Mayday, mayday!

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    *Srinivasapuram Krishnaswamy

    A notícia sobre a seleção do Rafale francês como o vencedor da competição Medium Multi-Role Combat Aircraft (MMRCA) da Índia trouxe muito alívio depois de anos de especulação. Apesar do alarde da mídia, o processo de seleção foi tratado profissionalmente com a discrição e confidencialidade que merecia. Ainda restam poucos passos que precisam ser protegidos contra qualquer possível “mau perdedor”.

    Enquanto o vencedor do mega contrato de US$ 10-15 bilhões é uma empresa aeroespacial europeia, o perdedor será a Índia. A Índia capitulou, como nossa equipe de críquete, deixando o palco livre para os europeus e os norte-americanos. Idealmente, os bilhões de dólares de investimento deveriam ter ido para o nosso próprio projeto local dos aviões de combate leve (LCA). Se o LCA tivesse entrado em serviço em 2004, depois de preencher todos os requisitos de serviço, não teria havido a necessidade de qualquer contrato MMRCA.

    A IAF tinha antecipado cedo, em 1985, a aposentadoria de mais de 200 aviões MiG-21 que voaram mais de 35 anos depois de chegarem ao fim da sua vida técnica. A Defence and Research Development Organisation (DRDO) iniciou o projeto e desenvolvimento da ACV, uma aeronave de combate nativa (para dar um impulso à capacidade autóctone) a ser construída com as especificações da IAF. Esta foi iniciada em um “fast-track” para entregar uma versão totalmente testada e pronta para produção em 10 anos – isto por volta de 1994.

    O governo tomou uma abordagem não convencional, dando à DRDO, no lugar da indústria indiana em geral, a liderança. Uma organização “fast-track ” não testada , a Aeronautical Development Agency (ADA) foi criada como consultora científica do ministro da Defesa, seu diretor geral. Ele também tinha um terceiro “chapéu” como secretário do Governo da Índia, dando-lhe poder combinado enorme para impulsionar o “fast track”. Mas mesmo 27 anos mostraram-se insuficientes para o LCA ver a luz do dia.

    A complexidade do programa foi subestimada e a estrutura organizacional não foi otimizada para fornecer o esperado. Faltando o firme  gerenciamento de projetos da empresa, o projeto em si tornou-se praticamente uma “vaca sagrada” que foi autorizado a se arrastar.Como resultado, o inevitável aconteceu: A IAF exerceu a opção de importar.

    O dano que ocorreu subsequentemente é considerável:

    Alguns milhares de crores foram investidos no programa LCA. Isso pode agora tornar-se um ativo inadimplente desde que o MMRCA está sendo importado.

    Alguns milhares de crores foram investidos para desenvolver o motor Kaveri. A comunidade científica autóctone desistiu e contratou uma empresa europeia para completar o seu desenvolvimento.

    Parece improvável que uma variante naval do LCA  pouse alguma vez no convés de um navio. Pode provavelmente precisar de um novo motor além de muitos testes e modificações. Há pouca resistência demonstrada para assumir esses riscos.

    A batalha perdida para manter os sistemas e design do LCA  relevantes após 27 anos de trabalho tornou-se óbvia.

    O efeito cumulativo sobre a nossa capacidade militar tem sido ainda mais agudo, agora que está fora do nosso orçamento. No início dos anos 90, antecipando a indução dos ACV, a IAF fez um valente esforço para manter o MiG-21 no ar por mais alguns anos. Um caro programa de atualização foi iniciado, que custou alguns milhares de crores. Dezenas de velhos e renovados MiG-21 foram comprados de países da Comunidade de Estados Independentes (CIS). Um grande número de motores de segunda-mão remodelados foi comprado.

    A IAF adquiriu MiG-29 adicionais para aumentar o nível da força já esgotada. Foi feita uma tentativa para adquirir Mirage 2000 adicionais, incluindo aviões de segunda mão, que mais tarde evoluiu para o caro programa MMRCA. No final dos anos 90, a força aérea teve de se defender bravamente das falhas do MiG-21 contra a publicidade adversa e não deixar o moral baixo. Em 2002, durante o impasse entre a Índia e o Paquistão que se seguiu ao ataque de 13 de dezembro por terroristas no Parlamento indiano, a IAF estava preocupada com a disponibilidade de um número adequado de aeronaves de combate. Se o LCA tivesse sido  introduzido a tempo, estas dificuldades embaraçosas e despesas poderiam ter sido evitadas, ou pelo menos melhor gerenciadas. A perda não pode ser contada apenas em crores de rúpias.

