defesa comprará apenas uma aeronave. Ela deverá ser repartida entre a Força Aérea e a Marinha três dias e meio por semana para cada força. Nos anos bissextos, esta aeronave estará disponível para os Fuzileiros Navais em função do dia extra no calendário”

Já se passaram quase 30 anos desde que Augustine publicou sua “Lei”, e ela continua verdadeira como nunca. No site da wikipedia o gráfico original de Augustine foi modificado (ver abaixo) para incluir novas aeronaves como o Super Hornet e o F-35, que não existiam quando o livro foi publicado.

Faltam mais 32 anos para chegarmos nas Forças Armadas de uma única nave. Mas em seu livro (ver página 108), Augustine também deu uma dica de qual poderia ser este único veículo. O resultado está na foto abaixo.

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DrCockroach
DrCockroach
8 anos atrás

Eh uma tendencia que inviabiliza o orcamentos em algum ponto mesmo quando se considere a reducao das quantidades. Os drones devem dar um refresco, mas os mesmos tb podem acabar sofrendo da Lei de Augustine.

Talvez lah p/ o Forte, mas qual seria a curva hoje p/ os carros de combate?

[]s!

ricardo_recife
ricardo_recife
8 anos atrás

Em um gráfico de scatterplot quanto mais linear a relação entre as variáveis mais os pontos estarão perto da linha de tendência. Pelo gráfico demonstrado o r de Pearson (cálculo que mensura a correlação entre duas variáveis numéricas) a Lei 16 de Augustine tem uma relação muito próxima de 0.9, o que é uma correlação fortíssima. Analisando a lei e suas consequências para a avião de caça fica cada vez mais claro que teremos cada vez menos aviões a disposição das forças. Poucos aviões de 4.5 geração ou quinta deverão passar do mil. Desta forma, as soluções solitárias devem ser… Read more »

Nick
Nick
8 anos atrás

Lei interessante essa. Mas concordo que deveria ser indexado o dólar. A curva não vai ser tão inclinada, mas daqui quem sabe, 10 gerações(?!?) poderemos ter a Força Aérea de 1 caça(ou Astronanave de Batalha) 🙂

[]’s

Marcos
Marcos
8 anos atrás

Paul Kennedy, historiador, em seu livro Ascensão e Queda das Grandes Potências (meados da década de 90) trata desses custos cada vez maiores, entre outras coisas. Muito interessante o livro. Lembro que nas páginas finais ele disse: “prestem atenção na China, que emerge como grande potência”, em uma época que nem sabiamos o que era a China.

PS: Brasil não é citado no livro. Entenda-se por ai que continuaremos sendo uma “potência” mequetrefe.

RA5_Vigilante
RA5_Vigilante
8 anos atrás

Estaria o Gripen quebrando essa tendencia?

*ttp://www.youtube.com/watch?v=x3-PeY-heho

Marcos
Marcos
8 anos atrás

RA5_Vigilante

O Gripen está para o F-18 como o F-5 estava para o F-4 (ou seria um Phantom F-5? He, he, he).

Que sejamos sinceros, o F-5 nos atendeu muito bem durante anos.

Adoraria ver um lote de F-18 operando no Brasil, mas a realidade, a dos preços, esbarra a compra, embora acredite que a falta de realidade de alguns ainda nos levará para o Rafale. E que sejamos realistas também, se o Gripen está para o F-18 como o F-5 estava para o F-4, o Rafale nada mais é de uma espécie de Mirage IV.

RA5_Vigilante
RA5_Vigilante
8 anos atrás

Marcos

O Mirage IV eh um bombardeiro, NADA a ver com Rafale.

Mauricio R.
Mauricio R.
8 anos atrás

Parte das necessidades da França, p/ as quais o Rafale foi criado, é substituir ao Mirage IV, em especial sua capacidade de reconhecimento estratégico.

Fernando "Nunão" De Martini
Editor
8 anos atrás

Maurício, De certa forma, sim. O Mirage IV foi substituído em sua função de bombardeiro nuclear por uma versão do Mirage 2000, a N – ou seja, substituiu-se um bombardeiro por um caça, com alguma perda de raio de ação para a missão nuclear (embora o Mirage IV tivesse um alto consumo, tanto que não tinha baia interna para levar o armamento nuclear, mas uma espécie de baia “conformal” no ventre, para não comprometer o espaço para combustível). Após o Mirage 2000 N assumir o ataque nuclear, os últimos Mirage IV operaram como reconhecedores estratégicos. Mas também já foram desativados.… Read more »

RA5_Vigilante
RA5_Vigilante
8 anos atrás

Mauricio

O Rafale vai absorver as tarefas do Mirage IV, assim como de outros CAÇAS (Mirage F-1, Mirage 2000, F-8 Crusader). Porem o Mirage IV nao foi projetado para missoes de defesa aerea, ao contrario do Rafale.

Desta forma, dizer que o Rafale eh “uma especie de Mirage IV” eh beeem fora da realidade, não adianta forçar argumento.

Grifo
Grifo
8 anos atrás

Senhores, o gráfico tem um problema sério ao usar o valor histórico do dólar ao invés de um valor corrigido. Desta forma, boa parte do aumento observado se deve somente à inflação do período.

DrCockroach
DrCockroach
8 anos atrás

O trabalho abaixo (link) utiliza dolar constantes de 1990 (ajustado p/ inflacao). A figura 1 nao inclui F-22 e F-35, mas, em geral, a tendencia da “Augustine’s Law” eh corroborada.

http://www.dtic.mil/cgi-bin/GetTRDoc?AD=ADA487492

A segunda figura relaciona tempo de desenvolvimento e custo,e tb eh bem interessante. Mas claro, cada caso eh um caso, por exemplo: F-35 e Gripen; o fluxo de capitais que entra p/ o desenvolvimento e os requerimentos sao fundamentais. Mas como tendencia, ou regra de “dedao”, o argumento me parece valido.

[]s!