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Apertem os cintos, o Gripen não sumiu parte 2: República Tcheca

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O aperto no cinto por causa da crise econômica beneficia o Gripen na República Tcheca, que não vai lançar nova concorrência de caças devido a restrições no orçamento – o país pretende operar seus caças Gripen além do contrato de ‘leasing’ atual, que vai até 2015

 

O Primeiro Ministro da República Tcheca, Petr Nečas, entregou para o ministro da Defesa Alexandr Vondra a tarefa de chegar a um acordo sobre uma solução do tipo “ponte” para permitir que o país continue operando seus caças  JAS-39 Gripens após 2015. Isso porque o prazo do atual contrato de ‘leasing’ dos caças fabricados pela empresa sueca Saab, em consórcio com a BAE Systems inglesa, vai expirar em 2015, mas o governo não pretende tomar uma decisão final sobre o reequipamento de longo prazo de sua Força Aérea até que a situação econômica melhore. A informação foi confirmada pelo Primeiro Ministro logo após uma reunião regular do Gabinete.

Nečas disse a repórteres que, “na atual situação econômica, e também levando em conta os orçamentos públicos, o governo não considera correto lançar uma concorrência que poderia resolver definitivamente os problemas da proteção do espaço aéreo.” Segundo a agência de notícias estatal ČTK, o ministro da Defesa Vondra vai negociar uma “solução-ponte” com o Governo Sueco para permitir que a frota de 14 caças Gripen continue a ser operada e, conforme resolução do Gabinete, deverá relatar sobre as conversações em meados de 2012.

O Primeiro-Ministro deseja que o período dessa “solução-ponte” seja de até cinco anos. A opção por estender o contrato de leasing, segundo a agência de notícias E15.cz, é um desejo do ministro da Defesa. Ela estaria sendo recomendada por um relatório secreto que o Gabinete deveria discutir na quarta-feira, conforme informações de uma fonte próxima ao Governo, que também disse que os Tchecos deverão sugerir a continuidade dos atuais termos do acordo.

A notícia surge uma semana após a Hungria, que tem uma economia muito mais problemática, anunciou a extensão até 2026 do seu contrato de ‘leasing’ de caças Gripen, acordado com a Suécia. O caça, além da Hungria e da República Tcheca, é operado pelas forças aéreas da Suécia, África do Sul e Tailândia e, em novembro de 2011, a Suíça anunciou sua intenção de adquirir 22 caças Gripen.

No passado, o Primeiro-Ministro demonstrou pouco entusiasmo em estender o contrato de leasing do Gripen, devido a investigações sobre supostos casos de corrupção num contrato original para compra de 24 aeronaves, que ainda precisam ser concluídas. Esse acordo não foi aprovado pelo Parlamento Tcheco, que preferiu uma solução mais barata, de “leasing”, que custou um terço do que seria o necessário para comprar os caças.

O Primeiro Ministro havia expressado reservas, no ano passado, a respeito de aspectos técnicos do Gripen, dizendo que não tinha sido testado em combate, não se comunicava com os equipamentos de países membros da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) e teria metade do alcance do F-16 porque não podem ser reabastecidos em voo. Isso num contexto de propostas dos EUA para proteger o espaço aéreo da República Tcheca com caças F-16 da Lockheed Martin e F-18 da Boeing, assim como ofertas de caças Typhoon de segunda mão por parte do consórcio Eurofighter.

FONTE: Czech Position, com informações da ČTK (tradução, adaptação e edição: Poder Aéreo)

FOTO: Saab

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