sexta-feira, outubro 22, 2021

Gripen para o Brasil

Operação Ágata 2 interceptou 33 aeronaves na fronteira

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Alexandre Galante
Jornalista, designer, fotógrafo e piloto virtual - alexgalante@fordefesa.com.br

Enquanto soldados do Exército Brasileiro patrulham por terra e navios da Marinha do Brasil fiscalizam os rios da região durante a Operação Ágata 2, a Força Aérea Brasileira (FAB) mantêm caças prontos para interceptar qualquer aeronave em voo irregular na região de fronteira do Brasil com o Uruguai, a Argentina e o Paraguai. A missão é cumprida por caças A-29 Super Tucano, que durante a operação decolam das cidades de Maringá (PR), Dourados (MS) e Campo Grande (MS), além dos supersônicos F-5EM de Canoas (RS). Até agora, foram interceptadas 33 aeronaves, sendo 27 em situação regular. Outras seis deixaram o espaço aéreo brasileiro depois de abordagem dos pilotos pela fonia.

Assim como nas patrulhas na superfície, que acontecem com o apoio dos órgãos de segurança pública e agências federais como o Ibama e a Receita Federal, o objetivo é primeiro localizar e averiguar cada avião suspeito, tudo de acordo com as Medidas de Policiamento do Espaço Aéreo.

“As medidas realizadas são para identificar se o piloto tem um plano de voo regular, se está cumprindo as ordens dos órgãos de controle do espaço aéreo”, explica o Tenente Coronel André Monteiro, Comandante do Esquadrão Flecha, uma das três unidades de caça da FAB equipadas com caças A-29 Super Tucano.

Para localizar os alvos, o Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro (COMDABRA) conta com a rede de radares do Segundo Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (CINDACTA II), de Curitiba (PR), e com o E-99, avião-radar que consegue detectar até aeronaves voando em baixa altitude. Em contato direto com o piloto de caça, o Comando pode determinar cada uma das ações, que vão desde o acompanhamento à distância do voo até o uso das metralhadoras calibre 12,75 mm, tudo de acordo com a Lei Nº 9.614, regulamentada pelo Decreto Nº 5.144.

Bases desdobradas

As unidades de caça da FAB estão sempre prontas para missões de defesa do espaço aéreo brasileiro, 24 horas por dia. A diferença na Operação Ágata 2 é que as ações acontecem em paralelo com as fiscalizações por terra e caças também operam fora das Bases Aéreas, a partir de Maringá (PR) e Dourados (MS), cidades próximas da fronteira.

“Essa é uma característica importante de Força Aérea. Hoje estamos operando aqui no Mato Grosso do Sul, mas podemos operar no Mato Grosso, na região amazônica, no sul do país, em qualquer região”, garante o Tenente Coronel Monteiro. Ele explica que, com uma infraestrutura mínima já é possível operar fora das bases aéreas e lembra ainda que a FAB também possui outras unidades de caça nas regiões Norte, Centro-Oeste e Sul do país.

FONTE: FAB

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Marcos

Pena ser apenas uma operação, isto deveria ser uma realidade.
Mas fazer o que em se tratando de BRASIL, a onde a grande maioria não esta nem aí.
O unico consolo, é que seus militares levam o seu PAIS a sério, ao menos a maioria.

Mauricio R.

Não há tantos F-5F no inventário da FAB p/ que se possa dar-lhes funções mais ativa, do qua a conversão operacional e a padronização de procedimentos.
Esse acúmulo de horas de voo, lá na frente vai pesar.

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