    Nossa comunidade científica tem, sem dúvida, produzido resultados estelares em algumas áreas. O país retribuiu, fazendo um importante cientista presidente. Mas o programa aeroespacial foi muito prejudicado por essa mesma comunidade, do governo e da IAF por não entregar, por não insistir na prestação de contas, e por não projetar suas preocupações com força suficiente.

    Os problemas continuam. Nossa indústria aeroespacial, que poderia cumprir o compromisso com nossas forças armadas para fornecer aviões de treinamento até agora, está congelada. A IAF provavelmente terá que importar treinadores a hélice, pois a Hindustan Aeronautics Limited (HAL) não corrigiu as falhas de motor no HPT-32, que foi projetado e produzido no seu próprio estabelecimento. As causas para esta falha permanecem misteriosas e fora do alcance da HAL para solução, mesmo depois de esta ter construído centenas deste projeto simples.

    O  protótipo do Intermediate Jet instrutor (IJT) entrou em parafuso e o do Light Attack Helicopter está sendo desenvolvido em um ritmo de caracol. O National Aerospace Laboratories (NAL), depois de ter perdido o único protótipo da polivalente aeronave civil Saras, juntamente com sua tripulação completa no acidente de 2009, está revivendo o exercício. É discutível se o Conselho de laboratórios de investigação científica e industrial deve realmente se envolver no negócio de produção de tudo. O desenvolvimento global neste setor vital está nos ignorando. Nossas indústrias aeroespaciais e atividades requerem uma revisão completa, uma vez que é de importância estratégica.

    *Srinivasapuram Krishnaswamy é ex-chefe da Aeronáutica. Ele foi agraciado com o Prêmio Agni para a auto-suficiência em 1999, por promover o desenvolvimento autóctone nas forças armadas indianas. As opiniões expressas pelo autor são pessoais

    FONTE: hindustantimes.com / TRADUÇÃO e ADAPTAÇÃO: Poder Aéreo

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    Marcos
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    Marcos

    Pensei que ele estivesse se referindo ao Brasil, mas começaram a aparecer nomes estranhos…
    Quando apareceu a “vaca sagrada” entendi que estava se referindo à India.
    Ele que não se preocupe, porque se lá há a “vaca sagrada”, aqui temos o “Moby Dick – o grande elefante branco das profundezas”.
    De resto, tudo é igual.

    Baschera
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    Baschera

    Pios é…. nem tudo que reluz é ouro.

    A melhor matéria critica que já lí sobre a indústria aeroespacial da Índia até agora…..

    Será que com o dinheiro que eles despendem faríamos melhor ???

    Mudando de saco prá mala, interessante, mas já sabido, das dificuldades citadas sobre o Tejas e a turbina Kaveri.

    Bem que eles podiam vender o projeto do Tejas para a EMB….. aposto que em dois anos estaria voando dentro dos parâmetros.

    Qualquer modo, são bons parâmetros para que se faça um programa estratégico de co-desenvolvimento compartilhado com os indianos nestas áreas.

    Acorda aí pessoal do MD….

    Sds.

    Justin Case
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    Justin Case

    Amigos, boa noite. Notícia do indiano THE ECONOMIC TIMES: http://economictimes.indiatimes.com/articleshow/11758620.cms?prtpage=1 “9 FACTORS THAT MAY HAVE HELPED DASSAULT SELL ITS RAFALE FIGHTER THIS WEEK 5 Feb, 2012, 12.58AM IST, Bennett Voyles, Many global arms industry observers were surprised this week when the Indian Air Force announced that it had chosen French firm Dassault Aviation as its preferred bidder for a roughly $11-billion deal to supply India with 126 jet fighters. After all, despite 12 years of heavy sales bombardments all over the world that sometimes even included the president, only the French air force has ever actually bought the Rafale. The… Read more »

    Clésio Luiz
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    Clésio Luiz

    Olhando os problemas do Tejas, não posso deixar de notar que ele é provavelmente o último caça de asa delta puro. Embora taxada de retrógrada nos anos 70, quando ficou possível qualquer um fabricar asas finas de enflechamento moderado e baixo arrasto (F-16, F/A-18), a asa delta ainda está aí, curiosamente sendo a asa padrão de quase todos os caças projetados desde 1980, com exceção apenas do AMX, YF-23 e do F-35. A versão naval do Tejas incluiu um interessante lerx móvel a-lá Pak-Fa. Realmente é uma pena que eles não tenham conseguido botar o bichinho em operação depois de… Read more »

    Justin Case
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    Justin Case

    Inde : le Rafale était 15 à 20% moins cher que l’Eurofighter
    Amigos,

    Ainda sobre as razões da vitória do Rafale na Índia:

    http://www.marianne2.fr/blogsecretdefense/Inde-le-Rafale-etait-15-a-20-moins-cher-que-l-Eurofighter_a514.html

    Inde : le Rafale était 15 à 20% moins cher que l’Eurofighter

    Selon nos informations, le prix proposé par le GIE Rafale (Dassault, Thales, Snecma) pour 126 avions de combat était inférieur de 15 à 20% au prix proposé par son concurrent, l’Eurofighter Typhoon, proposé par le Royaume-Uni, l’Allemagne, l’Italie et l’Espagne.
    Le prix – à la fois coût d’acquisition et d’utilisation – est donc bien l’une des principales raisons du choix indien d’ouvrir des négocations exclusives avec la France.”

    Abraços,

    Justin

    Nick
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    Nick

    Apesar de entender que esse tipo de investimento não é jogar dinheiro no lixo, existem riscos sim. O AMX é um exemplo, mas rendeu frutos. Os Indianos parecem pecar no GERENCIAMENTO, já que $$$ não falta por lá.

    []’s

    Mauricio R.
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    Mauricio R.

    “Inde : le Rafale était 15 à 20% moins cher que l’Eurofighter

    Aí vem o pulo do gato, troquemos o radar, íiííí´não dá pq não tem geração de energia elétrica suficiente; substitui a Spectra, altera a fuselagem p/ poder trocar a turbina; troca o gerador…
    Então penso eu, que L2 (Typhoon) ainda tem uma razoável chance.

    Almeida
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    Almeida

    Bem, a Índia investiu pesado em sua indústria aeroespacial e não tem UM produto decente no mercado. O Brasil investiu moderadamente em sua indústria aeroespacial e tem a terceira maior montadora do planeta, com vários projetos bem sucedidos na bagagem como o Tucano (escolhido pela RAF e vários outros!), ERJ-135/145 (voando em praticamente toda cia. aérea regional no Mundo), E-99 e R-99 (escolhidos pela própria Índia!), Super Tucano (escolhido pela USAF e vários outros!), Legacy, ERJ-190 e em breve, não tenham dúvidas, o KC-390. Na minha humilde opinião, prefiro projetar e fabricar um ótimo e bem sucedido treinador movido a… Read more »

    DrCockroach
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    DrCockroach

    O surrealismo dos governantes da India eh… surrealista. O discussao das doacoes de combate a pobreza pelos Britanicos a India receberam a seguinte declaracao do Ministro da Fazenda Indiano: “Nao precisamos de migalhas” !?!?!? O RU oferece quase 2 bilhoes de dolares p/ um pais com 645 milhoes de pobres, mais de 400 milhoes em pobreza absoluta (criancas mal-nutritas, mulheres analfabetas, etc), e o Ministro da fazenda nao quer “migalhas”!? Este valor seria aproximadamente equivalente o que o GF brasileiro executou em obras de saneamento basico no Brasil num ano inteiro. 47% das criancas na India sao consideradas mal-nutridas e,… Read more »

    DrCockroach
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    DrCockroach

    “Rafale deal: British clamour to stop aid to India grows louder”

    http://news.in.msn.com/international/article.aspx?cp-documentid=5813090

    []s!

    P.S.: Tabete = tapete *&(^#!#^!*!@Y!(* !!!

    Mauricio R.
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    Mauricio R.

    “E-99 e R-99 (escolhidos pela própria Índia!)”

    Somente o R-99, e o radar e demais sistemas, são indianos.

    Antonio M
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    Antonio M

    “…Se o LCA tivesse entrado em serviço em 2004, depois de preencher todos os requisitos de serviço, não teria havido a necessidade de qualquer contrato MMRCA. …”

    Considerando que se trata de um ex-chefe da aeronáutica, então a desclassificação de caças como Gripen, F16, F18 não teria respaldo no próprio MMRCA, já que o Tejas não supera nenhum desses !!!! Acaba comprovando que o MMRCA acabou se tornando mera sigla, e não uma especificação.

    O que a FAB fez em termos de levantamentos/relatórios técnicos para o FX2, é muito mais coerente e profissional.